Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quiosque da Joana

03.09.18

5 segundos depois. Passamos à frente...

Joana Marques

Eu. Joana. A rainha das fotos tortas.

Eu. Joana. A rainha das fotos cortadas.

Fui desafiada pela Carol.

Para falar sobre fotografia.

O desafio da Carol chama-se: 10 dicas. Foto que não é para os likes.

Joaninha assobiou para o lado e resolveu aldrabar um bocado o desafio.

Mil desculpas Carol. Compreendo que me queiras dar um tiro e tudo...mas as minhas dicas. Não são bem dicas...

 

No final do ano passado estabeleci as metas para este ano de 2018.

Uma das resoluções que sempre acompanha as minhas metas para os novos anos é: aprender a fazer, pelo menos duas coisas novas.

Uma delas, defini mais tarde, seria aperfeiçoar a fotografia.

No que é que eu me fui meter. 

Valha-me Slimani e a sua tropa toda! 

O processo tem sido tudo menos fácil. E vou chegar ao final do ano com uma sensação de frustração como nunca senti.

O meu primo António que me está a ensinar, possivelmente, está há 6 meses a tentar inventar uma desculpa com o propósito de não entrar em esgotamento nervoso...

- Joana, não posso, estou a caminho de um retiro espiritual no Iraque. Tenho pena, muita pena mas não vai dar...

 

Aqui ficam as minhas dicas.

Não são dicas. São algumas aprendizagens que já fui fazendo. 

 

      1.

Álbum.

Muitas vezes, em visita a casa dos meus pais, eu e os meus irmãos acabamos por nos pôr a ver os álbuns de fotografia.

Cada um de nós tem o seu.

O da minha irmã Sofia tem tudo. Desde a mecha de cabelo. Fotografias bem coladas. A primeira palavra. O brinquedo preferido.

O do meu irmão tem fotografias coladas.

O meu. Bem, em abono da verdade não se sabe bem como vim parar aquela família.

Já tem nome. Porque eu escrevi o meu próprio nome. Já tem fotografias coladas porque eu as colei. 

A verdade é que o álbum de fotografia é um pretexto para estarmos todos. Para conversarmos. Para recordarmos.

Não sei muito bem porquê nas fotos onde apareço há sempre um joelho amassado, um galo na cabeça ou um penso no braço.

Parece mentira mas em criança só me tiravam fotografias quando Joaninha estava em modo avariado.

 

Quando soube que a Alice ia chegar foi das primeiras coisas que comprei.

Eu sei que há uns álbuns digitais lindos e maravilhosos. Mas não era desses que queria.

Era um álbum como o que eu tive em criança. 

Todos os meses preencho uma folha com novas fotografias.

Também já comprei um para a Mariana.

E quando eu e o Pedro nos tornámos uma família comprei um para nós como família.

O objetivo é preencher cada ano uma folha do álbum.

Este ano, foi o ano do nosso casamento.

O ano em que fomos com a Alice à Eurodisney. O ano das orelhas da Minnie.

O ano em que somos 4.

Para o ano, seremos 5 e outra página se escreverá da nossa história.

E assim se vai construindo uma família.

 

     2.

Equipamento.

Um fotografo a sério vai dizer que não é o equipamento que faz uma boa fotografia.

Até certo ponto concordo.

Quando comecei o meu desafio fotográfico, as fotos tortas e os edifícios cortados eram mais do que muitos.

A verdade é que tanto tiro fotos tortas com a minha máquina velha e rasca como com uma topo de gama.

Mas...

....quem já tem alguma maturidade fotográfica, não é o meu caso, um bom equipamento ajuda. E muito.

Tirar uma foto com a minha máquina fotográfica miserável ou com a máquina do meu irmão (uma Canon gama média) é muito diferente. Com a máquina do meu irmão as fotos ficam muito mais nítidas, os pormenores conseguem se ver, na minha nem com binóculos. É apenas um borrão lá ao fundo..

Se tirar a mesma foto com a máquina do meu primo António (uma Canon, topo de gama), nem vamos falar nisso. Não vale a pena humilhar as outras máquinas fotográficas.

Se dominarem muito bem a máquina e tiverem conhecimento de tudo aquilo que ela é capaz de fazer, então o céu é o limite. E é aqui que a fotografia se torna arte.

Ah! Um Iphone tira muito melhores fotos que o meu telemóvel de marca branca que comprei na Noruega....

Ah! E um tripé dá um jeito do caneco!

 

 

     3.

Edição.

Antes do meu desafio fotográfico a edição era assim um tema mais ou menos como o sistema digestivo da mosca da fruta.

Aqui, neste meu computador, não sei como, nem porquê tenho um programinha que tem uns quantos filtros. 

Era mais ou menos o que fazia. Punha a foto a jeito e fazia experiências.

Ah! Às vezes também cortava as fotos. E era só.

Não é que atualmente faça muito mais. Não faço. Não tenho tempo. Não tenho paciência. 

Mas...

....já consegui apagar uma estronça de uma grua que ficou numa foto que tirei ao Palácio Nacional de Sintra.

Toma lá que é para aprenderes! Lontra...

Por causa disto comecei a olhar para as fotos de outra forma.

Aquele pássaro que apareceu numa foto e que era preciso uma grande sorte, provavelmente foi posto lá.

A água do mar naquele dia estava azul normal mas com a edição passa a estar AZUL! 

Nem todas as fotos são manipuladas, claro que não mas muitas, muitas são....

