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Quiosque da Joana

19.01.18

o trolley...

Joana Marques

Uma vida passada a viajar e a trabalhar em aviões percebi que tanto mulheres como homens viajam cheios de tralha.

Não todos. Claro! Mas a maioria.

 

Quando viajo gosto de ir leve.

Só o indispensável tem lugar. E mesmo assim, muitas vezes fica de fora...

Por exemplo, não levo maquilhagem nenhuma. Até porque não uso muito no dia a dia.

Quando viajo é absolutamente desnecessária.

Levo roupa escolhida a dedo. Que ocupe pouco espaço. E que se lave facilmente.

Nunca levo 3 ou 4 biquínis, por exemplo. Escolho um e já está.

Já viajei com amigas que levavam um look diferente para todos os dias.

Secador de cabelo e cheguei a viajar com pessoas que levavam o ferro de engomar.

E sapatos. Muito sapatos. O champô e o amaciador que usam. E o creme hidratante. E mais uma quantidade de coisas completamente desnecessárias.

Fazer uma mala destas deve ser um pesadelo. E desfazê-la ainda pior.

Detesto desfazer malas...para mim é o pior da viagem.

 

 

Estou para ir passar o fim de semana ao Alentejo.

E rapidamente percebi que vou cheia de tralha.

A Alice é em parte responsável pelo acréscimo. É uma bebé e eu tenho de prever algumas situações.

Mas com a tralha da Alice posso eu bem. O pior é a tralha da diva aqui de casa. O cão.

É o ursinho. E o coelhinho.

Um boneco em forma de frango que os meus tios lhe ofereceram, faz muito barulho mas não passa sem ele.

A cama.

A comida normal.

Os biscoitos preferidos. Porque pode ver uma aranha e descompensar.

Os biscoitos dos dentes. Porque pode ver uma osga e descompensar.

Uma caixinha com frango assado. Porque pode ver uma osga e uma aranha e enfartar.

A trela/coleira azul que é a preferida e às vezes recusa-se a sair sem ela.

Umas gotas que está pôr nos olhos.

E umas gotas para os ouvidos em caso de se queixar.

Medicação para o ouvido porque pode precisar de medicação mais forte em caso das gotas não funcionarem.

Champô porque é mais do que certo que se vai embodegar.

E a escova porque quando se embodegar vai dar jeito tê-la por perto.

 

Para mim, vai um saquinho de mão.

Para Alice, uma mochila.

Para o cão vai um trolley.

Bom fim de semana.

 

17.01.18

à beira de um ataque de nervos. O cão!

Joana Marques

Desde que o Vasco é gente passei a ter cuidado com o telemóvel.

Depois de vários comidos, desmembrados e atirados pela janela passei a ter cuidados extremos.

Mas...

...às vezes escapa...

Com a Alice ainda escapa mais vezes. Se precisa da minha atenção, deixo tudo incluindo, o telemóvel

Deixo assim o bichinho à mercê do BICHO!

 

Na segunda feira o meu telemóvel desapareceu repentinamente.

A Alice acordou da sua sesta da tarde. E eu fui ter com ela.

Num segundo estava em cima de uma mesa de apoio e no segundo seguinte já não estava.

Tinha a certeza absoluta que o tinha deixado em cima da mesa.

O culpado. O Vasco.

Chamei-o. E perguntei-lhe...

- Vasco, onde é que está o meu telemóvel??

- Não sei de nada. Não vi nada. E tenho raiva de quem sabe.

 

Suspirei. E comecei à procura do telemóvel.

Desisti logo. A Alice precisava de mim e um telemóvel é só um telemóvel.

Pensei que o iria encontrar, um dia destes.  Provavelmente partes dele. Se olhasse com muita atenção talvez detetasse algum vestígio no cocó do bicho papão. Foi isso que aconteceu ao meu ipad....uma parte dele acabou numa rua de Carcavelos embrulhado em caca de cão...

 

Tratei da Alice.

Fralda.

Lanche.

Fui passear o cão à rua. Com a Alice.

Voltei a casa. E insisti.

- Vasco, mostra lá à dona, onde está o telemóvel??

- Tenho fome. Tenho fome. Tenho fome.

- Vasquinho, querido...por favor.

- Tenho fome. Tenho fome. Tenho fome.

Alimentei o cão.

Dei banho à Alice. O cão já ressonava.

Brinquei com a Alice. O cão sonâmbulo juntou-se a nós no quarto. E dormiu.

Deixei a Alice na cadeirinha e comecei a preparar o jantar dela. O cão sonâmbulo juntou-se a nós na cozinha. E dormiu.

Sim, o cão tem camas em praticamente todas as divisões...ou sofás!

A Alice jantou.

