Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

hoje escrevo sobre....

31.10.18, Joana Marques

Esta é uma rubrica nova no blog.

Às vezes recebo email's, mensagem de Facebook ou Instagram a pedir para falar sobre isto ou aquilo.

Até agora tenho respondido a cada uma. 

A partir de agora vou responder usando o blog.

Não quer dizer que não responda também a quem me envia a mensagem. Por norma respondo a todas as mensagens.

A não ser que me esqueça..porque a idade começa a ser para cima de muitos dígitos.

E grávida, ainda por cima...

Sabem lá a minha vida...

 

Alguém. Não vou dizer o nome. Pediu-me para falar sobre relações amorosas.

Não é um assunto que me sinta muito à vontade. Porque é um assunto que não domino.

Aliás, só casei aos 37 anos. Olhando para os meus irmãos que casaram muito mais cedo que eu e acertaram á primeira.

Esses sim deviam estar a escrever este post.

 

Não sou uma pessoa fácil. E isso deve ser o ponto de partida para este post.

Quem me atura tem de ter uma paciência do tamanho do sistema solar.

Juntando ao facto de não ser uma pessoa fácil. Sou uma pessoa exigente. E em certas situações sou muito pouco flexível.

Para relações amorosas como para relações de amizade existe uma linha vermelha.

Não gosto de passar a linha vermelha. Se a passar está o caldo entornado. E eu tenho muita dificuldade em voltar à normalidade e olhar para o outro da mesma forma.

 

Fazendo uma retrospetiva das relações amorosas que tive. Cheguei à conclusão que falharam mais por causa de mim do que por causa deles.

Eu quero acreditar que falharam porque eu um dia ia conhecer o homem da minha vida, o Pedro. E se estivesse com outro, o Pedro seria apenas uma miragem...

 

 

Era pouco mais do que uma miúda quando tive o meu primeiro namorado. Tinha 16, quase 17.

Chamava-se Marc. Era meio francês. E andava no Pedro Nunes como eu. Era o melhor amigo do meu melhor amigo.

Era giro que se fartava. Falava português com sotaque francês. Mas, senhores, sentem-se!

Era do benfica. Com a mesma intensidade que eu era do Sporting.

E isso não era bom. 

As discussões eram mais do que muitas e só nunca andámos à tareia. Não sei muito bem porquê.

Às segundas feiras normalmente não nos falávamos. Miúdos....

Às terças vinha ter comigo. E lá fazíamos as pazes. 

Era assim para o ciumento. Mas...

....ia gerindo.

Começou a falar em casamento quando eu tinha uns 20 anos. Andava eu fresca e fofa a servir leite com café em aviões.

Quando terminou o curso e se empregou, insistiu mais e mais. E em filhos. Falava muito em filhos. E eu armada em Joana a dizer:

- Claro que sim, um dia destes...

Um dia cansou-se de esperar. E fez-me um ultimato. Queria ir para Inglaterra tirar o mestrado e queria que eu fosse com ele. Casados!

Olhei para ele com pânico no olhar. E pedi-lhe para esperar...

...não esperou. E eu compreendi. Toda a gente tem o seu limite e ele tinha atingido o dele.

Gabo-lhe a paciência. Esperou por mim tanto tempo...estivemos juntos quase 7 anos.

Não lhe gabo a preferência clubística. Cruzes! Canhoto! Credo! 

 

A culpa foi minha, mas...

....fiquei de rastos. Claro!

Fiquei sozinha quase 4 anos. 

 

O senhor que se seguiu era sportinguista. E eu achei que era o homem da minha vida.

Pelo menos às segundas nunca estava chateada com ele. Quando corria mal, corria mal para os dois.

No primeiro ano de namoro esteve 6 meses fora. 

Disse-me que tinha de ir. Deu-me a entender que era obrigado a ir.

Quase cortei os pulsos com as saudades. Mas...

...o que tem de ser tem muita força. Desejei-lhe sorte. O destino não era propriamente paradisíaco.

E rezei para que voltasse inteiro e de boa saúde. E já agora apaixonado por mim. 

Voltou. E parecia que nunca nos tínhamos separado.