Ah! E as minhas fotos tortas conseguem ter uma nova vida...

...nem todas.

Algumas passam de tortas a desfocadas.

Enfim..pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

 

     4.

Tempo.

Para tirar boas fotos é preciso tempo.

E às vezes esse tempo é completamente desperdiçado. Se a fotógrafa for eu.

Quantas vezes tiro fotos de receitas que faço para o blog. 

Desarrumo loiça. Sujo loiça. Ponho a comidinha a portar-se bem no prato.

Tiro as fotos.

Como a comidinha.

E quando vejo as fotos. Oh! Não...

...vou ter de repetir o processo todo outra vez.

 

Ah! E existe o outro tempo....

...uma pessoa quer porque quer tirar uma foto linda e maravilhosa ao Padrão dos Descobrimentos.

Organiza a vida e marca para aquele dia, às tantas horas.

Chega lá com uma motivação à prova de bala. Máquina fotográfica na mão. E...

....com mil Slimanis!

Devia-me ter lembrado, estamos na época alta de Japoneses em Lisboa. Bonito serviço! Para a próxima planeia melhor.

Algumas fotos, só cedo. Muito cedo! 

 

 

     5.

Saber ver.

O melhor ângulo. Conseguir ver a diferença para poder tirar uma foto diferente.

Assim é um bom fotógrafo.

Podem ser tiradas milhares de fotos à Torre de Pisa todos os dias. 

Todas iguais. Quando a foto é tirada por alguém que sabe ver...

...a diferença está lá. 

É claro que se for eu a fotografar a Torre de Pisa a diferença também está lá....

....só para contrariar, tudo e todos.....a Torre vai aparecer direitinha.

 

 

     6.

Luz.

Não sei se é só comigo mas só consigo tirar fotos de dia.

Bem posso querer fotografar a receita que fiz para o jantar mas se o fizer quando não tiver luz natural a foto nunca fica nada de jeito.

As que são tiradas durante o dia também não, mas mesmo assim ficam mais apresentáveis.

Para mim é uma questão importante.

Em dias tristes.

Chuvosos.

Muito cedo ou muito tarde é certo e sabido que as minhas fotos ficam indescritíveis.

Mesmo. Mesmo más...

...ainda piores do que o normal...

 

 

     7.

Paciência.

Quando estive em Zanzibar, comprovei mais uma vez, que o Pedro é a minha alma gémea.

Ele sabe do meu desafio fotográfico e disse-me assim no primeiro dia.

- Não queres despachar já as fotos?

O que ele queria dizer era: despacha lá isso para podermos começar a viver...

Como eu o entendo. É tal e qual assim que trato a fotografia.

Perder tempo com fotos não é a minha praia.

Paciência é uma virtude para quem quer ser um bom fotógrafo.

Por várias razões.

Pode ter de esperar horas infinitas até aparecer o carro da cor certa.

A pessoa com o chapéu de chuva certo.

Ou apenas aparecer uma pessoa que se enquadre no espírito dessa fotografia.

E depois mais uma vez editar! Mais tempo.

Esta é uma das razões porque faço muito poucos passo a passo no blog. Muitas fotos. Uma seca do caneco....

 

     8.

São Pedro.

Dá jeito. Bastante, até! Perceber de meteorologia.

Então não é que Joana. A triste.

Acordou um destes dias de manhã e foi ao terraço. Estava frescote.

E nevoeiro.

O Pedro juntou-se a ela. E...

- E se fossemos ao Cabo da Roca?

- Boa!

Família Rebelo. Rumo ao Cabo da Roca.

Família Rebelo saiu do carro. E família Rebelo não via um palmo à frente do nariz. 

E as fotos ficaram assim:

1 (48).JPG

É mais fácil encontrar Kim Jong Un, aquele rapazinho da Coreia do Norte em toda a Ásia do que um farol em dia de nevoeiro.

Onde está o farol??

Alguém viu o farol?

Desapareceu um farol do Cabo da Roca...alvissaras a quem o encontrar luzidio e com saúde!

Ah! Nem farol, nem Dom Sebastião....

....nem foto.

 

 

     9.

Pensar para além da foto.

Porque existem anomalias que podem ser reparadas. Provavelmente nem todas. Digo eu...

Se eu tirar uma foto a um edifício e estiver um sinal de trânsito à frente é melhor que o sinal de trânsito fique "na parede do edifício" e não a apanhar a janela.

É mais fácil tira-lo e reconstruir a parede.

Do que reconstruir a janela.

Pelo menos para mim que sou uma leiga.

Provavelmente os fotógrafos como deve ser, são capaz de reconstruir janelas com um passo de mágica.

No meu caso não correu bem....

 

 

     10.

Cuidado com o cão.

O meu já comeu um cartão de memória uma vez. 

Todo o cuidado é pouco....

 

 

Para concluir.

Admiro muito o trabalho de um fotógrafo.

A verdade é que...

....olhamos para uma foto.

Gostamos.

5 segundos depois...

....passamos à frente.

E não nos lembramos que aquela foto tem horas e horas de trabalho.

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Não escrevi nada.

Nem uma linha.

 

Há um ano no Quiosque!

Não escrevi nada.

Nem uma linha.

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

22 comentários

Comentar post

Joana Marques

foto do autor

Sigam-me

contador de acesso grátis

Links

Grupo no Facebook de Partilha handmade! 💝

As histórias do cão! 🐶

Tricot 🌺

Crochet 🌻

Receitas 🍳🥦🥧

Planear ⌚📅 📊

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D