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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

hoje é dia de festa. Cantam as nossas almas. Para o menino....

29.11.18, Joana Marques
Sou a mais nova de três irmãos.
A Sofia tem mais 10 anos que eu e o Tiago mais cinco.
Fui a única a ir para o infantário, com 4 anos.
Já contei aqui a história.

 

Conheci o Gui no infantário e ficámos amigos.
Fomos colegas do infantário até ao 12º ano.
Sempre me protegeu mas entre a primeira e a segunda classe passou por uma fase meia parva e puxava-me a saia para cima.
 
Ora eu, não era flor que se cheire, nem pessoa de me ficar, descobri que gostava dele.
A minha vontade era partir para a violência e dar-lhe cabo da saúde só que percebi que não conseguia, com o Gui não conseguia.
E tentei uma forma mais politicamente correta.
Tentei dialogar.
Não deu.
Ele não percebeu.
Mal me apanhava distraída puxava-me a saia para cima.
Comecei a pedir à minha mãe para ir de calças.
Fui uma vez, duas...mas a minha mãe obrigava-me a ir gira muitas vezes..e gira era ir de saia.
E laço na cabeça. blhec!
 
Três ou quatro vezes por ano a minha mãe juntava os filhos e íamos os quatro a Benfica comprar sapatos.
Não sei muito bem porquê, morávamos em Campo de Ourique com muitas lojas mas era em Benfica que comprávamos os sapatos.
Era Primavera.
Ainda usava os sapatos que a minha mãe me tinha comprado no Outono.
As botas do Inverno já tinham entregue a alma ao criador. 
Tínhamos de comprar uns sapatos mais primaveris e umas sandálias para o Verão, eu e a minha irmã, para o meu irmão o protocolo era diferente.
 
Os meus olhos bateram numas socas de madeira lindas!
Achei estranho a minha mãe não ficar preocupada, chamar por Deus e seu staff.
Pensou que não houvesse o meu número....mas havia. 
 
- Eu quero as socas.
- Não!
- Eu quero as socas.
- Não!
- Eu quero as socas.
- Não!
- Eu quero as socas.
- Não!
 
- Sofia, também queres umas socas?
- Não mãe, claro que não.
 
Uma pessoa tem uma irmã para isto...
- Vês, Joana, a Sofia que é mais velha não quer, não se usam, já passaram de moda. 
- Eu quero as socas.
- Não.
 
Acham que me compraram as socas?!
Joaninha é muitaaaaaa forte! Claro que me compraram as socas!
 
- Mas só usas em casa..
- Só em casa.
 
Saía Joana, de manhã fresca e fofa, com os seus sapatinhos nos pés.
Mal os habitantes que partilhavam casa comigo sabiam que as socas estavam dentro da mochila e que ia troca-las logo que tivesse oportunidade.
 
Depois do diálogo e de andar de calças o maior tempo que consegui, descobri um método infalível.
Foi assim que dissuadi o Gui e a sua mania de me puxar a saia para cima.
Um olho negro!
7 pontos na cabeça! 
E se lhe atirar uma soca à cabeça? SIM!
 
Resultou!
 
O pobre do rapaz ainda hoje mostra as suas cicatrizes de guerra....
 
Chamaram os meus pais à escola, a minha mãe falou comigo, o meu pai falou comigo, a minha irmã falou comigo, a diretora da escola falou comigo, a professora falou comigo, a mãe do Gui (chorosa porque lhe tinha escangalhado o filho) falou comigo e o pai dele também falou comigo.
Mas porquê??
Joana, vocês são tão amigos, são inseparáveis, o que aconteceu??
 
Virei-me para o Gui e disse-lhe:
- diz tu..diz lá o que é que andaste a fazer??
E o rapaz, lá lhe doeu a consciência e confessou que o que tinha feito.
 
Acharam graça.
Eu era a lesada e toda a gente achou graça ao Gui.
O pai do Gui ainda disse, tens a quem sair meu rapaz...
 
Fiquei de castigo uma eternidade e meia, por causa da violência e cenas.
O que isso prejudicou a minha vida social, ninguém faz ideia.
 
Quando tive de escolher, no 10º ano, uma área, estava indecisa entre artes ou economia e o Gui entre ciências e economia, escolhemos os dois economia para podermos ficar juntos na mesma turma.
 
Ao contrário de muitas raparigas, não tinha uma melhor amiga, tinha um melhor amigo, ao qual contava tudo e mais alguma coisa.

 

Quando fomos para a faculdade, aí sim, tivemos de nos separar eu fui para gestão ele para informática.

 

Na faculdade conheci a Isabel, éramos amigas.
Gostava dela porque era divertida, leve e boa pessoa e apresentei-a ao Gui.
Apaixonaram-se e casaram.

 

O Gui entregou-me o convite de casamento e eu a rebentar de orgulho desejei-lhe do fundo do coração que fosse feliz.
A Isabel, dias antes do casamento apareceu em minha casa e disse-me para me afastar do Gui.
E eu, cedi e liguei-lhe a dizer que não podia ir ao casamento porque estava a trabalhar.

 

A partir daí tive muito tempo sem o ver.
A minha vida foi correndo, a dele também.
Por amigos comuns ia sabendo dele, soube que tinha tido um filho e depois outro.
Soube que se tinha divorciado.

 

No final de 2013 reencontrei-o e retomámos a nossa amizade.
Uma amizade que afinal sempre existira e por ser verdadeira não tinha terminado, tinha ficado exatamente no ponto em que a tínhamos deixado.

 

Sempre soube no fundo do coração que se precisasse mesmo dele bastaria um telefonema e de certeza que nada o impediria de me ajudar e vice-versa. 

 

O meu amigo Gui, faz hoje anos!
Desejo-lhe do fundo do meu coração o dobro do que desejo para mim.
 
Há dois anos no Quiosque!
(algumas pessoas acreditaram.....)
 
Há um ano no Quiosque!

 

 

Natal! Não esquecer de...

28.11.18, Joana Marques

It's the most wonderful time of the year, já cantava Andy Williams.

Mas...

...há uma linha ténue que separa um Natal inesquecível de um Natal stressante! E esgotante.

 

Aqui em casa estamos em modo pré-Natal! Literalmente...

1 de Dezembro é dia de fazer a árvore de Natal.

Para mim! Começa aqui o Natal!

Em casa, a banda sonora será natalícia. E as bolachas vão ter formatos alusivos à época.

Este Natal é especial porque a Alice, o Vasco, o Pedro e eu, somos família pela primeira vez!

 

Vai ser cá em casa.

Vou receber os meus pais, o meu irmão e família e os meus sogros.

 

E...

...para ter um Natal mágico não me devo esquecer de:

 

Planear! Tudo antecipadamente...

O que fazer?! O que vou precisar!?

Quando comprar!?

O que comprar! Sempre com os pés no chão.

Esta semana já estou a tratar disso. 

As compras online. São para se usar. Porque a vida é curta demais para estar uma hora numa fila.

 

O que não der para comprar online. Andar a pé. Arejar. Respirar.

Comércio tradicional.

