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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

entre mãe e filha...

14.01.19, Joana Marques

Acabei de ter esta conversa com a Alice!

 

- Tens fome? Queres uma torrada?

A Alice adora pão torrado com Nutella.

- Não, mamã. 

E nisto vira as costas e diz-me...

- Adeus! Adeus!

- Onde é que tu vais, Alice?

- Jantar.

A Alice já jantou está quase a ir para a cama. No máximo dos máximos dou-lhe uma fruta ou uma torrada. 

- Ah! Está bem. Bom jantar! E o que é que vais comer?

- Torrada!

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1: Tão fixe, este vídeo!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:

Bolo de laranja! Já experimentaram?

 

Post 2:

Fraldas reutilizáveis. Adoro!

A Mariana também vai usar...

....melhor, tenho as da Alice, só preciso de comprar umas mais mini...

 

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SIC Notícias. Não és tu, sou eu...

13.01.19, Joana Marques

Nasci em 1981.

Dois canais de televisão.

E para grande desgosto meu, uns pais pouco dados à caixa mágica que mudou o mundo.

Deixavam-me ver os desenhos animados da altura mas como eu passei uma infância quase sempre de castigo eram poucas as semanas em que via televisão todos os dias.

Enquanto na escola primária os meus amigos e amigas discutiam e comentavam entre si as personagens das novelas. Eu tentava a todo o custo desviar a conversa para um tema que eu dominasse. Tipo o Sporting e assim.

 

Em minha casa, jantávamos às 19h. Via-se o telejornal às 20h (os meus pais...nós não, credo!).

E depois do telejornal desligava-se a televisão e ocupávamos o tempo de outra forma.

 

A maior parte das vezes em família.

Foi nestes serões que aprendi a jogar xadrez, por exemplo.

Lia. E quando acabava o livro fazia um resumo da história que tinha lido aos meus pais e irmãos.

Outras vezes a minha mãe ajudava-me a desenhar algum episódio do livro que tinha lido. 

O meu pai dado às matemáticas inventava enigmas para decifrarmos.

Fazíamos os trabalhos da escola se ainda não os tivéssemos despachado.

Nunca faltava tema ou falta do que fazer. Sobretudo conversávamos todos.

 

Com 17 anos deixei a casa dos meus pais e fui para um apartamento alugado para os lados do Campo Grande.

O apartamento não tinha televisão.

E eu não me chateei nada. Ver televisão era um hábito que eu não tinha.

 

O meu pai, na altura achou estranho e foi ele que me ofereceu uma televisão e que a pôs operacional.

Às vezes lá via qualquer coisa. 

Não sei bem em que ano terá sido mas sei que foi por volta dos meus 18/19 anos que fiquei pela primeira vez viciada num programa de televisão.

Seinfeld.

Dava na TVI depois do ultimo telejornal.

O vicio era tanto que cheguei a trocar viagens com colegas (era hospedeira) só para poder assistir a um misero episódio da série. Para mim ainda hoje é a melhor série que vi na vida.

Seinfeld desapareceu do ar e voltei a não ligar muito à caixinha mágica.

Embora por estas alturas já visse alguns programas de notícias para me manter atualizada.

Com o incremento da TV cabo e com a arrogância dos vinte e poucos anos via a BBC e a CNN.

Mas..

...para ter notícias de Portugal na BBC e na CNN é preciso cair uma ponte e/ou morrer muita gente. E...

...já a aproximar-me dos 30 escolhi finalmente o canal de televisão: SIC Notícias.

 

A verdade é que moro em Portugal e por isso fazia todo o sentido seguir um canal de televisão português.

Não deixei de ver a BBC ou a CNN.

Cada vez mais através da Internet, mas o canal de televisão na qual a minha televisão está sempre ligada é a SIC Notícias.

E não.

Não fico só por lá.

Às vezes faço zapping por outros canais mas é na SIC Notícias que acabo sempre. 

Continuo a ver muito pouca televisão mas tento sempre todos os dias assistir aos primeiros 20 minutos de um telejornal.

Depois disso é mais do mesmo e fico sem paciência.

Se tenho tempo gosto de ver alguma programação.

Não a vejo à hora que dá mas aquela maquina do tempo que temos mesmo ao lado da televisão possibilita-nos andar para trás e ver o que não vi quando estava a dar banho à minha filha ou a fazer o jantar.

Gosto de ver o Espaço & Casas. O imagens de marca. O Cartaz. E o Eixo do mal. 