Estivemos juntos quase 7 anos. Durante esse tempo começou-se a falar em casamento.

Já não fugi ao assunto como anteriormente. Ok! Pronto. Fugi um bocadinho mal de nada....

Começámos a falar de filhos, também. Eu era hospedeira e ele também tinha horários um bocado diferentes.

Comecei a tratar de mudar de vida. Porque a ideia não me parecia completamente descabida.

Fiz uma pós graduação em Inglaterra para juntar à minha licenciatura em Gestão.

E consegui um estágio numa empresa em Milão. 3 meses.

Informei-o. Não concordou. Disse-me para ficar, por favor. Deu-me mil e uma razões para eu não ir.

Fiquei a pensar.

Um dia em Junho. Fomos a um jantar com ex colegas dele. E no meio do jantar percebi que afinal, no início da nossa relação, ele tinha ido para fora porque se tinha oferecido. E não porque tinha sido obrigado.

Lembro-me de estar numa mesa, ele à minha frente, e a cara dele disse tudo.

- Ela percebeu. E não há nada a fazer...

Lembro-me do caminho que fizemos de carro. Quase em silêncio. Porque ele sabia o que ia acontecer e eu também.

Foi ao som de "Just like heaven" dos "The Cure" que acabou. Terminámos. Porque seria muito difícil para mim voltar a confiar nele.

Ele tinha ultrapassado uma linha vermelha. E eu sou do Sporting.

Fui para Milão. Troquei de trabalho. E sofri como uma condenada à cadeira elétrica.

 

O senhor que se segue. Não foi meu namorado.

Mas eu gostei dele como se tivesse sido.

É o #rumoaoesquecimento.

O Quiosque já existia nesta fase e por isso as minhas lamurias estão espalhadas pelo blog.

Foi uma pessoa importante. Muito importante. Acho que só não tivemos nada porque eu estava fora.

E quando voltei as coisas já tinham descambado. Tal como o Marc, também este achou que já tinha esperado tempo de mais. E foi à vida dele.

Não o censuro. 

A verdade é que o tempo que nos falamos foi agridoce para mim. Muito bom. E às vezes muito mau.

Não por ele. Mas sobretudo porque me pus em causa várias vezes. E isso não costuma acontecer.

O rapazinho tinha o hábito de comentar a fazer-se interessante no instagram de miúdas, mulheres, enfim....pessoas do sexo feminino.

Falei com ele. Custou-me porque achei parvo. Mas falei...ao fim de algum tempo.

Desvalorizou. E continuou a fazer o mesmo.

Comecei a duvidar da minha sanidade mental e desativei o instagram. 

Coração que não vê. Coração que não sente.

 

Só que...

...parti a perna no ano passado. E não tinha grande coisa para fazer. E voltei ao instagram.

E lá estava. Os comentários na Rita, na Inês, na Cláudia...nos iogurtes, na bainha das calças, no chazinho...enfim.

Podia não ter mal nenhum. Mas incomodava-me e ele sabia. Aliás, atualmente está com uma destas pessoas, por isso...

...onde há fumo, há fogo. Afinal era mesmo alguma coisa. E eu não estava neurótica de todo....só um bocadinho.

Foi por causa dele que escrevi o post: "eu queria ser suficiente". Porque ao longo desta relação que não chegou a acontecer nunca senti que fosse suficiente. Em certas alturas achava que ele olhava para mim como se eu fosse o ultimo copo de água do deserto. Noutras achava que afinal a Rita, a Inês e a Cláudia é que eram o último copo de água do deserto. E eu estava aquém. Ser suficiente é a conta certa. E eu nunca fui.

E pronto! Estava terminado antes de começar. 
Depois apareceu a Alice e deixámos mesmo de ter lugar na vida dele.

Continuo a achar que é uma pessoa de bem. Não deu certo, em certa medida pela distância. E pelo resto....ah! e porque em Março ia aparecer o Pedro...

 

Ao longo do tempo aprendi a não desvalorizar a intuição.

Aprendi também que antes de ser só coração convém dar algum espaço à razão.

Nunca gostei de casos de uma noite, ou de um mês.

