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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

responderei! Se estiver online...

30.12.18, Joana Marques

2019. Está à porta.

A primeira resolução para 2019 é só ter uma resolução.

No ano passado tinha 10!

Este ano achei que não fazia sentido.

Isto porque não vale a pena pôr coisas e loisas sabendo de antemão que as vou cumprir. Nunca defino objetivos impossíveis de atingir. Mas também não coloco resoluções que à partida já estão conquistadas.

Só me estaria a enganar a mim própria.

Por exemplo: exercício físico. No ano passado fez sentido porque tinha uma fratura recente na perna.

Este ano não.

Estarei grávida até Fevereiro/Março.

Mas logo que desovar tenho a certeza que começarei a fazer exercício físico.

Nem que dê 100 voltas por dia ao quintal no intervalo das refeição de Sodona Mariana! 

 

Outro exemplo: alimentação.

Está mais do que conquistado!

Não preciso de nenhuma resolução a este respeito.

Não estou a ver a nossa alimentação descambar.

Simplesmente, não é possível. Se estamos melhor assim, porque raio é que vamos estragar?!

 

 

A chegada da Alice mais ou menos há um ano. Fez-me pensar. No tipo de mãe que queria ser.

E na infância que lhe queria proporcionar.

Eu tive uma infância tão boa. É óbvio que os tempos mudaram e nunca foi minha intenção educar a Alice como se tivesse nos anos 80. O mundo mudou. E eu tenho de a preparar para ser uma cidadã do século XXI.

Mas...

...sem ter nada contra quem o faz.

Não queria ver a minha miúda pendurada a uma televisão.

A um tablet.

Ou a um telemóvel.

Foi uma opção minha. Assumida. 

É claro que a Alice já viu televisão. Quando vai a casa de outras pessoas normalmente a televisão está ligada.

Em casa dos meus pais. Dos meus sogros. Dos meus irmãos. 

Sem stress. Funciona mais ou menos como a alimentação. Aqui em casa come sempre bem e saudável. Fora de casa é natural que lhe ofereçam coisas que me fazem ficar à beira de um ataque de ansiedade. Nunca digo nada. Deixo-a experimentar. Porque um dia a escolha vai ter mesmo de ser dela.

Voltanto à televisão. 

Aqui em casa. Não vê. Quando fizer 2 anos vou liberar. Um bocadinho. Só um bocadinho.

 

Com isto quero que ela aprenda a brincar. A puxar pela imaginação. Tal como eu fiz quando tinha a idade dela.

É engraçado ver como ela brinca.

Já gosta de pintar.

Gosta de correr e rebolar.

Brinca muito com o Vasco e agora também com a Gabriela.

Gosta muito de brincar com bonecas. E na cozinha dela.

Gosta muito de uma pista de carrinhos que o meu sobrinho lhe deu. 

Nunca, neste último ano que passou achei que a televisão lhe estivesse a fazer falta. 

 

Quanto ao resto.

Não tenho tablet nem ipad (foi comido pelo Vasco).

Em relação ao telemóvel tem sido mais complicado. O Pedro tem de estar sempre contactável.

Quando chega a casa deixa o telemóvel em cima do móvel que temos aqui na entrada e só se lembra dele quando toca.

Tive sorte.

Até nisto tive sorte.

Adoro que ele seja assim, pouco tecnológico.

É tão mau quando estamos a falar com alguém e esse alguém responde com meias palavras enquanto faz like a um donuts recheado.

Também não o faço. Quando estou com o Pedro estou com o Pedro. Mas...

...quando ele não está. Tenho uma atitude diferente do Pedro.

Sou muito mais viciada que ele.

Quando estou com a Alice evito usar. Mas se ela está a brincar. A dormir.

Ou em momentos em que estou sozinha. Uso e abuso. Não é fácil abdicar dele. 

 

É o instagram que adoro.

Dou uma olhadela no facebook.

E no blog.

Os comentários do blog. Aprovo. Comento.

Vejo os mail's.

Leio os posts que por aqui vão sendo publicados. Vejo as reações. 

Não deixo de fazer nada por causa do telemóvel. Ou será que deixo?

Será que não seria um pouco mais produtiva se desligasse de vez em quando?

É isso que vou saber este ano.

A minha resolução para 2019.

É ficar offline 65 dias. Não são seguidos...ou corto já os pulsos. Sim, estou viciada a este ponto!

São intercalados. Como me der mais jeito.

 

Confesso que estou um bocado apreensiva.

Mas é óbvio que não jogo para perder.

Vou dar tudo o que tenho! E o que não tenho. Para daqui a um ano mostrar o sucesso.

Ou não. Desta resolução. 

 

Para monitorizar esta minha resolução fiz esta tabela. É a minha check list!

Vai ajudar-me a não falhar. Vou imprimi-la. E coloca-la no quadro de cortiça que está no meu escritório.

 

Daqui a um ano!

Perguntem-me!

Se consegui!

 

responderei! Se estiver online...

 

Há um ano no Quiosque!

Não tenhamos pressa.

 

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a palavra do ano

30.12.18, Joana Marques

Todos os anos a Porto Editora promove a escolha da palavra do ano.

Já fui espreitar mas não encontrei a minha palavra. A palavra que define o meu ano de 2018.

Se pudesse escolher uma palavra seria: GENEROSIDADE.

 

 

Alice.

Chegou nos últimos dias de 2017. Foi ao som de "something stupid" que entrei em 2018.

Com ela nos meus braços. 

Não sabia o que aí vinha. Que desafios tinha pela frente.

Ao longo deste ano conheci a pessoa mais generosa com quem me cruzei na vida. E é minha filha.

A Alice não escolheu estar comigo.

Alguém fez a escolha por ela. Mas ao longo do tempo aceitou-me. Abriu os braços. E acolheu-me. Sorriu-me.

Entregou-se generosamente à vida. Escolheu ser feliz. Com a tresloucada que lhe calhou em sorte.

Um dia chamou-me mãe. 

E foi o acto mais generoso que alguém teve para comigo.

 

Pedro.

O primeiro olhar ditou o que vinha a seguir.

Gostei dele ao primeiro olhar. À primeira vista.

Mas...

...nunca tive intenção de avançar.

Se não fosse a generosidade dele e a coragem. Provavelmente não estávamos hoje como estamos.

Se não fosse ele a dar o passo. Eu não daria. Tenho a certeza.

Tinha a Alice e não me parecia justo estar alguém a embarcar numa vida que não tinha sido escolhida por ele.

Mas...

....não se importou. E desde aí temos navegado juntos.

Eu apaixonadíssima a tentar manter-me à tona. E não me deixar envolver demasiado.