O tempo é um ditador e passam-se semanas que nem me lembro de os ver mas sempre que posso...espreito. E muitas vezes fico.

 

O que é que a SIC Notícias tem?

Se calhar consigo responder melhor o que é que a SIC Notícias não tem...

Não tem todo aquele lixo televisivo.

Sei que se ligar a televisão não me vai aparecer uma qualquer imagem de novela em que alguém está a estrangular outro. Ou a imagem de uma apresentadora a querer parecer vinte anos mais nova, aos gritos de entusiasmo porque nos quer impingir um medicamento qualquer contra a tremideira da pálpebra esquerda. Ou, alguém com um vestido aberto até ao pescoço por vaidosice pessoal que quer mostrar que ainda existe.

Não tenho nada contra mas dispenso.

 

Esta semana. Fiquei em choque. Liguei a televisão na SIC Notícias, pois claro!

Qual não foi o meu espanto quando me senti transportada para um outro canal qualquer.

Eu sei que contrataram a Cristina Ferreira.

Nada contra.

Cada um sabe de si. E cada um tem aquilo que merece.

 

Confesso que me apanhou de surpresa.

Não esperava uma traição deste tipo.

A culpa não é da SIC Notícias.

A culpa é minha que confiei demasiado e baixei as minhas defesas.

Fiquei desiludida mas dei-lhe outra oportunidade.

Um dia não são dias e toda a gente pode ter um dia mau.

 

Mas hoje voltou a acontecer.

De manhã liguei a SIC Notícias.

E lá estava a vossa contratação a dizer que fazia boa televisão.

Não duvido. Mas deixe-me que lhe diga...

...depende do ponto de vista. 

 

Estou aqui a pensar. Se calhar vou ter de avançar e mudar.

SIC Notícias. Não és tu. Tu fizeste o que a maioria faz...

Sou eu. Que não quero assistir ao que a maioria assiste..

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1:

Como é que esta portuguesa emigrada queria matar saudades do seu país?

Post 2:

Aquela sensação de ser sexta-feira!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:

O dia em que comecei a gostar do Chico. Buarque!

Post 2:

Uma perna ainda meia desongonçada e não é que me iam partindo o nariz num centro comercial!

Post 3:

Uma resolução de 2018, a fotografia.

O que eu me arrependi durante o ano....

 

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é a vida!

11.01.19, Joana Marques

É a vida!

O tempo está frio. É a vida!

O abacate está caro mas já foi pior. É a vida!

Estou a caminho da obesidade mórbida. É a vida!

A Alice não pára de crescer. É a vida!

O meu Sporting vai jogar amanhã e eu já sinto um nervoso miudinho a percorrer-me o corpo. É a vida!

 

Na vida o que não tem remédio. Remediado está. 

Sabem o que vos digo?

É a vida!

 

É a vida! É uma expressão que eu uso quando quero dizer que não há nada a fazer.

Não controlamos tudo. E o que não controlamos. Não controlamos. É melhor nem tentar...

Que se lixe! É a vida!

 

Ontem o Pedro chegou a casa perto das 18h. Cansado e com fome.

Tomou um banho. Enquanto estava no banho, preparei-lhe um lanche.

 

O homem desceu do quarto e cá em baixo tinha como é costume. A comissão de boas vindas. Alice, Vasco e Gabi.

Eu estava à espera dele na sala. Em cima de uma mesinha de apoio a sanduíche e um copo de chocolate quente.

O homem entrou na sala. Seguido da comissão de boas vindas.

O homem sentou-se ao meu lado e antes de começar a comer começou a contar-me alguns episódios que se tinham passado no hospital. 

Bla, bla, bla Wiskas saquetas!

 

Em 35 segundos e meio.

A Gabi comeu a sanduíche do Pedro. O Vasco ajudou. E...

...para empurrar o pãozinho toca de se lambuzar com o chocolate quente.

Quando percebemos o Pedro levantou-se e os dois pilantras fugiram com o resto do pão ainda a aparecer no meio daquelas bocarras. 

O Pedro entrou na sala com um ar de quem foi vencido por goleada.

A Alice olhou para o Pedro, encolheu os ombros e disse!

- É a vida!

 

Há dois anos no Quiosque!

Quando eu achei que tinha visto o meu pai em Barcelona!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: quando toda a gente tem direito a ponto de exclamação. Excepto eu...

Post 2: Aquele corretor ortográfico dos telemóveis.

Post 3: Trabalhar em casa. Vantagens/desvantagens

 

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Tribo Rebelo. Tem um novo elemento.

