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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

harmonia familiar

(a minha família)

31.08.19, Joana Marques

O Pedro foi às compras de manhã.

Eu fiquei com os miúdos cá de casa.

Tínhamos feito uma lista porque já se sabe! Ir às compras pode ser um risco.

Trazer tudo o que não faz falta e por outro lado esquecer o que precisamos.

É óbvio que se virmos alguma coisa que nos chame à atenção e seja uma boa aquisição. Não dizemos que não.

O Pedro foi às compras e os olhos bateram nuns cogumelos.

Maravilhosos! Lindos!

Biológicos. Todos diferentes.

Uma paleta de cores incrível.

Branco. Amarelo. Castanho. E alguns mais rosados.

Uns mais franzinos. Outros mais baixinhos. Gordinhos. E atarracados.

Absolutamente espectaculares.

É tão triste quando os alimentos são todos perfeitinhos e calibrados.

 

Na cozinha. Todos.

Eu e o Pedro a arrumar as compras.

E dou de caras com esta maravilha!

Peguei nos cogumelos e mostrei à Alice.

- Vês! São todos diferentes e todos bons!

A Alice olhava para os cogumelos e para mim. Provavelmente a pensar...

...o que é que esta louca quer dizer com isto!

Continuei.

- São tal e qual como todos nós. Somos todos diferentes uns dos outros e é isso que torna o mundo espectacular!

Eu sei que ela tem dois anos. Quase dois anos e meio.

Falar com ela sobre assuntos sérios provavelmente não tem qualquer efeito. Mas...

..é mais forte do que eu!

A Alice ouvia. E eu continuei...

- Tu és loura, o Vasco e a Gabi são um pouco mais escuros, eu ainda tenho o cabelo mais escuro que eles e às vezes tenho sardas, o pai tem o cabelo muito escuro e é moreno e a Mariana é careca! Todos diferentes! Como toda a gente do mundo...ainda assim somos todos iguais.

 

Ainda não consegue dizer cogumelo.

Chama-lhe!

- Nunhomelo.

 

A Alice pegou no cogumelo maior. É normal.

Quando eu era miúda troquei uma moeda de 50$ por três de 2$50.

Achei que como eram mais moedas tinha mais dinheiro.

 

A Marina deu sinal de vida.

Agora que come sólidos anda cega por comida. E pede-nos comida descaradamente....

Estendeu a mão para ver se apanhava o cogumelo da Alice.

 

A Alice pôs o cogumelo na boca.

 

O Pedro.

- Tira o cogumelo da boca, ainda não está lavado. Ainda por cima está cru. Deixa-nos cozinha-lo e depois já podes comer.

A Alice não ligou grande coisa.

O cartão do cidadão diz dois anos e tal. As atitudes gritam adolescência por todos os lados.

 

 

A Mariana aos guinchos. Queria porque queria o cogumelo.

 

A Alice, com o cogumelo na mão tirou-lhe um bocado.

Eu.

- Não se estraga comida. Dá-me lá o cogumelo!

É claro que Sodona Alice fez que não tinha ouvido nada...

 

E nisto....

......a harmonia familiar voltou.

 

Com mil Bas Dost's!

Um segundo bastou.

O Vasco abriu a boca.

E....

....fim de história!

 

Há três anos no Quiosque!

Post 1:Oh! Não...nem me quero lembrar!

Post 2: Uma foto liiiiiiiiiinda do Vasco!

 

Há dois anos no Quiosque!

Um dos posts mais vistos de sempre do Quiosque!

Para a maioria não deve dizer grande coisa mas quem gosta de tricotar...

...um esquema de um xaile é sempre bem-vindo!

 

Há um ano no Kiosk!

Todos juntos somos mais fortes! 

 

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eu já não estava na cama!!! 

Vasco

26.08.19, Joana Marques

Visto de fora somos um casal.

Visto de dentro somos um casal mais um.

Como casal partilhamos a cama. Mas...

....há sempre mais alguém. O Vasco!

 

Adormecemos. Os dois. O casal.

Temos a certeza absoluta que não está mais ninguém no quarto.

O Pedro, às vezes ainda sai do quarto. Para ver. Para ter a certeza!

- Está na sala, no sofá. Está a dormir.

 

Eu sei que durante a madrugada. Não sei quando. Não sei a que horas.

Só sei que ele vai entrar no nosso quarto. E ficar por lá.

Se acordamos de noite. Pergunta o Pedro:

- Achas que ELE já cá está?

Nunca dizemos o nome. NUNCA.

Se dissermos o nome, salta para a nossa cama. Porque foi chamado e é a maneira de dizer presente.

Se ainda não estiver no quarto, só pode estar à porta. Porque imediatamente entra e aterra em cima de nós.

Aninha-se e ali fica.

Por isso. Nunca dizemos o nome dele. NUNCA!

 

Se acordo de madrugada porque sou mãe e desde que sou mãe tenho de ir confirmar se estão a respirar!

Ponho os pés no chão com cuidado.

Não ando! Arrasto os pés porque tenho a certeza que está por ali em algum lugar e vou de certeza tropeçar nele.

O Pedro. Nunca se lembra. E...

- O Vasco passou-me uma rasteira.

- Oh! O Vasco está aqui.

- Ai! Ai! VASCO....acabei de ir contra a sapateira...

 

Bem lhe digo!

- Já sabes que ele está por cá...cuidado onde pões os pés!

O Vasco nunca sai lesionado. É sempre o Pedro.

 

Mas...

...e as noites em que eu durmo? E o Pedro dorme?

O Pedro acorda e murmura...

- Ai Joana! Tens um cheiro esquisito!

 

E outras...

- Joana! Vira-te! Estás a ressonar!

 

Pois...

....informo que...

Era de manhã!

E eu já não estava na cama!!! 

 

 

A minha família começou com o Vasco.

Não consigo imaginar a minha vida sem ele.

É um chato. Um chato que amo profundamente.

Não me interpretem mal, também gosto muito da Gabi...mas o Vasco...

...é o Vasco!

 

 

Há três anos no Quiosque!

Toda a história de como consegui fazer origamis. 

Estive a ler o post...que memórias!

Foi o meu primeiro destaque na página principal do sapo.

Quase enfartei!

Os primeiros tempos de blog foram tão bons!

E....

....o Vasco!

 

Há dois anos no Quiosque!

Nada. Nem uma linha.....

Detesto quando isto acontece....

 

Há um ano no Kiosk!

Sobre sonhos. E partilhas..

mosquitos. Ajudem-me!!

Joana a um passo de chernobylizar a casa....

25.08.19, Joana Marques

Desde que tenho casa que acontece de quando em vez.

Mosquitos. Aparecem. Um aqui. Outro ali. 

Normalmente na cozinha.