Fomos para a sala. E li-lhe uma história. O cão sonâmbulo juntou-se a nós na sala. E dormiu.

A Alice começou a fechar os olhos. Deitei-a...

 

- Agora sou só tu e eu...mafarrico! Onde é que está o TELEMÓVEL!

- Outraaaaaaaa vez a mesma conversaaaaaa. Teeeeeeenho taaaaaaaantooooooo sooooooooooonooooo.

É assim que ele me trata...com desprezo, mesmo desprezo....

 

Desisti. Liguei aos meus pais pelo telefone fixo a dizer que não tinha telemóvel.

 

Recebi uma mensagem via messenger de um amigo meu e lá lhe conto o meu karma....

- Já experimentaste ligar para o telemóvel???

- Não...não me ocorreu...CLARO que já liguei. Está no silencio por causa da Alice.

- Ah...pois...olha lá, não tens antivírus no computador?

- Tenho...

- E tens o telemóvel na mesma conta?

- Sim, tenho o telemóvel, o portátil e o mini portátil...

- Vê na página deles como localizar o telemóvel, pode ser que te safes!

 

Fui até à página da mcafee e entrei na minha conta.

Selecionei o meu telemóvel. Nem sei muito bem o que raio fiz. Andei por lá meio perdida.

Cheguei a uma página que dava a localização do meu telemóvel. Não me ajudou nada porque eu sabia onde ele estava. Sabia que estava em casa. Dentro ou fora da barriga do cão, essa era a questão.

Apareceu-me um botão azul, no site. Cliquei.

E de repente. Um alarme tocou em minha casa. Um alarme como deve ser.

E percebi que o telemóvel estava dentro da cama do Vasco. O Vasco estava a dormir por cima dele.

O Vasco apanhou o susto maior da vida. A dormir deliciado da vida. Só vi o cão dar um salto. Parecia um atleta do salto à vara.

 

 

A Alice acordou assustada com o alarme.

O Vasco ficou assustado com o alarme.

Eu recuperei o telemóvel. 

 

 

A Alice voltou a dormir passados 10 minutos. Em paz...

O Vasco ficou a tremelicar.

E a chorar.

Não saiu do pé de mim.

Enquanto estive na sala aconchegou-se a mim. Sempre a tremer numa grande lamuria...

Dei-lhe mais comida. Os biscoitos preferidos. Nada...

Dei-lhe os biscoitos dos dentes que ele adora. Nada...

Dei-lhe frango assado que ele idolatra. Nada...

Ou melhor. Tudo. Comeu tudo. Continuava a tremer e a chorar.

Dei beijinhos. Fiz festinhas. Tremideira. E choro.

 

Ficou com medo da cama que estava no escritório. E quando teve de passar pela porta do escritório. Quase enfartou.

 

Quando me deitei. Ele deitou-se comigo.

Tive uma noite maravilhosa. Com um cão agarrado a mim. E a chorar no meu ouvido.

 

 

Só adormeceu na manhã seguinte.

Quando eu peguei na cama e a fechei no porta bagagem.

Não voltou a dormir no escritório. Não vá o malandro do escritório passar-se e começar aos guinchos....

 

 

10.01.18

só queria uma festa...

Joana Marques

Este post começou por não ter título.

Porque o que se passou foi tão surreal que nem conseguia dar nome ao post.

Pensei. E lá me surgiu este.

Aconteceu o que aconteceu por falta de uma festa...

...de um carinho. De uma atenção.

 

O meu pai tem um hobbie. Gosta muito de carros e de aviões. Miniaturas.

Compra-os em peças. E depois passa longas horas a montar peça por peça

A minha mãe dá tanta importância aquilo como a um escaravelho decapitado.

Quando saíram de Campo de Ourique e se mudaram para o Estoril, a minha mãe propôs logo ao meu pai fazer uma oficina no fundo mais profundo do quintal para ele se dedicar, sem chatear as pessoas normais. Ela, própria, a minha mãe.

E assim foi. Ao lado da garagem nasceu uma oficina que o meu pai usa para as suas miniaturas e ao lado da oficina nasceu o atelier da minha mãe.

Mas isto ainda não tem propriamente a ver com o que aconteceu ontem.

Avancemos.

 

A casa dos meus pais só tem uma televisão. Na sala.

Em tempos tiveram uma televisão no quarto mas o meu pai começou a queixar-se que andava a dormir mal.

Deitava-se a ver televisão. Adormecia a ver televisão. Acordava. Despertava. E demorava uma eternidade para adormecer.

Acabaram por tirar a televisão do quarto. E o meu pai resgatou-a para a sua oficina.

O meu pai segue os campeonatos todos de futebol e isso são muitos jogos por semana.