10.01.19, Joana Marques

Nasceu no dia 8 de Novembro. À noitinha.

A mãe era uma mãe galinha e não nos deixava aproximar muito.

5 cachorros. Dois machos. Duas fêmeas. E a Gabriela.

Disse ao meu compadre:

- Se conseguir dono para eles, força! Mas por enquanto não dê aquela.

Não deu. Um dia comentei com o Pedro.

- E se?

Para logo a seguir pensar. Que loucura. Não te metas nisso...

Vem aí a Mariana. Ganha juízo, mulher! Concentra-te.

Tens o teu trabalho. E a casa. E a Alice. E o Pedro. E o pai da Gabriela.

Porque é que te metes nestas coisas.

Shhhhh. Quieta! Sossegadita, ó Joana!

 

Mas...

....o Pedro. Ficou assim a modos que meio encantado pela Gabi. Porque Gabi é linda! LINDA!

 

Pensámos. Pensámos. E...

..... já que temos a sorte de nos termos encontrado.

Porque não deixar entrar mais alguém para a tribo. 

 

gabi1.jpg

Assim chegou a Gabriela.

Cresce todos os dias.

É doida varrida.

Além de andar sempre a correr pela casa....escorrega no chão de madeira e vai contra as portas.

Cresce todos os dias e não controla as pernas. Parece um bezerro recém nascido a andar.

Ainda não consegue subir escadas.

Chora até que alguém a vá buscar.

Detesta estar sozinha.

Segue o Vasco para todo o lado.

Chateia o Vasco até o pobre ficar exaurido.

Ele tem muita paciência para ela mas como se sabe a paciência tem limites.

E às vezes sai uma rosnadela.

Fica logo na linha dona Gabi! Por 30 segundos...

 

A Alice anda doida com a nova amiga.

No primeiro dia não dormiu sesta nenhuma. Com a excitação.

E agora tenho alguma dificuldade em conseguir que saia de casa. 

Unha com carne! Unha com carne! Estas duas...

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1:

O Vasco e o seu encontro imediado!

Post 2:

Um almoço de negócios à minha moda...

 

Há um ano no Quiosque!

O Vasco e o senhor da TV Cabo...

 

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em menos de um fósforo..

08.01.19, Joana Marques

No sábado o Pedro trabalhou até às 16h.

Era fim de semana mas deixei a Alice de manhã em casa dos meus pais.

Quando o Pedro trabalha faço de conta que é dia de semana para mim.

Trabalho e faço a folga quando o Pedro a tem.

No sábado parei de trabalhar antes da hora de almoço.

Os meus tios que moram em Santarém iam almoçar a casa dos meus pais e acabei por me juntar a eles.

 

No fim do almoço. Disse à Alice.

- Vamos embora...

....vai buscar a tua mochila.

A miúda nem se mexeu. Continuou por ali na brincadeira com a prima Margarida.

Ignorou-me! Como se ignora uma minhoca que vai a passar na estrada...

 

O meu tio:

- Já vais?

Nisto abre os braços para acarinhar a minha miúda.

Eu respondo:

- Sim. Já vamos. Ainda quero passar no parque para a Alice andar de baloiço.

Mal ouve tal coisa.

A Alice, em modo enguia, esquiva-se dos braços do meu tio e diz muito apressada e alto:

- Sai! Ó pá! Sai!!

 

Pernas para que te quero! 

Em menos de um fósforo ficou pronta...

 

Há dois anos no Quiosque!

Era Domingo!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:

Durante 6 meses (mais ou menos) comi sem glúten.

No ano passado introduzi o glúten outra vez.

Aposto em farinhas integrais e biológicas.

Não faço reação e por isso continuo a comer. Embora coma com moderação.

 

Post 2:

A Alice apareceu e o Vasco mudou de comportamento.

 

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Joana e Mariana. Report...

07.01.19, Joana Marques

Entrei hoje nas 30 semanas.

A minha barriga grita alto para quem quiser ouvir:

- Estou pronta a explodir.

Tanta gente que se mete comigo na rua e me diz com um tom misericordioso:

- Está quase! Está quase!

Quando eu digo que estou de 7 meses. 95% das pessoas perguntam imediatamente:

- Gémeos?

E quando eu respondo que não olham para mim a duvidar...

Mexo-me bem. Não sinto grandes problemas de mobilidade embora seja um andar à pinguim.

Gostava bastante de sair por 5 minutos do meu corpo para observar as figurinhas que faço...

