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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

Joana. Joaninha. Quem me chama?

13.12.18, Joana Marques

Muitos são os dias em que os meus pais ficam com a Alice e com a prima Margarida.

A minha cunhada nem sempre deixa a Margarida nos meus pais, os pais dela moram mais perto e é mais prático deixa-la lá. Mas...

...eu peço, peço e peço para a deixar com os meus pais. Para a Alice se habituar a partilhar. E perceber que o mundo não gira à volta dela.

Se nos brinquedos. Comida. E roupa. Não há grande problema.

Tem dias! Mas...

...normalmente é tranquilo.

Com as pessoas é diferente.

Se vê a Margarida ou outra criança ao colo do meu pai fica desvairada. Por exemplo.

 

Hoje fui buscar a minha Alice.

A minha mãe abriu-me a porta e disse-me que ela estava com o meu pai no jardim.

A Margarida estava ao colo da minha mãe.

Fui ao jardim chamar a Alice.

A Alice estava compenetradíssima a andar de baloiço.

Quando me viu riu-se e abanou a cabeça.

O que quer dizer em linguagem da Alice:

- Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

 

Como não tinha pressa.

Fui para dentro de casa.

Juntei-me à minha mãe e à Margarida na sala.

A Margarida estava no chão a brincar. Veio ter comigo.

E eu peguei na menina ao colo.

 

Entrou a Alice na sala.

Com as mãos no ar. Gritou à prima:

- Não! Não!

A prima saiu de fininho do meu colo.

E a Alice ocupou o lugar que é dela.

Aninhou-se. Abraçada a mim. E disse.

- wuuuuana. wuaaaaninha.

 

Há dois anos no Quiosque!

O meu coelhinho estava quase a ter nome!

 

Há um ano no Quiosque!

 

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Joanices...#2

12.12.18, Joana Marques

Da ultima vez que fui ao médico.

O Pedro foi comigo.

Na sala de espera estava eu. O Pedro.

Uma outra grávida. E o marido.

 

A grávida começou a falar comigo.

- É o primeiro?

- Temos outra filha mas esta é a primeira cozinhada na minha barriga.

- Ah! Também é o meu segundo. Temos um menino de 5 anos.

Disse a grávida e continuou.

- E como vai ser o parto, já pensou?

- Espero que seja parto normal. Mas se me tiverem de tirar a Mariana pelo nariz...siga...

- Eu fiz cesariana da primeira vez e a médica diz que não me safo desta. Espero que corra melhor. Tive 18 horas em trabalho de parto. E quando nasceu não conseguia mamar tinha o bico para dentro.

 

Devo ter feito o ar mais horrorizado do mundo. E disse baixinho ao Pedro:

- Na ultima ecografia, conseguiste ver a boca da Mariana?

(Isto porque eu só consigo identificar a cabeça e os pés)

E o Pedro disse-me ao ouvido:

- Bico da mama. 

E...

...fez-se luz na minha cabeça.

Estava a imaginar o que nunca devia ter imaginado. 

Um puto recém nascido com um bico no lugar da boca...

 

Mais Joanices aqui.

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma dedicatória ao meu senhorio. E uma traquinice do cão.

A outra Joana.

 

Há um ano no Quiosque!

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à mercê do destino. E do senhor Ludovino.

11.12.18, Joana Marques

Deixámos Carcavelos para trás.

Assim de repente, nem sinto a falta. Parece que moro nesta casa há uma eternidade e meia.

Esta é mesmo a minha casa. Com as minhas pessoas.

Ainda tenho coisas para organizar. Caixas para abrir mas de coisas que não nos fazem falta.

 

Deixei o senhor Ludovino.

Assim de repente, sinto a falta.

Falamos todos os dias ao telefone. E todos os dias! Todos. Me diz mal dos ingleses que foram viver para minha casa.

- Ai Joana! Têm um cão....nem imaginas o que é ter um cão no prédio...

- Eu também tenho um cão! O cão dos cães!!

- Ai Joana! Têm um filho pequeno. Nem imaginas o que é ter uma criança tão pequena no prédio...

- Eu também tenho uma criança pequena e daqui a pouco tenho outra.

- Ai Joana! Acordam cedo...fazem barulho...

.......................

 

Combinei com ele e com a dona Helena um almoço.

Passámos por Carcavelos no Sábado. Eu, o Pedro e a Alice.

Almoçámos num restaurante Cantonês aqui para os nossos lados.

O senhor Ludovino entrou no nosso carro. E o carro ficou empestado de mentol.

- Credo homem! Que cheiro!

Disse eu. A desbocada.

- É vick (vaporub). Ando cheio de tosse.

 

Chegámos ao restaurante.

A empregada passou-nos a carta para escolhermos.

A rapariga (oriental) não falava muito bem português e tinha alguma dificuldade em perceber. Pelo que optámos por dizer o número dos pratos e não o nome.

O Senhor Ludovino ao perceber que a rapariga não percebia nada do que ele dizia começou a falar cada vez mais alto.

