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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

4 anos de Vasco. Segunda história...

27.04.18, Joana Marques

O Vasco ainda não tinha dois anos.

 

Uma amiga minha tem uma casa no Funchal e aproveitei para lá ir passar uns dias.

Uns dias antes encontrei-me com ela em Lisboa. Entregou-me a chave.

E eu preparei-me para uns dias de descanso absoluto.

O Vasco foi comigo. Grande erro.

 

Aproveitei para caminhar.

Subi ruas. Desci ruas.

Às vezes com o Vasco.

Outras vezes sozinha.

 

Um certo domingo.

Num dos passeios. Passei à porta de uma igreja.

Estava a decorrer a missa.

Estava tão cheia a igreja que muita gente estava à porta porque não tinha conseguido entrar.

Passei com o Vasco.

As ruas estavam engalanadas. Havia festa.

E uns escuteiros tinham uma banca. Para quando a missa terminasse vender qualquer coisa. Bolos, provavelmente. E, mais tarde, percebi que também estavam a vender calendários.

 

No regresso.

A missa já tinha terminado.

Estava uma imensidão de gente

O Vasco ia pela trela. Mas ao passar pelas pessoas. Sem querer. A trela foi-se.

Não fiquei muito preocupada. Porque o cão consegue encontrar-me até na lua.

Olhei para ver se o via. E decidi subir a um murinho para ver melhor..

Quando estava para subir o muro ouço alguém dizer:

- Ah! Ah! Estás a ver ali aquele cão a assaltar os escuteiros??

 

Toda a minha vida passou diante dos meus olhos.

Podia ter fugido.

Para o continente.

E deixa-lo lá. Na ilha.

Alberto João Jardim que tomasse conta da ocorrência.

Que resolvesse o pepino....

 

Mas não....

....fui ter com os escuteiros. Paguei quase 50€ de bolos.

E comprei calendários. Para compensar de alguma forma as pobres almas, assaltadas.

Naquele ano. Todos. Da família Marques receberam um calendário, no Natal.

Cortesia de Vasco Marques.

 

 

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