Traulitada de um lado. Traulitada do outro. E as criaturas demoníacas lá desaparecem.

Quando aparece o primeiro começo por tirar tudo o que ache que na óptica de um mosquito possa ser apetitoso.

Fruta, por exemplo. Vai directamente para o frigorífico.

E o mosquito que se amanhe de outra maneira.

 

Pois, dizer que por aqui de ontem para hoje aconteceu um acontecimento.

Ganhei o euromilhões dos mosquitos. 

100 milhões de mosquitos. Vá lá ser excêntrica, Joana!

 

Estou à beira de um ataque de nervos.

E não é só por causa do jogo do Sporting!

Com mil Slimani´s!

Como as prioridades da nossa vida mudam! Senhores...

 

Alguém me ajuda?

Alguém sabe algum passo de mágica que dê cabo dos sacaninhas sem ter de chernobylizar* a casa?

Quanto mais natural melhor.

Sem ser andar à cacetada aos vidros com panos da loiça....

...já tentei! Não resulta grande coisa...

Chamar-lhe nomes também não! Pelos vistos são mosquitos bem resolvidos e não se ofendem com facilidade.

Por favor, por favor! Partilhem tudo o que sabem!

Estou disposta a tudo! Quase tudo...

 

Dicionário Joanês-Português

chernobylizar*:

- uso de bomba química sem dó nem piedade.

- uso de insecticida potente de forma a que não reste um único mosquito na Europa e arredores.

 

 

Há três anos no Quiosque!

Post 1o dia em que comecei a fazer origami. 

Foi graças ao Sapo que me iniciei nesta arte!

Cada destaque que tinha fazia um sapo em origami.

Hoje em dia faço origamis com frequência porque a Alice adora brincar com eles.

Não sou nenhuma especialista, nem nunca serei. Ganhei o gosto, só isso!

 

Post 2: Um prato pintado por mim.

De todos os que já pintei este é o meu preferido.

Adoro as cores.

 

Há dois anos no Quiosque!

Andava numa indecisão total. Fico em Oslo, volto a Portugal. 

Se voltar a Portugal provavelmente fico sem emprego.

Se calhar é melhor ficar em Oslo.

Ou vou para Londres?

Todos os dias era isto a minha vida....

Quando escrevi este post...tinha a certeza absoluta que iria ficar em Oslo!

Provavelmente no dia seguinte já achava que não..

Estranho pensar: não existia a Alice na minha vida, não existia o Pedro, não existia a Mariana, a Luísa nem a Gabi.

Era uma triste!!.

Parece que foi numa outra vida....

 

Há um ano no Kiosk!

Era sábado! Foi bom!

 

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alentejanar

23.08.19, Joana Marques

Um ano inteiro.

À espera. De Alentejanar. 

Temos figos. Pêssegos. 

E uvas. 

Voltamos do pomar carregados de perdições.

Ui! E as outras tentações?

Por trás da capela apanhamos amoras.

Comemos com as mãos. 

Andamos descalços.

Dormimos onde calha.

Estamos morenos. Ou sujos?

Por aqui não há amarujos.

 

As miúdas. Os cães.  Brincam ao faz de conta.

Eu e o Pedro. Não!

Isto não é ficção. É a nossa vida real. Da qual não abrimos mão.

 

Um ano inteiro.

À espera. De Alentejanar. Ao mais alto nível...

 

E quando acabar?

Oh! Tema sensível!

Grande, grande lamento. Será caso para dizer...

- Chiça, shouu Lolel! Que grande aborrecimento...

 

 

Há três anos no Quiosque!

O cão foi operado...

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1:Um vestido com uma vida nova....

Post 2: Aquelas histórias que o meu pai nos contava ...

 

Há um ano no Kiosk!

Guadalupe já não é Guadalupe. É Mariana!

E o pai...respirou de alivio!

 

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o aborrecimento do shouu Lolel!

(Alice)

22.08.19, Joana Marques

A Alice fala que se desunha.

Não deve ser caso único, pelo contrário mas para mim, mãe de primeira viagem é sempre uma delicia perceber que aprendeu mais qualquer coisa.

Em alguns casos (muitos!) não diz as palavras de forma correta mas...

....daquela boca saem expressões, frases que são autenticas pérolas. Saem quando menos se espera e normalmente são adequadas ao contexto...

Algumas até conseguimos perceber porque ela ouve aqui por casa. 

Desde que liberámos a televisão (pequenas doses diárias) o vocabulário tem crescido a olhos vistos.

Pensava eu que uma criança da idade dela tivesse memória de peixe mas não...

...naquela cabeça fica informação que nunca mais acaba.

É mais fácil eu esquecer-me do que ela.

 

 

Estamos no Alentejo.

Anteontem de manhã saímos um pouco daqui. 

Descemos até à civilização.

O objectivo era dar uma volta e...

....passar pelo mercado para comprar uns queijinhos de cabra.

Não somos só clientes do senhor Leonel.

Somos fãs! 

 

Deixámos o carro e pegámos em nós e decidimos começar por ir ao mercado, antes que os queijos acabassem. 

A Mariana no seu carrinho dormia, claro!

A Alice inicialmente ia a pé mas depressa se cansou e pediu colo.

Entrámos no mercado e fomos directamente à banca dos queijos.

Senhor Leonel para cá. Senhor Leonel para lá.

O senhor já nos conhece. Mais uma vez...

Somos fãs número um!

Tirem-nos a carne. Tirem-nos o peixe. Tirem-nos os rins mas...

...não nos tirem o queijo de cabra!

Com algum esforço (MUITO!) temos reduzido um pouco (quase nada) o consumo de queijo...

Fizemos o pedido.

Pagámos.

E perguntámos ao senhor se os queijos podiam ficar lá porque queríamos ir dar uma volta e não queríamos andar a passear com os queijos.

- Baloiços!

Disse a Alice a rir.

O senhor começou-se a rir com a intervenção da Alice. Pegou-lhe ao colo.

E disse.

- Chiça, rapariga! És pesada!

Continuou com a Alice ao colo e disse-nos que podíamos deixar os queijos lá mas que ia ter de se ausentar durante a manhã. E explicou porquê:

-Tenho de ir à oficina com a carrinha.

Prosseguiu.

- No mês de Agosto o pessoal está de férias e só abre às 10h.

Continuou.

- Vejam lá que hoje de manhã quando ia pegar na carrinha vi que me tinham partido um dos espelhos!

A Alice respondeu!

- Chiça, shouu Lolel! Que grande aborrecimento...

 

Estou para ver a minha vida quando aprender a dizer palavrões...

 

 

Há três anos no Quiosque!

O meu post preferido de sempre.

 

Há dois anos no Quiosque!

Estreámos aqui um novo formulário de comentários.

Quem passou por aqui nesse dia foi convidado a comentar uma foto especial! 