Quando a minha mãe quer ver alguma coisa diz para o meu pai ir para a oficina. E lá vai o meu pai ver o jogo entre as ilhas mémé e as ilhas múmú....Homens!

Enfim. Avancemos!

 

A televisão da oficina desde Dezembro andava com interferências esquisitas.

O suspeito número um, quem foi? O Vasco.

Acha super giro andar a comer os fios que apanha.

Com as festas, a minha perna partida, a Alice adiou-se a chamada da TV Cabo.

O meu pai ligou um dia destes e agendaram para ontem às 14h.

O meu pai concordou. A minha mãe quase lhe bateu.

- DIA 9??? É quando vamos almoçar a casa do Joaquim...

O meu pai ia enfartando. Que falha.

Todos os meses almoçam com estes amigos, este mês é em casa deles, para o próximo será em casa dos meus pais.

Disse-lhes que não havia problema. Trabalhava até às 13h e fazia as honras da casa ao senhor da TV Cabo.

O meu pai suspirou de alívio. A minha mãe...

- És sempre o mesmo. Uma pessoa fala contigo e nunca ouves.

Enfim. Mulheres!

Avancemos.

 

Cheguei a casa dos meus pais. Ainda a tempo de dar o almoço à Alice. Eu, já tinha almoçado.

Ainda brinquei com ela.

Entretanto adormeceu. A sesta é algo que a moçoila aprecia.

Para o senhor não tocar à campaínha fiquei cá fora à espera dele. Não queria arriscar o acordar prematuro da pequena.

Estava a chover mas paciência.

 

O senhor chegou eram umas 14h40. Abri-lhe o portão.

E mal o Vasco põe os olhos no senhor não o largou mais.

O Vasco é mesmo assim. Ou adora as pessoas ou então não lhes liga nenhuma.

Este senhor da TV Cabo tinha mel! Ou cheirava a biscoitos...

O senhor perante tamanho entusiasmo não lhe ligou grande coisa.

Não me pareceu que fosse antipatia, pareceu-me quase medroso em relação ao cão.

O Vasco sentiu-se ignorado e vá de ladrar e correr atrás, ao lado, à frente do senhor. Ora aparecia do lado esquerdo. Ora do direito.

Com tanto espalhafato, tive medo que a Alice acordasse.

 

Expliquei a situação ao senhor. A televisão. As interferências.

O senhor posou uma maleta. E o Vasco começou a focinhar para ver se a conseguia abrir. Isto com um alarido doido.

E aconteceu o que eu temia.

A Alice acordou.

Disse ao senhor que tinha de ir a casa porque a minha filha tinha acordado.

Ele disse que tudo bem...que ia fazendo a avaliação.

Fui a casa.

A Alice tinha uma fralda suja do tamanho da Austrália. Pronto. Maior que a Austrália.

Tirei a Alice do berço e levei-a para o meu quarto.

Deitei-a na cama. Iniciei todo o processo. E ouço um alarido. O alarido vinha da oficina.

Olho pela janela. E vejo umas movimentações estranhas.

Pego na Alice e saio do meu quarto e volto a deixar a Alice no berço.

Vou a correr e entro na oficina e vejo o que não queria ver.

O senhor da TV Cabo estava com umas calças impermeáveis e com elástico e o Vasco tinha acabado de lhe puxar as calças.

Atiro um grito.

E depois chamo o Vasco.

Peço muita desculpa ao senhor. Ele diz que não faz mal. Enquanto puxa as calças para cima.

A Alice chora desalmadamente.

Pego no Vasco e arrasto-o até casa. Eu e a minha perna aleijada.

Abandono o Vasco e vou a correr ao quarto da Alice. Pego na Alice. E vou novamente até ao meu quarto.

Deito a Alice na cama. E inicio o processo. Tiro a fralda.

E credo! Um cocó que ía ida e volta até à Lua.

Saco dos toalhetes. Tinha UM toalhete!

Pego na Alice e numa toalha. Estendo a toalha no berço.

Ponho a Alice no berço.

Vou à despensa buscar toalhetes.

À pressa vou contra uma porta entreaberta...se a perna não partiu outra vez é porque já não parte mais.

A contorcer-me com dores. Ouço um rebuliço lá para os lados da oficina.

Com uma filha meia nua no berço e suja...decidi que tinha de ir à oficina.

O Vasco tinha saído pela porta da cozinha que ele consegue abrir na perfeição.

O Vasco tinha na boca a pistola de cola quente do senhor.

O senhor andava atrás dele contornando a piscina. E nisto o Vasco encesta.

Pistola de cola quente na piscina. Ah! E continuava a chover.

Até me esqueci das dores na perna.

Disse ao senhor que lhe pagava a pistola porque estava demasiado frio par entrar na piscina.

O senhor meio atarantado disse-me que tinha outra e que não era preciso.