Não tenho nada contra mas para mim não dá nem faz sentido. Para estar com alguém tem de ser a sério. E de corpo e alma. 

Sempre me custou muito entregar-me nas mãos de alguém. Confiar. Escancarar o coração.

Excepto com o Pedro. 

 

Todos nós temos as nossas histórias.

O Pedro, o meu Pedro também tem as dele. Mal seria se não tivesse.

O meu passado está completamente resolvido. 

É esse o ponto de partida para começar....

....o resto da nossa vida. Está nas nossas mãos. E no nosso coração.

 

 

Se quiserem colaborar nesta rubrica podem sugerir temas.

Nos comentários.

Email, instagram ou facebook.

 

Há dois anos no Quiosque!

Ah! Uma história com lagartixas....

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: Para quem é mãe, pode dar jeito!

Post 2: O leão encontrou a zebra!

 

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

 

nas bocas do mundo #53

30.10.18, Joana Marques

O Nuno! O Nuno!

Quase enfartei quando um dia de manhã dou de caras com este post!

Quando li o que estava escrito nem queria acreditar.

Partilhei o post na página de facebook. Porque na altura não tinha tempo de escrever um post, a dizer!

A informar! Que o Nuno tinha escrito um post maravilhoso sobre mim.

Muito obrigada!

O blog do Nuno é este!

 

Há dois anos no Quisoque!

Por aqui já passou tudo...até problemas de matemática!

Será que ainda por cá anda o Miguel que tão atenciosamente me respondeu...e fez um esquema tão arranjadinho!

...já não deve estar. Obrigada, Miguel!

Obrigada, MP que também respondeu!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: O primeiro post da Ana!

Post 2:Fim de semana com o Vasco! 

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

 

perguntem ao meu marido!

29.10.18, Joana Marques

A minha relação com a Tapioca começou mal!

Quando decidi não comer glúten, a tapioca fazia parte da lista de alimentos que podia comer.

Experimentei.

Não correu bem.

Desisti.

 

Entretanto, já o glúten tinha entrado na minha vida novamente, insisti no assunto Tapioca.

Também não foi desta!

Em conversa com uma amiga, enquanto ela gabava um crepe de Tapioca que tinha comido não sei onde, eu confessei-lhe que tinha desistido.

A Tapioca estava para mim como aquelas pessoas que damos uma oportunidade, duas e três e acabamos por desistir por incompatibilidade de feitios.

- Costumas comprar a hidratada?

Perguntou-me a minha amiga.

 

Com mil Slimanis. Viva o Sporting! O Bas Dost voltou!

Não achei nada normal. Em casa tenho o homem a mandar-me beber água a toda a hora.

- Cuidado com a hidratação. Olha a hidratação! Sabes o que é que acontece a um corpo desidratado??? Sabes? Sabes? Sabes???

E agora até a tapioca??

Respondi-lhe que não fazia a minima ideia.

Cheguei a casa e fui ao armário espiar a tapioca. Dizia para colocar em água durante uns minutos antes de usar. 

Quando voltei ao supermercado passei os olhos nas tapiocas e lá estava uma que dizia. HIDRATADA!

Experimentei. E sim....

....neste momento eu e a tapioca já nos damos bem. 

 

Aqui em casa consumimos uma vez por semana.

Tal como o arroz branco, as massas (que não sejam integrais), a farinha branca deve ser consumida com moderação.

Pessoas com diabetes não lhe devem tocar tal como os alimentos referidos. Porque é um hidrato de carbono simples. E este tipo de hidratos entra na corrente sanguínea muito rapidamente o que faz com que tenhamos um pico de insulina. 

De qualquer das formas ela tem algumas qualidades: não tem glúten, nem gordura, tem poucas calorias, tem vitamina K, cálcio, ferro, potássio e vitaminas do complexo B. Dá-nos energia instantânea mas isso tem a ver com o facto de ser um hidrato de carbono simples.

É muito versátil porque o sabor é praticamente neutro o que conta é mesmo o recheio!

Ontem, foi dia de tapioca.

 

Numa frigideira untada com óleo de coco coloquei tapioca HIDRATADA de forma a não se ver o fundo da frigideira.

Coloquei em lume brando.