 

Há um ano no Kiosk!

Aqueles dias mesmo, mesmo bons!

 

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eu não queria dizer nada...

(Alice)

19.08.19, Joana Marques

Mudei de empresa em Março de 2017.

Até então tinha sempre trabalhado para empresas portuguesas.

O meu último chefe português era e é uma pessoa espectacular.

Reformou-se mais ou menos na altura em que eu saí.

Nunca deixámos de nos falar e trocar impressões.

Sempre que tenho alguma dúvida ou algum dilema profissional é quase sempre a ele que recorro.

 

Andávamos para nos encontrar.

Queria-lhe apresentar a Mariana.

Desde que se reformou mora, ele e a mulher, perto de Colares.

Acabámos por marcar para sábado, pelas 11 horas da manhã.

Uma hora estranha para se visitar alguém mas a verdade é que não há cerimónias entre nós.

Ele e a mulher iam de férias no dia seguinte e eu e o Pedro íamos para o Alentejo no sábado à tarde.

 

Eu, o Pedro, a Alice e a Mariana saímos cedinho de casa.

Aproveitámos para ir à Adraga recordar. E apresentar a praia à Mariana.

É claro que a Mariana não ligou nenhuma mas a Alice adorou.

Estava frescote mas isso não a impediu de molhar os pés, escavar, fazer bolos de areia e correr que nem uma louca.

 

À hora combinada, estávamos nós a tocar à campainha.

Depois dos cumprimentos da praxe fomos todos para a sala.

A Mariana fez o que melhor sabe fazer. Dormiu.

E a Alice ficou ali connosco. Ao colo do Pedro.

Os utensílios da praia tinham ficado no carro.

Não tinha bonecas.

Nem um lápis para pintar qualquer coisa.

Nada!

 

Não ficámos muito tempo. Mas o tempo passa de maneira diferente para as crianças.

Quando nos estávamos a despedir. O meu ex-chefe meteu-se com ela...

- Então, Alice!!?

A Alice com o ar mais convencido de sempre disse em alto e bom som!

- Eu não queria dizer nada! Mas isto aqui é uma chatice...

 

Rimos todos...

....muito. Mas...

....com mil Slimani's e um buraco para uma pessoa se enterrar??

Onde anda ele nestas alturas!?

Se a Luísa não me saiu pela narina esquerda naquele momento foi um milagre...

 

O meu chefe no Kiosk.

aqui.

E um bocadinho de nada aqui.

 

Há três anos no Kiosk!

O meu prédio!

Um almoço na outra margem.

 

Há dois anos no Kiosk!

 

Há um ano no Kiosk!

 

 

nem pelo maior palácio do mundo...

15.08.19, Joana Marques

Cresci em Campo de Ourique. Lisboa.

Hoje não será tanto assim mas na altura Campo de Ourique era uma aldeia dentro da cidade.

Todos nos conhecíamos. E os vizinhos eram como se fossem família.

No prédio ao lado ao meu vivia um casal mais ou menos da idade dos meus pais que tinha um filho um pouco mais velho que o meu irmão (eram inseparáveis) e uma filha mais velha que eu dois anos, a Ana que nós carinhosamente chamávamos Aninhas.

 

A Aninhas e o irmão acompanhavam-nos muitas vezes em férias, fins de semana e o contrário também acontecia. Eu e o meu irmão também os acompanhávamos em visitas ou algumas viagens.

 

Um dia. Tinha uns 5 anos, talvez. 

Cheguei a casa com o meu irmão de uma dessas tardes passadas com esses vizinhos.

Semblante carregado. Ameaçava chorar.

Desfiz-me quando o meu pai abriu a porta de casa.

Atirei-me para o tapete. Como se tivesse sido mordida por uma víbora e estivesse a poucos minutos de falecer.

A minha mãe apareceu, alarmada por tamanha algazarra.

O meu pai conhecia-me de ginjeira e aguardou um pouco pelo desfecho de tal agonia.

 

- O que é que se passa? O que é que se passa? 

Perguntava a minha mãe. Em choque e em aflição.

O meu irmão encolhia os ombros.

- Não sei. Começou a chorar mal chegou a casa. Foi mesmo agora...

 

O meu irmão. Rapazinho sensível e querido. #sóquenão

Cutucava-me com o pé e dizia-me:

- Olha lá estás parva!! Nem te empurrei das escadas! Estás a chorar porquê??

- Tiago! O que é que fizeste à tua irmã!!??

Com esta de negar que me tinha empurrado das escadas denunciou algo que os meus pais não sabiam. Desgraçou-se. 

Estava inocente. E desgraçou-se.

Começou ali assim, um bate boca entre a minha mãe. 

E o meu irmão.

Pobre Tiago! Logo naquele dia que até se tinha portado bem.

 

O meu pai com toda a sua infinita paciência tomou conta da ocorrência.

Pegou em mim. Levou-me para sala e eu lá disse o que me ia na alma.

- Eu não quero morar nesta casa!

- Desculpa??

- Eu não quero morar nesta casa. 

- Essa agora! Queres morar onde, então?

- Quero morar na casa da Aninhas!

- A casa da Aninhas é dos pais dela, é mesmo aqui ao lado, vocês estão sempre juntas, achas que há necessidade de morarem juntas??

- A casa da Aninhas é muito maior que a nossa! Eu quero morar na casa da Aninhas....pode ser com vocês...

A minha mãe...

- Não é nada! A casa da Aninhas tem menos dois quartos que a nossa! A Aninhas partilha o quarto com o irmão! 

- Não! Não! Não é a casa da Aninhas aqui do lado. É a casa grande da Aninhas! Eu quero ir morar para a casa grande da Aninhas!! Com vocês...e tudo!

- A casa grande da Aninhas??? Qual casa grande da Aninhas?? Vai lanchar....anda! 

Eu, a muito custo. Com uma dor daquelas grandes na alma....fui lanchar.

Numa cozinha sem graça nenhuma. Numa casa sem graça nenhuma.

A casa grande da Aninhas é que era.....

 

No dia seguinte a minha mãe encontrou a mãe da Aninhas na rua.

A mãe da Aninhas:

- Ontem levámos os miúdos ao Palácio de Queluz. A Joana foi o máximo! Dançou no salão nobre com um funcionário do Palácio e adorou os jardins.

Fez-se luz na cabeça da minha mãe.

Realmente a nossa casa comparada com o Palácio de Queluz era ....

...incomparável!

 

Bastantes anos depois. Muitos anos depois.

A minha empresa fez um daqueles almoços de empresa no Palácio da Pena.

O almoço era servido cá fora mas tínhamos visita guiada ao interior do palácio.

Ao olhar para os tectos só pensava:

- Nunca mais vou ser feliz em minha casa. Como é que é possível viver e ser feliz sem um tecto trabalhado. E um candelabro verde e outro de cristal!