A Alice chorava que nem uma louca.

O senhor disse-me que já sabia qual era o problema e que precisava de ir ao carro buscar um cabo para substituir o que estava danificado.

Estava confirmado. Era do cabo. Ai Vasquinho....

 

O senhor sai e eu vou socorrer a Alice.

Estava molhada até aos ossos. Mas a pequena tinha prioridade.

Tiro a Alice do berço.

Ponho a Alice na minha cama.

Vou para a limpar.

Mais uma vez, ouço sons. E olho pela janela.

Não queria acreditar.

O Vasco tinha roubado o cabo ao senhor e desfilava todo contente com o cabo na boca.

O cabo já tinha desenrolado e o Vasco parecia um novelo branco em andamento.

Pego na Alice.

Ponho Alice no berço.

E vou tirar o cabo da boca do cão.

Pego no cão. Fecho-o na garagem. À chave.

Vou buscar a Alice.

Deito-a na minha cama e mudo-lhe a fralda.

O senhor substitui o cabo.

O Vasco ladra na garagem.

O senhor termina o serviço.

Peço-lhe muitas desculpas. Tento pagar-lhe a pistola de cola quente. Não aceita.

- Não. Não. Tenho outro serviço....tenho de ir.

E fugiu dali a 7 pés.

 

O Vasco só queria uma festa.

Com uma única festa tinha ficado mais calmo e provavelmente tinha ido para casa dormir..

 

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08.01.18

antes da Alice. Depois da Alice!

Joana Marques

Antes da Alice, o Vasco comia o seu pequeno almoço e ia dormir outra vez.

Depois da Alice, o Vasco toma o seu pequeno almoço e fica à espera.

À espera da comida que cai das mãos da Alice.

Costumo dar-lhe  a comida mas gosto que ela também coma por ela. E deixo sempre fruta numa tigela.

A Alice agarra no bocadinho de banana e às vezes cai.

Às vezes nem chega ao chão! Entra logo para a boca do cão.

A Alice não gosta de perder comida e reclama. Nada a fazer.

 

Hoje, quando deixei a Alice em casa dos meus pais, o Vasco foi connosco.

Ia cheio de pressa.

Quase me atropelou à saída de casa.

E só não entrou no carro, primeiro do que eu, porque não tinha as chaves.

Antes da Alice, o Vasco costumava ir no banco da frente ao meu lado.

Depois da Alice, vai no banco de trás ao lado da cadeira.

Com a boca aberta e a língua de fora faz a Alice rir que nem uma perdida.

 

Antes da Alice, o Vasco gostava sempre de ir à janela.

E se apanhava alguém desprevenido, ladrava que nem um perdido.

Depois da Alice, só tem olhos para ela!

 

Antes da Alice, o Vasco nunca queria ficar.

Hoje, quis ficar em casa dos meus pais.

Deixei, porque os meus pais concordaram.

Ainda que coma as plantas da minha mãe, escave túneis no quintal e corra que nem um perdido entre os canteiros.

Achámos que podia ser um conforto para a Alice. E lá ficou.

 

Antes da Alice, sempre que chegávamos a casa, o Vasco ia descansar.

A vida de cão é dura. E aquela beleza toda vem das longas sestas que faz por dia.

Depois da Alice, chegamos a casa e Vasco está onde está a Alice.

A Alice gosta muito de uns cubos que eram do seu padrinho Pedro.

Costumamos construir torres.

A Alice gosta de deitar tudo abaixo. O Vasco também. E também gosta de roubar cubos...

...e acha que a Alice tem de os ir buscar.

Por causa disso, a Alice já quase gatinha. Ainda falta o quase.

 

Antes da Alice, gostava deste cão. Mais do que consigo escrever.

Depois da Alice, gosto deste cão. Muito mais do que antes.

Este cão é assim como um recheio que se põe numa sanduiche.

É a marmelada saudável. O queijinho fresco, fresquinho. A manteiga de amêndoa acabada de fazer.

Ele que não saiba que escrevi isto.

Ou ainda come este post!

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05.01.18

é assim que me recebem??

Joana Marques

Saí de casa cedo. Precisava ir a Lisboa tratar de algumas questões, na loja do cidadão.

Fui ao meu antigo trabalho. Devia uma visita desde nem sei quando.

Aproveitei para almoçar com duas amigas.

Palavra puxa palavra. E as conversas são como as cerejas. Quando olhei para o relógio já eram 15 horas.

Demorei uma eternidade para chegar a casa. Isto com chuva é outra coisa......

São Pedro entusiasmado. Toca de atirar água cá para baixo...ou foi a Carmen??? Isto agora tem nome de gente...

 

Deixei a Alice com os meus pais. E o Vasco também....