Ele generoso.

Deu-me todas as certezas desde o principio. Habituada a ser eu a definir as regras a maior parte das vezes nas relações que tive. Com o Pedro não foi nada assim. Andou sempre 3 ou 4 passos à frente.

Quando me pediu em casamento percebi que para ele também era a sério.

Uns dias depois disse-me que queria adotar a Alice. 

E uns dias mais tarde disse-me que gostava de vender a casa dele porque já não fazia sentido, uma vez que vivíamos todos juntos.

É um profissional fantástico. Mas, por nós escolheu um horário que lhe permite estar presente. Mais vezes e mais tempo.

Abdicou de turnos. Formações. Algumas viagens. Alguns congressos.

- Agora tenho família.

Responde ele. Quando é questionado.

Por incrível que pareça nada é difícil com o Pedro. Nada é forçado. Nada é mudado.

Ele é mais tímido e calado. Eu sou mais espalha brasas. Mas no final somos muito parecidos. Ideias. Valores. Ideais.

A nossa educação foi semelhante. E isso parece-me que nos ajudou e ajuda em relação à Alice e futuramente à Mariana.

Até em relação à alimentação o processo foi fácil. E hoje em dia, ele é ainda mais ditador que eu!

É tão bom estar com ele. Poder partilhar a vida. O presente. E o futuro. 

 

Os meus pais.

Em meados de Dezembro contei-lhes. Sobre a Alice.

Apoiaram-me a 100%. E desde que a Alice chegou ficam com ela todos os dias.

Tem sido muito positivo para a Alice. Ela adora-os. E eles a ela.

Por ela têm abdicado de muitas coisas. Saídas com amigos. Férias. Almoços com conhecidos.

Acordam mais cedo do que era suposto. Enfim. Uma dedicação, uma atenção e uma generosidade. Sem preço.

 

Os meus sogros.

Há um ano. Estavam sossegaditos. Satisfeitos da vida com o filho que a vida lhes deu.

De um momento para o outro. Entra-lhes porta dentro. Joana. E a filha Alice.

Receberam-nos com uma generosidade que só as boas pessoas têm.

A Alice adora-os. E eles estragam a Alice. É como se a conhecessem desde que nasceu.

As crianças são da mais absoluta honestidade. Não mentem. Nem fingem. A Alice quando os vê corre para eles tresloucadamente.

Estes avós reivindicam muito a neta. Os meus pais ficam com ela todos os dias e eles também queriam fazer parte.

Moram mais longe.

Sugerem com frequência uma semana em casa deles.

Já aconteceu quando estive fora. E a Alice adorou.

Fora isso. Não consigo. Porque posso morrer de saudades dela.

 

A minha família. E os meus amigos.

Chamaram-me louca quando lhes falei da Alice.

Para no momento seguinte me dizerem que estavam lá se precisasse de ajuda.

E precisei. Este episódio não foi fácil. E contei com a ajuda de muita gente. Amigos, conhecidos e desconhecidos.

Para além de todo o apoio moral. Também o material. Mal anunciei que ia ser mãe.

Ganhei todo o tipo de coisas que uma mãe precisa. E outras que ainda não precisei e não sei para que servem.

A generosidade dos meus em 2018 não teve limites e eu fui a contemplada.

 

O Quiosque.

Desde o início que me sinto assim. Feliz por um dia ter tido a ideia de ter começado um blog.

Não é sempre pacífico. Ainda a semana passada achei que não queria escrever mais. Mas..

...acabo sempre por voltar.

Já tive tantas alegrias aqui. 

Foi neste blog que o Pedro me disse pela primeira vez que me amava.

 

Sou eu que escrevo neste espaço.

Mas são as pessoas que o visitam, que comentam, que me enviam mensagens ou email's que fazem com que tudo valha a pena. 

A vossa generosidade para comigo tem sido enorme. Vocês são enormes. 

 

Desejo que 2019.

Seja tão generoso para vocês.

Como 2018 foi comigo.

 

 

Há dois anos no Quiosque.

Isto é giro!

Coloquem o vosso ano de nascimento e logo de seguida têm

uma série de curiosidades engraçadas sobre o vosso ano.

 

Há um ano no Quiosque!

Quando o Vasco se uniu à Alice!

 

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2018. Vamos lá acertar contas.. #9

29.12.18, Joana Marques

Chegámos à última!

Finalmente.

Tantas resoluções para um só ano. Ter de prestar tantas contas.

Credo! Onde é que eu estava com a cabeça.

 

Sporting campeão

Esta resolução não dependia de mim.

É mais um desejo. E menos uma resolução.

Conheço pessoas que têm o Sporting tatuado. No meu caso não é preciso.

Porque o Sporting é uma parte importante da minha vida.

Há um ano atrás mal sabia eu que 2018 seria o ano mais triste da vida do meu clube.

Mas...

....eu tenho a certeza que neste momento estamos a dar a volta. E tudo já esteve mais verde escuro do que está agora.

Apoiei o meu clube?

Podemos sempre fazer mais e melhor.

Apoiei como consegui.

Sou mãe. E essa parte tem de estar em primeiro lugar.

Estive naquela final da taça. Para o bem e para o mal.

Tenho as quotas em dia. Assim como o Pedro e a Alice.

Tenho gamebox. E o Pedro também. 

Contribuí da forma que me foi possível na subscrição de obrigações.

 

Aconteça o que acontecer. Sou do Sporting. E respirarei Sporting até ao último suspiro.

Desde que sou mãe que a responsabilidade aumentou. Passar a palavra. O testemunho. 

Em 2018, mais para o final quando aqui em casa se diz Sporting.

A Alice responde...

- GOOOOOLO!

E por isso parece-me que este campeonato está no bom caminho!

 

E não. Esta resolução não foi cumprida.

 

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Segunda resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Terceira e quarta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Quinta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Sexta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Sétima resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Oitava resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Nona resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Catarina era uma grande amiga minha.

Estava grávida. E teve um problema daqueles.

A Catarina deixou-nos no dia 22 de Dezembro de 2016.

A Leonor está connosco e é absolutamente maravilhosa.

 

Há um ano no Quiosque!

Quando uma pessoa vai a um jantar.

E fica completamente desenquadrada.

 

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e isto é um facto inegável. Como 2+2=4!

27.12.18, Joana Marques

Fui buscar-te num dia frio. Muito frio.

Faz hoje um ano.

Pouco sabia de ti. Sabia que te chamavas Alice. E que tinhas 8 meses.

Para mim não foi preciso mais para te amar. 

O teu avô foi comigo.

Vê-lá tu. Eu tinha partido uma perna. E no dia antes de te ter ido buscar tinha ido tirar o gesso.