Os meus colegas estavam concentrados nas iguarias e na conversa. E eu só pensava nos tectos do Palácio!

 

Ontem.

Depois de uma passeata grande.

Chegámos a casa.

Despachámos os banhos. Os jantares. As histórias ao deitar.

Quando, finalmente nos sentámos no sofá diz-me o Pedro.

- Adoro esta casa! Nunca me senti tão bem, tão confortável numa casa...

Lembrei-me dos tectos da Pena.

Olhei para os meus tectos. Nus. Com candeeiros simples. 

Encostei-me ao Pedro. E disse-lhe...

- Não a trocava por nada! Nem pelo maior palácio do mundo...

 

....porque esta casa é mais do que uma casa.

Muito mais...

 

Há três anos no Quiosque!

Eu a falar de rins....ainda sem consulta marcada!

 

Há dois anos no Quiosque!

As bolachas da minha vida!

Se trocarem a farinha de grão por farinha de aveia ficam igualmente boas.

Palavra de Joana, a mulher que tem dentro da barriga 4 rins! Só por causa das coisas....

 

Há um ano no Kiosk!

Nunca te esqueças de ti...

....para quem quer um seguir um caminho mais saudável mas está com algumas dificuldades.

Quem já passou por isso pode ajudar...

 

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Logo se vê, logo se vê....

14.08.19, Joana Marques

Antes de ser mãe da Mariana tinha uma quantidade de ideias na cabeça sobre o que gostaria de fazer depois de ser mãe.

Amamentação era uma das ideias que tinha.

Se cá em casa não comemos processados e temos uma alimentação bastante rigorosa, controlada pelo nazi da alimentação saudável. O Pedro!! 

Seria como remar contra a corrente pôr a miúda com leites artificiais.

Mas...

...já tinha ouvido histórias sobre o tormento que pode ser amamentar. Já tinha visto amigas minhas com mastites e patologias semelhantes. Não é só a dor física que mói é também a culpa que se pode sentir nestas situações....essa é invisível e bastante pior que a dor física.

Por isso, antes da Mariana nascer preparei-me para tudo.

Não fiz grande publicidade da minha decisão e mantive sobretudo um espírito aberto para o que aí vinha.

Preferencialmente queria amamentar mas se não conseguisse o mundo não acabava.

Eu, própria fiz-me gente à custa de leite artificial.

 

A Mariana nasceu e as coisas começaram a correr normalmente. 

Tal como o leite!

O Pedro estava de licença e decidimos dividir as tarefas mas o homem não tinha leite.

 Eu tinha por dois....

Optámos por eu dar peito e o Pedro dar biberão, com o meu leite lá dentro!

Tivemos sorte porque a miúda é do tipo:

- Tudo o que vem à rede é peixe!

 

Quando o Pedro começou a trabalhar continuei mais ou menos com o mesmo sistema às vezes biberão outras vezes directamente do peito. Tive sorte mais uma vez porque nunca tive dores propriamente ditas nem mazelas dignas de nota. O pediatra chegou a receitar-lhe um suplemento para ir dando, não me calei e perguntei com ar de leoa enfurecida...pronta a defender a qualidade do meu leite!

- Se ela tem aumentado bem de peso, nunca esteve doente, é mesmo necessário???

A resposta foi um bocado inconclusiva...

- Sim, é melhor...mas se quiseres esperamos mais um pouco.

- Vamos esperar mais um pouco!

 

Mas...

.....

O plano era começarmos a tentar ficar grávidos lá para Setembro quando a Mariana tivesse 6 meses e fosse mais independente em relação ao meu leite.

Qual Setembro, qual quê???

Em Maio! Já estava.

Só dei conta que estava grávida porque durante dias a fio, substituí o Pedro pela sanita e o agarramento foi tanto que se fez luz nas nossas cabeças.

- Se calhar estás grávida.

- Se calhar estou...

 

A Mariana tinha pouco mais de dois meses e o médico alertou-me:

- Vamos vigiando, mas se calhar tens de deixar de amamentar.

O drama. O horror. E a tragédia!

Escolher a Luísa em detrimento da Mariana. Escolher a Mariana em detrimento da Luísa.

Um dilema do caneco.

 

A Mariana ainda está a ser amamentada e continua a ganhar peso. E a Luísa está bem.

Sempre com mil olhos no desenvolvimento da Luísa, no peso da Mariana e na minha saúde.

Mas tivemos de alterar o plano de alimentar a Mariana que tínhamos inicialmente traçado: leite materno até aos seis meses. 

A Mariana está com pouco mais de 5 meses e pesa quase 8 kg. O pediatra aconselhou-nos, tendo em conta também a minha situação, devíamos começar a introduzir alguns alimentos sólidos.

 

Assim, no sábado passado foi a estreia da Mariana.

Cozi cenoura. Para ela e para todos nós.

Uma família é assim mesmo. Um por todos e todos por um.

Ao lanche.

Eu, o Pedro, a Alice na sua cadeira e a Mariana noutra, todos juntos, à mesa.

Cada um com um pratinho de cenoura feita em papa.

Todos a comer com um sorriso a sua cenoura.

A Mariana comeu. A Alice ajudou a irmã a comer.

Não sei se gostou ou não. Não percebi. Não chorou e foi comendo. Com um ar de:

- O que é que está a acontecer? O que é que está a acontecer?

Internamente não aconteceu nenhuma tragédia. Nenhum desarranjo visível.

 

No domingo folgámos.

Segunda voltámos à carga. Desta vez: banana.

Os 4 com uma banana esmagada à frente.

A Mariana lá foi comendo. O objectivo é que aprenda a fazê-lo sozinha.

Vendo a irmã, o pai e a mãe a comer, esperemos que por imitação e com alguma ajuda também o faça.

O processo é muito mais demorado mas vale muito mais a pena (na minha opinião).

A Alice ajudou. Eu e o Pedro também, claro!

Desta vez, gostou. Muito.

Quando a Alice distraidamente não lhe deu banana atirou um guincho que se ouviu na China.

 

Por enquanto vou experimentar dar apenas um alimento por dia. Intercalando com dias em que o leite é rei.

Quando tiver seis meses introduzirei a sopa propriamente dita.

Uma coisa é certa, papas industrializadas nem pensar, leite artificial é provável que ainda o tenha de experimentar. Isto porque a fonte chamada Joana pode secar....

Logo se vê, logo se vê....

 

 

Há três anos no Quiosque!

Uma foto minha e do Vasco.

Apareço pouco mas apareço qualquer coisa.

 

Há dois anos no Quiosque!

Quando acharam que eu era amante de um senhor de idade....

 

Há um ano no Kiosk!

O que eu me ri com isto....

o corpo a mudar!