Ainda lhe dei o pequeno almoço. À Alice. E ao Vasco enchi a tigela da comida e da água...

Chovia. Chovia. Chovia.

Ganhei coragem e fiz-me à estrada.

 

Cheguei.

Vasco amuado. Porque me ausentei o dia todo. É normal no bicho.

Ainda por cima passei o mês de Dezembro com a perna partida, sempre em casa e com ele. Deve pensar que me aposentei....

 

Alice.

Quando me viu fez as maiores trombas da história. Nem os elefantes...meus amigos, nem os elefantes!

Demorei um bocado a conseguir conquistá-la de novo. E a fazê-la rir.

Parece que não gostou muito do abandono materno.

 

Quando a entreguei à minha mãe para poder ir à casa de banho.

Começou num berreiro que se ouviu...na margem sul.

Demorei muito tempo a acalmá-la. E agora adormeceu.

O Vasco já se juntou a mim.

Faz-se de ofendido mas dura pouco tempo.

 

 

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O dia todo fora. Chuva. E frio. Ah! E a loja do cidadão...

Ansiosa por voltar para casa.

E é assim que me recebem....

 

01.01.18

let's dance...

Joana Marques

Engraçada a vida.

Tive sempre muita pressa de viver.

E de viver tudo de uma vez.

Deve ter sido por isso que saí de casa aos 17.

De ter comprado a minha primeira casa com pouco mais de 20.

A noite de ontem nunca era passada em casa.

De preferência fora do país.

Paris. Nova Iorque. Rio de Janeiro, maravilhoso! Tailândia. No ano passado Barcelona.

E muitos outros.

Foram tantos que perdi a conta.

Se pensar um pouco chego lá. Mas a minha natureza hiperactiva quer que avance.

 

Ontem à noite passei a noite com a minha família. Não é a primeira vez.

Mas foi diferente. E especial.

Passei a meia noite a dançar. Com a Alice. Something Stupid.

E a cantar. Porque é mais forte do que eu.

E percebi que é isto o futuro.

O futuro é uma dança.

E uma dança só vale a pena ser partilhada com quem mais gostamos.

Até ao mínimo detalhe. Até ao final da música.

 

Ainda bem que a música continua hoje.

Que continue para todos nós em 2018.

Enquanto tivermos música, dancemos. Bem ou menos bem. Dancemos.

 

O Vasco escolheu um slow.

Uma música quase parada. Mas ritmada.

Ao ritmo da sua respiração. E do seu ressonar.

Lá chegou a 2018!

 

30.12.17

Alice e Vasco. O gang...

Joana Marques

O meu pai é daquelas pessoas que as crianças adoram. Desde sempre.

Nas festas de anos, minhas, dos meus irmãos e dos meus primos, o meu pai era sempre convidado a participar nas brincadeiras.

Com os netos foi a mesma coisa. Antes queriam estar ao colo dele que no dos pais. Sobrinhos netos. Crianças.

Este João tem uma espécie de mel. Qualquer coisa. Não sabemos o quê. Mas que tem, tem....

A Alice não foi excepção. E adora-o desde o primeiro momento.

 

Só que este mel não se manifesta só nas crianças. Também os animais adoram o meu pai.

É frequente visitarmos algum familiar e o gato deitar-se ao lado do meu pai. Ou o cão.

Joka, o cão do meu primo Diogo, sempre que o meu pai ia à casa de banho esperava por ele à porta.

O pobre do meu pai tinha de fazer xixi sobre pressão.

Ainda não experimentamos com cobras. Mas é bem capaz de as enfeitiçar sem precisar de grandes coisas.

O Vasco, meus amigos. Adora o meu pai.

E estar a morar comigo e com o meu pai na mesma casa deve ser um sonho tornado realidade.

 

Hoje de manhã o meu pai foi a casa da minha irmã.

A minha mãe ficou comigo porque tem medo que eu não dê conta do recado. Alice, Vasco e perna.

Tem razão. A perna ainda está meia aparvalhada...

Estávamos aqui pela sala.

A minha mãe a ler. O Vasco a dormir. A Alice e eu a brincar no chão.

Toca a campainha.

Levantei-me.

O meu pai. Tinha-se esquecido da chave.

Assim que o meu pai entra em casa. O Vasco acorda e corre para ele. Muito alegre. Demasiado alegre.

O meu pai entra na sala.

Alice estende os braços.

O meu pai pega na Alice e senta-se no sofá.

 

Em 30 segundos. Não mais do que isso.

O Vasco cumprimenta o meu pai e tira-lhe os óculos.

Alice espeta os dedos nos olhos do meu pai.

Vasco rouba-lhe o relógio...

 

Estão todos bem. Incluindo o assaltado.

O relógio também já foi recuperado. Em bom estado.