Sentia a perna tão frágil que achei que ainda a perdia pelo caminho.

 

Chegámos cedo. Foram-te buscar.

O teu avô queria pegar-te ao colo por causa da minha perna.

Eu não deixei. Porque eras minha. E eu quis-te só para mim. 

 

Eras linda!

Ainda és!

Desconfio que serás sempre linda e o teu pai vai ter de estar de olhos bem abertos...

 

Ficámos assim as duas. Durante horas. O caminho todo para casa.

Ao meu colo.

Abraçada a mim. E eu a ti.

Dormiste. Acordaste. Comeste. E eu sem te largar. Amava-te tanto já.

Chegámos a casa. Quase à noite.

Adormeceste sem problemas. Sem reação. Sem choros. Sem sorrisos. Sem nada.

Aos poucos aprendeste que esta é a tua casa.

O teu colo.

A tua mãe.

Um dia choraste quando te deixei à noite na cama.

E no dia seguinte acordaste a sorrir. A partir desse dia todos os dias são dias de sorrisos.

Tu tens o sorriso mais bonito do mundo. E não penses que digo isto porque sou tua mãe. 

Achas? Claro que não.

O teu sorriso é mesmo o mais bonito. E isto é um facto inegável. Como 2+2=4!

 

Mas não julgues que és sempre assim.

Outro dia abraçaste um urso numa loja de um centro comercial.

Eu e o teu pai sofremos que nem condenados para te desabraçares do urso.

Ameaçaste ficar.

Ameaçaste atirar-te para o chão em sinal de protesto.

Não sei se já percebeste!

És uma miúda rija. Sabes o que queres. E nesse dia querias o urso.

Nem te digo. Nem te conto.

Enquanto o teu pai ficou à beira de uma embolia. Eu peguei em ti e levei-te.

- Não. Não. Não.

Dizias tu.

A minha auto-estima como mãe ficou na lama.

Acho que nunca mais compro nada naquela loja. Fiquei com más recordações.

 

Ser mãe. É isto. É sobreviver ao ataque do urso e ...

.... amar-te ainda mais. Muito mais.

E até achar piada...

- Queria ficar com o urso. E depois? 

Não sei se já te disse. És especial. 

E não penses que digo isto porque sou tua mãe. 

Achas? Claro que não.

És o mais especial dos seres. E isto é um facto inegável. Como 2+2=4!

 

...há um ano...

...até hoje. Sinto!

Um amor que não cabe dentro do peito.

Um amor que de tão intenso, dá medo.

Medo. Medo.

...do urso. da vida. das curvas e das contra curvas. 

 

Deixa-me um pouco mais descansada. Ainda não saberes dizer urso. Mas este Natal aprendeste a dizer:

- Crocodilo.

Não dizes corretamente, é certo. Mas dizes da forma mais bonita do mundo.

E não penses que digo isto porque sou tua mãe. 

Achas? Claro que não.

A forma como dizes crocodilo é a melhor do mundo. E isto é um facto inegável. Como 2+2=4!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

 

Há um ano no Quiosque!

2018! Estou pronta!!

 

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2018. Vamos lá acertar contas.. #8

26.12.18, Joana Marques

Um diário gráfico!

50 desenhos!

 

Esta resolução foi feita de forma a organizar os meus desenhos.

Que ia desenhar em 2018 não tinha qualquer dúvida. De forma arrumadinha e organizada é que era mais difícil.

Desenhar sempre foi para mim natural, normal e muito fácil.

Por isso é muito imediato a desvalorização desta minha característica.

Desenho nos sítios mais estranhos que possam imaginar.

E abandono o desenho. Não valorizo nada.

Em dias mais inspirados sento-me e pinto uma aguarela. Uso papel de aguarela. E tudo.

Deixo secar. E quando passo pela secretária no dia seguinte pego na aguarela e arrumo dentro de uma gaveta.

Passado uns tempos. Em época de arrumação abro as gavetas e saltam de lá como cogumelos, aguarelas por todos os lados. Muitas vezes coladas umas às outras. Têm um destino final meio triste. O lixo.

Este ano não foi exceção. Mas um bocadinho diferente. O Pedro mudou-se para a minha casa e foi descobrindo os cantos e recantos aos poucos. E foi encontrando aguarelas. Ao mesmo tempo que as descobria, foi comprando molduras para as arrumar nas paredes. Não foi tudo de uma vez só. Foi sendo construído aos poucos.

Quando mudámos de casa as aguarelas mudaram de parede. Quando passo pelo corredor que dá acesso à cozinha e à sala e olho para as aguarelas gosto bastante de as ver.

Quanto ao diário gráfico fiz mais do que 50 desenhos. E estes desenhos não são aguarelas. São só desenhos...abstratos.

Com tempo vou tirar fotos a todos e com tempo queria fazer um pequeno vídeo com a minha obra.

Quando o fizer atualizarei este post.

Esta resolução foi cumprida. Sem stress absolutamente nenhum.

Já comprei outro diário gráfico. Para usar em 2019.

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Segunda resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Terceira e quarta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Quinta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Sexta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Sétima resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Oitava resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

Há dois anos no Quiosque!

Catarina era uma grande amiga minha.

Estava grávida. E teve um problema daqueles.

A Catarina deixou-nos no dia 22 de Dezembro de 2016.

A Leonor está connosco e é absolutamente maravilhosa.

 

Há um ano no Quiosque!

Quando uma pessoa vai a um jantar.

E fica completamente desenquadrada.

 

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golo! Da Joana...

25.12.18, Joana Marques

Inicialmente, éramos para ser 10:
Eu, a Alice, a Mariana, o Pedro, os pais do Pedro, os meus pais, o meu irmão, a minha cunhada, os meus sobrinhos e o Vasco.

 

Depois o meu irmão disse-me que afinal não vinham porque iam passar com os sogros.

Eu, a Alice, a Mariana, o Pedro, os pais do Pedro, os meus pais e o Vasco.

 

Passados uns dias a minha irmã perguntou-me se podia passar cá em casa porque era para passar com os cunhados mas afinal tinham decidido ir passar aos Estados Unidos com um filho que estuda lá.

- E a minha sogra?

O sogro da minha irmã já morreu. Obviamente que a sogra era muito bem-vinda aqui em casa.

Eu, a Alice, a Mariana, o Pedro, os pais do Pedro, os meus pais, a minha irmã, o meu cunhado, os meus sobrinhos, a tia Manelinha (a sogra da minha irmã)  e o Vasco.

 

Passados uns dias. O meu irmão ligou. 

- Afinal os meus sogros vão passar a casa do Salvador (o cunhado do meu irmão), achas que ainda tens lugar para nós?