A comodidade do Centro Comercial não me atrai muito.

Espaços fechados. Cheios de gente. Michael Bublé a ameaçar sair da sua caverna a qualquer momento.

Não!

Prefiro deixar o carro estacionado. Percorrer um bairro inteiro. Por exemplo: Campo de Ourique.

Comprar o que tenho a comprar. Voltar ao carro. E já está.

Ao mesmo tempo que faço as compras. Faço exercício físico. Respiro ar puro...ou ar...

 

Tradição. Já não é o que era! Mas...

pessoalmente, adoro tradições. De algumas, pelo menos.

Faz-me bem ter à mesa o arroz doce da minha avó Maria. E as rabanadas que a minha avó Adélia fazia. Mas...

...com a minha família já criámos algumas tradições. A dos presentes. E a da fita.

Este ano vou iniciar uma tradição que tem a ver com o Presépio.

É o primeiro Natal que vou passar com o Pedro e com a Alice como família.

Vou comprar um presépio só com as 3 figuras principais. E todos os anos vamos comprar uma peça nova.

Quando eu e o Pedro fizermos 50 anos de casamento o presépio vai ter 53 peças!!

 

Saber dizer não!

Andamos 11 meses incógnitos e sem que ninguém se lembre de nós.

Chega Dezembro e não temos mãos a medir.

De repente toda a gente se lembra da nossa existência.

Para o jantar de Natal. Para contribuir para uma associação qualquer. Para uma festa. Uma feirinha. Enfim, 1001 solicitações.

Saber dizer que não é muito importante. Distinguir o que não posso fazer do que é essencial.

Para o ano, há mais. 

Só de pensar que este ano não tenho aqueles famosos jantares de Natal da empresa, dá-me vontade de dar pulinhos.

Só não dou porque a Mariana pode confirmar o que já suspeita. A mãe é louca!

O tempo é escasso.

O Natal passa a correr.

Temos de saber escolher. 

Se andarmos a apagar fogos de um lado para o outro. A querer agradar a gregos e a troiano. 

Lá se vai toda a magia do Natal....

 

Pedir ajuda!

Porque ninguém quer o bacalhau esturricado e o peru queimado. E a cozinha incendiada!

Depressa e bem. Nem a Joana, nem ninguém!

Às vezes uma mãozinha extra dá uma grande ajuda. 

E, esta é MESMO, MESMO para mim.

RESPEITAR o tempo dos outros.

Há pessoas que demoram 5 minutos a fazer uma sopa e outras uma hora.

É assim, mesmo. 

 

No fim. Não me devo de esquecer de agradecer.

Pelas pessoas que tenho na minha vida. Sobretudo pelas pessoas que tenho na minha vida.

Ah! E pelo cão!! Ladrão mais esmerado não existe. Procurem....

....procurem! Não vão encontrar....

 

A verdade é que...

.... por muito que nos queixemos. 

Quando ouço alguém a queixar-se lembro-me sempre do campo de refugiados onde fiz voluntariado em Março de 2017.

Muda TODA a nossa perspetiva de vida. Tudo o que achávamos catastrófico passa a ser apenas uma chatice.

 

Temos todos razões para agradecer.

Isto ou aquilo. Todos temos algo de bom na vida.

Tenho a certeza que...

....algures no mundo.

Há alguém que adorava ter uma vida como a nossa.

 

Há dois anos no Quiosque!

O dia em que o meu carro desapareceu!

 

Há um ano no Quiosque!

Eu tinha a perna partida.

E o senhor Ludovino visitou-me!

 

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campanha eleitoral!

26.11.18, Joana Marques

Há uma primeira vez para tudo!

É o que dizem. E é verdade!

Quando criei este Quiosque estava longe de imaginar que um dia ia fazer campanha eleitoral por ele e através dele.

Dizia Churchill:

" A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor do que ela."

Concordo. 

Nunca me tinha visto nestes trabalhos. 

Voto sempre. Tenho convicções políticas. Sei em que lado da barricada devo estar. Sei onde quero estar.

Nunca quis pertencer a um partido, por exemplo. Não é a minha praia.

A eleições. Fui. Na escola. Quando elegiam os delegados e subdelegados.

Fui delegada de turma no 7º, 8º e 9º. E depois no secundário, fui delegada no 10º ano e no 12º ano.

No 11º ano perdi por um voto. Fiquei aliviada. Não é mesmo a minha praia.

Na faculdade ainda fiz parte da associação de estudantes mas já trabalhava e acabei por abandonar.

 

Até que. Cheguei ao Sapo.

Abri um Quiosque. Meio escondido. Meio à vista. 

Apareceu a Magda. Depois o David.

E vá de criar o Sapos do Ano.

As pessoas votaram. Indicaram blogs. E o Quiosque apareceu lá no meio.

 

E contra todas as minhas expectativas ficou a fazer parte dos 5 mais votados.

Na categoria de opinião.

No dia em que anunciaram os finalistas recebi várias mensagens a dizerem-me.

- Estás nomeada. Estás nomeada.

Foi um dia complicado e só fui ver ao cair da noite.

E quando olhei, não vi o Quiosque em lado nenhum.

Andava à procura nos blogs generalistas.

É porque a bem dizer este Quiosque é um bocado como eu. É tudo. Ou não é nada.

Hoje escrevi sobre Nutella.

Amanhã posso escrever sobre a Alice que hoje me abandonou no parque para ir a correr atrás de um pombo...

Nem eu sei o que vou escrever amanhã.

Deve ser por isso que gosto tanto de cá vir.

Ao contrário da minha vida que planeio ao centímetro.

Este espaço é o único verdadeiramente livre na minha vida.

 

Vou me deixar de bla, bla bla's. E vou direta ao assunto.

Pois. Joana. Fez campanha pelo Quiosque.

Aqui!

 

E podem votar nos vossos blogs preferidos. Aqui.

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Nutella feita em casa

26.11.18, Joana Marques

Ainda não estava em Portugal, experimentei  fazer Nutella.

Confesso que não fiquei fã.

A vida foi seguindo e acabei por me esquecer.

 

Já eu estava com o Pedro, experimentei juntar outros ingredientes e experimentar de novo.

Aproveitei que o homem estava a trabalhar e a Alice nos meus pais. Para ensaiar nova receita.

Adorei. 

Arrumei a Nutella. Dentro de um frasco. E esperei que o Pedro chegasse a casa.

Só por vergonha não comi tudo.

Para atenuar a gula virei-me para o liquidificador. Quando foi para a máquina de lavar loiça estava praticamente limpinho.

O Pedro chegou. Jantámos. E à sobremesa dei-lhe a provar a iguaria.

Comeu. Repetiu. 

 

De noite. Acordei. 

E....

....pensei:

- Vou atacar a Nutella.

Saí de fininho da cama. Devagarinho para ninguém me ouvir.

Entrei na cozinha.

Direitinha à Nutella.

Cruzes canhoto. Nem sabem. Nem vos conto.

Quase enfartei.

O Pedro tinha-se antecipado. E estava fresco e fofo a assaltar o frasquinho de Nutella.