E eu dava-lhe cotoveladas. E dizia-lhe:

- Diga o número. Diga o número.

Chegaram os pratos. Muito bem servidos.

A Alice portou-se tal e qual uma princesa.

Lá foi comendo no ritmo dela sem grandes questões.

 

Lá fomos falando todos. Contando as novidades.

O senhor Ludovino a fazer queixas dos ingleses. A dona Helena a dizer que não era nada assim. Eram simpáticos e prestativos. 

 

Chegámos à parte das sobremesas.

Olhámos para a carta das sobremesas.

O senhor Ludovino chamou a empregada.

E diz-lhe muito alto, com uma pronúncia que eu não conhecia. Será chinesa??

- Ó menina! PUUUUUUUANNNNNNN CAAAAANTONNNNNEÉEEEE COM OOOOOOOVOOOOOO.

A empregada olhava para ele e nada.

O senhor Ludovino insistiu.

- PUUUUUUUUUUAN CAAAAAAAAAAAANTONNNNNE COM OOOOOOOVOO!

E a empregada com um olhar perdido.

- PUUUUUUUUAN de pão. CAAAAAAAAAANTONNNNNE de CANTÃO. COM OOOOOOOVOOOO de ovo. Percebeu???

 

O Pedro olhava para todos os lados para disfarçar.

Eu ria. Porque já não dava para disfarçar nada.

As lágrimas corriam cara abaixo. Eu bem queria ajudar mas não conseguia falar....

Um empregado trouxe-me a sobremesa e eu nem consegui agradecer. Porque ria. Ria. Ria.

O pão cantão com ovo chegou finalmente à mesa.

O Senhor Ludovino trincou.

- Ó menina, ó menina.

A empregada voltou.

- Leve lá isto. Eu lá posso comer isto! Agarra-se na placa.

A empregada completamente perdida.

- Na placa!! Na placa!! Plaaaacccca!

 

Nesta altura. Fugi para a casa de banho.

E deixei o meu marido e a minha filha à mercê do destino. E do senhor Ludovino.

 

Há dois anos no Quiosque!

 

Há um ano no Quiosque!

 

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2018. Vamos lá acertar contas! #2

11.12.18, Joana Marques

As resoluções foram feitas no ano passado.

Chegámos ao momento de ver se foi tudo superado ou fiquei a meio do caminho.

 

Resolução número 2. Blog.

frog2.jpg

Esta resolução foi mais do que superada. Mas porque..

....fui demasiado conservadora quando a escrevi.

50 posts. É óbvio que ia conseguir.

Mas...

...quando a escrevi foi exatamente na altura que a Alice invadiu a minha vida.

E eu não sabia muito bem como seria o meu tempo a partir daí.

A verdade é que muitas vezes penso que tenho mesmo, mesmo de deixar escrever no blog.

Para logo a seguir perceber que gosto demasiado dele para terminar.

No próximo ano chega a Mariana. Com duas filhas deve ser muito mais complicado. 

Até porque a Mariana tem os meus genes. E isso quer dizer muita coisa.

Vamos ver se para o ano estarei por cá ainda. Assuntos não me vão faltar.

Tempo. É que já é muito mais difícil.

 

Esta resolução está mais do que cumprida.

Foi cumprida logo em Janeiro. Tal foi a minha produtividade!

 

Primeira resolução de 2018.

Cumprida. Ou não cumprida?

 

Há dois anos no Quiosque!

 

Há um ano no Quiosque!

 

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a barriga da Joana. Tem lá dentro a Mariana!

10.12.18, Joana Marques

A minha barriga é mesmo a da Joana.

Toda a gente põe a mão. O Vasco põe o focinho.

A Alice dá beijinhos na mana e faz festinhas.

O Pedro faz festinhas. E a população do mundo está convidada a fazer festinhas se assim lhes apetecer.

Eu sei que há grávidas que não gostam. Eu não me importo. 

Sinto-me a explodir de orgulho. A minha barriga está enorme e espetacular.

Sinto-me um ovo kinder. Com a melhor das surpresas!

 

A médica diz que a Mariana é grande. Deve ter à volta de 38 cm. E pesa cerca de 800g.

Diz que nos próximos meses vai triplicar. Não de comprimento mas de peso.

Estou para ver onde é que a miúda vai arranjar espaço para se arrumar. 

O pai calça o 45. E eu não tenho grande espaço para barbatanas.

Na ultima ecografia só via pés....

...e a cabeça. 

Sai ao pai. No tamanho. 

Sai à mãe. No Sportinguismo.

É ver dona Mariana a bater a todas as portas da minha barriga quando o Sporting joga e ganha 4-1!

A minha barriga parece que tem vida própria. 

É muito fixe!

A verdade, verdadinha é que se não fosse o teste genético e a amniocentese não sabíamos nesta altura se seria Mariana.

Porque a miúda é tímida e não mostra nada. No hospital está tudo fechadinho.

Chega à casa e faz de conta que está em casa dela....

 

Tirando a vontade de fazer xixi de 3 em 3 segundos. As costas estão a aguentar bem.