..sobretudo quando estou muito aflita para fazer xixi e alguém me empata a caminho da casa de banho...

- Não é, senhor VASCO!!?

 

Estou burrinha de todo.

Troco tudo.

Falam comigo e parece que ouço mas não retenho nada.

É horrível.

 

Aqui em casa eu e o Pedro chamamos o Vasco de animal.

No gozo. Para dar um ar de animal selvagem.

Nas nossas conversas. Animal para aqui. Animal Vasco para ali.

Na sexta o Pedro chegou a casa. Ouvi as chaves na porta. E disse muito alto.

- Ei Vasco,  chegou o animal!

Quase enfartei. Quando percebi o que tinha dito. É claro que o Pedro não pára de gozar comigo.

 

Pior...

..ontem troquei o animal.

Em vez de pôr gotas nos olhos da Gabriela enganei-me no cão e vá de inundar os olhos do Vasco.

Tive sorte.

As gotas são inofensivas. E não lhe fizeram mal.

Só para verem o meu estado. 

 

A semana passada fui a uma consulta de rotina. Daquelas que as grávidas frequentam e..

..a Mariana já está encaixada. Prontinha para nascer...

Vê-se bem que sai aos Marques. São tão pontuais, tão pontuais que chegam de véspera.

A médica disse-me para fazer a mala para a maternidade.

Não vá diabo tece-las e com as pressas, uma pessoa aparecer de mãos a abanar.

 

Diz que a Mariana está grande e que é natural nascer um pouco mais cedo.

Sendo que não era muito bom que fosse já. 

A médica disse-me para não me assustar porque existem outros indicadores que levam a crer que o parto não será já para amanhã. Mas...

...aconselhou-me a ter até às 36 semanas uma vida mais regrada.

- Caminhadas como as que fazia, é melhor não.

- Dosear os esforços, por exemplo Alice ao colo e assim...

- Moderar os passeios com os cães. A partir de agora vai o Pedro. Não vão passear tantas vezes mas não faz mal, porque temos o quintal...

- Tarefas domésticas regradas. Ir fazendo intervalos frequentemente.

- Em momentos de repouso ter as pernas para cima.

- Sporting. Não ver nem ouvir os jogos do Sporting. Diz que o saltar até tocar o candeeiro pode fazer rebentar por aqui qualquer coisa. 

Nada de dramático. Exceto o último ponto. 

Vou passar a ter consultas semanais para ir espreitando a miúda. 

 

Não tenho dores.

Não tenho cansaço.

Andei com falta de ar uns dias mas com o encaixe da miúda passou.

A minha bexiga é que está feita num oito.

Já pensei em trabalhar na casa de banho....era mais fácil!

A miúda mexe-se desalmadamente sobretudo à noite.

Espero que não ande à procura da saída. Com o frio que está...ela que se aguente!

 

Há dois anos no Quiosque!

Pessoas inspiradoras!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:

Um livro que li e gostei muito.

Post 2:

Ainda hoje em dia, quando passeamos todos juntos dizem que a Alice é parecida comigo.

Pensam que somos uma familia como as outras.

E somos uma familia comos as outras.

Mas só somos familia desde Abril. E nenhum de nós partilha o mesmo sangue.

O sangue é um pormenor. Partilhamos o mais importante...

 

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pantone 2019

06.01.19, Joana Marques

Porquê comer bege quando podemos comer de todas as cores?

Se repararem os alimentos que a maioria das pessoas consome hoje em dia varia entre o branco sujo, passa pelo bege e às vezes é meio amarelado. E pronto! 

Em diversificar as cores e os alimentos é que está o ganho. 

 

Aqui em casa.

Ou fora.

Eu almoço em casa mas o Pedro tem de comer pelo menos uma refeição no hospital e leva marmita desde que decidiu juntar-se a esta família.

Fazemos 3 refeições por dia.

São as principais.

Se tivermos fome ao longo do dia comemos pequenos snacks.

 

Uma dessas refeições é sopa.

Todas as semanas faço um panelão de sopa que dá para pelo menos 14 refeições.

E durante a semana é só aquecer. Mais fácil do que isto não há!

Às vezes é consumida logo ao pequeno almoço.

À sopa diária junto um ovo cozido para saciar mais. 

O objetivo é  não andar o dia inteiro escrava do snack.

Usamos ovos caseiros que compramos no Alentejo ou biológicos que compramos numa frutaria aqui perto.

Junto-lhe também uma colher de sopa de linhaça moída para ficarmos despachados do ómega 3. 