Passámos o resto da noite a comer Nutella. Primeiro com uma colher.

Depois com os dedos. Uma coisa esperta.

Voltámos para a cama. E de manhã quando acordámos tínhamos a cara toda suja de chocolate.

Entretanto fui fazendo mas neste momento guardo em dois frasquinhos separados.

Um frasco é para mim e para o Pedro. O outro é para a Alice.

E só volto a fazer quando o frasco da Alice acaba.

Eu e o Pedro somos uns alarves...

 

Aqui fica a receita!

 

 

Ingredientes:

200 gramas de avelãs.

80 ml de leite de coco.

1 colher de sopa de óleo de coco.

2 colheres de sopa de geleia de coco. 

35 gramas de cacau em pó.

1.

Avelãs no forno.

Durante 10 minutos. 150º.

 

2.

Deixar arrefecer as avelãs.

Retirar a pele...

(se tiverem dificuldade em retirar a pele é porque não ficaram tempo suficiente no forno.

 

3. Colocar as avelãs dentro de um liquidificador.

Vai demorar um bocadinho. Primeiro vai formar uma farinha. 
E depois, lá mais para a frente vamos ter manteiga de avelãs.

 

4. Juntar, às avelãs os ingredientes restantes, no liquidificador.

3 a 5 minutos.

 

Depois.

Morri e fui para o céu!

nutella (1).jpg

Devem guardá-la no frigorífico.

O prato foi pintado por mim, naquele tempo que eu ainda tinha tempo para estas coisas.

 

 

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o teste de gravidez

25.11.18, Joana Marques

Luísa e David são tios do Pedro.

Quando nos casámos fomos convidados para a festa que iriam dar em Novembro.

Faziam 50 anos de casados.

O Pedro conseguiu que no trabalho não o colocassem a trabalhar no dia da festa.

Foi ontem.

 

Parecia um verdadeiro casamento.

A família é muito grande e foram todos convidados.

Começamos com a tradicional comemoração religiosa.

Seguiu-se um almoço, lanche e nem sei a que horas acabou.

Tínhamos combinado em casa, sairmos se a Alice começasse a dar sinais de impaciência.

Como não ia dormir de tarde tinha algum receio que aparecesse uma daquelas birras que os pais têm de aturar porque são pais Mas...

...as pessoas de fora não têm de passar por tal provação.

Saímos às 20h. A Alice não estava impaciente. Eu e Pedro......sim...

A idade não perdoa! E uma pessoa começa a gostar do conforto da sua própria casa....

 

Na igreja tudo correu bem. A Alice portou-se maravilhosamente bem.

Não deu tempo de cumprimentar a família do Pedro. Só dois ou três tios.

Fomos para a quinta.

Chegámos à quinta onde ia ser o almoço pelas 13h30. Estacionámos o carro.

Tirámos o carrinho da Alice mas....

....a miúda disse que não.

- Não, não!

E lá fomos. Comecei  a ver caras que já tinha visto, provavelmente no meu casamento. Algumas nem do nome me lembrava.

Toda a gente brincava com a minha barriga. Quando digo que é para Março acham que é mentira e que a Mariana está para nascer já amanhã!

Toda a gente se metia com a Alice.

A miúda. Abençoada seja. A cada pessoa que falava com ela.

Apontava para a minha barriga e dizia:

- Bebé!

O almoço correu muito bem. Ficámos com os pais do Pedro e com os tios e alguns primos do Pedro.

Adoro a família do Pedro. Muito parecida com a minha própria família.

O almoço foi demorado.

Adoro estes almoços que são muito mais do que almoços.

Oportunidades de conversa. Convívio. Uma festa por estarmos todos.

Ia olhando para a Alice. Há muito que tinha passado a hora da sesta. Nada de sono. Nada rabugenta.

Um charme, a miúda.

 

Estavam lá várias crianças. A Alice ficou enturmada num segundo.

A quinta tinha baloiços e o Pedro ia aproveitando quando não chovia para ir dar uma volta com ela.

Apareceu uma equipa de animação para crianças. Pintaram-lhes as caras. Fizeram palhaçadas.

A Alice estava doida de alegria.

Nem vestígios de sono!

Mas...

...de repente deitou tudo para trás das costas. Abandonou a animação da festa...

.....apareceu uma banda.

Música brasileira. Alegre. E a miúda dançou. Dançou. Dançou.

Entrou para dentro do palco. E eu a perceber tudo o que a minha mãe passou comigo...

O senhor da banda achou-lhe tanta graça. Pegou na Alice ao colo.

Perguntou-lhe o nome.

- Ceeeeeeeee.

Disse a miúda a rir. E de repente antes do senhor lhe perguntar mais alguma coisa apontou para a barriga dele e disse ao microfone:

- Bebé, bebé.

Com mil Slimanis. Até senti um calafrio.

Aparentemente o senhor não levou a mal. E duzentas pessoas aplaudiram a Alice.

 

Se alguém quiser testar este novo teste de gravidez.

É entrarem em contacto!

Fazemos batizados, casamentos e bodas de ouro!

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma receita!

 

Há um ano no Quiosque!

Um dos piores dias da minha vida.

....e ainda ia piorar mais...

 

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sunshine blogger award #2

23.11.18, Joana Marques

Sunshine-Blogger-Award (1).jpg

Fui nomeada pela Célia.

Obrigada!

Regras:

Identificar quem nos nomeou.

Responder a 11 perguntas.

Nomear mais pessoas e...

.... fazer 11 perguntas para que os nomeados tenham o que responder!

 

Qual a situação mais stressante que tiveste?

Já tive várias. Até porque fui hospedeira.

E tive uma, duas ou três situações complicadas. Sem saber se saía viva ou esturricadinha e desmembrada. 

Como podem perceber...tudo acabou em bem.

Em situações normais, chatices diárias normalmente o stress não está muito presente.

Stress. S de?? Sporting! 

Lembro-me de várias situações. Mas...

...há uma inesquecível. 2015! Final da taça de Portugal.

Fui com muitos amigos.

E nesse grupo de amigos estava a minha prima Joana. 

Grávida de quase 8 meses. De um pequeno chamado Francisco.

Mas parecia grávida de 12 meses de um casal de gémeos.

Aos 25 minutos o Sporting estava a perder 2-0 e com menos um jogador. 

Ganhámos nos penáltis! Depois de muito sofrimento e stress. 

 

Esta situação que passei com a Alice, no final de Fevereiro, principio de Março não foi stress.

Foi muito mais do que isso.

Não há palavra no dicionário que dê nome ao que senti.

 

Que perfume usas?

Uso desde que tenho perfume.

Miracle. Lancome.

Já experimentei outros. Mas não...

...este é mesmo o meu perfume!

 

Qual o doce que não és capaz de recusar?

O arroz doce da minha avó Maria. 

Vi a minha avó a fazê-lo, vezes sem conta. Ensinou-me. Já tentei muitas vezes.

Mas o dela é que era bom. Os outros são meras imitações baratas....

 

Qual foi a tua maior aventura até hoje?

Vou ter de dizer. Ser mãe.