E não noto que esteja mais pesada. Mas estou...

....ora vejam! Com os vossos olhinhos lindos de Quiosquianos!

mariana.jpg

Assim à primeira vista pareço que preciso com urgência de uma banda gástrica.

....

Há dois anos neste Quiosque!

Também é Natal.

 

Há um ano no Quiosque!

Croquelines. 

Há tanto tempo que não as faço.

Não passa de hoje!

 

Já seguem o Quiosque??

Não??

Vou contar ao Pai Natal...

 

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hoje escrevo sobre...

10.12.18, Joana Marques

Produtividade.

 

Olhando para trás.

Sempre quis fazer muita coisa. Mas...

....para os meus pais, os filhos tinham de se dedicar à escola e não havia mais conversa.

Eu e os meus irmãos tínhamos de tirar boas notas, era a nossa obrigação.

Estudámos inglês fora da escola porque para os meus pais devia fazer parte da nossa formação.

Nas férias aproveitavam para nos pôr em aulas de música. E pouco mais.

 

Quando comecei a trabalhar e a viver sozinha foi um bocado caótico.

Tinha tanta coisa que queria fazer e pôr em dia.

Fazia muita coisa mesmo. Mas...

....de forma pouco consistente. Tive de me organizar.

Como? Criei alguns hábitos que me ajudaram!

 

Dormir bem. Comer bem.

A produtividade começa aqui.

Se falhar um deles. Adeus dia. Adeus produtividade.

Ninguém é produtivo doente. Ou sem energia.

 

 Começar bem o dia. Criar um ritual.

O dia nem sempre começa da mesma forma.

O Pedro vai tendo horários diferentes ao longo da semana.

Mas...

....tento sempre ter rotinas. Porque é mais fácil ser produtivo com rotinas.

Acordar. Tratar do pequeno almoço. Despachar a Alice. Deixa-la em casa dos meus pais.

E caminhar. Depende do tempo que tenha. Porque às 8h tenho de começar a trabalhar.

Antes de começar a trabalhar relaxo um pouco com um chá de canela ou de gengibre.

 

Eisenhofter Decision Matrix.

Neste momento tenho no escritório um quadro branco que uso para colocar as tarefas que tenho para fazer. E estas tarefas são todas as tarefas, todas!

Trabalho e tudo o resto que a minha vida tem dentro.

Antes de ter um quadro branco usava uma tabela que fiz para esse propósito.

Sigo-a sem fazer batota. 

Demora 10 minutos ou menos a preencher mas faz-me poupar tempo. 

Muitas vezes vou preenchendo para os dias seguintes ou até para os meses seguintes.

É uma forma de não apanhar aqueles sustos que provocam mini enfartes.

Do tipo:

Sábado em família. 22h.

- Com mil Slimanis! Esqueci-me de enviar o ficheiro ao Greg! 

Sempre que termino uma tarefa.

Ponho um certo na tarefa realizada.

Não apago. Ponho um certo. Para ter noção que já fiz alguma coisa.

 

 

Prioridades.

São os assuntos que aparecem no primeiro quadrado da minha tabela.

São assuntos urgentes. Ou importantes. Normalmente, são as duas coisas.

São tratados logo de manhã.

Se os deixo para depois tenho um dia miserável. Porque vou pensar constantemente neles.

E acabo por me embrulhar toda durante o dia. 

Se tiver um dia muito cheio existem assuntos que podem esperar.

Até às duas da tarde. Ou até ao dia seguinte. 

Outros nem por isso. E são logo despachados!

 

Criar uma rotina produtiva.

Olhar para o email de 5 em 5 minutos.

Facebook. Instagram.

E tudo o que me rodeia e me faz perder tempo mas no final do dia não acrescentou grande coisa à minha vida.

É para ser consumido em doses pequeninas.

É mais ou menos como consumir calorias ocas. Tipo açúcar branco refinado.

Adoça a boca. Mas não faz mais nada. 

 

Estabeleço metas.

E premeio a minha produtividade.

 

Se conseguir terminar o documento x. Posso dar uma vista de olhos no blog. Ou no instagram.

Faço intervalos. Como qualquer coisa.

Em dias em que me porto bem, até dou um passeio de 15 minutos para arejar e apanhar sol.

Outras vezes vejo um episódio de uma série que gosto.

Compro fio para fazer um cachecol. Ou um xaile.

Escrevo um post no blog.

Faço yoga.

Aprendo a fazer um ponto novo de crochet.

Leio um capitulo do livro que estou a ler. Tanta coisa!

Existem tantas formas de me premiar a mim própria! Tenho é de criar motivos para ter direito ao prémio.

Rigor acima de tudo! Se não merecer não há prémio para ninguém!

 

Em dias que parece que nada flui.

Termino o dia a preencher uma lista de tudo o que fiz nesse dia.

99% das vezes percebo que afinal até fiz muitas coisas. E bem feitas.

Parece-me que muitas vezes damos mais importância ao que falha e menos ao que corre bem.

Os dias não são todos iguais.

E há dias e dias. Se hoje foi assim assim.