Hoje foi dia de fazer sopa. E cozer os ovos.

7 (4).jpg

Esta semana a nossa sopa tem!

- Brócolos.

- Couve roxa.

- Abóbora (tenho congelada e é da minha horta alentejana)

- Courgette.

- Cebola.

- Alho.

- Cabeça de nabo.

- Couve de Bruxelas.

- Pastinaca.

- Chuchu.

- Grão. (tenho congelado no frigorífico)

- Feijão. (tenho congelado no frigorífico)

Um bocadinho de água no fundo da panela.

Tudo dentro da panela à exceção do grão e do feijão que só junto depois da sopa passada.

E pronto. Já temos 14 refeições feitas! Cheia de cor e de sabor!

É óbvio que as quantidades não são as que estão no prato! É só uma pequena amostra.

 

Volto a perguntar!

Porquê comer bege quando podemos comer de todas as cores?

 

 

Há dois anos!

Planear - versão 2017!

 

Há um ano!

Post 1:

Só eu! Porque ninguém é como eu...

 

Post 2:

A solução!!

 

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onze meses e três semanas no paraíso!

05.01.19, Joana Marques

Depois do Natal. E da passagem de ano. É tempo de planear o que aí vem.

Gosto de ter uma vida levezinha.

Despreocupada.

Para isso acontecer e ter um ano e uma vida sobre rodas penso em tudo antecipadamente...

Esta semana já comecei a tratar disso.

Uma semana de azáfama. Onze meses e três semanas no paraíso!

 

O que é que eu fui esta semana?

Esta semana fui formiga.

O que é que eu fiz esta semana? 

Armazenei tudo aquilo que podia armazenar.

 

Produtos de higiene pessoal para um ano inteiro. Cada vez usamos menos de compra mas ainda usamos.

Detergentes. Queria começar a fazer os meus próprios detergentes mas como não sei se vou ter tempo já tratei do assunto. Guardanapos. Papel higiénico. Esponjas para lavar a loiça. Cápsulas de café. Etc.

Esta lista de compras tenho-a feita desde nem sei quando. Por isso já não tenho trabalho a fazê-la. Se quiserem fazer a vossa própria lista podem usar esta.

Tudo o que não se estrague tenho cá em casa para um ano.

 

Vantagens:

- Supermercados completamente vazios na semana que passou.

- Poder fazer as compras semanais, sem precisar do carro, porque as coisas mais pesadas e volumosas já estão em casa. Praticamente, durante o ano só compro os frescos. Posso ir a uma mercearia ou frutaria tradicional onde a fruta é fruta e sabe a fruta. 

- Poupar dinheiro. Como ao longo do ano preciso menos de ir às compras a grandes superfícies, não compro coisas só porque sim. Também não acredito muito em promoções e em cupões. (Embora use quando tenho mesmo de ir às compras e tenho cupões.)

- Mas, confesso que para mim a principal vantagem é não ter de me preocupar com esta parte durante um ano. 

 

Para além do capitulo compras. Outras tarefas sagradas de início de ano.

Uso este calendário anual.

Tenho-o num quadro de cortiça no escritório. O que é que eu escrevo lá?

As vacinas da Alice. As consultas no pediatra. Aniversários. Workshops marcados.

Enfim. Tantas coisas...

 

Uso este calendário mensal.

Mais importante que o anterior. O mês em curso está colado na porta do frigorífico.

Aqui ponho os turnos do Pedro para me conseguir organizar.

Normalmente quando está de folga tento também estar de folga. O meu horário dá-me flexibilidade para tal. 

No inicio de cada mês consulto o calendário mensal e transfiro para aqui as consultas. As vacinas. Assinalo dias que possa ter um ou outro compromisso. Com o mapa preenchido podemos visualizar melhor o tempo livre que temos e podemos, por exemplo planear uma saída.

 

Semanalmente. Este calendário.

Antigamente não usava muito mas agora dá-me jeito porque as semanas são cada vez mais cheias. Por exemplo para planificar as tarefas domésticas aqui de casa.

As minhas. As do Pedro. É claro que existe flexibilidade às vezes faço as dele outras vezes faz ele, as minhas. Se tiverem escritas é muito mais fácil isso acontecer. E avançarmos com a semana sem stress.

Por exemplo: regar as plantas. Se eu não o tiver feito e o Pedro chegar a casa e vir que ainda não o fiz naturalmente o vai fazer. Se não tiver nada escrito o homem não adivinha porque nem percebe que tem plantas à volta. Na casa dele de solteiro encontrei um cadáver de um cacto numa prateleira da cozinha. E estamos conversados em relação às plantas e à sua importância na vida do Pedro.