Entrei nisto da maternidade de corpo e alma. Mas, sem tempo para me habituar à ideia.

As mães "normais" têm 9 meses, às vezes um pouco menos, ainda assim muito mais tempo que eu tive para me tornar mãe.

Sempre fui muito maternal. Sempre gostei de cuidar. Mas ter filhos...

....estava um bocado longe do meu pensamento. Pelo menos na altura em que a Alice apareceu.

Na vida temos de saber distinguir muito bem, o sim e o não. O que nos faz bem e o que nos faz mal.

Às vezes é difícil dizer não a uma solicitação. A um pedido. A um desafio. 

É uma aprendizagem que vamos fazendo ao longo da vida.

Mas...

...alguns deste acontecimentos são maiores do que a própria vida. E só podemos dizer sim.

Foi o que aconteceu com a Alice.

Sabia que a minha vida ia mudar radicalmente. Sabia que a minha vida ficaria a girar em volta dela durante muito tempo. Mas, ainda assim, achei que não podia virar as costas a um ser humano.

Mal soube que a ia adoptar, mesmo sem a conhecer, amei-a como filha.

Não sei explicar. Mas transformei-me como pessoa. Cresci em 10 minutos. E tornei-me mãe.

É óbvio que nem tudo é natural e fácil. Existem dias e dias. E há dias difíceis. Mas no final..

...é a maior e melhor aventura desta vida.

 

Uma coisa que te envergonhas de contar?

Várias. 

Por ter vergonha não conto.

 

O filme que mais vezes viste desde sempre?

Música no coração. Todos os Natais. Todos!

 

Uma cor que detestas e não usas?

Preto. É raro usar. 

E detesto usar...

 

Uma lembrança engraçada da tua infância?

Tantas. Tantas. Tantas.

Devia ter uns 7 anos. E andava na catequese.

Estávamos perto do Natal.

A catequista disse-nos para trazer de casa qualquer coisa que já não quiséssemos para podermos entrar numa feirinha de trocas.

Os meus colegas de "turma" começaram a dizer de sua justiça o que é que podiam trazer para trocar...

- Vou trazer uma boneca.

- Eu, um carrinho.

- Eu posso trazer o disco da abelha Maia.

Então e tu Joana? Não tens nada que queiras trocar?

- Não me estou a lembrar de nada. Ah! Posso trocar o meu irmão???

 

Apresentador/a preferido/a?

Quase não vejo televisão. Vejo netflix, normalmente.

De vez em quando lá faço um zapping a diferentes horas do dia. E lá vão aparecendo alguns apresentadores.

Primeira constatação. Ter pena de algumas pessoas se terem de sujeitar àquele tipo de aparição. 

Segunda constatação. Dar graças. Aos meus pais e a mim por ter estudado e ter uma profissão que não me obrigue a fazer aquilo que eles fazem. 

Filomena Cautela. Para mim, neste momento é a minha apresentadora preferida. 

Espero que tenha sorte e não tenha de fazer nenhum programa daqueles que ninguém merece....

 

Ator ou atriz favorita?

Meryl Streep. É sempre maravilhosa. 

"As pontes de Madison County" é um dos meus filmes preferidos. Nesse filme esteve soberba. E nos outros também.

 

A tua peça de roupa do teu roupeiro favorita?

Neste momento vestidos.

Grávida.

E de barrigão.

Dão um jeitão.

 

 Nomeio a AnitaA MimiA Desconhecida. A MarquesaA Eli. E o Nuno.

(Se mais alguém quiser ser nomeado...diga nos comentários)

E as vossas perguntas são!

Para além do blog, o que fazes no teu tempo livre?

Qual foi o comentário mais inesquecível que deixaram no teu blog?

Se o mundo fosse perfeito! Como imaginas a tua vida daqui a 5 anos?

Se fosses um objeto, o que serias?

Podias pedir três desejos! O que pedias?

Se pudesses mudar alguma coisa na tua vida, o que mudavas?

De todos os posts que já escreveste, qual é o teu post preferido?

De todos os lugares onde já estiveste qual é o teu preferido?

Qual é o teu pior defeito?

Qual foi o sonho mais estranho que já tiveste?

Qual o adjetivo que melhor te define?

 

Há dois anos no Quiosque!

Os russos e o senhor Ludovino!

Há um ano no Quiosque!

Eu e o netflix!

 

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para a próxima vou à farmácia....

22.11.18, Joana Marques

Pedro. Esse grande querido.

Chegou a casa ontem. Num estado deplorável.

De manhã saiu de casa fresco e fofo. Pelas 6h30 mais ou menos.

Ia começar a trabalhar às 8h mas foi um bocado mais cedo porque o homem gosta assim.

Operou durante a manhã. Correu bem. Terminou por volta da hora de almoço.

 

Aproveitou que o José, o melhor amigo dele ainda está por terras portuguesas. E convidou-o para almoçar.

Não sei onde foram.

Só sei que o homem chegou a casa quase em coma.

Diz que abusou um bocado ao almoço. Sim! Mas não era caso para tanto. 

Diz que a tarde lhe custou a passar e quando viu o colega dele chegar para o substituir...

....ala que se faz tarde...não sei bem se consigo chegar a casa!

 

Era para ir buscar a Alice mas ligou-me a dizer que não conseguia.

Fui eu.

Quando cheguei com a Alice o homem estava estendidinho no sofá. Com olhos mortiços. À espera da morte...

....estava em coma, eminente, portanto!

Tinha dores em todo o lado. No corpo todo.

E eu que não percebo nada disse-lhe..

- Dores no corpo todo não é sintoma de gripe?

Se o homem estivesse em bom estado provavelmente tinha pedido o divórcio. Assim, atirou-me um olharzinho gélido do sofá...

Diz que não podia ser gripe porque está vacinado...e bla, bla, bla....

 

Começou-me a dizer para ir à farmácia comprar isto e aquilo...

Disse-lhe que não! 

- Posso tentar tratar-te??

Mais uma vez, se estivesse em bom estado tinha pedido o divórcio. Mas como mal se mexia, atirou-me um olharzinho de gozo, como quem diz:

- Olha esta! Quer ensinar o pai nosso ao vigário....

 

Fui para a cozinha e fiz-lhe um caldo.

Kuzu!

Já ouviram falar? Se nunca ouviram, se não conhecem deviam conhecer...

É feito com a raiz de uma planta. Araruta Japonesa.

Tem muitas, muitas propriedades boas.

Pode ser usado em gripes, constipações.

E em estado de desgraceira em geral.

Sabem quando estão, tão cansados, tão cansados que nem sabem como é que no dia seguinte vão conseguir ir trabalhar!? 

Ajuda na digestão.

E melhora a flora intestinal.

Em estados de letargia. E falta de energia.

Eu costumo usa-lo preventivamente. Porque Joaninha está com uma saúde de ferro!

 

E como se faz?

Muito, muito fácil.

Para uma chávena põe-se uma colher de chá. A água vai ficar branca.

Vai ao lume. Brando! E mexe-se até a água ficar transparente. Deixamos arrefecer e bebemos.