Descasquei duas maçãs e cozi-as em muito pouca água.

Depois de cozidas, passei-as com a varinha mágica.

Como somos gulosos acrescentei uma colher de geleia de coco. Podem usar mel ou outro adoçante.

Mexi em lume brando até formar uma mistura caramelizada (por isso é importante cozer as maçãs em muito pouca água).

Juntei especiarias, canela, claro! Cardamomo e noz moscada.

Coloquei por cima da tapioca.

Levantei uma parte do crepe e coloquei por cima do recheio.

Por cima de tudo coloquei chocolate derretido em óleo de coco. Só porque aqui em casa....mais uma vez, somos gulosos!

 

E depois...

...bem e depois fui buscar a máquina fotográfica.

 

E depois...

....bem e depois a tapioca tinha desaparecido.

 

E depois..

...bem e depois tive a certeza de algo que eu já desconfiava há muito tempo. Quando nasci, trazia uma etiqueta no pé a dizer:

Roubem-me, se faz favor!

Só assim se explica ter um cão que me rouba todos os dias. Mais...

.....depois de esperar 37 anos por um marido, encontro o homem perfeito, um príncipe, a minha alma gémea mas que...

.....tem um pé no mundo do crime. E faz questão de me roubar comida, também!

 

Aqui está a foto possível! 

Um quarto de tapioca! Só....

...os outros três quartos, perguntem ao meu marido!

 

tapioca.jpg

 

 

 Há dois anos no Quiosque!

 

Há um ano no Quiosque!

Nunca tive problemas em delegar tarefas. Desde que encontre a pessoa certa.

No ano passado achei que o Quiosque podia ter outro rumo.

Podia-se tornar mais rico. Diversificado. E atualizado. 

Encontrei a pessoa certa, a Ana!

Foi bom enquanto durou...querida Amiga!

Quando quiseres volta, as portas estão abertas!

 

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

 

um creme de abóbora. A vida em perspetiva....

28.10.18, Joana Marques

Ontem. O homem estava a trabalhar.

Tinha começado a trabalhar às 16h de sexta. Ia sair às 16h de sábado.

Já sabia disso.

 

Acordei cedo. E saí da cama, logo, logo que o cão me acordou.

5h30.

Tomei o pequeno almoço. E dediquei-me a uma tarefa que tem acompanho o meu ano inteiro.

Pôr coisas dentro de caixas.

É uma tarefa altamente aborrecida mas que tem de ser feita.

A Alice acordou pelas 7h.

Tive uma desculpa para largar a tarefa mais aborrecida do mundo.

Dei-lhe o pequeno almoço. Arranjei-a.

Fomos à rua com o cão.

Frio de morte!

Deixei o cão em casa.

E fui com a Alice a uma frutaria aqui perto.

Subi para casa.

A Alice foi brincar.

Mudei a roupa das camas. 

Arrumei mais umas coisas.

Estendi a roupa. E fiz outra máquina de roupa. 

Brinquei com a Alice quando me pediu para brincar com ela.

Inventei um jogo com ela. Eu digo:

- Limão...

E ela tem de ir à despensa buscar um limão.

- Maçã...

E lá vai ela...

Não acerta sempre....

 

 

Comecei a fazer o almoço.

Dei-lhe o almoço.

Fomos passear o cão.

Adormeci-a.

Escrevi o post mais blhec de sempre.

Fui para a cozinha.

Organizei as refeições todas da semana.

Cozi feijão. Lentilhas. Espelta. Cevada. Para congelar e ter sempre à mão.

Fiz um bolo de iogurte que o homem gosta, bolachas que a Alice adora e um creme de abóbora com pinhões.

Porque é uma refeição reconfortante e leve para quando o homem voltasse de 24 horas de trabalho.

 

A miúda continuava a dormir. Fui ver a roupa. Estava seca.

Passei a ferro. Enquanto vi uma série.

Lavei as casas de banho.

Cansada?? Nada. Fresca que nem uma alface. Não sei se é da gravidez ou não, ainda tenho mais energia do que antes.

 

 

O Pedro chegou a casa.

Cansado. Claro. Mas feliz...