(desta vez já nem dei conta...)

o mistério da planta falecida...

12.08.19, Joana Marques

Era uma vez um rapazinho da cidade chamado Pedro!

Nascido em Lisboa. Mas criado no Montijo...

..podia ter aproveitado de alguma forma as brincadeiras de rua ou a ruralidade por terras Alentejanas onde viviam os seus avós.

Não!

Pedro tinha outro tipo de preferências.

Gostava de carrinhos telecomandados. Dinossauros. Achava alguma piada ao esqueleto humano tendo inclusive feito uma colecção qualquer onde em vez de cromos comprava todas as semanas uma réplica de um osso humano, para assim ter em sua posse um esqueleto! Ó senhores...

Devorou as cassetes do "era uma vez" que os pais compravam mensalmente através do Círculo de Leitores. E!

Lia livros atrás de livros. Ficção Cientifica. Ciência pura e dura. História. Ah! E, não esquecer tudo o que tivesse a ver com o funcionamento do corpo humano. 

Um aparelho respiratório deixava o rapaz em êxtase. O urinário em estado catatónico...

Quando a mãe lhe dizia, em pleno mês de Agosto:

- Pedro! Tens de sair de casa! Não queres ir à praia?

O miúdo olhava para a mãe, Sodona Ana Maria, com um ar de enfado e dizia-lhe:

- Só se formos ao museu de História Natural!

E lá iam todos juntos porque mal por mal o miúdo ainda apanhava 5 minutos de luz solar de casa até ao carro e do carro até ao museu.

 

O miúdo cresceu.

Sorte para ele, azar para a mãe, entrou em medicina.

Azar para a mãe porque percebeu que o curso era do caneco e que o miúdo ia ter de queimar pestanas até as galinhas terem dentes!

Sorte para o miúdo porque era esta a vidinha que ele gostava de ter.

 

O miúdo já homem, terminou o curso. Mas...

...um médico nunca pára de estudar. E isso deixava e deixa o rapaz com um misto de alívio e mais uma vez em estado catatónio. Catatónico bom!

(Imaginem que ganham o Euromilhões...é esse estado!)

 

Um dia. Em 2018. Entrou no consultório dele uma pessoa.

Eu!

Com outra pessoa ao colo. 

A Alice!

E depois de perceber que as coisas estavam bem para o lado da Alice concentrei-me no homem.

Giro! Que se farta!

Um ar saudável e bronzeado! Deve fazer surf. Ou ténis. Será que anda a cavalo???!

Ainda por cima é giro. 

E o sorriso???

Uau! É tão giro!

Deve jogar futebol!

 

Não....

O homem tem um ar saudável e moreno que herdou do pai. A genética às vezes até é amiga...

..isso e tenho quase a certeza que as luzes do bloco operatório têm o mesmo efeito que as de um solário!

 

Este homem tem umas mãos que parecem seda! Porque passar as folhas de um livro de um lado para o outro...não faz calos!

Ainda bem, para os pacientes dele...não é suposto fazer uma esfoliação no rim ao mesmo tempo que o está a operar....

 

Adoro plantas e flores.

Aqui por casa tenho vasos e vasos cheios de flores.

Uma delas é uma espécie de orquídea que é por assim dizer....é como se fosse minha filha!

É o Vasco do mundo vegetal!

Dá umas flores brancas lindas. Um pouco diferente da orquídea tradicional.

Ontem estava linda! Tanta flor. Um encanto para os olhos.

 

Hoje de manhã as flores tinham caído. Todas.

Hoje pela tarde as folhas começaram a secar.

Assim de repente. A planta começou a morrer!

orq.jpg

Eu! Em choque, absoluto!

O Pedro admiradíssimo a olhar para a planta. Abriu a boca para:

- Que estranho, Joana, vê lá tu que ainda ontem a reguei com a água das beringelas!

-Como?

 

Aqui em casa adoramos beringelas.

Uma das formas de a cozinhar é corta-la em rodelas e colocar as rodelas em água e SAL!

Para que percam o amargo que têm naturalmente.

Depois envolvo-as em ovo batido e em pão ralado que não é pão ralado: linhaça, amêndoa, trigo sarraceno e aveia tudo feito em farinha.

É só colocar no forno. Acompanhamos a maior parte das vezes com uma salada!

ber.jpg

Estive uma parte do dia a tentar salvar a planta.

Não sei se vou conseguir....neste momento está assim para o:

- Ai! Socorro! Estou que nem posso!

- Ai! Que eu morro...

- Ai! Que vai ser agora...

...entretanto tirei-lhe um rebento que tinha e transplantei-o, com as minhas mãos de camionista...

 

Castigo Máximo. Para o Kiosk!

12.08.19, Joana Marques

Saí do Kiosk por um dia!

Sem sair do bairro...

 

Primeiro foi a surpresa.

Depois a incompreensão. Porquê eu...

Com mil Slimani's, depois....

...e outros tantos: será que estarei à altura?

Disse que sim!

 

Sou sportinguista há precisamente 38 anos, 5 meses e 23 dias.

Exactamente aqueles que tenho de vida.

Tenho muitas histórias para contar e partilhar. Tantas que tive dificuldade em escolher.

Depois de escolhido o episódio.....

....foi só deixar a escrita fluir. Muito difícil para estes lados! Muito, muito difícil..

 

Agradeço de coração ao Pedro Azevedo por se ter lembrado de mim.

Pelo convite! E por me dar um pouco de espaço no seu blog.

Em tempos difíceis, são as memórias que muitas vezes nos dizem...que melhores dias virão..

 

Podem ler tudo, tudinho...aqui!

não se pode apressar o amor

10.08.19, Joana Marques

5 ovos.

150 g de açúcar artesanal (coco + mascavado).

Com a ajuda de uma batedeira transformo-os numa nuvem.

 400 ml de leite de coco.

Envolvo-o na nuvem.

Junto 3 colheres de sopa de farinha de coco.

Incorporo. 

Uma chávena de fruta. Hoje usei papaia.

E a nuvem fica pronta.

Pronta. Pronta. Não!

Não se pode apressar o amor.

 

Numa panela coloco água.

E, em lume muito brando.

A nuvem vai cozer em banho Maria.

Tapada.

Durante 45 minutos a uma hora.

Tanto tempo?

Sim!

Não se pode apressar o amor.

 

No final vai valer a pena.

Tirar a nuvem do lume e esperar, sem destapar, mais 60 minutos.

Isso é para lá de muito tempo!

Sim, mas....

... não se pode apressar o amor!

 

Colocar no frigorífico.

O ideal é que passe lá umas 12 horas.

Uma noite...

Cozinhar é um ato de amor. E...

....não se pode apressar o amor...

 

Daqui a pouco está pronta a mais delicada das sobremesas.

Tal e qual como o amor.