Nunca pode ferver. Ou fica tipo Pedro. Entre a vida e a morte!

 

O Pedro bebeu e diz que sentiu um alivio imediato no estômago.

Passado uma hora fiz-lhe um chá de gengibre. Usamos o da Pukka.

O gengibre também é anti-inflamatório. Ajuda na digestão. Também ajuda em estados gripais e constipados!

 

Passado uma hora, o homem já estava melhor. Já andava por aqui. 

Fiz-lhe outro chá.

Canela. Também usamos o da Pukka.

A canela ajuda também nas digestões difíceis, problemas respiratórios e tem propriedades anti-inflamatórias.

 

Pelas 20 horas comeu uma sopa daquelas que aquece o corpo e a alma.

Acrescentei à sopa uma colher de Miso. Um probiótico. 

Melhora o sistema imunitário. Reduz a fadiga. E a falta de energia.

 

Disse-lhe para ir para a cama. E dormir. Dormir. Dormir.

Também fui, antes que o homem fugisse.

Hoje de manhã era um Pedro novinho em folha!

 

Era para ter saído às 16h. Ainda está a trabalhar.

Para a próxima vou à farmácia....

 

Há dois anos no Quiosque!

Adorei escrever este post!

Sobre o tempo....

 

Há um ano no Quiosque!

Gostam de couves de Bruxelas?? O Vasco gosta...

 

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Alice. Alice....

21.11.18, Joana Marques

Quando o Pedro chega a casa é uma festa!

A Alice corre para ele e agarra-se às pernas.

Pede colo.

Dá beijinhos. E ele retribui.

O pai é só dela! Ninguém pode tocar no pai!

Eu bem tento. Dar-lhe um beijinho. Um abracinho. Uma festinha.

Nada de nada! A Alice já o roubou. E não o partilha com ninguém....

 

Ontem, o Pedro chegou.

A Alice atirou-se a uma perna.

Deu-lhe os braços. E o Pedro pegou-lhe ao colo.

Ela deu-lhe um abraço. E ele fez de avião.

A Alice no ar. Aos gritos. E às gargalhadas.

E depois disse.... já chega.

Estava atrasada para a sua brincadeira. A vida dela não é só andar no ar!

 

No chão. Dona Alice!

Olhou para mim.

Apontou para o pai.

E disse-me com uma voz firme:

 

- Dá!

E eu percebi que podia finalmente dar um beijo ao meu marido!

 

Há dois anos no Quiosque!

Querem rir!? Leiam isto!

 

Há um ano no Quiosque!

Fez hoje um ano que o Quiosque mudou de cara!

Gostei muito da mudança. 

Ando para mudar outra vez mas tem me faltado a coragem...

Queria muito colocar menus no blog. E os menus não ficam bem no toldo!

Mas tenho medo de mudar porque não vai ficar melhor!!

Tenho andado a testar aqui!

Fica muito mais fraquinho, não fica? Mas tem menus!!

Indecisões....desta vida!!

 

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Beto. O queque...

20.11.18, Joana Marques

A minha mãe nasceu para ser mãe.

É mãe naturalmente. E com facilidade.

Se calhar é como todas as mães mas como é a minha acho que é a melhor mãe do mundo.

Lembro-me de ser miúda de 5, 6 anos e sairmos todos em família.

Não só os de casa mas também os meus tios, tias e primos. Passávamos a tarde no Jardim Zoológico, por exemplo.

A minha mãe tinha o bolo mármore que o meu pai gostava. O pão de ló que o meu irmão gostava. E o iogurte para a minha irmã. Não se esquecia da queijada que a minha tia adorava. E mais não sei o quê...

O saco do lanche que a minha mãe levava parecia que não tinha fim. 

Na altura dizíamos que era o saco do Sport Billy. E esta piada só percebe que tem mais ou menos a minha idade.

É a vida! Quem vos manda ser novos??

 

Uma das coisas que nunca podiam faltar eram os queques.

A minha mãe tinha 250 000 forminhas. Que untava com paciência. Fazia a massa. Punha no forno.

Esperávamos. E passados uns 20 minutos. A casa cheirava bem. E o nosso estômago agradecia.

Eram espetaculares.

Levavam manteiga, às toneladas. Passados uns tempos porque era mais saudável a manteiga foi substituída por margarina.

É claro que não era nada mais saudável! Mas na altura era o que se ouvia dizer!!

 

Depois de uma festa. Ou de uma saída em família. O meu pai queixava-se sempre.

À segunda feira. Nunca estava muito bem. Nem a minha mãe.

É claro que nessa altura ninguém ligava muito ao que se comia. E...

....só passados muitos anos. Alguém atirou..

- Será que é dos queques?!

Era dos queques. Aquela quantidade industrial de margarina fazia mossa. Pelo menos nos mais velhos.

Em nós também, claro! Mas nós nem tínhamos tempo para perceber....

 

Agora que sou mãe. 

Bem tento ser como a minha mãe. Tento! Não é fácil.

Vou-me esforçando. Aqui e ali.

E queques!? A receita da minha mãe, não pode ser.

Se não existe. Inventa-se.

Apresento-vos um queque chamado Beto! O Beto, que é um queque! 

beto.jpg

Fáceis de fazer. Ainda mais fáceis de comer.

Ficam sempre bem.

São bons para um lanche, o Pedro leva muitas vezes para o trabalho.

Aqui em casa gostamos todos.

Sempre que os faço. A Alice e o Vasco ficam 20 minutos em frente ao forno!

E não posso fazê-los quando o Pedro está em casa porque antes de arrefecerem já desapareceram.

Joana sofre! Joana sofre!

...Joana não se importa de sofrer!

 

Ingredientes!

4 ovos.

80 gramas de açúcar de coco

40 gramas de farinha de amêndoa

45 gramas de farinha de aveia

40 gramas de farinha de trigo

Cacau ou chocolate opcional.

uma colher de café de fermento

 

Com a batedeira, bater os ovos com o açúcar.

Arrumar a batedeira

Juntar as farinhas e o fermento suavemente. 

Reservar uma parte da massa e juntar o cacau.

Colocar alternadamente nas forminhas os dois tipos de massa.

Forno.

20 minutos no forno a 170º.

 

A mini travessa foi pintada à mão, por mim.

No tempo em que eu ainda tinha tempo para estas coisas!

 

Há dois anos no Quiosque!

O desafio de outono!

 

Há um ano no Quiosque!

Devo ter feito uma greve ou assim..

....nada de post!

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as crianças e os cães. As vantagens!

19.11.18, Joana Marques

Dizem os especialistas que as vantagens são muitas. Desde a saúde física à mental.

Da saúde física não posso falar. A Alice nunca esteve doente. Não sei se o Vasco terá alguma responsabilidade nisso.

Neste ponto, aponto mais para o facto de a Alice ainda não estar num infantário e a alimentação que faz.

Mesmo que não tenha nada a ver com a saúde física no resto, só vejo praticamente vantagens.

Tantas. Que as desvantagens ficam perdidas e nem têm espaço neste post!

 

 

Afetividade. Cumplicidade. Amizade.