Amanhã há mil e uma novas oportunidades para ser só um dia sim.

 

Boa semana para todos!

Deixo aqui a tabela das prioridades, pode ser que vos dê jeito!

(é uma espécie de Eisenhofter Decision Matrix adaptada à minha vida)

 

Desta rubrica!

Hoje escrevo sobre....relações amorosas.

Hoje escrevo sobre....a minha escolha!

 

Há dois anos neste Quiosque!

Também é Natal.

 

Há um ano no Quiosque!

Croquelines. 

Há tanto tempo que não as faço.

Não passa de hoje!

 

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Não custa nada. Não engorda!

Nem causa qualquer transtorno gastrointestinal.

Juro! 

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entre marido e mulher...

09.12.18, Joana Marques

Tem dias em que o Pedro sai à meia noite do hospital.

Às vezes espero por ele. Mas...

...desde que estou grávida tem sido raro.

Só mesmo em dias em que me distraio com as horas.

Ele chega e digo:

- Já, em casa???

E ele responde.

- É quase uma da manhã!

- Não é nada...

O tempo voa e eu nem dou por isso!

 

Um dia desta semana.

O Pedro chegou.

Deve ter comido qualquer coisa.

Deitou-se. E deu-me um beijo.

E eu. A dormir....

...que nem uma pedra.

Disse...

- Vasco. Vasco.

 

Esta noite.

Levantei-me. Para fazer xixi. A minha vida agora é isto.

Quando me deitei. Dei de caras com o cão.

E disse.

- Vascoooo....

E o Pedro respondeu. Meio a dormir.

- Não é Vasco. O meu nome é Pedro.

 

Há dois anos no Quiosque!

 

Há um ano no Quiosque!

A minha ex-terra. Carcavelos.

Estou bem em Oeiras. Não sinto a falta...

 

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tag 50 perguntas. #3

08.12.18, Joana Marques

Fui nomeada pela Carol e pela Célia para responder a um desafio. 50 perguntas!

Optei por dividir o desafio em 5 partes. Porque sim...

 Esta é a terceira parte!

 

Uma frase que a tua mãe diz sempre

Diz sempre a mim! Só a mim...

Com um olhar triste...e normalmente a abanar a cabeça.

"Se não nascesses tinhas de ser inventada"

Não sei bem porquê. Eu sou a filha que toda a gente quer ter....ou nem por isso...

 

Eu estou...

Muito grávida.

Faltam ainda 101 dias para desovar mas já não ando. Rebolo.

Ontem obriguei o cão a correr feito gente grande porque eu tinha mesmo, mesmo de chegar a casa.

Tenho vontade de fazer xixi. A todo o momento.

E estava com muito medo de ter um acidente.

Ainda encontrei o meu compadre. O senhor cuja cadela foi engravidada pelo Vasco.

Que me quis contar isto e aquilo. E eu a morrer. A falecer. 

Ai senhores. Sofri tanto. Juro que no meio do sofrimento vi unicórnios cor de rosa. Ou laranja...já nem sei.

Só de pensar fico com suores frios.

 

Eu sou...

do Sporting. Com mil Slimanis!

Viva o Sporting!

 

Eu quero..

saúde. Para todos.

E o Sporting campeão. 

 

Ser amigo é..

...estar longe e nada mudar. 

 

Quando morreres..

Deixem-me viver tendo a ilusão que nem eu nem ninguém vai morrer.

Eu sei que vai acontecer. 

Mas não quero pensar nisso....

 

Um livro

O meu livro preferido de sempre.

"O meu pé de laranja lima."

Voltei a lê-lo há pouco.

E voltei a sentir a ternura que tinha sentido quando o li pela primeira vez.

É tão especial este livro.

 

Um filme

O meu filme preferido é "a vida é bela". 

É tão simples. E tão bonito. 

 

Uma pessoa que queres/gostarias de conhecer pessoalmente

José de Alvalade! 

Pode ser?

.....não está disponível.

 

Queria ser uma formiga para..

Ia responder que:

Não quero ser uma formiga...que horror!

Depois comecei a pensar na minha vida. 

E percebi que afinal sou uma formiga presa no corpo de uma joaninha.

Dizer-vos que se o António Costa obrigar o Marcelo a promulgar uma lei, a dizer que a noite de Natal é amanhã.

Eu não preciso comprar nada. Porque já açambarquei tudo. 

OMG! Eu sou uma formiga. Eu sou uma formiga. 

....Resolução de ano novo! Ser um pouco mais cigarra...

 

 

A primeira parte deste desafio está aqui!

A segunda parte deste desafio está aqui.

 

Nomeio a AnitaA MimiA Desconhecida. A MarquesaA Eli. E o Nuno.

Porque equipa que ganha não se mexe! 

 

Há dois anos no Quiosque!

 Post 1:

O senhor Ludovino! 

Tenho uma história para contar sobre ele, se tiver tempo ainda a escrevo hoje!

Talvez amanhã. Ou depois!

Post 2: 

O cão. A cair de sono!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:

Tricotei a minha primeira camisola!

