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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

responderei! Se estiver online...

30.12.18, Joana Marques

2019. Está à porta.

A primeira resolução para 2019 é só ter uma resolução.

No ano passado tinha 10!

Este ano achei que não fazia sentido.

Isto porque não vale a pena pôr coisas e loisas sabendo de antemão que as vou cumprir. Nunca defino objetivos impossíveis de atingir. Mas também não coloco resoluções que à partida já estão conquistadas.

Só me estaria a enganar a mim própria.

Por exemplo: exercício físico. No ano passado fez sentido porque tinha uma fratura recente na perna.

Este ano não.

Estarei grávida até Fevereiro/Março.

Mas logo que desovar tenho a certeza que começarei a fazer exercício físico.

Nem que dê 100 voltas por dia ao quintal no intervalo das refeição de Sodona Mariana! 

 

Outro exemplo: alimentação.

Está mais do que conquistado!

Não preciso de nenhuma resolução a este respeito.

Não estou a ver a nossa alimentação descambar.

Simplesmente, não é possível. Se estamos melhor assim, porque raio é que vamos estragar?!

 

 

A chegada da Alice mais ou menos há um ano. Fez-me pensar. No tipo de mãe que queria ser.

E na infância que lhe queria proporcionar.

Eu tive uma infância tão boa. É óbvio que os tempos mudaram e nunca foi minha intenção educar a Alice como se tivesse nos anos 80. O mundo mudou. E eu tenho de a preparar para ser uma cidadã do século XXI.

Mas...

...sem ter nada contra quem o faz.

Não queria ver a minha miúda pendurada a uma televisão.

A um tablet.

Ou a um telemóvel.

Foi uma opção minha. Assumida. 

É claro que a Alice já viu televisão. Quando vai a casa de outras pessoas normalmente a televisão está ligada.

Em casa dos meus pais. Dos meus sogros. Dos meus irmãos. 

Sem stress. Funciona mais ou menos como a alimentação. Aqui em casa come sempre bem e saudável. Fora de casa é natural que lhe ofereçam coisas que me fazem ficar à beira de um ataque de ansiedade. Nunca digo nada. Deixo-a experimentar. Porque um dia a escolha vai ter mesmo de ser dela.

Voltanto à televisão. 

Aqui em casa. Não vê. Quando fizer 2 anos vou liberar. Um bocadinho. Só um bocadinho.

 

Com isto quero que ela aprenda a brincar. A puxar pela imaginação. Tal como eu fiz quando tinha a idade dela.

É engraçado ver como ela brinca.

Já gosta de pintar.

Gosta de correr e rebolar.

Brinca muito com o Vasco e agora também com a Gabriela.

Gosta muito de brincar com bonecas. E na cozinha dela.

Gosta muito de uma pista de carrinhos que o meu sobrinho lhe deu. 

Nunca, neste último ano que passou achei que a televisão lhe estivesse a fazer falta. 

 

Quanto ao resto.

Não tenho tablet nem ipad (foi comido pelo Vasco).

Em relação ao telemóvel tem sido mais complicado. O Pedro tem de estar sempre contactável.

Quando chega a casa deixa o telemóvel em cima do móvel que temos aqui na entrada e só se lembra dele quando toca.

Tive sorte.

Até nisto tive sorte.

Adoro que ele seja assim, pouco tecnológico.

É tão mau quando estamos a falar com alguém e esse alguém responde com meias palavras enquanto faz like a um donuts recheado.

Também não o faço. Quando estou com o Pedro estou com o Pedro. Mas...

...quando ele não está. Tenho uma atitude diferente do Pedro.

Sou muito mais viciada que ele.

Quando estou com a Alice evito usar. Mas se ela está a brincar. A dormir.

Ou em momentos em que estou sozinha. Uso e abuso. Não é fácil abdicar dele. 

 

É o instagram que adoro.

Dou uma olhadela no facebook.

E no blog.

Os comentários do blog. Aprovo. Comento.

Vejo os mail's.

Leio os posts que por aqui vão sendo publicados. Vejo as reações. 

Não deixo de fazer nada por causa do telemóvel. Ou será que deixo?

Será que não seria um pouco mais produtiva se desligasse de vez em quando?

É isso que vou saber este ano.

A minha resolução para 2019.

É ficar offline 65 dias. Não são seguidos...ou corto já os pulsos. Sim, estou viciada a este ponto!

São intercalados. Como me der mais jeito.

 

Confesso que estou um bocado apreensiva.

Mas é óbvio que não jogo para perder.

Vou dar tudo o que tenho! E o que não tenho. Para daqui a um ano mostrar o sucesso.

Ou não. Desta resolução. 

 

Para monitorizar esta minha resolução fiz esta tabela. É a minha check list!

Vai ajudar-me a não falhar. Vou imprimi-la. E coloca-la no quadro de cortiça que está no meu escritório.

 

Daqui a um ano!

Perguntem-me!

Se consegui!

 

responderei! Se estiver online...

 

Há um ano no Quiosque!

Não tenhamos pressa.

 

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a palavra do ano

30.12.18, Joana Marques

Todos os anos a Porto Editora promove a escolha da palavra do ano.

Já fui espreitar mas não encontrei a minha palavra. A palavra que define o meu ano de 2018.

Se pudesse escolher uma palavra seria: GENEROSIDADE.

 

 

Alice.

Chegou nos últimos dias de 2017. Foi ao som de "something stupid" que entrei em 2018.