A Alice tem uma relação com o Vasco que não tem com mais ninguém.

Se eu fizer alguma coisa que ela ache que está mal. Aponta logo o dedo para mim.

Se o Pedro fizer alguma coisa que ela ache que está mal. Aponta logo o dedo para ele.

Se o Vasco fizer alguma coisa que ela ache que está mal. A Alice fica caladinha que nem um rato.

Fica com um ar meio comprometido mas caladinha, caladinha.

Até fazemos de propósito:

- Quem pôs estas almofadas no chão??

Aparentemente, foi o fantasma do meio dia! A Alice não viu nada. A Alice não ouviu nada. Nada de nada!

Porquê? Porque não se denúncia um amigo. Nunca...

Quando era mais pequena as festas eram assim um puxar de pêlo. Ensinámos-lhe que não era assim. Ela aprendeu depressa. É muito meiga para ele. E ele para ela.

 

 

Ansiedade. Birras. E dias maus.

O Vasco é o ansiolítico da Alice.

Às vezes é o meu colo. Beijinhos. Cantar. Contar uma história.

Mas nos dias muito, muito negros. Só o Vasco.

O Vasco tira-lhe uma meia. O Vasco dá-lhe uma focinhada. O Vasco põe a cabeça na barriga dela.

E a miúda acalma. Assim, do nada. Parece magia. Só ao alcance dos poderosos.

Qual Harry Potter. Qual quê! Vasco, meus amigos! Vasco!

 

 

Desenvolvimento Motor. Motricidade fina.

A Alice começou a andar depressa e bem.

Não teve tudo a ver com o Vasco. A miúda é persistente e não desiste à primeira, nem segunda...nem à centésima.

Mas o Vasco contribuiu e muito.

O Vasco metia-se com ela e roubava-lhe os brinquedos. Ela não se ficava e ia atrás.

Primeiro a gatinhar. Depois a andar e a gatinhar porque percebia que era muito mais rápida a gatinhar.

E neste momento a correr.

Depois, as mãozinhas tiveram de conseguir segurar nos mirtilos, que ela adora!

E não só. Nas canetas. Nos lápis.

Porque quando caiem para o chão o Vasco aspira os mirtilos e foge com as canetas e com os lápis.

Ela bem corre atrás dele mas e ele dá a caneta que tem na boca??

Claro que não!

Exercício físico garantido! Diversão a todo o momento!

 

 

Adaptação. Convívio.

Como muitos sabem, a Alice é adoptada.

Quando a fui buscar era uma criança sem qualquer reação.

Não chorava. Não ria. Não resmungava. Nada. Não emitia qualquer som. Chegámos a achar que a miúda era surda.

O Vasco foi fundamental neste processo. Quero acreditar que eu também fui. Mas o Vasco foi mais do que eu.

Foi com ele que ela começou a interagir. Porque ninguém resiste a um boneco giro, fofo que ainda por cima nos tira as meias....

 

Responsabilidade.

Antes de jantar. A Alice é responsável por encher a tigela do Vasco.

Ponho o saco de ração no chão e a Alice com as suas mãozinhas tira e põe a ração na tigela.

Se eu me esquecer. Ela não! 

Lembra-se sempre.

Até pode estar com uma birra do tamanho do talento de Slimani.

Pára a birra!

Põe a ração na tigela.

E recomeça a birra. Porque as birras têm hora marcada mas quando temos de alimentar o nosso cão, não!

 

Sentimento de proteção.

De um lado e do outro.

É frequente a Alice esconder-se atrás do cão quando pressente que pode estar em apuros.

Também é frequente quando o passeamos  e um  cão ladra ao Vasco e a Alice dizer para o outro cão se calar.

E chatear-se! Fazer cara feia.

- Ninguém se mete com o Vasco! Ouviste???

Segue-se um abraço ao Vasco e uma festa.

 

Um babysitter do melhor!

Brincam um com o outro.

Às escondidas. Ele esconde-se. E ela anda à procura dele.

O reciproco não funciona. 

As almofadas do sofá são usadas para fazer túneis. E servem como trampolim.

Brincam à apanhada. 

Partilham o banho. Não porque eu deixo. Mas porque quando percebo já o Vasco entrou na banheira.

Quando ela acorda, ele está mesmo, mesmo a olhar para ela.

Com aqueles olhos de cão que só um verdadeiro cão consegue.

 

 

São inseparáveis. São os melhores amigos.

O Vasco é o melhor presente que a Alice já recebeu.

E parece-me que o contrário também se aplica.

Não é preciso o cão falar para concluirmos que ele está caidinho por ela...

 

Há dois anos no Quiosque!

Adoro, adoro, adoro estas fotos!

 

Há um ano no Quiosque!

 

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com um bebé na barriga...

18.11.18, Joana Marques

A minha barriga cresce todos os dias.

A Mariana deve ter tido acesso a algum tipo de adubo. E não esteve com meias medidas. Cresceu, cresceu e vai crescer até meados de Março.

Durante um tempo, usava roupa larga e disfarçava muito bem.  Mas....

......tivemos de ampliar o T1. E a minha barriga esticou. Esticou. E continua a esticar.

 

A Alice começou a estranhar.

E um destes dias olhava fixamente. Para mim. E para a minha barriga.

Quis pôr a mão. E eu ensinei-lhe a fazer festinhas. E a pôr a cabeça dela sobre a barriga.

Nunca sei muito bem até onde é que ela percebe. Mas...

....sou uma fala barato. E continuei....

Expliquei-lhe que tinha uma bebé na barriga. A irmã dela. A Mariana.

Disse-lhe que era muito pequenina e que tinha de ficar na minha barriga para estar quentinha.

Fui buscar uma boneca dela que ela chama de bebé. E exemplifiquei.

Coloquei a boneca na minha barriga.

Entretanto, a miúda desinteressou-se. A concentração dela em muitas ocasiões é curta. E foi à vida dela.

 

Daí a um bocado. Chegou-se ao pé de mim com a boneca junto à barriga dela. 

Preocupada. Impaciente. E a gesticular.

Eu sem perceber nada.

Alice, a ficar furiosa. Quando se quer fazer entender e não consegue. Ferve em pouca água.

E eu tive uma ideia.

Peguei num cachecol e amarrei-lho à cintura e coloquei-lhe a boneca.

Acertei! Ou tinha sido fuzilada...

 

A partir desse dia.

Andamos as duas com um bebé na barriga.

alice.jpg

 

Há dois anos no Quiosque.

 

 

Há um ano no Quiosque.

Ai este post! Tem uma história.

Este post não foi escrito para o Quiosque.

Foi escrito para outro blog. Mas foi rejeitado...

...e acabou no Quiosque.

Como foi um post rejeitado. Tenho um apreço especial por ele.

 

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Tag 50 perguntas #2

17.11.18, Joana Marques

Fui nomeada pela Carol e pela Célia para responder a um desafio. 50 perguntas!

Optei por dividir o desafio em 5 partes. Porque sim...

 

Vivo perdendo...

Luvas! 

Desde sempre! Não tenho um par de luvas que chegue ao ano seguinte.