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(imagem)

 

26.12.17

a primeira passagem de ano do Vasco...

Joana Marques

2014!

Tinha o Vasco desde o final de Abril.

Só tinha convivido com o cão dos meus avós. E às vezes com um ou outro de algum amigo. Mas nada é como ter o nosso próprio bicho.

Desde o início que percebi, o diferente que era este cão.

Das conversas que tinha com pessoas amigas, percebia isso mesmo.

Diziam-me para estar à espera de x e ele fazia y.

O próprio veterinário me dizia coisas que depois não aconteciam.

Toda a gente com quem falei me alertou para o fogo de artificio da passagem de ano. E como os cães detestam.

Por isso, decidi não deixar o Vasco sozinho.

 

Fui convidada por um casal, amigo meu, para uma festa, em casa deles.

Tinham acabado de se mudar para um apartamento espetacular, em Caxias, com vista para o mar. Ou melhor, para o rio...

Estavam nitidamente contentes e orgulhosos.

A minha amiga Maria também foi convidada. E levou o namorado. O Miguel.

Estava lá também a irmã do César, o dono da casa e o irmão da Rita, a dona da casa.

Ah! E o Vasco.

 

O apartamento parecia aqueles que vemos em filmes. Tudo muito sóbrio. Mas tudo no lugar certo.

Tudo novo. Tudo lindo.

E eu com o coração nas mãos. O Vasco.

Mais uma vez. O cão surpreendeu. Chegou lá. Deitou-se num tapete e dormiu.

Acordava quando alguém lhe fazia festas. E ali esteve. A dormitar.

Uma noite agradável. Em boa companhia.

Mas o meu coração palpitava. E se à meia noite, com o fogo de artifício que há sempre nessa noite em muitos sítios?

- Ai se ele se vira do avesso. Pensava eu.

 

Não. Nada aconteceu. Continuou a dormitar.

Meia noite. Muito barulho. Em casa dos meus amigos. No prédio. Na rua. Foguetes ou fogo de artifício. Nem sei...

E o cão. Impecável.

Parecia norueguês. Civilizado da unha da pata direita até à pontinha do último pêlo.

Já passava das duas da manhã quando saímos.

Tinha vindo com a minha amiga Maria e com o namorado Miguel e eles iam-me deixar em casa.

Só que a noite ainda era uma criança. E a praia estava mesmo ali ao lado. Mesmo ao lado do Forte de São Bruno.

E resolvemos ir dar uma volta na praia. A noite estava muito agradável. Não havia sono.

 

Entrámos na praia. Não estávamos sozinhos. Várias pessoas estavam na praia. Não muitas, algumas.

Resolvemos ficar sentado na areia.

A conversar.

Quando ouço ladrar ao longe.

O Vasco tinha saído de perto de mim e estava à beira mar.

Chamei-o.

E ele foi para dentro de água.

Entrei em pânico. E corri para a beira mar. Para o chamar de forma mais assertiva.

Já não o vi.

Bem o chamei. Nada de Vasco.

A Maria e o Miguel juntaram-se a mim.

Já tínhamos água pelo joelhos.

O Miguel, armado em homem:

- Fiquem aqui que eu entro mais um pouco...

Tínhamos luz dos candeeiros de rua mas pegámos nos telemóveis e nas suas lanternas para podermos ver melhor.

É claro que não fiquei onde estava.

Já tinha água pela cintura. E chorava.

Pensar que o tinha salvo de morte certa entre Abril e Maio. E tinha-o deixado morrer daquela maneira.

Quando de repente ouço ladrar. Ao longe.

Viro-me. Molhada até aos ossos.

E lá estava ele.

Feliz da vida.

A ladrar. A correr feito maluco pela praia fora. E a rir-se. Como só ele faz.

Espalhava areia por todo o lado. Dava pulos. E ladrava.

Deve ser assim que os cães festejam a passagem de ano.

 

Saí da água. Aliviada. Agarrei-me ao cão.

O Miguel e a Maria apareceram. Molhados, claro.

Ali estávamos os três. Vestidos a rigor. Molhados até à espinha.

Eu descalça porque a um determinado ponto tinha perdido os sapatos.

Nunca tive tanto frio na vida.

Vasco feliz da vida.

As poucas pessoas que estavam na praia. Olhavam para nós. Como se tivessem a ver o mais surreal dos espetáculos.

Surreal, mesmo. Eu participei nele e foi mesmo surreal.

 

Saímos da praia. Feitos pintos.

Fomos para o carro. Os sapatos do Miguel faziam splash splash enquanto andava.

E a Maria teve de os tirar porque tinha os pés tão congelados que não conseguia andar.

Eu que já estava descalça. Deixei de sentir as pernas no caminho. E quase não conseguia andar.