- Claro que tenho!

Eu, a Alice, a Mariana, o Pedro, os pais do Pedro, os meus pais, a minha irmã, o meu cunhado, os meus sobrinhos, a tia Manelinha (a sogra da minha irmã), o Vasco, o meu irmão, a minha cunhada e os meus sobrinhos.

 

Ficámos por aqui?

Não!

Porque no domingo fui buscar o último elemento.

A Gabriela.

Era para chegar hoje de manhã mas o "avô" ia passar o Natal fora e por isso fui busca-la um pouco mais cedo.

A Gabriela é filha do Vasco.

Não só passou a noite de Natal aqui em casa como vai passar o resto das suas noites.

E quando a fui buscar as contas ficaram mesmo fechadas!

Vinte e uma alminhas.

Eu, a Alice, a Mariana, o Pedro, os pais do Pedro, os meus pais, a minha irmã, o meu cunhado, os meus sobrinhos, a tia Manelinha (a sogra da minha irmã), o Vasco, o meu irmão, a minha cunhada, os meus sobrinhos e a Gabriela.

 

Não deu muito trabalho. Porque escolhi não fazer muitas coisas.

Custa-me muito estragar comida e por isso foi tudo feito com regra.

Na minha família abdicamos do bacalhau no Natal. Os nossos Natais nunca tiveram bacalhau.

Para a consoada fiz cabrito como fazia a minha avó Maria.

Acompanhei com umas batatinhas (que normalmente não comemos) assadas no forno. Fiz um puré de maçã. E uma quantidade generosa de comida boa (brócolos, couves de bruxelas, feijão verde, batata doce laranja, nabo, beterraba e cogumelos).

Fiz pão. 

Obriguei TODA a gente a ter um prato com muitas cores.

Para doces. O arroz doce da minha avó Maria e as fatias douradas da minha avó Adélia.

O meu irmão trouxe um bolo rei que ninguém provou.

Tinha frutos secos. Bolachas e biscoitos. Feitos anteriormente. 

No final da refeição distribuí os bolinhos tal como a minha avó Maria.

 

A Alice adormeceu perto da uma da manhã. E foi a mais bem disposta das pessoas.

Os meus sogros ofereceram-lhe uma asas de borboleta. 

E ela borboletou a noite inteira.

 

Sorteámos quem é quem para o ano. Ou seja, quem dá prendas a quem.

E iniciámos outra tradição. Inventada por mim.

Porque já andávamos a falar no Natal de 2019. 

Para não haver coisas. Sorteamos, também.

Fiz um presépio para cada um dos presentes. 

Todos iguais. Cada presépio foi numerado. E embrulhado em papel de seda verde.

presepio2 (1).jpg

Combinámos que organizava o próximo Natal quem ficasse com o número 1.

O meu pai distribuiu os presépios.

Toda a gente desembrulhou os presépios.

E o número um....

....saiu a quem??

presepio (1).jpg

Golo!!

Da Joana!

Um golo limpinho. Sem recurso ao VAR. 

 

Distribuímos as prendas. Mas eu já tinha recebido a minha...

.....e não podia estar mais feliz.

2019!

Natal aqui em casa!!!

 

Há dois anos no Quiosque! 

 

Há um ano no Quiosque!

Este é o post com mais favoritos (23), desde que o Quiosque é Quiosque!

 

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2018. Vamos lá acertar contas.. #7

25.12.18, Joana Marques

Viajar para dois países diferentes

Sem ser a trabalho

 

Tal como as outras resoluções foi escrita um bocado no escuro.

Quando a escrevi estava sozinha. Não tinha namorado. 

Sabia que a partir de 2018 nunca mais estaria sozinha na vida porque ia receber a Alice.

Viajar sozinha com uma bebé podia ser uma tarefa fácil, ou difícil. Não fazia ideia.

Tenho amigas que o fazem, outras nem por isso. Provavelmente depende de nós, da nossa vontade mas também da criança que temos.

É fácil viajar com a Alice. Mas é muito mais sensível que eu às mudanças horárias.

Quando muda a hora demora uns dias a adaptar-se, por exemplo. E em Zanzibar notei que a mudança horária, mínima, a alterou um bocado.

É diferente viajar com uma criança. O nosso tempo é dela. Até podemos querer muito ir visitar o museu não sei das quantas mas só vamos se ela estiver para aí virada. Não vale a pena forçar muito. A Alice tem os tempos dela que são diferentes dos nossos.

Com a Alice fomos a Paris, à Disney.

A miúda tem uma paixão tão grande pela Minnie.

Às tantas comecei a suspeitar que podia querer trocar-me por ela.

Fiquei muito mais descansada.

Gosta sobretudo da Minnie dela. Quando a grandalhona lhe quis pegar ao colo ela não quis e teve medo.

Foi lá que comprou as orelhas de Minnie que quis usar no dia do meu casamento. Estava linda....

 

Fomos a Cabo-Verde. Em lua de mel. A Alice ficou em Portugal.

Foram dias maravilhosos. Nunca esquecerei.

De todos os países que já visitei e já visitei muitos, tenho um fraco pelas pessoas de Cabo-Verde. Gosto delas daqui até à lua.

E, claro! A companhia era a melhor de todas! 

 

Estivemos os 3 em Zanzibar. Foi maravilhoso também.

A Alice portou-se bem. Ainda que a questão da diferença horária a perturbasse de alguma forma. Mas tivemos tempo para tudo...

...ou quase. Por mim, tinha ficado lá mais 3 meses. 

Sol. Mar. E alguém para amar. Uma trilogia perfeita.

 

Marrocos. Estivemos na cidade azul. Chefchaouen
Se não fosse o comentário que a B ou o B fez a este post, nem me lembrava.

Tenho fotos dessa passagem pelo Instagram. Mas a minha cabeça já tinha varrido esse registo.

Nem posso acreditar que me esqueci! Foi pouco tempo...mas foi muito giro!

Adoro Marrocos. E tenho um fraco por Chefchaouen. Acho lindo de morrer.

É daqueles locais iluminados. Por mais má que seja a fotógrafa, as fotos ficam sempre bem...

 

Esta resolução também foi cumprida. 

Em trabalho. Estive logo no início do ano na Holanda.

A terminar o que deixei em aberto por ter partido a perna. 

 

Viajei  para Nova Iorque. 

Oh! Nova Iorque! Foi bom. Foi ainda em Janeiro.

Deixei a Alice com os meus pais.

O meu corpo estava em Nova Iorque mas o meu coração...

....estava ao lado do da Alice.

 

Em Fevereiro estive em Angola. 