- Operei um bebé de 8 meses. Tinha um tumor mais pequeno que uma cabeça de alfinete. Correu tudo bem...

Quando ele me diz estas coisas perco tempo de vida. Podia ser a minha filha Alice. Ou um dia a Mariana. 

Digo-lhe sempre que não correu nada bem.

Operar um bebé???

Se houvesse justiça um bebé nunca precisaria de ser operado. 

Uma vez que acontece...

....que venha parar à mãos do Pedro.

 

Perguntou-me:

- E tu? O que é que fizeste durante o dia?

- Fiz um creme de abóbora, queres?

Quis.

E quando estava a comer disse-me:

- Era mesmo disto que eu precisava. Salvaste-me a vida...

 

Fez-me rir...

Fez-me pensar e questionar...

...na vida. E nos seus heróis....

Um creme de abóbora. A vida em perspetiva....

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Como me tornei administradora do meu prédio!

Ainda não acredito que estou a um passo de o deixar...

 

Há um ano no Quiosque!

Tenho ideia que quase ninguém leu.

Adorei escrever o post...

 

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

 

 

nas bocas do mundo #52

28.10.18, Joana Marques

O tempo. Ou melhor a falta de tempo faz com que não tenha oportunidade de conhecer novos blogs.

Muitos deles conheço através dos destaques do sapo. Outros quando fazem uma ligação direta ao Quiosque.

Foi o caso deste. 

O titulo fez-me gostar logo: "Rumo ao Minimalismo". Um tema que me interessa.

E neste post divulgou um texto que eu tinha escrito.

Para quem é sensível a estes temas o blog da Rita é o blog certo para acompanhar...

Passem por lá!

Eu fiquei fã!

Há dois anos no Quiosque!

Como me tornei administradora do meu prédio!

Ainda não acredito que estou a um passo de o deixar...

 

Há um ano no Quiosque!

Tenho ideia que quase ninguém leu.

Adorei escrever o post...

 

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

o amor! O que é o amor...

27.10.18, Joana Marques

O amor é simples.

Mãos dadas.

Um bilhete escondido dentro de um livro. Ou de uma revista cheia de rins esbardalhados.

Um beijo na testa.

 

As palavras certas:

- Hoje sonhei contigo a noite toda.

Um elogio.

Fazer planos. Para o dia seguinte. Ou para a vida toda.

Abraços longos. E quentes.

Uma flor.

 

É bom. É melhor que tudo no mundo.

Não tem preço. Não precisa ser financiado.

Só alimentado.

Um quadradinho de chocolate, aqui. umas pipocas, ali.

 

É interessar-se por saber quem é Slimani. Hamilton e Vettel.

Vettel rima com Becel. E é de margarina que me lembro quando lhe quero mostrar que ando a interessar-me por estes assuntos...

Hamilton com Paddington, que era o urso que estava na primeira mochila que tive quando fui para a escola...

 

É a mensagem a meio da manhã.

Ou quando se sai de casa.

É ser suficiente. Eu e tu. Um para o outro.

 

Um olhar cúmplice. 

Uma gargalhada.

É responder com um sorriso, o sorriso do outro.

 

 

Não são presentes. É estar presente!

Pequenos gestos.

Pormenores. Detalhes. Juntos. Somados. 

É decidir ficar quando é mais fácil ir.

 

Não mente. Não inventa desculpas.

Não olha em volta. Nem para trás.

É um abrigo. UM! Só UM...

 

É simples. É fácil. Isto é o amor.*

 

 

Há dois anos no Quiosque!

 Post 1: Fui avó!

Passados dois anos vai acontecer outra vez daqui a uns dias.

Post 2: E o pai?

 

Post 3: Ah! e uma peça pintada por mim...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: Aquelas pessoas que comem a nossa comida...

Post 2: A receita da comida que me roubaram...

 

 

Faltam 143 dias para a Mariana nascer...

 

 

* Excepto quando o homem trabalha 24 horas seguidas...

...não é nada simples. Nem fácil...continua a ser amor...

Este post é assim meio parvinho porque o Pedro está a trabalhar desde as 16h de ontem no hospital. 

Ainda faltam 3 horas para me devolverem o marido.