Post 2:

Um artista que adoro!

Post 3:

O mundo da adolescência!

 

Post 4:

O lugar mais quente do mundo!

Um dos meus posts preferidos!

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OMG! Já mudei o Quiosque!

08.12.18, Joana Marques

Tive de ganhar coragem.

E quando a ganhei mudei. Antes que a coragem se fosse.

Já tenho menus. Ainda não estão como quero mas com o tempo chego lá.

E voltar para trás já não é opção. Como não fui eu que fiz o Quiosque antigo. Não faço ideia de como voltar atrás.

Está mais funcional. Mas...

....o toldo. O meu coração ainda palpita pelo toldo. 

Foi sob o signo do toldo que voltei a Portugal.

Trouxe a Alice para a minha vida.

Conheci o Pedro.

Casei.

Fiquei grávida.

Foi sob o signo do toldo que fiz muitos amigos.

Vamos ver....

...o que nos reserva este Miradouro.

 

Foi muito fácil mudar. E muito rápido.

Ter um blog no Sapo não é só ter boa vizinhança e bom senhorio.

É muito fácil e prático de trabalhar. Até para mim...

...e isto diz tudo!

Foi quase só clicar em Usar Template e apareceu o Quiosque!

Mudei o nome, claro! Mudei a cor de azul para verde. Porque verde é verde! E o verde é a melhor cor do mundo...

....TODA a gente sabe isso! Certo??

E mudei a foto do template para uma foto que tivesse a ver comigo.

Queria ir mudando de foto. Pelo menos uma vez por mês. 

A vida vai-se transformando. O blog tem de acompanhar toda a mudança.

 

Espero que continue a ser bom.

Tal como tem sido até agora!

Agradeço a todos os que de uma maneira ou de outra me ajudaram a conseguir mudar. 

E a ter coragem.

Todas as opiniões foram importantes.

 

Há dois anos no Quiosque!

 Post 1:

O senhor Ludovino! 

Tenho uma história para contar sobre ele, se tiver tempo ainda a escrevo hoje!

Post 2: 

O cão. A cair de sono!

 

Há um ano no Quiosque!

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Tricotei a minha primeira camisola!

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O mundo da adolescência!

 

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Vou mudar o Quiosque!

05.12.18, Joana Marques

Como já escrevi por aí ando a pensar mudar o Quiosque já nem sei...

...6 meses talvez!

Melhor dizendo. Tenho andado a ganhar coragem para o fazer.

Não fui eu que fiz o toldo e tudo à volta. E o receio de mudar e não gostar. E não conseguir reverter é grande.

 

Às vezes dou uma olhadela  nos templates que o sapo oferece. 

E quando os meus olhos bateram nos cactos. Achei é este!

Graças a Deus tenho mais jeito para escolher homens do que templates. Ou por esta altura já estaria divorciada do Pedro.

Eu. Completamente apaixonada pelos cactos. E pelo passarinho.

Pedi opinião. O bom senso disse-me para o fazer.

E...

...o primeiro comentário. Foi este!

comentario.jpg

Estava sentada no sofá. E até atirei um salto quando li o comentário.

O Pedro até se assustou. Acho que pensou que a Mariana ia nascer antes de tempo.

Não!

Li o comentário e corri para o computador experimentar o site.

Não foi propriamente as cores do blog que me assustaram.

Nada disso.

Pensei em José de Alvalade e no seu staff.

- Querem lá ver que aquela gente não tinha um site destes e as letras não combinam com o fundo.

Está tudo bem. Testei o verde e branco. E passou no teste.

 

Fui recebendo mais comentários.

Não os aprovei logo porque não queria que quem comentasse fosse influenciado com as diferentes respostas.

E porque um post destes dá sempre azo a muitos comentários e não me pareceu justo ir para os destaques dos mais comentados do sapo. Ia tirar a vez a quem realmente escreveu um post.

O meu amor inicial pelos cactos foi desvanecendo.

Neste momento já não me diz nada e só me pergunto onde raio estava com a cabeça para escolher aquele template.

Não o detesto. Mas não é meu...

 

Fui experimentando novos templates.

Depois de várias tentativas. Para cima de muitas.

Consegui chegar a um resultado que gostei.

Mas...

...para ter a certeza fui mostrando a pessoas que confio. 

O feedback que tive foi positivo. Por isso acredito que não é um devaneio meu como o dos cactos.

Estou ansiosa para mudar. Já não vejo a hora.

Mas preciso de algum tempo. Para sair tudo certinho. Direitinho.

A mudança vai acontecer.

Um dia destes. Vou mudar o Quiosque!

 

Agradeço a todos os que comentaram este post.

Peço desculpa a todos os Quiosquianos que quase ficaram cegos com o template amarelo com letras brancas!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

OMG! É lindo de morrer.

Não está comigo, está com a minha sobrinha Carlota. 

Post 1: Continua tão fofo como no primeiro dia.

Post 2: Spam!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:Como compro os presentes de Natal!

Post 2: Neste momento a minha praia preferida. É a Adraga.