Passei lá a última noite com 36 anos.

Voltei no dia dos meus anos de manhã.

 

No início de Abril passei por Londres. Mas o destino era Dublin.

Foi uma viagem do caraças.

O projeto que estava a iniciar é o projeto da minha vida. Mas...

...tinha conhecido o Pedro. E ele também foi.

Numa de:

- Vamos ver se resulta. Se resultar ficamos juntos para sempre. Se não...fica para a próxima.

Eu queria muito, muito ficar com ele para sempre.

De um lado o projeto mais importante da minha vida profissional. Por outro, o Pedro.

Meus amigos, se eu fosse um vulcão. Tinha provocado estragos. Tal era o tumulto!

Foi horrível. Foi bom. Foi tão bom que foi horrível. Não sei se percebem....

Eu saía de manhã para reuniões e apresentações. Tinha de estar atenta o máximo possível mas a minha mente estava completamente toldada e virada para o Pedro. O Pedro ficava no hotel. Ía adiantando trabalho.

Quando recebia uma mensagem dele...

....nunca tive refluxo gástrico na vida. Mas se tivesse ficado mais tempo em Dublin acho que ia padecer desse mal.

O hotel onde estávamos era perto do local onde estava a trabalhar. Os meus colegas convidavam-me para jantar ou dar uma volta. Nem ouvia...

....ainda eles não tinham terminado o convite já eu tinha dado corda aos sapatos e corria apressadamente para ir ter com o Pedro. Subia as escadas o mais depressa que conseguia para chegar perto dele o mais rápido possível. Tinha uma perna recém partida. Foi lindo....

....ainda bem que o homem se decidiu a pedir-me em casamento. Porque muito tempo disto, não sei o que teria sido de mim. A expectativa. O não saber o dia de amanhã. Estava a acabar comigo. 

 

Em Setembro passei por Bruxelas.

Para apresentar um projeto. Gente tão difícil. Gente tão complicada. 

Parece-me que só volto a aceitar um projeto Belga se estiver com a corda ao pescoço e precisar mesmo de trabalho.

 

Em Setembro também. Fui a Londres. 

Reuniões. Reuniões. E reuniões. Por causa do projeto de Dublin.

Correu tudo bem.

Gosto do ambiente da minha empresa. São muito descontraídos. Exigentes, claro! Mas sabem viver a vida e isso agrada-me.

 

Se o meu útero não estivesse ocupado por Sodona Mariana. Era natural que tivesse feito outra viagem.

Eu e o Pedro nunca pensámos ficar grávidos tão depressa e tínhamos planeado ir ao Peru.

A gravidez tem corrido bem. Muito bem. Mas...

....no Peru iríamos andar muito a pé. Por locais um bocado impróprios para grávidas.

Eu acho que aguentava. 

Existem situações que precisamos confiar na sorte. Esta não é uma delas. Nunca fiando. 

É a Mariana. Sou eu a guardiã. E tenho de fazer o melhor trabalho que conseguir para que a sportinguista nasça sã e salva!

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Segunda resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Terceira e quarta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Quinta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Sexta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Sétima resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

Há dois anos no Quiosque!

A Catarina era uma grande amiga minha.

Estava grávida. E teve um problema daqueles.

A Catarina deixou-nos no dia 22 de Dezembro de 2016.

A Leonor está connosco e é absolutamente maravilhosa.

 

Há um ano no Quiosque!

Quando uma pessoa vai a um jantar.

E fica completamente desenquadrada.

 

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Não são especialmente bons. São só especiais.

24.12.18, Joana Marques

A minha avó perdeu a mãe no dia em que nasceu.

Foi criada pelo pai e pelo irmão mais velho.

A vida era a vida. Só a vida. Sem sonhos. 

O dia era trabalhar de sol a sol. Para conseguir sobreviver até ao dia seguinte. E começar tudo de novo.

O Natal era quase um dia igual aos outros. 

Quem tinha mãe era diferente. Era difícil mas não tão mau. Dizia-me ela.

- Tive sorte!

Disse-me ela muitas vezes. 

- Nunca tive o sapatinho vazio na manhã de Natal!

Todos os Natais a minha avó deixava o sapatinho na lareira.

A tia, irmã da mãe. A tia Aurora nunca se esquecia dela. E todos os Natais passava lá por casa muito cedo deixava um bolinho embrulhado num paninho dentro do sapatinho.

Todas as manhã a minha avó acordava mais depressa que nos dias anteriores.

Mais depressa que nos dias seguintes. Corria até à lareira e lá estava ele. O bolinho do Natal.

 

Desde que me lembro de ser gente.

Todos os dias de Natal.

Depois da missa.

Eu e os meus primos.

Recebíamos um bolinho igual aos que a minha avó tinha recebido quando era pequena.

A única prenda de Natal que teve na vida.

Embrulhado num paninho. Com um fio verde à volta, a segurar o paninho.

Também dava às noras e aos filhos. Ao meu avô. E ela também tinha o dela.

No final do almoço desembrulhávamos. E comíamos o bolinho.

Não era especialmente bom. Era só especial.

 

Na semana passada estive no Alentejo.

Ainda ando a descobrir a casa. O sótão.

Descobri numa gaveta de um armário do sótão um livrinho de receitas.

A minha avó era analfabeta. Não usava livro de receitas.

Abri-o.

A letra era do meu avô.

Algures no tempo a minha avó deve ter obrigado o homem a escrever as receitas todas.

Até me ri ao imaginar a cena.

A minha avó era mesmo assim, mandona! Mandava no meu avô que era uma beleza...

bm.jpg

Já os fiz.

Já os provei.

Estão iguais aos da minha avó.

Não são especialmente bons. São só especiais.

 

Esta altura é sempre agridoce, para mim. 

Adoro o Natal. Adoro estar com toda a gente que gosto.

Mas...

....sinto saudades. Dos meus avós.

Dos meus padrinhos. 

De amigos meus que partiram cedo demais...

....

2018. Vamos lá acertar contas.. #6

22.12.18, Joana Marques

Aprender a fazer duas coisas novas

Ou fazer dois workshops

 

Também foi fácil cumprir esta resolução.

Mas quando a escrevi não sabia.

Escrevi-a com a perna meia partida e em mau estado.

À beira de receber a Alice.

A minha cabeça estava a mil. Cheia de boas intenções, projetos e interrogações.

Eu não sabia o que era ser mãe. E achei que podia ocupar 24h do meu dia.

A verdade é que ser mãe é mesmo uma tarefa de 24 horas por dia. 365 dias por ano. Ou 366. Não há dias de folga! Tive sorte...