Uma mulher não é de ferro e tem saudades...

....muitas saudades.....

 

toma lá beijinho....Joana!

25.10.18, Joana Marques

O Pedro esteve de folga.

Nos dias de folga dele fingimos que é sábado e a Alice fica connosco. Mas hoje não..

...de manhã foi para casa dos meus pais.

Tínhamos que encaixotar coisas. E mais coisas. E ainda mais coisas.

Pegar em tudo e deixar na casa nova.

 

Depois de concluída a tarefa. 

Passamos pelo Oeiras Parque.

Entretanto ligou-me uma amiga minha, a Ana (que já escreveu aqui no blog!).

Tinha umas coisas dos filhos para me entregar.

Os meus amigos já estão despachados dos filhos pequenos, dizem eles. E a Alice, a Mariana e os meus filhos futuros...estão a herdar tudo.

Estacionámos o carro na rua dela.

Liguei-lhe para ela descer.

- Sobe! Vem cá a casa!

- Não temos muito tempo.....desce tu!

O Vasco estava connosco. Porque a seguir ia ao veterinário.

O Vasco não suspeitava que ia ou veterinário ou então....

 

Saí do carro.

O Pedro também.

O Vasco dentro do carro dava sinais de querer cumprimentar a Ana como deve ser.

A Ana que adora o Vasco trouxe-lhe de casa um biscoito grande que o Vasco adora.

- Solta-o...vá-lá deixa-me cumprimentar o meu afilhado.

Soltei a fera.

A rua da Ana é espaçosa, não tem praticamente movimento.

A Ana deu-lhe o biscoito.

E o Vasco estava mesmo ali a comer o biscoito.

Um segundo depois.

O Vasco já não estava a comer o biscoito.

Ouvi ao longe um cão a ladrar.

O meu cão a ladrar!

A chamar-me.

- Vaaaaaaaaaaaaaaaaaasco!

Gritei.

 

O Vasco corria feliz da vida. 

- Joana, chama-o...ele está a entrar para dentro do cemitério....

Disse a Ana.

O Vasco entrou dentro do cemitério.

Corri atrás do Vasco.

O Pedro correu atrás do Vasco.

A Ana correu atrás de nós...

O cão. Feliz. Feliz.

Ladrava.

Ladra sempre. Quando me quer convidar a brincar com ele.

E corria. E saltava. E ladrava. 

 

Entrei eu, grávida! O Pedro, ainda meio coxo. E a Ana, esbodegada de tanto rir. Cemitério adentro.

O Vasco saltava pelas campas.

Ladrava.

Corria.

Ladrava outra vez. Esteirava-se na terra. Arrancou plantinhas. E comeu flores.

- Joana, Joana, vem brincar comigo. Eu salto. Tu saltas. E depois eu salto outra vez. Depois eu como uma flor. E tu corres atrás de mim...

 

Eu, grávida.

O Pedro meio coxo.

A Ana já não nos conseguia acompanhar porque tinha ficado atrás a rir.

- VAAAAAAAAAAAAAAAAASCO!

Eu aos gritos no cemitério.

- VAAAAAAAAAAAAAAAAASCO! Vem cá, imediatamente...

- Ah! Ah! Pensas que mandas alguma coisa??? A expressão dele dizia isto....

 

Corria. Saltava. Ladrava.

Passou por um aglomerado de pessoas.

E eu no encalço do cão.

Passei pelas pessoas. Grávida!

Pedi muitas desculpas pela interrupção. Presumo que tenha interrompido um funeral. Mas com a pressa nem percebi bem....

O Pedro passou pelas pessoas, também. Meio coxo.

Mas a Ana deu a volta. Só a ouvia rir....

Continuei atrás do cão.. O Pedro atrás dele. A Ana atrás de nós.

 

Mudei de táctica.

Sentei-me. E ele veio ter comigo. Contente da vida!

Apanhei com uma lambidela na cara.

- Foi tão divertido, não foi?? Toma lá beijinho....Joana!

 

Às pessoas que hoje se cruzaram connosco no cemitério peço muita desculpa....

....a próxima vez que estiver perto de um, algemo o cão....

......

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Se o post de hoje não vos animou o suficiente.