Mas esta está no meu top!

 

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2018. Vamos lá acertar contas! #1

05.12.18, Joana Marques

No ano passado deixei escritas. No quiosque. Para o mundo todo ver.

E eu não poder fugir. Fugir. Fugir.

As minhas resoluções para este ano.

Se houve ano surpreendente foi 2018. Aconteceu tanta coisa que não estava à espera.

Mas...

....enfim. Contas são contas. E eu estou aqui para as fazer.

 

Resolução número 1. Exercício Físico.

frog1.jpg

Escrevi esta resolução com a perna partida. Em duas partes. Tíbia e perónio.

Um gesso lindo de morrer.

Dizia eu que queria voltar a correr. E chegar a dezembro a correr 14 km.

O que eu não sabia é que ia chegar a dezembro com uma barriga grande.

Esta parte não estava nos meus planos.

E ainda hoje olhei para o espelho para ver com os meus próprios olhos.

Ainda estranho tudo o que me aconteceu. Uma estranheza boa. 

 

A minha perna recuperou bem.

Fiz fisioterapia.

Ginásio.

Comecei a correr.

Consegui chegar facilmente aos 14 km.

Fiz yoga.

Aeroyoga.

E o meu PT aconselhou-me em Abril, Maio (já não me lembro bem) a experimentar uma espécie de kick boxing. Light. Adorei! 

Dar murros é a minha praia.

 

As coisas estavam a correr surpreendentemente bem a este nível.

Para mim, o desporto é fundamental.

Como tenho demasiada energia.

É uma forma de chegar ao fim do dia e sentir-me uma pessoa mais normal. 

 

Fiquei grávida. E a partir desse momento não corri mais.

O Pedro disse-me que não havia problema. A médica também, mas na minha cabeça não.

Mudei de estratégia. Faço caminhadas.

Todos os dias faço entre 10 a 15 km.

Logo pela fresquinha. Ou quando o Pedro tem tempo, fazemos os dois. Ou os três.

Os quatro. É raro. O cão é preguiçoso.

 

Tenho feito yoga. Todos os dias. Normalmente, antes  do almoço. Ou depois.

Estou sozinha. Aproveito.

O Pedro já experimento fazer Yoga uma vez mas quase partiu a mão esquerda.

 

Vou dar esta resolução como cumprida. 

A verdade é que só não estou a correr os 14 km porque fui ultrapassada pela vida.

A Mariana chegou primeiro à meta!

E ainda bem!

 

Há dois anos no Quiosque!

OMG! É lindo de morrer.

Não está comigo, está com a minha sobrinha Carlota. 

Post 1: Continua tão fofo como no primeiro dia.

Post 2: Spam!

 

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Post 1:Como compro os presentes de Natal!

Post 2: Neste momento a minha praia preferida. É a Adraga.

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E assim?

03.12.18, Joana Marques

Quiosquianos do meu coração! Preciso de vocês!

Ando a pensar mudar o Quiosque há pelo menos 6 meses?? Nem sei bem!

O Quiosque parece aquelas casas com tanta coisa. Tanta! 

Que nunca se encontra nada de nada.

Precisava de menus. E submenus. Mas...

....não ficam bem no toldo. 

 

E se o Quiosque ficasse assim!

 

Digam de vossa justiça. Não guardem para vocês!

Obrigada! 

 

Há dois anos no Quiosque!

Um desafio!

 

Há um ano no Quiosque!

Eu com a perna partida!

Caneco...tão repetitiva que eu fui no ano passado!

As vantagens de ter um Vasco em casa!

 

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quem espera. Desespera!

03.12.18, Joana Marques

O Pedro começou a trabalhar na sexta-feira pelas 16h.

Saiu do hospital às 8h de sábado.

Chegou  a casa mais ou menos às 9h. E foi descansar.

Pensávamos nós que íamos ter um fim de semana descansado. Almoçámos calmamente.

Mas...

....vida de médico é assim. Ligaram-lhe a perguntar se podia voltar.

O Pedro disse que sim, claro. 

Deve ter saído de casa pelas 15h. 

Voltou pelas 20h.

A Alice estava encantada com os primos. E não deve ter ouvido o Pedro chegar.

Fui ter com ele à entra de casa.

Um abraço. Um beijo. Mais um abraço. Longo.

Ouvi qualquer coisa vinda de baixo.

Um suspiro. Uma inquietação. Um lamento.

Olhámos.

Em baixo estava a Alice. Carrancuda. E com cara de poucos amigos.

Desesperada com a espera.

 

Da boca dela saiu um:

- Já está??

 

Há dois anos no Quiosque!

Um desafio!

 

Há um ano no Quiosque!

Eu com a perna partida!

Caneco...tão repetitiva que eu fui no ano passado!

 

As vantagens de ter um Vasco em casa!

 

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um osso duro de roer...

02.12.18, Joana Marques

A semana que passou foi ainda mais cheia que todas as semanas para trás.

O meu irmão e a minha cunhada viajaram. Como se fosse uma lua-de-mel.