 

Para planear refeições uso este mapa.

Neste momento já não me dá trabalho porque tenho já feito dos anos anteriores.

Pelo menos quase. Como estamos a tentar não comer carne e peixe. Há todo um mundo novo para descobrir. Mas já estamos a meio caminho andado...

....é só copiar. Poupamos muito aqui, também.

Tempo. Porque vamos direto ao assunto quando vamos às compras.

Dinheiro. Como já sabemos tudo o que temos de comprar e as quantidades não há cá desperdícios e coisas a apodrecer no frigorífico. 

 

Agora sim. 

Posso mergulhar em 2019!

 

Quiosque há dois anos!

Joana a levar 10-0!

 

Quiosque há um ano!

Uma pessoa feliz com o regresso a casa e....

 

Post 2: Aquela falta de chá!

 

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um lamento. Um queixume. E uma reclamação..

04.01.19, Joana Marques

Eu sou a pessoa mais friorenta que alguma vez viveu no planeta Terra.

Pés gelados. Mãos geladas. Nariz congelado. Assim sou eu. Joana Marques.

E não digam que também são. Algum de vocês dorme no verão de meias e com edredão nível 5?

Pois, eu durmo!

 

O Pedro é exatamente o oposto!

Ainda hoje de manhã andou por aqui no quintal vestido de forma primaveril.

Bebeu o café cá fora como se estivessem 40 graus à sombra.

E eu estou grávida não bebo café. Só por isso é que não lhe fiz companhia. Só por isso.

 

Um dia destes o homem trabalhou 24 horas seguidas.

Era para trabalhar 16 mas um colega ficou doente e ele fez o turno dele. 

Naquele dia tinha ideias de mudar a roupa da cama. Nem é tarde nem é cedo...o homem chegava tarde, cansado e desgraçado.

E isso pedia medidas urgentes.

Uma cama confortável e quentinha. Lençóis polares! Pois, claro! 

Deitei-me antes dele chegar e adormeci envolta no mundo polar encantado.

O homem chegou. Não sei bem a que horas mas deve ter sido perto da uma hora da manhã.

Senti-o a entrar dentro da cama com algumas palavras de desagrado. E um:

- Ai! Está tanto calor aqui...

E não fez mais nada. Tirou a colcha. O edredão. O lençol. E toca de arejar a cama para o calor sair.

Eu meia a dormir nem sei o que lhe disse. Mas devo ter dito algo pouco amigável...

...porque meio segundo depois surgiu não se sabe de onde o Vasco e rosnou-lhe ameaçadoramente ao ouvido. O homem quase enfartou.

 

No dia seguinte tirei os lençóis polares.

A verdade é que com o homem não preciso tanto deles.

É como dormir com um saco de água quente gigante.

 

Esta noite deitei-me sozinha. O Pedro ia chegar só pela uma.

Estava frio. E eu olhei para a cama e vi aqueles lençóis brancos a dizer:

- Estamos gelados! Estamos gelados!

Socorri-me do meu saco de água quente chinês. É muito fixe!

Não há cá complicações de aquecer água e coisas do género. Liga-se à corrente, esperamos um bocadinho.

Quem não tem cão caça com gato. À falta do Pedro...tenho a bugiganga chinesa.

Adormeci. O homem chegou. E...

...eeeeeeeh! Calor.............

Dei-lhe um beijinho e disse-lhe.

- Se abres a cama és um homem morto. Se tens calor põe um pé de fora!

O homem com muito custo lá entrou dentro da cama e pôs o pé de fora.

Voltou a pôr rapidamente o pé dentro daquela fornalha. Um lamento. Um queixume. E uma reclamação..

- Auuuuuuu! O Vasco mordeu-me o pé!

 

Há dois anos no Quiosque!

Vida de cão. Ou seja...vida de Vasco!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:

Quem acha que uma sopa vale muito mais que muitas refeições que andam por aí?

Tem receita.

 

Post 2:

Quando eu achava que ia ficar sozinha para sempre...

 

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é de pequenino que....

03.01.19, Joana Marques

Desde que sou gente que me lembro de sermos incitados principalmente pela minha mãe a fazer pequenos trabalhos domésticos lá em casa.

Dependia da idade, claro!

A partir dos 7 anos fazíamos a cama todos os dias mas não a mudávamos.