....a Alice dorme muito bem e contam-se pelos dedos de uma mão, as vezes que me fez acordar de noite por exemplo. Nunca ficou doente. Quando estou com ela só estou para ela. Mas o tempo das sestas e da noite de sono (adormece pelas 8 horas da noite) dá-me alguma disponibilidade.

 

Logo no início do ano achei que devia aprender a fotografar. E para mim própria coloquei a fasquia nas 365 fotos durante um ano. Foi horrível!

As vezes que me arrependi de ter feito isto a mim própria. E ao pobre do meu primo que me ensinou, guiou e não me deixou cortar os pulsos em momentos de arrependimento e desespero!

 

Isto tudo porque no final de Dezembro estava ainda ligada ao rapaz do #rumoaoesquecimento e achava eu que era um ponto em comum que tínhamos. Ou que podíamos ter. 

A partir de um certo momento, em Fevereiro. Fechei o livro. E deitei-o fora. Mas..

...a praga das fotografias continuou. E como tinha prometido a mim própria e...

...como acho sempre que a pessoa que nunca posso desiludir é a minha pessoa. Continuei.

Ó senhores, as vezes que eu fotografei a ponte 25 de Abril. Só de olhar para o meu instagram tenho palpitações. Ainda bem que acabou. Acabou, com um massacre de fotos um certo dia. Queria despachar aquilo...

....verdade seja dita que gosto muito de algumas fotos que tirei. Poucas...mas ainda assim algumas.

E aprendi alguma coisa. Embora não se note. Na fotografia. E na edição.

365 fotos publicadas depois...continuo a ter uma certa aversão. A tirar fotos!

Adoro fotografia...mas tiradas por pessoas que percebem do assunto. Tipo o rapaz do #rumoaoesquecimento...

 

Foi o ano em que me dediquei à cosmética natural.

Fiz um workshop em Londres. É para continuar a aprender.

Aqui em casa neste momento só usamos produtos feitos por mim. E está tudo de boa saúde. 

Até o Pedro a determinado momento se rendeu aos sabonetes que faço.

Se isto não é amor...não sei o que será! 

Às vezes olho para ele e penso...que devia ter calhado com uma mulher menos surreal. Merecia! Porque ele merece tudo de bom....

Queria aprender a fazer detergentes...mas isso fica para um dia destes...

 

No crochet aperfeiçoei. Muito!

Aprendi sozinha a crochetar ponchos.

Fiz um para mim. E já tenho várias encomendas para pessoas que me são próximas. 

Fiz um xaile em crochet pela primeira vez na vida inventado por mim.

Depois de muitas tentativas ficou tão giro!

Tricotei pela primeira vez uma touca. Para a Mariana. E fiz uma igual para a Alice.

Achei giro...

 

Fiz o que nunca esperei fazer. Aprendi com a minha sogra.

Não é que contra todas as minhas expectativas costurei uma camisa de noite!

Incrível! Foi tão fixe. 

Pena é que com a minha barriga tamanho XXL...

....não consiga entrar dentro da camisa de noite. Temporariamente, claro! Porque a Mariana vai ter de em Março abandonar esta assoalhada....

 

Ah! E a minha horta??

Pois foi em 2018 que comecei uma horta no Alentejo.

E neste momento já comecei uma horta aqui no meu quintal...

E o que é que lá tenho?

Alfaces, brócolos, cebolas, alho francês e couves de várias raças...

...também tenho uma planta chamada Almeirão que usam lá no meu Alentejo.

Dá para fazer saladas bem boas! Conhecem??

r2018.jpg

Acho que posso dar esta resolução como cumprida...

...o que é que acham?

 

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Segunda resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Terceira e quarta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Quinta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Sexta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

 

não tem graça nenhuma ser doente...

21.12.18, Joana Marques

Quem lê este blog talvez se lembre da história da minha sobrinha.

Se não se lembram a história começa aqui.

E continua aqui.

 

A minha sobrinha Madalena come mal. 

Aos vinte e poucos anos começou a sentir na pele o que é comer mal.

Quase todos nós o sentimos. Mas normalmente assobiamos para o lado.

Porque a rinite passa com um comprimido. Alguns nem dão sono.

A dor de cabeça passa com paracetamol.

Aquela constipação que se instala todo o santo inverno cura-se com uma dose ou duas de um antigripe qualquer.

Para a diarreia também há um comprimido apropriado, sim senhor.

Para a falta de energia, o senhor da delta dá uma ajuda. E aqueles multivitaminicos. São um milagre.

E assim vai o mundo. Desvalorizamos quando somos mais novos.

Esquecemos que um dia a rinite passou a asma. Porque só tratámos o sintoma e não a causa.

A constipação já não é só constipação e um ano destes já temos uma gripe ou uma pneumonia. Porque só tratámos o sintoma e não a causa.

Esquecemos que a diarreia já não é só diarreia e um dia destes passou a colite. 

E a falta de energia? Passou a depressão.

 

É fácil reverter. No início é fácil reverter.

Dependemos de nós. É o que tenho dito à minha sobrinha.

No início teve muitas dificuldades.

Depois lá entrou nos eixos.

Mas esta época...

...o Natal. As festas. Os jantares. Depressa voltou ao mesmo.

 

Bastou a miúda queixar-se para a tia. De seu nome, Joana. Para pôr mãos à obra.

 

Não é dificil de seguir.

É como se fosse um jogo. Tem regras. E não vale fazer batota.

Pode comer de tudo mas obrigatoriamente tem de comer 7 porções de vegetais/leguminosas por dia.

Sendo que das 7 porções duas podem ser fruta.

As outras cinco têm de sair da lista que lhe fiz. E obrigatoriamente têm de ser de cor diferente.

No final da semana tem de ter comido 20 alimentos diferentes, daqueles que estão no mapa.

Também lhe fiz um mapa para planificar o que vai comer.

Facilita-lhe as compras.

Facilita-lhe as refeições.

Pode guardar os mapas e daqui a dois/três meses pode usar o mesmo mapa e já tem tudo planificado.

É mais fácil.

 

Vou partilhar com vocês a lista de alimentos coloridos.

Na segunda página do documento está uma tabela para poderem acrescentar outros alimentos.

E o mapa que permite planificar um mês inteiro.

 

Comer bem!

É a melhor resolução para 2019!

O melhor investimento que podem fazer na vossa vida!

Olhem por vocês. E pelos vossos. Não tem graça nenhuma estar doente.

Não tem graça nenhuma ser doente.

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Dizia eu que estava pronta, para o Natal.

 

Há um ano no Quiosque!

Um desafio.

 

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Tenho desafios para responder.

Tenho montes de "nas bocas do mundo" para fazer.