Os filhos ficaram por cá. Até porque têm aulas. E umas férias com os filhos é espetacular mas é tudo menos uma lua-de-mel.

À pergunta:

- Com quem querem ficar? 

Carlota e Rodrigo responderam.

- Na casa da tia Joana!

A Margarida tem pouco mais de um ano não tem voto na matéria.

Podiam ter escolhido os avós maternos. Os meus pais. A casa da minha irmã. Escolheram a minha.

A minha mãe insistiu em ficar com a Margarida porque:

- Com duas bebés não vais dar conta do recado!

Argumentei!

- É melhor que dê conta do recado porque a partir de Março é mesmo isso que vai acontecer!

Ao que a minha mãe contra-argumentou com um:

- Isso é completamente diferente.

Um argumento que rebate qualquer outro. Não o argumento em si. Porque fiquei sem perceber o que é que é diferente!

Mas a entoação que usou para dizer a frase!

- Isso é completamente diferente!

 

A Carlota e o Rodrigo mudaram-se aqui para casa. A Carlota dormiu no quarto da Alice.

A Alice passou-se de felicidade! Até demorava mais tempo a adormecer com a excitação de ter uma comparsa no quarto!

E o Rodrigo dormiu no quarto que vai ser da Mariana.

A Margarida ficou na casa dos meus pais.

Todos os dias desta semana. Rumei de manhã até ao Estoril para deixar a Alice. E segui para Cascais para deixar os meus sobrinhos no colégio!

Maravilhoso.

Não havia trânsito. E passar na Marginal quando o sol acabou de nascer é uma bênção!

Estava tudo certinho até que os miúdos tiveram de comer.

E a minha alimentação mudou muito.

Aqui em casa não entra muitos dos alimentos que entram nas outras casas. Incluindo a do meu irmão.

 

Segunda-Feira. Jantar.

Fiz um hambúrguer de quinoa e frango. Acompanhei com brócolos.

A receita do hambúrguer que costumo fazer não leva frango mas como tinha visitas não vegetarianas. Achei que devia ser simpática.

A Alice comeu e gostou.

A minha sobrinha comeu e gostou. O meu sobrinho fez uma cena.

Provou.

Pôs de lado.

Disse que não gostava.

- E dos brócolos?

Provou.

Pôs de lado.

- Se quiseres não comas. Escolhe uma fruta.

Fez um ar de arrogância para toda a comida que estava à vista.

- Queres que te aqueça sopa?

Mostrei-lhe a sopa.

Continuou com ar de Deus me livre e guarde.

Disse-lhe.

- Podes escolher e comer o que cá está em casa. Mas ninguém vai sair daqui para te comprar outra comida.

- Em casa a minha mãe liga para o senhor das pizzas.

- Em casa da tua mãe é ela e o teu pai que mandam. Na minha sou eu e o tio Pedro. E nós não ligamos para as pizzas.

Fez um ar desconsolado.

Ignorei. 

A irmã. Disse-lhe:

- Rodri, prova lá o hambúrguer! É diferente dos que costumamos comer mas é muito bom. 

O puto experimentou.

Fez uma careta.

Tossiu.

Fez outra careta.

Puxou o vómito.

E eu...

....sem dar importância.

- Não te vou obrigar a comer nada que não queiras. Tens muito por onde escolher. Não vais morrer à fome. Estás à vontade em tirar o que quiseres mas é o que está cá. Porque é esta a nossa comida.

O Pedro estava a trabalhar pelo que não assistiu a esta cena linda e maravilhosa. Tenho a certeza que tinha claudicado. Porque o Pedro é muito bonzinho. Eu sou um osso duro de roer.

A minha cunhada ligou. O puto fez queixas sobre a comida. Parecia que estava há meio ano a ração de combate. 

A minha mãe ligou. Para saber dos netos. Desasados. E sem pais.

O puto fez queixas sobre a comida. Parecia que estava há três anos a ração de combate. 

 

Terça de manhã.

Fiz as minhas maravilhosas e saborosas papas de aveia. Dizer-vos que não são umas papas de aveia quaisquer.

Levam aveia, claro! Farinha de avelã. E cacau. São as melhores papas de aveia do mundo.

Juro! Vê-se de Marte. 

 

Fiz bastante. Para mim. Para a Alice. Para os dois miúdos e para o Pedro.

O Pedro tinha estado a trabalhar desde as 16h de segunda até às 8h de terça.

A Alice comeu que se desunhou.

A Carlota provou, gostou e comeu tudo.

O Rodrigo quase enfartou.

- Não tens Chocapic.

- Não.

- O que é isto?

- Experimenta! Vais ver que gostas.

Não gostou.

Provou.

Fez uma careta.

Tossiu.

Fez um careta.

Puxou o vómito.

E saiu da mesa para ir respirar ar puro.

Voltei a dizer-lhe.

- Queres fruta? Pão? Sopa? Não deves ir assim para a escola de estômago vazio.

Comeu pão. Desconfiadamente. Com nutella feita por mim. Bebeu um sumo de ananás fresco que lhe fiz.