Atrás de nós deixávamos um rasto de água. A nossa roupa pingava.

Chegámos ao carro.

Entrámos no carro. Ar condicionado no máximo.

Vasco hiper feliz.

 

De Caxias a Carcavelos. Uma viagem curta. Não nesse dia.

O Miguel começou a queixar-se da garganta.

A Maria tremia de frio.

E eu continuava congelada mesmo com o ar condicionado.

Chegámos a Carcavelos.

Ainda perguntei se queriam ir a minha casa. Tomar um banho ou assim. Mas não.

Ainda não tinha fechado a porta do carro já o Miguel arrancava a alta velocidade.

Cheguei a casa. Entrei na banheira. Cozi na banheira.

Só saí do banho quando a minha pele começou a enrugar.

 

No dia seguinte, liguei à Maria. Tanto ela como o Miguel estavam de cama.

Tiveram uma gripe memorável.

O Miguel faltou ao trabalho duas semanas.

 

Não sei porquê o Vasco não é o cão preferido dele.

Estranho....o Vasco é o cão preferido de quase toda a gente...excepto do Miguel.

 

P.S. Este post foi escrito já sem gesso na perna....

 

23.12.17

só o Vasco me faz escrever hoje...

Joana Marques

As notícias voam.

E um ou dois dias depois de ter chegado a Portugal, o Rui, veterinário do Vasco.

Queria saber de mim e do seu cliente.

Combinámos que ele passaria por casa dos meus pais um dia qualquer para me visitar e ver o Vasco.

Só que a vida é corrida. Muito corrida.

E adiámos esse dia.

 

A casa dos meus pais tem quintal. E o Vasco passa o dia dentro e fora.

Adora comer as flores da minha mãe. Brincar com os vasos. Fazer buracos no chão. De preferência quando há muita lama.

Começou a ficar queixoso.

E eu fiquei desconfiada que podia ser uma otite.

Desde pequeno tem tendência para isso.

Liguei ao Rui.

Ficou combinado que passaria por aqui de manhã. Porque vai passar o Natal a casa dos Pais. No Algarve.

 

7 horas da manhã. Pobre Rui.

Para além, do cansaço dos dias. Do stress Natalício. E da viagem, ainda longa. Passou por cá.

- Se calhar já nem te conhece! Disse eu ao Rui.

Chamei o Vasco.

Nada.

Voltei a chamar o Vasco.

Nada de Vasco.

- Se calhar está lá fora. Disse o Rui.

- Não está. Ele dormiu no meu quarto. Acordei com ele a dormir em cima das minhas pernas. Até tinha a perna que não está partida dormente. E só te abri a porta a ti. E não saiu. Pois não?

- Ah! Ah! Eu não vi. Mas Vasco é Vasco!

 

 

Continuei a chamar o Vasco e à procura dele.

Os meus pais ainda estavam a dormir.

Nada de cão.

Vi na sala. No escritório. Nas casas de banho. O meu quarto já tinha visto. Nada de cão.

Tinha evaporado.

O Rui à espera e com pressa. Tinha a mulher dele no carro. Que não entrou porque achou que ia ser rápido.

 

Bati à porta dos meus pais.

Achei que podia, um deles, ter saído do quarto e o Vasco ter entrado para lá.

Não estava.

- Desculpem mas não o encontro.

- Chama-o que ele vem! Disse a minha mãe.

- Já chamei. Ele não veio.

 

Sai da cama o meu pai. E ajuda-me a procurar o Vasco.

O Rui à espera.

O meu pai vai para o quintal porque acha que está lá de certeza. Bem disse que não mas não acreditou em mim.

Um frio. De rachar.

O meu pai chama o Vasco e nada.

Eu chamo o Vasco e nada. Comecei a ficar preocupada.

- Onde raio estaria o cão?

A minha mãe sai da cama.

E começa à procura.

O Rui liga para a mulher a dizer que já vai.

- Já vou. Não encontramos o cão.

 

Imagino a cara da Sílvia.

Pouco depois a Sílvia toca à campainha.

Não deve ter acreditado.

Foi bom. Mais dois olhos para procurar o Vasco.

Subi a escada. E fui procurar no sótão. Tudo me parecia possível. Nada de cão.

 

- Joana quando foi a ultima vez que o viste? Perguntou o meu pai.

- Ao pequeno almoço. Esteve aqui comigo. Esvaziou a tigela e tudo.

- Tens a certeza? Será que não ficou fechado lá fora e fugiu?

- Tenho a certeza absoluta. Até tinha uma perna dormente quando acordei...lembro-me perfeitamente.

Enquanto isto andava a minha mãe, a Sílvia e o Rui à procura do cão.

 

Inacreditável.