Limpávamos as casas de banho uma vez por semana. Tínhamos um esquema rotativo. Tal como para a loiça. A loiça do jantar era por nossa conta, um lavava, outro limpava e o terceiro arrumava. Mas rapidamente combinámos entre nós que a cada dia um fazia tudo e assim os outros dois ficavam na boa vida.

Regávamos as plantas.

Púnhamos a mesa.

Tirávamos a mesa. Isto de forma rotativa.

A partir de uma certa idade confiavam em nós o dinheiro da mercearia e nós lá íamos. 

E se tivéssemos testes?

Tínhamos de saber gerir.

A minha irmã lá trocava comigo o dia de lavar a loiça quando tinha aquele teste e precisava de estudar.

O meu irmão ria-se e gozava comigo porque tinha teste e ainda tinha de fazer tarefas domésticas e ele esticadinho no sofá...homens!!

É claro que na altura eu achava horrível.

Não gostava.

Em alguns dias fazia as tarefas com má vontade. Fez-me bem....

...não me caiu nenhuma mãozinha por ter feito estas tarefas domésticas e sem dúvida que dei mais valor ao trabalho dos outros.

 

Com as minhas filhas quero incutir-lhes o mesmo sentido de dever.

É importante que comecem a dar valor ao trabalho.

E que percebam, quando tiverem idade para isso, que nada cai do céu.

Se queremos ter uma refeição boa temos de a fazer.

Se queremos ter uma casa habitável temos de pôr mãos à obra e por aí fora.

 

A Alice ainda não tem dois anos mas já faz algumas coisas. Poucas, claro!

Assim, como quem não quer a coisa e meio a brincar a miúda vai adquirindo hábitos que serão uma mais valia para a vida dela. Dá-me muito mais trabalho e gasto muito mais tempo mas parece-me que a longo prazo este investimento valerá muito a pena.

 

O que é que ela já faz!

- Todos os dias quando acaba de jantar e almoçar (nos dias de semana não, porque almoça em casa dos meus pais) desço-a da cadeirinha e dou-lhe o prato dela. Abro a máquina de lavar loiça e ela põe o prato dentro da máquina. Depois dou-lhe os talheres e ela arruma-os também dentro da máquina.

Adora!

Fica tão contente por fazer isto. É claro que eu elogio a miúda até ela ficar inchada...

 

- Tenho uma caixa de brinquedos na sala. Porque não vale a pena estarem no quarto, todos os dias vão parar à sala.

Ela desarruma tudo todos os dias.

Depois ajudo-a a arrumar tudo na caixa.

Eu arrumo um brinquedo.

Ela arruma outro.

Eu arrumo mais um.

E ela escolhe outro.

Às vezes quer o meu e fica chateada de eu o arrumar.

Costuma ir à caixa, tirar o brinquedo arrumado. Põe o brinquedo no chão. Pega no brinquedo e arruma-o na caixa outra vez. No final de tal empreitada comemoramos com uma música gira.

 

- Corta a fruta do lanche.

Arranjei-lhe uma faca de plástico que não aleija.

Eu corto fruta com uma faca a sério e ela corta fruta com a faca a brincar.

Eu ponho a fruta cortada dentro de uma taça.

Ela conforme corta a fruta come-a.

Estamos a trabalhar esta parte.

Ainda não consegui que ela a ponha no sitio certo. Ou então já. A fruta é mesmo para ela comer. E dentro da sua boca é que está bem arrumada. 

A Alice adora esta tarefa.

No final comemos as duas a fruta cortada por mim...

...a dela já está a milhas.

alice31.jpg

Digam lá se não tem jeitinho??

É uma aposta ganha, parece-me...

 

- Quando lhe tiro a roupa antes de tomar banho, dou-lhe uma peça de roupa de cada vez, ou várias e ela vai arrumar no cesto da roupa suja. É claro que isto demora 3 séculos e meio mas é divertido. Trabalho com ela o conceito de número e as peças de vestuário. Um casaco. Duas meias. Três peças de roupa. E lá vai a Alice...

Faz isto muito depressa sem se enganar. Porque adora tomar banho e quer entrar na banheira o mais rápido possível!

 

Por enquanto é só isto.

Com o tempo vou pensar mais formas de ela participar aqui em casa.

É claro que agora adora estas pequenas tarefas porque fazemos em conjunto e é uma brincadeira. Quando for para a frente a motivação vai estar pelas ruas da amargura. Bem me lembro quando foi comigo.

 

Há dois anos no Quiosque!