Foi preciso muita persistência para chegar ao ponto certo.

Tal e qual como o amor.

Foi preciso uma combinação perfeita de ingredientes para resultar.

A temperatura. O tempo. Errar! E um dia acertar!

Tal e qual como o amor.

E o amor...

...bem, não se pode apressar o amor.

 

Daqui a pouco vou servi-la.

O Pedro vai pôr uma música para nos acompanhar.

Vai-me dizer coisas bonitas ao ouvido.

E abraçar. Devagarinho.

Porque não se pode apressar o amor.

 

A Mariana vai ignorar.

Vai estar a dormir com os bracitos para cima.

Abertos. Como se estivesse a comemorar um golo do Sporting.

 

O Vasco e a Gabi vão implicar um com o outro.

A Gabi vai chatear o Vasco.

Ele vai responder.

Vão ficar nisto. Até o Vasco se fartar.

 

A Alice vai aparecer vinda de uma qualquer brincadeira.

Vai dançar a música escolhida pelo pai.

Mas quando perceber vai...

aos gritos. Dizer:

- Também quero! Também quero.

- Sou a primeira. Sou a primeira.

 

E eu.

Vou agarra-la. E dizer-lhe:

- Calma, Alice. Não se pode apressar o amor. Não se pode apressar o amor.

💚💚

 

Há três anos no Quiosque!

Um almoço daqueles de cortar os pulsos.

Eu, a minha solteirice e os homens tristes que me apareciam à frente.

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma reflexão sobre estar fora do país e a responsabilidade que sentia!

Não sei se neste momento o Quiosque é lido por alguém que está fora do país como eu estive.

Se sim, um abraço forte....

 

Há um ano no Kiosk!

Aqueles diazinhos em que a Mariana se chamou Guadalupe!

 

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o amor deve ser SEMPRE recompensado!

09.08.19, Joana Marques

5h30 da manhã.

Todos os dias. A hora certa para eu acordar.

O Pedro entre sonos e sonhos bem tenta segurar-me de alguma forma mas tornei-me perita em esgueirar-me sem ele perceber.

Mal saio da cama vou espreitar as miúdas. Sempre acompanhada pelo Vasco.

Faço o pequeno almoço.

Como.

Preparo os pequenos almoços das pessoas aqui de casa.

Em dias de mais inspiração faço um bolo e tomo banho enquanto está no forno.

A Mariana acorda entre as 7h e as 7h30 e a Alice um pouco depois.

O último a acordar aqui em casa é o Pedro. Porque está de férias...e adora dormir!

 

A Gabi normalmente dorme no sofá do escritório.

Não é uma assoalhada frequentada pelo Vasco a não ser que eu lá esteja.

Acorda quando o Pedro acorda.

Aparece para dar os bons dias ao seu humano preferido.

É raro vê-la logo de manhã.

Encho as taças de comida dos dois mas o sono fala mais alto.

 

Hoje foi uma excepção.

Apareceu. Visitou o Pedro no quarto. E depois apareceu na cozinha...

Eram 6h15 da manhã e eu estava preparada para o meu passeio matinal.

Quando não estava grávida corria. Agora que estou grávida aproveito para caminhar.

O Vasco faz o sacrifício e acompanha-me. A Gabi hoje, também!

 

Como era muito cedo, quase não se via gente na rua.

Fui caminhar junto à praia.

De regresso a casa, deviam ser perto das 7 horas da manhã estava um casal mais ou menos da idade dos meus pais. Sentados.

O senhor viu-me passar com os cães e fez-lhe festas.

Grande erro!

É tudo nosso, pensou a Gabi e pôs logo as patas no colo do senhor.

O senhor continuou a fazer-lhe festas e perguntou-me o nome.

É tudo nosso, pensou a Gabi, deu um pulo e sentou-se ao colo do senhor.

É tudo nosso, pensou o Vasco e encostou-se ao senhor e cheirou-lhe uma orelha.

O senhor deve ter sentido e virou-se.

É tudo nosso, pensou o Vasco e deu um beijo na boca, daqueles cheios de molhanga e com uma língua de meio metro.

O senhor foi apanhado de surpresa e começou-se a rir.

É tudo nosso, pensou a Gabi e começou a beijocar o senhor do lado oposto ao Vasco.

A mulher do senhor chorava a rir. 

Eu, bem puxava a trela e chamava pelos cães antes que alguém os prendesse por atentado ao pudor....

O senhor pediu à mulher para lhe tirar uma foto enquanto recebia aquele banho de amor...

 

Regressei. A casa.

Dei-lhes um biscoito extra...o amor deve ser SEMPRE recompensado!

 

Há três anos no Quiosque!

Foi destaque no sapo.

Até essa altura nunca tinha tido tantas visualizações. Tive mesmo muitas.

É um dos posts mais lidos de sempre no blog.

Todos os dias é lido sobretudo no Brasil (não sei bem porquê...alguma partilha feita, talvez!)

Chama-se desabafos de uma mulher solteira e é sobre a minha solteirice crónica da época. 

Mal eu sabia...que um dia iria ao médico...e pimba!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

O melhor ovo kinder...não é bem um ovo kinder!

 

Há um ano no Kiosk!

Para ser feliz...é preciso uma vida sem grande bagagem..

 

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um brinde aos dias lentos

08.08.19, Joana Marques

Um dia. Hoje.

Uma casa. A minha.

Um passeio. Com todos.

Abraços. A rodos. A todos. Aos meus.

Beijos. 

Um bolo. De chocolate.

Aguarelas. 

Um livro. Para folhear.

Um blog. Querido. Para ler e devorar.

Uma música.

Viver. Devagar.

 

Um brinde aos nossos dias.

Sem correrias.

Os dias grandes. Os dias lentos.

São sempre os melhores dias. 💚

 

 

Há três anos no Quiosque!

Foi neste post que eu apresentei o Vasco ao mundo!

(tem a fotografia mais.......

......nem vou adjetivar, digam de vossa justiça!)

 

Há dois anos no Quiosque!

A Feltro Linhas e Cia!

Têm de ver ou rever....vale muito a pena!

 

Há um ano no Kiosk!

Um tema que nos apaixona MUITO!

Comida...meus amigos. Comidinha...

Joana responde a Manuel Rodrigues...

05.08.19, Joana Marques

Estava eu.

Em casa. Tentando digerir o indigerível.

Quando me deparo com um elefante no centro da sala.

Um mail, para ser mais rigorosa.

manuelRodrigues.jpg

Preparados?

Apertem os cintos...

Então não escreves nada?   

Não, não estava a pensar escrever. Embora este blog tenha posts que fazem chorar a calçada portuguesa em uníssono, normalmente gosto de passar uma mensagem positiva e optimista.

Como podes perceber hoje não é o dia ideal para tal mas vou tentar.....