Leiam este, cada vez que o leio choro a rir...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Dizer que escrevi um post inteiro sobre xixi.

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

 

 

 

estou de olho em ti....

24.10.18, Joana Marques

A nossa mudança atrasou.

Fizemos a escritura da nossa casa e decidimos iniciar obras.

Já que é para a desgraça, desgraçado seja...

Falámos com os ingleses que nos vão comprar a casa de Carcavelos e pedimos para atrasar a escritura.

Primeiro fizeram má cara. Depois lá concordaram...

Receámos que desistissem de comprar a casa mas...

...seria fácil de vender neste momento. Por isso não nos preocupámos muito...

 

A minha conversa com o senhor Ludovino ficou adiada.

Primeiro achei que tinha de contar o mais depressa possível. Depois acomodei-me...

...e agora começamos a fazer a mudança.

Nada de grandes coisas. O Pedro ainda tem uma parte das coisas dele em caixas e é isso que começámos a levar.

Eu. Joana. A organizadora. Já fiz um planeamento da mudança e sei tudo.

O que vai e em que dia vai.

Quando vai.

Para onde vai.

Até sexta têm de lá estar todas as caixas do Pedro.

Sábado e domingo temos de encaixotar a arrecadação. E uma empresa de mudanças passa por aqui e deixa na casa nova.

E nós vamos atrás da empresa de mudanças e arrumamos a arrecadação. Numa assoalhada que temos na garagem e que será a nova arrecadação.

Entretanto no final da próxima semana vamos encaixotar o escritório. E os quartos que não estão a ser usados cá em casa, mas que estão mobilados.

Empresa de mudanças. 

Joaninha atrás da empresa de mudanças...e põe tudo num brinquinho.

 

A empresa de mudanças vem segunda. E o senhor Ludovino vai dar conta. Tinha de lhe contar antes.

Hoje. Desci as escadas. Tal e qual Maria Antonieta a caminho da decapitação.

Toquei à campainha. 

Entrei.

E contei-lhe.

Tinha de ser. 

Olhou para mim. E disse:

- Joana. Não queria dizer-te nada mas vou ter de dizer. O teu marido não é de confiança. Estás a ser enganada por ele.

- Vendes esta casa e compram outra e ele passa a ter direito à casa. Não vês?

Expliquei-lhe que éramos casados. E que em casa havia apenas uma carteira. Se casei com ele é porque confio em absoluto nele.

Disse-me.

- Fazes mal. Vais acabar sem nada. Vai-te deixar daqui a uns tempos e vais ficar com duas filhas e sem casa.

Disse-lhe que não queria entrar por aí. Nem discutir esse assunto com ele. Voltei a dizer-lhe que se aceitei casar com o Pedro foi porque confiava nele e se por acaso não confiasse, pouco que fosse não tinha casado. Eu estava no casamento de forma completamente transparente e acreditava piamente que o Pedro também estava.

Ficou pensativo.

Despedi-me dele.

Subi. Voltei a sair de casa para ir buscar a Alice. Voltei a casa.

 

O Pedro chegou. Ainda a horas decentes. Contei-lhe a conversa com o Senhor Ludovino.

O homem ia enfartando.

Comemos qualquer coisa e decidimos ir dar a nossa caminhada. Os 4.

Descemos.

A Alice quer porque quer descer as escadas sozinha. Demoramos uma eternidade até chegar cá abaixo.

O Vasco, por sua vez, desce as escadas em 30 segundos. Sobe as escadas em 15 segundos para ver onde nós estamos.

Desce outra vez as escadas.

Volta a subir.

E vai fazendo isto até chegarmos cá abaixo.

O senhor Ludovino estava à janela.

Cumprimentei-o e ele disse ao Pedro.

- Estou de olho em ti, ó matulão.

 

Fizemos a nossa caminhada. 

Aproveitámos o bom tempo que ainda temos. 

Uma hora depois voltámos.

Apanhámos o senhor Ludovino na entrada do prédio.

E ele voltou a avisar o Pedro.

Só que se enganou. Em vez de:

- Estou de olho em ti, ó matulão....

Disse.

- Estou de olho em ti, ó mulatão.