Tinha esperança de um dia abrir um armário aqui de casa e saltarem de lá umas 250 luvas sem parelha.

Para juntar às desgraçadas que guardo numa gaveta, quando percebo que ficaram sem par.

A esperança morreu.

Quando fiz as mudanças de uma casa para a outra.

E não encontrei qualquer luva perdida.

E não, não é o Vasco que as come. Antes do Vasco ter nascido já eu perdia luvas como se não houvesse amanhã.

 

Uma frase...

Está mesmo no fim do post!

 

 Último concerto a que foste

Lembrei-me! Depois de pensar um bocado.

E perceber que a minha vida tomou mesmo um rumo diferente.

Era solteira e boa rapariga. Ainda este blog não existia. 

Apanhei um avião. Só porque sim. Fui até Roma.

De propósito assistir ao concerto dos Muse. Nem sei em que ano foi. 

2015? Talvez....

Valeu a pena! Mas não troco a minha vida atual por estes devaneios que eu tinha antes de ter uma família...

 

Música do momento

Agora. Que falei neles.

Adoro esta! 

Não é propriamente uma música do momento.

É uma música para muitos momentos. 

 

Última mensagem no whatsapp

Querem mesmo, mesmo falar sobre isto?

Eu não tenho whatsapp. 

Porque é que não tenho whatsapp?

Sou um bocado info-excluída e não me importo. Não faço nada para inverter esta situação. Porque não me acrescenta nada à minha vida. No dia em que eu achar que acrescenta e que a minha felicidade depende disso darei corda aos sapatos porque não sou de não fazer nada. Até lá....tudo na paz dos anjos.

Quando comecei este blog tinha dois telemóveis.

Um Iphone que recebi do meu trabalho. Quando ainda trabalhava para uma empresa portuguesa. E servia sobretudo para o trabalho.

E um Samsung que eu comprei e usava pessoalmente. Tinha o meu número de sempre.

O meu Iphone, coitado! Alguém desgraçou o meu Iphone!

Foi o Vasco, foi o Vasco!

Aparentemente ficou bom...mas não ficou nada. Nunca mais foi o mesmo.

Daí a uns tempos, eu e o Samsung tivemos um pequeno acidente.

Acabei por pedir um telemóvel ao meu sobrinho que os coleciona.

Entretanto comprei outro mas uns meses depois tive um percalço com ele.

Foi o Vasco, foi o Vasco!

Comprei outro. Na Noruega. Mas na Noruega, os preços são exorbitantes!

Comprei um telemóvel de marca branca. Simplório. Porque uma vozinha na minha cabeça me disse:

- Joana, Joana...não hipoteques os rins! Não hipoteques os rins!

O telemóvel simplório começou a queixar-se que não tinha memória.

Perguntei a este e aquele que me disseram que devia comprar um cartão de memória.

Assim fiz! A info-excluída. Eu! Comprei um cartão mas nunca o conseguiu instalar!

Chamaram-me nomes. Os meus amigos todos! E o meu irmão...o que ele gozou comigo!

Eu cabisbaixa, aceitei. 

Depois. Bem depois tentei comprar um cartão. E pedir como quem não quer a coisa:

- Podiam, por favor, se faz favor, se não fosse muito incómodo....instalar o cartão de memória no meu telemóvel simplório??

Mas...

....na vida de uma info-excluída. Tudo é difícil. E nesse dia sofri um esmurramento daqueles mesmo, mesmo esmurrados.

Ainda não conhecia o Pedro. Tentei de novo. E pasmem-se!

O meu telemóvel simplório aceita dois cartões Sim. Só dois cartões Sim. E por isso os cartões de memória como têm outro formato não entram aqui! 

Quem é a info-excluída, afinal?? Ó maninho do meu coração....

Resumindo e concluindo. O meu telemóvel.

Tem instagram. Messenger. E pouco mais. O resto tive de ir apagando porque a memória dele é mais curta que a de uma pessoa com Alzheimer...

Ando para comprar um telemóvel há cerca de um ano. Mas...

....todos os dias olho para o meu e acho que ainda aguenta mais uma semana.

Em certas coisas sou muito forreta. Esta é uma delas.

Gastar muito dinheiro num telemóvel acho que é como deitar dinheiro pela sanita fora...e puxar o autoclismo.

Com mil Slimanis. Acabei de dar uma ideia ao Vasco....

 

 

O que mais te stressa?

Não sou pessoa dada a grandes stresses.

Excepto....

....quando joga o Sporting! Em qualquer modalidade.

Não me reconheço. Nem quero acreditar. Fico uma pessoa diferente...

...do tipo irracional! Olé!

 

Tira uma selfie e mostra

Sou um bicho do mato assumido!

Não gosto de me mostrar muito.

Por acaso o Pedro é mais descontraído que eu nesse aspecto. Mesmo em relação à Alice.

Eu não gosto muito de aparecer. Mas posso...

...tirar uma foto. E mostrar algo de que me orgulho imensamente!

joana56.jpg

Uma música com a palavra AMOR

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui

Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui

Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you
Amor, I love you

 

 O que é feio, mas tu achas bonito?

Antes de eu ser mãe.

Olhava para alguns comportamentos de algumas crianças. Até dos meus sobrinhos e...

...achava o fim do mundo. Pensava para os meus botões...

-Ai, se eu fosse tua mãe...não fazias isso! 

-Ai, se eu fosse tua mãe...não abrias a boca para dizer tal coisa!

- Que horror! Deus maaaaaa livre! Se eu fosse tua mãe, estavas frito!!

E agora sou mãe! E acho...

....uma maravilha! Nem tudo, claro! Mas o que a Alice faz tenho tendência a achar brilhante! 

Eu sei que algumas coisas são feias. Mas, como mãe, acho graça, piada e bonito!

Tenho vergonha de admitir isto. Confesso...

 

 Mostra a última foto do teu instagram

As fotos do instagram do Quiosque vão passando no blog. Não vale a pena mostrar.

O meu instagram, o pessoal é dedicado ao meu desafio fotográfico. 

Que eu achei giro impor a mim própria.

Isto porque na altura estava apaixonada pelo #rumoaoesquecimento. O homem é um fotógrafo do caraças.

E achei que era um boa forma de nos aproximarmos e dele gostar de mim.

Resumindo:

O homem nunca pôs um único gosto desde que comecei o desafio.

Para um fotógrafo como ele.

Olhar para as minhas fotos dá vontade de cortar os pulsos. E não de fazer gostos. 

Agora, não pode...não me segue. E tem a própria namorada e essas coisas...

Agora já não tem importância nenhuma. Na altura magoou-me bastante. Confesso. 

 

Neste momento suspiro....

Nunca mais chego às 365 fotos que me propus.

Estou um bocado farta porque acho que não serviu para nada.

Nem sequer me tornei uma melhor fotógrafa. Embora me sinta mais à vontade a fotografar. E começo a apreciar fotografar.

Mas...

...propus este desafio a mim própria. E vou até ao fim..

...ou não me chamo Joana T. M. D. Marques H. R. Rebelo. Sim, adoptei o nome do homem. Porque me apeteceu.