 

Calada?

Nunca.

É mais forte do que eu.

Eu bem tento ser uma pessoa mais ponderada e pensar em tudo o que deito cá para fora.

Desde que sou mãe ainda tenho feito mais esforço mas confesso que é difícil.

Tenho sempre de dizer a última palavra. 

Melhor. Tenho sempre de dizer a primeira palavra. A segunda. Concluir.

E encerrar a conversa. 

 

Sem coragem?

Não diria que estou sem coragem.

Azia...parece-me uma palavra mais adequada.

E como sou contra os químicos tenho de gerir isto sozinha.

Caro Manel...não tem sido fácil mas eu chego lá!

 

Mau perder?

Por acaso até tenho um bocado.

Detesto perder.

Corrói-me por dentro mas ao longo do tempo tenho tentado gerir isso de uma maneira mais civilizada.

É como se tivesse comido beringela com soda caustica...estás a ver??

Não deves estar, pelo teu tipo de escrita não me pareces vegetariano. 

No fim do mail nem beijinhos....o que é isso, Manel???

 

hahaha!

Querido Manel, não sei o que responder a isto.

Eu costumo escrever: Ah! Ah! Ah!

Mas o que seria do mundo se toda a gente gostasse do amarelo eu por exemplo gosto do verde...podes ficar com o amarelo todo para ti. 

 

O que tens a dizer dos 5 a ZERO???

Dizer-te querido Manel que para mim não foram 5-0. Porque ontem consegui digerir o primeiro golo e neste momento estou a tentar com todas as forças digerir o segundo. Mas...

...não te apoquentes, homem de Deus!

Eu chego lá....só preciso de mais tempo.

Suspeito que a minha costela alentejana me esteja a trair...e daí a demora. Baby steps, amor...baby steps.

 

E do Bruno Lage???

Ora bem...o que terei a dizer de Bruno Lage.

Como não é do Sporting não o conheço muito bem. Isto porque a minha vida clubística passa apenas e só pelo Sporting. A realidade é essa e só essa. Mas....

...já tenho apanhado o senhor na televisão e ouvido algumas coisa que diz. Posso dizer que até prova em contrário me parece uma pessoa coerente, decente, com bom senso e ao contrário de muito boa gente que por aí anda não é incendiário. E sendo assim, desejo-lhe sorte na vida como todas as boas pessoas merecem...excepção feita quando joga com o Sporting. Mas...

...o Sporting tem de fazer por isso. A sorte é importante mas o esforço, a dedicação e a devoção é que nos levam à glória. 

 

E o teu marido já te deixou? 

Diz o Manel que lê o blog desde 2017 e por isso sendo presença assídua pode dizer-me onde é que eu escrevi que casei por objectivos?

Parece-me que só assim é que se explica esta pergunta.

Agora que penso..

..querem ver que casei MESMO por objectivos ??? 

OMG! E para complicar mais a minha vida!

Esses objectivos estão indexados aos resultados do Sporting???

Deixa cá ver....

O Sporting ganhou a taça da liga 2017/2018. E o Pedro como prémio casou-se comigo.

Como o Sporting ganhou o campeonato de futsal nesse ano. O Pedro esse grande querido, amor da minha vida, desta reencarnação e das próximas...engravidou-me. 

Este ano o Sporting ganhou a taça da liga outra vez e a taça de Portugal e como prémio...toma lá a Luísa!

E agora. Com mil Slimanis...

...perdemos a Supertaça! Nem posso acreditar, querido Manel! Foi bom enquanto durou...muito bom enquanto durou...

Neste momento até estou agradecida do Sporting não ir à liga dos campeões. Já viste a minha vida se o Sporting a ganhasse?? No mínimo uma gravidez de quíntuplos....tendo em conta que não sou uma super mãe...ia ser do caneco!

 

Agora mais a sério, Manel. Vou te dar um conselho...

Junta:

óleo de amêndoas doces, um pouco de manteiga de karité e um emulsionante.

À mistura anterior, junta água e uma pitada de glicerina.

Vitamina E e umas gotinhas de óleos essenciais.

Eu gosto de alecrim.

Mistura tudo. E tens aí um creme natural....do melhor!

Depois passa no cotovelo esquerdo. E depois no direito. E vais ver que o alivio é imediato!

Quando o Pedro passa muitas horas em cirurgia é este creme que eu uso para lhe fazer uma massagem nas pernas e nos pés. Antes que o homem comece a ter má circulação e calosidades...

Má circulação e calosidades num casamento por objetivos. Deus me livre! Até vou mudar de pergunta....

 

As tuas filhas'????

Esta pergunta..não percebi.

Não sei se é para saber como estão.

Estão bem, obrigada!

A Alice está uma crescida. Fala que se farta. Dá mais pontapés na língua portuguesa do que o Sporting deu ontem na bola, nitidamente sai à mãezinha dela que como podes ver e ler, escrever bem não é o meu forte......

A Mariana é muito calma, tal e qual o pai. Espero que não ache que eu sou mãe dela por objectivos indexados aos resultados do Sporting...tendo em conta o jogo de ontem é bem capaz das próximas fraldas não serem agradáveis.

A Luísa está na sua fase peixe. Nada que se desunha mas pequeno ser ainda é do tamanho de um maracujá e ainda não a sinto.

Era isto que querias saber? Ou querias saber se tal como o Pedro as miúdas já me deixaram?

A Alice ainda não o fez mas quando fez anos oferecemos-lhe uma bicicleta. É capaz de ter sido um erro.

É miúda para dar corda às pernas e pôr-se a andar daqui para fora.

No próximo aniversário vou oferecer-lhe uma gamebox.

Se fugir. Foge para Alvalade!

 

A Mariana ainda não me consegue deixar. 

Ainda por cima depende de mim para ser alimentada.

Esquece. Esta não vai a lado nenhum...por enquanto.

 

A Luísa. A Luísa está presa. É a vida! 

 

Deste os parabéns aos gloriosos que conheces???

Gloriosos, presumo que signifique adeptos do Benfica? 

Não dei a todos porque como podes perceber e compreender fiquei meia agastada...

Dei aos mais emblemáticos, aqueles que eu sei que vibram muito e que me são próximos ou foram....

Liguei à Rita minha cunhada e dei-lhe os parabéns. Ela agradeceu e foi simpática comigo porque me conhece e sabe que eu, Joana estava feita em pedacinhos pequeninos. Uma querida!

Dei os parabéns ao rapaz do #rumoaoesquecimento mas as minhas mensagens de messenger devem ir parar ao spam. O mau perder não é só no futebol...caro Manel!

Dei os parabéns a um ex-colega meu de trabalho que é do Benfica. Nunca pertenceu à minha equipa de trabalho mas cheguei a trabalhar com ele algumas vezes em projectos da minha ex-empresa. É muito boa gente, é uma pessoa do bem. Chama-se Salvador.