Um post que escrevi quando era solteira e boa

rapariga mas com uma vontade louca

de encontrar o homem da minha vida!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:

A Nélia! Aaaaah!

Post 2:

Querem rir!

Leiam..e rezem pela minha alminha, SFF!

 

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Paiol

02.01.19, Joana Marques

Joana. 5 anos. Um dilema.

Zé Maria dono de uma mercearia de Campo de Ourique fez-me uma proposta irrecusável.

- Dou-te rebuçados até quereres mas tens de mudar para o Benfica.

Zé Maria tinha discussões acesas com o meu avô Joaquim. Sobre futebol.

O meu avô era do Sporting. O meu avô só via o Sporting.

A proposta do Zé Maria tinha como objetivo atingir o meu avô.

Eu não tinha percebido bem isso. Para mim só os rebuçados contavam. E ter de fazer esta escolha. Sporting ou rebuçados até cair para o lado. Era um dilema do caneco.

 

Pensei. Repensei. E voltei a pensar.

Sempre que eu passava pela porta da mercearia lá aparecia o Zé Maria com a sua oferta.

E eu ia para casa a remoer. O Sporting. Ou os rebuçados. Os rebuçados. Ou a proposta.

 

Chegou o verão e eu fui para o Alentejo.

O meu avô era um homem de poucas falas. Ao contrário da minha avó Maria que enchia uma casa.

Tinha um bocado de medo dele. Aquele homem já de idade. Sempre sério. Com uma voz que ecoava pela casa. Mas um dia ganhei coragem...

...e chamei-o à parte. Ali, entre o paiol e o palheiro.

5 anos de gente. Baixinha. Magrinha. Meio tostão de Joana.

Muito nervosa mas disfarcei e disse-lhe com todas as ganas!

- Era para dizer que decidi ser do Sporting.

O meu avô ficou meio atarantado.

E de repente começou a rir-se às gargalhadas.

A surrealidade daquela minha declaração fê-lo chorar a rir.

Ele não sabia que andava a ser aliciada. E não percebeu que até àquele dia tinha sido a decisão mais importante da minha vida. 

Pegou-me ao colo. E levou-me ao colo até à cozinha. Sem conseguir parar de rir.

 

A casa do meu avô.

Tinha uma adega. Chamada paiol. 

De adega tinha muito pouco. O meu avô tinha uns poucos de hectares com vinha mas os litros de vinho que fez contam-se pelos dedos de uma mão. Normalmente, vendia as uvas.

Com o passar dos anos a adega passou a ser mais uma arrecadação. E com o passar dos anos a adega começou a ser chamada de paiol.

Na brincadeira. E a sério também. O meu avô guardava lá pólvora. Em forma de foguetes.

Os foguetes eram imprescindíveis em casa do meu avô.

Eram lançados.

Sempre que o Sporting ganhava.

 

No ano passado fiquei com a casa dos meus avós.

E quando tive a certeza que a casa era minha anunciei. Aos quatro ventos. 

- Este ano vou fazer vinho!

O meu pai. Reagiu. Tal e qual. O meu avô. Quando lhe disse que tinha decidido ser do Sporting.

Riu até chorar.

Fisicamente são iguais.

E riem. Da mesma maneira. Sem tirar nem pôr. Deve ser isto que se chama genética.

 

No ano passado antes das vindimas questionaram-me se queria vender as uvas tal como o meu pai e o meu avô tinham feito anos e anos a fio.

Respondi que não. 

- Este ano não. Este ano faço vinho.

Assim nasceu o Paiol.

Uma homenagem ao meu avô. E à minha gente. 

Já se fez uso dele na passagem de ano. 

Diz quem bebeu que é bom.

paiol1.jpg

Hoje não é um dia qualquer. Hoje enviei o rótulo para a gráfica.

Hoje não é um dia qualquer. Hoje o meu avô faria 107 anos.

 

O rótulo foi feito num software gratuito que anda pela internet.

A concretização deste sonho meio louco só foi possível porque fui ajudada por dois tios meus que sabem tudo sobre vinhos! E pelo meu primo Tomás que é um enólogo do caraças! 

É um vinho que não será comercializado.

Ficará pela família. E talvez nas mãos de algum colecionador.

Será para brindar à vida e aos seus momentos sempre que se justifique. 

Hoje justifica-se!

Um brinde a todos nós!

Há dois anos no Quiosque!

O presente de Natal do Senhor Ludovino!

 

Há um ano no Quiosque!

Uma reflexão sobre o ano que passou.

 

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