E as últimas fotos no meu instagram pessoal, são estas:

oceanário.jpg

Pertencem à minha coleção, oceanário. 

Aproveito para agradecer às pessoas que me seguem no instagram. 

291 más fotos depois, continuam a seguir-me. A serem simpáticas. E a porem gostos...

...agradeço, do fundo do coração. Gosto de vocês, como gosto de romãs. Ou seja, muito, muito....

 

A primeira parte deste desafio está aqui!

 

Nomeio a AnitaA MimiA Desconhecida. A MarquesaA Eli. E o Nuno.

Porque equipa que ganha não se mexe! 

 

Há dois anos no Quiosque!

Conheci o primeiro Quiosquiano!

 

Há um ano no Quiosque!

Quem gosta de crochet?

Um projeto executado pela Ana. Agora para o Natal!

 

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o desaparecimento...

16.11.18, Joana Marques

O veterinário do Vasco tem estado a acompanhar a mãe dos filhos do Vasco. E também os próprios filhos.

Esteve presente logo a seguir ao parto. Porque a cadela é muito autónoma e não precisou cá de grandes coisas para parir.

E..

..ontem, apareceu para fazer uma avaliação da mãe e dos pequenotes.

Como ainda não conhecia a nossa casa combinei com ele. Logo que se despachasse, passava aqui por casa.

Ele disse que sim. E mais ou menos pelas 17h apareceu.

O Vasco mal pressentiu o veterinário desapareceu. 

Já aconteceu muitas vezes. Ouve a voz do Rui e ...

...gostei muito deste bocadinho. Assim, sendo vou-me embora. Beijinhos. E até sempre.

 

Estive à conversa com o Rui. Mostrei-lhe a casa. O quintal. 

O Pedro saía às 16h mas para variar saiu mais tarde. O Rui ainda esteve um tempo à espera do Pedro mas entretanto desistiu e foi à vida dele.

Mal vi o Rui pelas costas. Gritei:

- Vasco, vou buscar a Alice. 

Peguei na minha mala e fui a casa dos meus pais buscar a miúda.

Cheguei a casa com a Alice. E nada de Vasco...

...chamei o Vasco. Vi em todas as assoalhadas. Vi todos os cantos e recantos do quintal. Nada!

O Vasco não estava em lado nenhum.

O meu telemóvel tocou. Era o Pedro.

Tinha-me enviado umas mensagens. Não respondi. E ele ficou preocupado e ligou-me.

Contei-lhe.

- O Vasco desapareceu.

O Pedro disse-me que quando chegasse a casa decidiríamos o que fazer mas que provavelmente estava num sitio qualquer e já aparecia.

 

Comecei a achar que o cão tinha ido ter a Carcavelos, à casa antiga. Ou então, tinha saltado o muro, ido dar uma volta e tinha-se perdido. E se tivesse sido atropelado? E se o tivessem roubado? E se tivesse magoado? 

 

Com a cabeça a mil. Peguei na Alice. E no carro. Comecei a dar uma volta ao bairro. Quando dei por mim estava em Carcavelos, na minha antiga rua a perguntar ao Senhor Ludovino se tinha visto o Vasco.

- Eu bem te disse que era uma má ideia. É claro que o cãozinho não se adaptou. 

Perguntei a todos os meus conhecidos que passaram. Ninguém tinha visto o cão.

Voltei a colocar a Alice no carro e rumei até casa.

O Pedro já tinha chegado. Deviam ser umas 19h. Horas de dar banho à Alice. Jantar. E dormir.

O Pedro foi dar uma volta pelo bairro. Eu despachei a Alice. Num estado de nervos do tamanho da Austrália.

A miúda demorou muito tempo a adormecer. Claro! Pressentia que algo não estava bem.

O Pedro chegou. Nada. Nenhuma novidade.

 

Liguei ao meu pai. 

Pedi-lhe para vir aqui a casa. Para ficar com a Alice. Para, também eu começar as buscas.

Apareceu o meu pai. Apareceu a minha mãe. Apareceu o meu sobrinho Pedro. E a minha sobrinha Inês.

A minha mãe ficou com a Alice. E eu e o Pedro começámos a tocar às portas de todas as casas à procura do cão.

O meu pai e os meus sobrinhos foram por outro lado. Perguntavam a quem passava se tinham visto o cão. Ao mesmo tempo que mostravam a foto do Vasco.

Toda a gente da minha família tem a foto do Vasco no telemóvel!

 

Ligou-me a minha irmã. A oferecer ajuda.

Ligou-me a minha cunhada. A oferecer ajuda.

O meu primo António. Também...

A notícia tinha-se espalhado. Repeti a história vezes sem conta.

Voltámos a casa eu e o Pedro. Nada de Vasco.

Perguntei à minha mãe se tinha novidades.

- Não, aqui em casa não está. Já procurei debaixo das camas. Já fui a todo o lado. Não está.

Eu já tinha feito o mesmo, anteriormente.

 

O Pedro ligou para a polícia para saber quais eram os passos a dar.

Disseram-nos para aguardar. Para esperar pelo outro dia. Se fosse encontrado e uma vez que tinha chip, nós seríamos contactados.

Ouvimos uma conversada ao portão. Era o meu pai, os meus sobrinhos e alguns vizinhos. Tudo a comentar o desaparecimento do Vasco.

Eram 22 horas.

Disse aos meus pais para se irem embora. E aos meus sobrinhos também.

Não podíamos fazer nada. Íamos esperar pelo dia seguinte. 

 

Na minha cabeça já tinha tudo planeado.

Ia acordar cedo.

Imprimir umas fotos do Vasco com o nosso contacto.

Ia espalhar pelo bairro.

Ia pôr no meu facebook.

No do Quiosque.

No blog. Ia pedir a toda a gente para divulgar.

O meu coração estava desfeito. Só me apetecia chorar.

O meu Vasquinho ao frio. Sozinho na noite.

 

Comemos qualquer coisa. Mas...

...o pensamento estava longe.

Subimos para o quarto. Eu chorosa. O Pedro a tentar animar-me. A dizer-me, que tinha a certeza que ele ia aparecer são e salvo. A dizer-me que se tivesse sido atropelado teria sido ali perto e já tínhamos dado conta. 

O Pedro abraçou-me. E eu chorei. Claro..

...é o que eu sei fazer nestas alturas.

E nisto. Uma batida. Vinda do roupeiro. 

Olhámos.

A porta abriu.

O Vasco saiu de lá. Abriu a boca.

Espreguiçoooooooooooooooooooooou-se.

Deu-nos um olá (lambeu-nos a mão).

E saiu apressadamente. Direto à cozinha. Porque ainda não tinha jantado. E tinha fome.

Eu e o Pedro nem tivemos reação. Ficámos 

Olhámos um para o outro.

E o Pedro disse com o ar mais aparvalhado do mundo...

- Eu até telefonei para a polícia! 

 

Há dois anos no Quiosque!

O senhor Ludovino!

Há um ano no Quiosque!

Sr. pai Natal! Veja lá, este ano....

 

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