E pronto! Também não sou a madre Teresa de Calcutá....

 

O que tens a dizer????Do Sporting????

Hummmmm.

Deixa-me ver. Deixa-me ver....

Tenho a dizer que o Sporting é um dos grandes amores da minha vida. E isso é até que a morte nos separe.

Tenho a dizer que o dia de ontem correu mal. Muito mal.

Mas...

....tenho 38 anos de vida. Para o meu pai sou um bebé. Para os meus sobrinhos sou uma pessoa experiente e de idade avançada. O que aprendi nestes anos de vida é que tudo é relativo. Nada é tão bom como aparenta...mas também nada é tão mau como pode parecer à primeira vista.

Aprendi também que às vezes uma derrota de 5-0 é preferível a uma derrota de 1-0. Tenta lá seguir o meu raciocínio, Manel!

Uma derrota de 1-0 é vista como aceitável e segue...nada mais se faz.

Uma derrota de 5-0  abala-nos. Deixa-nos mal mas obriga-nos a mexer. Repensar. Olhar para dentro e corrigir os erros.

Hoje é segunda-feira. Uma nova semana começou. Novas oportunidades surgirão.

Hoje é segunda-feira e nem consigo sequer imaginar o que vai na academia ou em Alvalade.

Não deve estar a ser fácil mas....

....toca a reagir. Trabalhar mais. Para a próxima vez corre melhor. Na vida há dias mesmo muito maus...o dia de ontem já passou. Foi tão mau que agora só pode melhorar!

Não me identifico com as vozes que dizem que o treinador deve ir para a rua, os jogadores, o presidente, a bola de futebol, a camisola verde e branca e tudo o que respire. 

Não me identifico com quem assobia os jogadores.

Não me identifico com quem atira cadeiras num estádio de futebol e parte para a violência.

Não é aos gritos que se resolvem os problemas. 

É com a cabeça erguida.

É com vontade.

É com trabalho. Muito trabalho. Muito, muito trabalho!

Ser do Sporting é ser parte da solução nunca do problema.

 

KKKKiosk?? E agora??

Não percebi esta pergunta...

....nunca fui nenhum génio é certo e isto de estar grávida não ajuda muito. Todo o meu corpo está direccionado para tornar a Luísa numa miúda com todas as peças, coração Sportinguista incluído.

Será que tem a ver com o nome do blog? De ter passado de Quiosque para Kiosk?

Vai continuar Kiosk, claro! 

 

Bruno de Carvalho??? Qual é a tua posição???? Volta ou não volta?

 

No meio é que está a virtude e por isso vou começar por responder à pergunta do meio.

Neste momento a minha posição é sentada. Mas...

...deve ser sol de pouca dura porque a Alice e a Mariana devem estar a acordar da sesta. 

Bruno de Carvalho. Não volta.

Para ficar tudo esclarecido até ao fim, aqui vai.

Votei em Bruno de Carvalho a primeira vez que se candidatou e perdeu. 2011 penso eu.

Voltei a votar em Bruno de Carvalho em 2013. Ganhou.

Nunca me identifiquei com o estilo mas reconheço-lhe algum trabalho. O pavilhão, por exemplo. 

Em 2017, não votei nele porque estava fora do país. Se estivesse em Portugal teria votado nele até porque a alternativa era Madeira Rodrigues. 

Não consigo perceber o que se passou entretanto. Andava eu na minha vidinha. Recebi a Alice. Apaixonei-me pela Alice, tornei-me mãe. Conheci o Pedro. Apaixonei-me pelo Pedro. Casei com o Pedro...por objectivos, é certo...

...e de repente o meu Sporting..tinha mudado de tom. 

Não me identifiquei na altura e nunca me irei identificar.

Votei a favor da destituição. 

Já escrevi uma vez no blog..o Manel deve saber porque é fã do Kiosk, certo?

Não votei em Frederico Varandas.

A partir do momento em que ganhou as eleições passou a ser o meu presidente. 

Até ao momento penso que está a fazer um bom trabalho. Como a minha avó dizia:

- Roma e Pavia não se fizeram num dia.

E por isso é natural que os resultados demorem algum tempo a aparecer.

É mais ou menos como ser mãe.

Olho para a Alice e para a Mariana e não sei bem se estou a fazer um bom trabalho...

...tenho dúvidas muitas vezes. A verdade é que ser mãe é um trabalho de formiguinha, vou vendo resultados é certo mas o resultado final..só para daqui a uns 18/20 anos. 

 

Penso e espero que não seja preciso tanto tempo para ver resultados no Sporting. Mas...

....vai demorar tempo.

Penso e espero não estar enganada em relação ao trabalho que está a ser feito mas tenho confiança. TENHO CONFIANÇA. 

Relativamente ao Sporting sou uma romântica daquelas muito ceguetas que só vê a parte boa. Porque na verdade quando o amor se mistura com paixão e enamoramento...ouvem-se passarinhos a cantar, leões a passear, vistas verdes...e a vida é um algodão doce cor de rosa. Simples e bom.

 

Espero ter respondido a todas as questões, Manel Rodrigues.

E em caso de dúvida! Força...

Pergunta!

Tenho todo o gosto em esclarecer! 

Até um dia destes...

 

Posso fazer-vos duas perguntas?

03.08.19, Joana Marques

 

Abracem!

Não tenham medo. Nem vergonha.

Abracem! Hoje. Já!

A mãe. O pai. 

O marido. A mulher.

Os vossos filhos.

Agora! Agora!

O conhecido. O desconhecido.

 

Um abraço! O abraço!

O namorado. A namorada.

O tio. O primo.

O vizinho.

Abracem!

 

Entreguem-se!

 

Abracem!

Abracem!

Imediatamente!

Nunca parem de abraçar!

Abracem a vida!

Abracem a chuva. O vento. E o sol!

Abracem a noite. 

Juntem-se três ou quatro e abracem o Bruno Fernandes.

Não o deixem sair do Sporting!

Abracem o Verde. E o arco-íris.

Abracem a formiguinha do jardim.

(o Vasco acabou de fugir daqui...formigas?? Pronto...endoidou de vez...ainda se fosse um frango assado!)

Abracem o amor. A ternura. 

Abracem os vossos amigos!

Abracem o que a vida tem de melhor.

 

Abracem o Vasco. A Gabi.

Abracem a Alice. A Mariana. E a Luísa.

Abracem o Pedro. Não demasiado que eu sou ciumenta!

E se me virem a mim. Abracem-me também. Até ouvirem os meus ossos estalar.

 

Hoje.

Este Kiosk abraça-vos!

 

E vocês...já abraçaram alguém hoje?

Estão à espera de quê?

(vídeo)