A verdade é que não me tem apetecido escrever. Vamos ver se a vontade volta como das outras vezes...

Feliz Natal para todos...

 

2018. Vamos lá acertar contas.. #5

20.12.18, Joana Marques

Tricotar ou crochetar 5 peças novas.

Esta resolução foi muito fácil de cumprir.

Mais difícil foi provar que a cumpri. Isto porque fotos das peças a Joana não tirou.

A verdade é que em 2018 fiz o gosto às agulhas e fartei-me de tricotar e crochetar. Mas..

...fotos que mostrem o trabalho não há. Tenho 5, vá-lá....

Uma das peças que fiz e que tenho foto é esta. A touca da Mariana.

O plano era tricotar a touca e colocar aqui o passo a passo. Mas dá tanto trabalho o passo a passo...

...

Outra peça que tricotei foi esta. Está tão giro este xaile. Adoro-o.

Também queria ter feito o passo a passo..

..mas fica para outra vez. O tempo é escasso. Muito escasso.

 

Neste post, mostrei de uma assentada duas peças que tinha feito.

Um poncho. E um xaile.

O poncho ficou para mim. O xaile ofereci a uma pessoa.

Partilhar o passo a passo também estava nos meus planos. Mas...

 

Por último, a foto de uma gola que fiz para a minha sobrinha.

Não se vê muito bem, mas é a única que tenho. O passo a passo?? Esqueçam...

Aqui ficam as 5 peças.

Fiz muitas mais.

Mas fotografar é uma seca e acabo sempre por me esquecer ou fingir que não tenho tempo....

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Segunda resolução de 2018.

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Cumprida. Ou não cumprida?

 

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Alerta lamechice! A Alice chegou à minha vida!

 

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2018. Vamos lá acertar contas.. #4

18.12.18, Joana Marques

Ler 15 livros. Escrevi eu no ano passado!

Arrependi-me tanto!

Gosto de ler. Gosto muito de ler. Já li muito.

Desde que aprendi a ler até aos 30 anos mais ou menos, li tudo e tudo era pouco.

Lembro-me de chegar do trabalho, jantar e ler. Ler um livro por noite.

Também me lembro de ter decidido não ir de carro para o trabalho e ir de comboio, essencialmente para aproveitar o tempo para ler. E agora?

Agora, ainda gosto de ler. Gosto muito mas...

...parece que nunca tenho tempo. Por isso esta resolução.

Ainda bem que a fiz. Mas ao longo do ano custou-me muito...

...e cada vez que pensava nela só pensava. Porque é que me maltrato tanto!

Dramas parvos de quem não tem dramas a sério...

Queria ter tido a disciplina de ter vindo aqui escrever um pouco sobre os livros que fui lendo. Não deu...

...ler os diferentes livros ao longo do ano já foi uma vitória...

Só consegui levar esta resolução a bom porto porque detesto perder.

Nem que eu me desfaça mas se estiver ao meu alcance...consigo!

 

Então vamos lá a contas, sim!

Não vou contar com os livros que li à Alice. Isso não vale!

Só os que li e escolhi para mim.

 

Comecei por ler o "perfume da Savana" e escrevi sobre o livro aqui.

Adorei o livro!

 

Depois passei para "amor com travo agridoce". Escrevi sobre o livro aqui.

 

Passei pelo livro do Luís  Sepúlveda. "História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar".

 

Seguiu-se o livro do Vargas Llosa: "Cinco esquinas".

 

Em Março comecei a ler: "a biografia de Lisboa" de Magda Pinheiro. Embora denso, gostei muito.

 

Já com o Pedro na minha vida li o livro: "tudo de bom para o meu intestino" de Lene knudsen. É muito fixe este livro. Para além de ter uma componente teórica que nos dá imensas dicas sobre o funcionamento do nosso corpo. Tem depois uma parte final com receitas e por isso é um livro que consulto muitas vezes.

 

Depois, a conselho do Pedro li o livro: "Cérebro de Farinha" de Kristin Perlmutter. Adorei este livro. No final também tem receitas. O mais engraçado é que são muito diferentes das que me foram apresentadas no livro anterior. O conhecimento faz-se assim. A juntar migalhas de um lado e do outro. Nada está completamente certo. Nada deve ser seguido à risca. Existe espaço para a escolha pessoal.

 

Li o livro "Lourenço Marques" de Francisco José Viegas.

 

E logo a seguir, Mia Couto: "um rio chamado tempo, uma casa chamada terra".

 

Seguiu-se o livro: "História da menina perdida" de Elena Ferrante.

 

Seguiu-se um livro que amei. Se eu tivesse a ambição de escrever um livro, não tenho, mas se tivesse! Queria que fosse assim. Está escrito em espanhol. Chama-se "Naturaleza 365" de Ana Carlile. Aqueles livros que não são só livros. São poesia. Excelente texto. Excelentes fotos. Excelentes ideias.

 

Seguiu-se, outro livro sobre comida e opções saudáveis. "A dieta do cérebro", de Martha Morris. Gostei bastante. Este tipo de leitura, complementa e acrescenta mais um pouco, a tudo o que já sei. Mais uma vez, dicas e caminhos a seguir para uma vida melhor. 

 

Cheguei a Setembro, repeti Vargas Llosa. Desta vez li "travessuras da menina má".

 

Em Outubro reli o meu livro preferido, "o meu pé de laranja lima" de José Mauro de Vasconcelos.

Muitos livros já passaram pelas minhas mãos.

Para mim, nenhum bate este.

É o livro da minha vida.

 

E depois relaxei um bocado.

Só faltava um.

Deixei-me levar.

Quase me esqueci e quase falhei.

Comprei no início do mês um livro que me chamou a atenção. "O plano dos 4 pilares", de Rangan Chatterjee. Vou acaba-lo hoje à noite.

Estou a adorar.

Mais um livro que fala de saúde.

Divide-a em 4 grandes pilares: Relaxar, comer bem, mexer-se como deve ser e dormir bem.

Muito atual e cheio de boas dicas.

Na parte da alimentação saudável não tive grandes surpresas mas nos outros 3 pilares encontrei muitas coisas que ainda não fiz mas que devo experimentar o mais depressa possível.

 

Se algumas resoluções que fiz foram autênticos passeios na praia.

Esta foi suada até à última.

Trouxe-me alguma angústia pelo meio.

No final soube bem dizer que foi cumprida.

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Segunda resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

Terceira e quarta resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

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os próximos dias...

16.12.18, Joana Marques

Os próximos dias. Serão cheios de azáfama.

Vão começar cedo, como eu gosto. E vão acabar tarde, como eu gosto.

Sempre é uma desculpa para eu não ter de passar muito tempo espalmada na cama.