Não pus gengibre como costumo pôr antes que a ameaça de vómito se concretizasse.

 

Passei pelo Estoril para deixar a Alice. Os meus sobrinhos ficaram no carro à porta da casa dos meus pais.

Entrei com a Alice. E claro levei a xaropada da minha mãe.

- Porque isso não é comida que se dê.

- Porque ele nunca mais vai querer ficar contigo.

- Porque a comida que tu comes não é bem comida.

- Porque ele gosta tanto de ti e vai deixar de gostar.

- Porque, bla bla bla wiskas saquetas.

 

Ouvi. Não disse nada. 

Respeito tudo o que a minha mãe me disse. Respeito sempre a opinião dos outros. Mas na minha casa prevalece a minha e a do meu marido. E a nossa opinião é que conta. Ponto final.

 

Deixei os miúdos na escola.

Fui busca-los à tarde. Passei pela casa dos avós maternos para ir buscar a roupa deles da natação que tinha ficado lá esquecida.

A avó. Quase me deu um tabefe.

- O que raio é que andas a fazer aos meninos.

- Eles estão em crescimento.

- Queres que te dê uns hambúrgueres. Queres um pacote de batatas fritas?

A minha sobrinha defendeu-me.

- A comida é boa. É diferente do que estamos acostumados mas até me sabe bem por isso.

- Queres ficar em casa da avó, Rodri?

Perguntei eu à criancinha.

- Não, vou contigo.

 

Terça-feira à noite.

Fiz risoto de cevada. Coloquei-lhe abóbora. 

Como os miúdos estão habituados. Acompanhei com um lombo de pescada gratinado no forno.

O puto. Já comeu alguma coisa.

Ainda tossiu.

Revirou os olhos.

Fez umas 23 caretas.

Teve intenções de puxar o vómito mas não o fez.

Não sei se é por ser gajo. Ou só um puto mimado. 

Mais uma vez disse-lhe que se não queria comer não era obrigado e que podia escolher qualquer outra coisa que estivesse lá em casa. Disse que não.

A Alice acabou de comer. E a Carlota também.

O puto sentado à mesa. A remexer a comida.

A Carlota foi fazer alguns trabalhos de casa.

O puto sentado à mesa. A remexer a comida.

A Alice adormeceu.

O puto sentado à mesa. A remexer a comida.

A Carlota foi ver televisão.

O puto sentado à mesa. A remexer a comida.

Deve ter achado que me ia pôr nervosa. Ou qualquer coisa do género.

Erro crasso. Querido Rodri. Eu sou um osso duro de roer.

Eram 21h30 o puto disse-me que já não queria mais. Comeu metade mais ou menos.

 

Quarta-feira de manhã.

Na noite de terça fiz overnights.

A Alice gostou. O Pedro gostou. A Carlota gostou. E o Rodri?

O Rodri comeu tudo.

Fomos para a escola. Sem incidentes.

É claro que ouvi, mais uma vez as queixas da  minha mãe.

Estava munida de uns bolinhos quaisquer para os miúdos  e uns pacotinhos de leite com chocolate para levarem para a escola ou comerem logo ali porque a tia Joana estava a matar os putos à fome.

Se fossem meus filhos não deixava.

Como não são e os pais não se opõem. Siga....

 

Quarta à noite. Jantar.

Fiz um arroz (integral) de marisco. 

Acompanhei com espargos. E couve roxa.

Toda a gente comeu e gostou.

 

Quinta de manhã.

Fiz creme budwig para toda a gente.

Reclamações zero. 

Siga para a escola. A avó quis lhes dar os bolinhos e os pacotinhos de leite. Não aceitaram.

Ficaram-se pelo lanche que lhes tinha preparado. 

Uvas arranjadas numa caixinha. E numa outra caixinha mais pequena, frutos secos.

 

Quinta à noite.

Sem dramas. 

Assim, como o restante tempo.

 

A próxima semana vão passar aos avós maternos. 

Fui lá ontem deixa-los. Hoje tive de passar por lá porque a minha sobrinha esqueceu-se aqui em casa do livro de história.

E quando eu cheguei lá a casa o meu Rodri. Querido. Do meu coração. Estava a fazer uma fita do caneco.

Manipulador que só ele. 

Ouvi-o dizer:

- Ó avó porque é que não fazes quinoa como a tia Joana?? 

A esta hora a avó já deve ter ido ao supermercado comprar quinoa para satisfazer o reizinho.

Já eu! Eu sou um osso duro de roer.

 

 Há dois anos no quiosque!

Como, quando e onde comecei a correr!

 

Escrevi este post para participar num passatempo aqui do sapo.

O prémio era um livro do casal mistério.

Concorreram para aí três pessoas.

Não ganhei!

 

A minha árvore de Natal de 2016. 

Tão especial!

 

Há um ano no Quiosque!

Uma história sobre a minha infância.

Este destacado na página principal do Sapo.

 

Um chá com uma rodela de limão.

Uma história do tempo em que era hospedeira.

Também esteve destacado na página principal do Sapo.

 

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