 

Há dois anos no Quiosque!

Tive um destaque na página principal do Sapo.

Com este post!

 

Há um ano no Quiosque!

É meu chefe, agora. Falo com ele quase todos os dias...

...e é muito boa onda!

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

Faltam 145 dias para a Mariana nascer...

 

e aos 12 tem a licenciatura tirada...

23.10.18, Joana Marques

Andava eu descansadinha da vida. Achei que só me tinha de preocupar com este assunto lá para Maio ou Junho...

Quando pequena Alice começou a não querer andar de fraldas.

Já antes tinha dado indícios de impaciência e pouca tolerância para as fraldas. 

Como usava fraldas reutilizáveis achei que podia ser disso.

Experimentei fraldas "normais" e a miúda voltou a manifestar grande insatisfação por ter de usar este adereço absorvente...

Esta miúda é muito autónoma.

Adora comer sozinha. Prefere comida que tenha de mastigar em vez daquelas sopas totalmente passadas.

Tem as suas brincadeiras. Às vezes deixa o cão participar. Outras vezes expulsa-o.

Sabe sempre o que quer!

Se quer maçã, não vale a pena tentar dar-lhe laranja. Alice não se deixa indrominar...

Quer porque quer calçar os sapatos. E só depois de muitas tentativas é que pede ajuda. 

Antes de tentar muitas vezes não aceita mãos alheias...muito menos ajudas.

Fica exaurida porque não consegue calçar os sapatos sozinha.

Danada.

Zangada, mesmo.

 

Falei com o pediatra que me disse que ainda era um pouco cedo para o desfralde mas que cada bebé é diferente. E como ela a nível motor é uma máquina.......

.....disse-me para experimentar até porque o tempo ajudava e logo se via como reagia.

Em Setembro, embarcámos nesta aventura que é o desfralde da Alice.

Um dia de manhã quando lhe tirei a fralda da noite, disse-lhe:

- Hoje não tens fralda! Se quiseres fazer xixi ou cocó tens de pedir.

Correu mal, claro.

Ainda por cima com esta criança que basta ter uma nódoa na roupa fica tresloucada e quer tirar a roupa imediatamente.

Depois de lhe trocar a roupa duas vezes, disse-lhe:

- Queres pôr a fralda?

Disse-me que sim.

Uma semana depois, mais ou menos, voltou a implorar para não lhe pôr fralda.

Cedi e experimentámos outra vez.

Desta vez correu melhor.

Perguntava-lhe muitas vezes.

- Queres fazer xixi?

- Não.

Quando tinha vontade saía a correr até ao bacio. E gritava: 

- Xixi, xixi!

Batemos palmas todos. Elogiámos. E ela ficou toda contente.

É claro que quando não foi bem sucedida, confortámos e dissemos-lhe que não fazia mal. 

- Para a próxima corre melhor.

Ela é que ficou chateada e com humor de ursa...

 

Desde essa altura, nunca mais paramos. Já tivemos vários desastres mas não tem corrido mal de todo.

Todos os dias são diferentes. Há dias que correm muito bem. Outros nem por isso. Faz parte.

De noite, dorme com fralda. E aceita bem. 

De manhã mal acorda é a primeira coisa que pede...é para tirar a fralda.

 

Durante o dia tem andado sem fralda. Este tempo de verão tem ajudado.

Mas...

....a frente polar que chega sexta feira pode estragar o nosso desfralde.

Ainda hoje a fui buscar a casa dos meus pais. E ela passou por nós a correr e a dizer...

- Xixi! Xixi!

Lá ia ela. Muito despachada.

Para o bacio mais próximo...

Pelo andar da carruagem vai querer entrar para a escola primária aos três anos. E aos 12 tem a licenciatura tirada...

 

 

 Há dois anos no Quiosque!

Como se faz manteiga de amêndoa?!

Aqui em casa é tão usada. Estou sempre a fazer!

 

Há um ano no Quiosque!

Este Vasco!

Já não me lembrava disto...mas depois de ler voltou tudo à minha cabeça...

 

 

Já seguem o quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

Faltam 146 dias para a Mariana nascer...

Pág. 1/4