 

O Natal está a chegar. 

Se não passar por aqui antes. Desejo a todos.

Um bom Natal! 

 

 

2019 está a chegar.

Se não passar por aqui antes. Desejo a todos.

Um bom ano! 

Com saúde para todos. Uma Mariana para mim! E o Sporting campeão!

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Aquelas figuras que só eu faço!

 

Há um ano no Quiosque!

Os meus posts preferidos de 2017.

E os mais vistos.

 

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2018. Vamos lá acertar contas.. #3

15.12.18, Joana Marques

Dizia eu no ano passado que, em 2018, queria inventar 10 receitas novas.

Nutella.

Beto. O Queque!

Tapioca.

Uma receita vegetariana!

Bolo de manga!

Uma receita simples!

Gelados!

Pipocas.

Muffins de vegetais.

Tarte de pera. 

Mousse de chocolate.

Pequeno almoço.

Pão de ló da avó Adélia mais saudável.

Bolo de iogurte. Sem glúten.

No name. Bolachas.

O bolo para o dia dos namorados.

Mousse de ananás.

Pão.

Bolo de laranja.

Outro pão.

Sopa.

 

Aqui no blog foram publicadas vinte e uma receitas.

Não tinha noção que tinham sido tantas. Fiz muitas mais mas a preguiça de tirar fotos por vezes é grande.

Quero muito partilhar com vocês uma receita de um bolo de chocolate que fica uma maravilha.

E uma receita de tarte de maçã que é de comer e chorar por mais.

É só não me esquecer de tirar a fotografia!

 

Ainda neste capitulo da alimentação: comer comida caseira 95% das refeições.

Quando decidi colocar esta resolução ainda não tinha a Alice comigo.

Eu, andava a experimentar como sempre, novos alimentos.

Quando conheci o Pedro, esta resolução podia ter ficado perdida para sempre.

O homem era pouco dado a comida saudável.

Tive sorte. 

Não só se adaptou bem como neste momento é ainda mais ditador do que eu.

Esta resolução foi mais do que superada.

Foi tão superada que nem vai fazer parte das minhas resoluções de 2019.

Porque neste momento é uma forma de estar na vida.

Aqui em casa, comer fora, praticamente deixou de fazer parte dos nossos dias.

E tão bem que nós estamos!

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

Segunda resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

Há dois anos no Quiosque!

 

Há um ano no Quiosque!

2018! Estou pronta!!

 

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A minha miúda é.....

14.12.18, Joana Marques

Deve ter sido a fase mais negra da minha existência.

Não foi bem a mais negra. Lembro-me de uma em particular em 2014.

Pronto! Foi a segunda fase mais negra da minha vida.

Quando parti a perna em Amesterdão estava sozinha com o cão.

Tive a ajuda preciosa da minha amiga que me ajudou a partir a perna e que muito agradeço.

Não agradeço o contributo dado no esbardalhanço mas a assistência e o acompanhamento.

O estar só com o cão. Num outro país. E ainda por cima com mobilidade reduzida não foi fácil.

Ainda que tenha sido por pouco tempo. Porque pedi a ajuda dos meus pais que me foram buscar no dia seguinte.

Durante essa noite, arrumei a minha vida toda dentro de malas e maletas. Com uma perna que devia estar imobilizada. Fui passear o cão com a ajuda de uma vizinha. Tive sorte. Se tivesse partido a perna em Oslo ainda agora estava à espera de ajuda num beco qualquer.

 

Cheguei a Portugal.

Fui ao Hospital para ver se não tinha desgraçado ainda mais a perna do que já estava. Não tinha!

Durante dias e dias tive dores horríveis. Das piores que já tive.

Não quero estar aqui a falar do que não sei mas duvido que o parto dê dores tão fortes. Logo vos digo!

E...

...quando uma pessoa está uma desgraça. O universo acha que não. E eis se não quando me começam a aparecer umas borbulhas esquisitas. Uma, duas, três....um milhão.

Varicela.

Imaginam o que é ter varicela com uma perna partida.

Imaginam o que é ter borbulhas dentro do gesso?

Só eu. 

O meu tio, ao ver a miséria da sobrinha, receitou-me uns tranquilizantes.

Sou pessoa de dormir pouco. Com a perna partida esqueçam lá uma noite de sono.

E com a varicela a ajudar a festa? Só mesmo dopada.

Durante uma semana estive assim. Num estado morta-viva. Às vezes mais morta do que viva.

Nunca estive muito acordada. Mas também nunca estive muito a dormir.

As memórias que tenho não sei se realmente aconteceram, ou se sonhei.

 

Há um ano atrás. Tocou o telefone.

Do outro lado ouvi falar francês.

E pensei.

- Caneco! Estás tão queimadinha que até sonhas em francês.

Do outro lado disseram-me que tinham tido acesso a um processo de adoção iniciado por mim.

É verdade que tinha iniciado um processo de adoção. Mas tinha sido em Março. Como não chegou a bom porto nunca o encerrei porque achei que tinha ficado encerrado por si.

Não ficou.

E ali estava a prova. E ali estava a pergunta que eu não estava à espera.

Se queria a Alice.

Meia dopada. Alheada do mundo. Não pedi tempo para pensar. Não perguntei como era. Não perguntei nada.

Porque em alguns momentos da nossa existência somos ultrapassados pela vida.

E a alternativa é segui-la. Para logo a seguir, a enfrentar.

 

Faz hoje um ano. Soube que ia ser mãe.

Foi a decisão mais importante da minha vida.

Foi a decisão mais fácil da minha vida.

alice23.jpg

A verdade é que não tenho feito o caminho sozinha. 

Os meus pais têm-me ajudado. Os meus irmãos, cunhada e cunhado. Os meus sobrinhos.

Aqui! Sim aqui no Quiosque!

Se lerem os comentários que recebi aqui e aqui. Foram tão importantes para mim! Agradeço de coração.

Neste momento o Pedro e os pais do Pedro.

 

Não consigo deixar de dizer aquilo que toda a gente diz.

"Um filho muda tudo."

Muda mesmo.  O centro da minha vida passou a ser ela.

Pode estar tudo de pantanas! O mundo a desabar. Uma data de gente a precisar de mim.

Ela é a prioridade. Isso é uma mudança radical na minha vida.

E não me importo nada. Porque a minha miúda é a minha miúda.

A minha miúda é.... .

 

 

Há dois anos no Quiosque!

diverti-me tanto a escrever este post!

Mas passou meio despercebido...

 

Há um ano no Quiosque!

O relato dos últimos dias.

Varicela e tudo o resto. Lamentos, meus amigos! Lamentos!

 

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