Com ela nos meus braços. 

Não sabia o que aí vinha. Que desafios tinha pela frente.

Ao longo deste ano conheci a pessoa mais generosa com quem me cruzei na vida. E é minha filha.

A Alice não escolheu estar comigo.

Alguém fez a escolha por ela. Mas ao longo do tempo aceitou-me. Abriu os braços. E acolheu-me. Sorriu-me.

Entregou-se generosamente à vida. Escolheu ser feliz. Com a tresloucada que lhe calhou em sorte.

Um dia chamou-me mãe. 

E foi o acto mais generoso que alguém teve para comigo.

 

Pedro.

O primeiro olhar ditou o que vinha a seguir.

Gostei dele ao primeiro olhar. À primeira vista.

Mas...

...nunca tive intenção de avançar.

Se não fosse a generosidade dele e a coragem. Provavelmente não estávamos hoje como estamos.

Se não fosse ele a dar o passo. Eu não daria. Tenho a certeza.

Tinha a Alice e não me parecia justo estar alguém a embarcar numa vida que não tinha sido escolhida por ele.

Mas...

....não se importou. E desde aí temos navegado juntos.

Eu apaixonadíssima a tentar manter-me à tona. E não me deixar envolver demasiado.

Ele generoso.

Deu-me todas as certezas desde o principio. Habituada a ser eu a definir as regras a maior parte das vezes nas relações que tive. Com o Pedro não foi nada assim. Andou sempre 3 ou 4 passos à frente.

Quando me pediu em casamento percebi que para ele também era a sério.

Uns dias depois disse-me que queria adotar a Alice. 

E uns dias mais tarde disse-me que gostava de vender a casa dele porque já não fazia sentido, uma vez que vivíamos todos juntos.

É um profissional fantástico. Mas, por nós escolheu um horário que lhe permite estar presente. Mais vezes e mais tempo.

Abdicou de turnos. Formações. Algumas viagens. Alguns congressos.

- Agora tenho família.

Responde ele. Quando é questionado.

Por incrível que pareça nada é difícil com o Pedro. Nada é forçado. Nada é mudado.

Ele é mais tímido e calado. Eu sou mais espalha brasas. Mas no final somos muito parecidos. Ideias. Valores. Ideais.

A nossa educação foi semelhante. E isso parece-me que nos ajudou e ajuda em relação à Alice e futuramente à Mariana.

Até em relação à alimentação o processo foi fácil. E hoje em dia, ele é ainda mais ditador que eu!

É tão bom estar com ele. Poder partilhar a vida. O presente. E o futuro. 

 

Os meus pais.

Em meados de Dezembro contei-lhes. Sobre a Alice.

Apoiaram-me a 100%. E desde que a Alice chegou ficam com ela todos os dias.

Tem sido muito positivo para a Alice. Ela adora-os. E eles a ela.

Por ela têm abdicado de muitas coisas. Saídas com amigos. Férias. Almoços com conhecidos.

Acordam mais cedo do que era suposto. Enfim. Uma dedicação, uma atenção e uma generosidade. Sem preço.

 

Os meus sogros.

Há um ano. Estavam sossegaditos. Satisfeitos da vida com o filho que a vida lhes deu.

De um momento para o outro. Entra-lhes porta dentro. Joana. E a filha Alice.

Receberam-nos com uma generosidade que só as boas pessoas têm.

A Alice adora-os. E eles estragam a Alice. É como se a conhecessem desde que nasceu.

As crianças são da mais absoluta honestidade. Não mentem. Nem fingem. A Alice quando os vê corre para eles tresloucadamente.

Estes avós reivindicam muito a neta. Os meus pais ficam com ela todos os dias e eles também queriam fazer parte.

Moram mais longe.

Sugerem com frequência uma semana em casa deles.

Já aconteceu quando estive fora. E a Alice adorou.

Fora isso. Não consigo. Porque posso morrer de saudades dela.

 

A minha família. E os meus amigos.

Chamaram-me louca quando lhes falei da Alice.

Para no momento seguinte me dizerem que estavam lá se precisasse de ajuda.

E precisei. Este episódio não foi fácil. E contei com a ajuda de muita gente. Amigos, conhecidos e desconhecidos.

Para além de todo o apoio moral. Também o material. Mal anunciei que ia ser mãe.

Ganhei todo o tipo de coisas que uma mãe precisa. E outras que ainda não precisei e não sei para que servem.

A generosidade dos meus em 2018 não teve limites e eu fui a contemplada.

 

O Quiosque.

Desde o início que me sinto assim. Feliz por um dia ter tido a ideia de ter começado um blog.

Não é sempre pacífico. Ainda a semana passada achei que não queria escrever mais. Mas..

...acabo sempre por voltar.

Já tive tantas alegrias aqui. 

Foi neste blog que o Pedro me disse pela primeira vez que me amava.

 

Sou eu que escrevo neste espaço.

Mas são as pessoas que o visitam, que comentam, que me enviam mensagens ou email's que fazem com que tudo valha a pena. 

A vossa generosidade para comigo tem sido enorme. Vocês são enormes. 

 

Desejo que 2019.

Seja tão generoso para vocês.

Como 2018 foi comigo.

 

 

Há dois anos no Quiosque.

Isto é giro!

Coloquem o vosso ano de nascimento e logo de seguida têm

uma série de curiosidades engraçadas sobre o vosso ano.

 

Há um ano no Quiosque!

Quando o Vasco se uniu à Alice!

 

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