- Será que está aleijado e não consegue vir aqui ter. Disse eu, porque não me parecia possível outra explicação.

- A casa não é assim tão grande. Já o tínhamos encontrado. E ele faria algum tipo de ruído. Disse o Rui.

- E se estiver inconsciente??

- Não me parece provável. Disse o Rui. E acrescentou...

- Conhecendo-o como conheço, acredito que me tenha pressentido e se tenha escondido.

 

Um clique na minha cabeça.

Fui ao meu quarto.

Baixei-me.

E lá estava ele.

Caladinho que nem um rato.

Debaixo da cama.

 

Bem o chamei. E estiquei para o tirar de lá.

Acham que saiu?

Nem pensar.

O Rui ainda esperou. Mas não valeu de nada.

Acabou por desistir.

Passou-me a medicação.

- Deve ser mesmo uma otite.

Saiu aqui de casa pelas 8h30.

O Vasco saiu do seu esconderijo ainda o carro não tinha começado a andar.

Feliz e contente.

E quando a minha tia Luz apareceu para uma visita.

Ele, fez as honras da casa e fez-lhe companhia no sofá...

Uns são filhos. Outros são enteados. O veterinário é bastardo....

 

 

04.12.17

o primeiro Natal do Vasco...

Joana Marques

2014!

Tinha o Vasco desde finais de Abril.

Devido ao seu início de vida atribulado quase nunca o deixava sozinho.

O Natal, nesse ano foi em casa do meu irmão. E o Vasco acompanhou-me.

 

Se acham o Vasco adorável. Na altura ainda era mais.

Ainda tinha ar de bebé. Mas já era muito grande. Não media bem os espaços. Era um trapalhão.

Muitas vezes olhávamos para ele a correr e parecia que não sabia como articular as pernas.

Não travava a tempo. E ia contra tudo. Cómico.

Olhava para nós com um ar:

- Credo! Como é que isto aconteceu?? O que é que se passa com essa cadeira...que apareceu mesmo à minha frente!

De Abril a Dezembro o Vasco foi mais vezes ao veterinário que eu fui ao médico durante a minha vida toda.

O veterinário que fazia parte do meu grupo de voluntariado salvou-o de morte certa.

O Vasco, mesmo assim, faz questão de lhe dizer que não gosta dele desde o início. Sempre que vamos a casa do veterinário (às vezes dá mais jeito) o Vasco faz xixi no tapete da entrada de casa. Sempre!

 

Nesse Natal, o Vasco foi o centro das atenções. Os meus sobrinhos não o largaram. Ou quase...

 

Mal cheguei, a casa do meu irmão, olhei para a mesa de apoio para ver com o que podia contar.

E os meus olhos pararam numa taça grande com um liquido lá dentro.

O meu irmão estudou e trabalhou na Dinamarca.

E trouxe de lá uma receita de uma nhonhoca qualquer parecida com a nossa sangria. Mas para pior...

Sempre que há uma festa em casa do meu irmão, aparece sempre a nhonhoca Dinamarquesa.

Ninguém lhe toca. A não ser o meu irmão que tira com uma concha um bocado daquilo põe num copo, bebe e finge que é bom.

 

Todos num alegre convívio.

A comer.

A cantar.

A contar histórias.

A rir.

Felizes por estarmos juntos.

E de repente, alguém me chama a atenção.

O Vasco está todo estendido no sofá. Com cara alegre. Um ataque de espirros. E tiques esquisitos.

O meu coração explodiu e implodiu ao mesmo tempo...

Eu que nunca tinha sido responsável nem por filhos, nem por animais desta envergadura...achei que tinha falhado. E o cão estava à beira de ir desta para melhor.

 

Fui para o pé dele.

A festa parou.

Toda a gente:

- O que é que aconteceu?

- Já alguma vez fez isto?

- É melhor chamar o veterinário.

- Joana, tens o número?

- Se calhar é melhor chamar o tio José?

- O tio José?? É cardiologista, não é veterinário..

- Sim, mas parece-me muito mal estragar a noite ao veterinário...é noite de Natal?

- E querem ligar ao tio Zé e dizer...podes vir cá?? O cão está escangalhado???

- Ah! Ah! Toda a gente a gozar com a minha sangria e não sobrou nada!!!

 

Por momentos a atenção foi desviada. O Vasco lá continuou com espirros e tremeliques.

Mas era mais credível o Vasco e seus espirros que alguém ter bebido a nhonhoca dinamarquesa...

A taça estava vazia.

- Foste tu que deitaste isso fora e agora estás a fazer-nos acreditar que alguém bebeu isso....não é?

Disse a minha cunhada para o meu irmão. Às vezes as mulheres são muito cruéis para os maridos.

- Claro que não. Juro que não. Está mesmo no fim..

- Foste tu que bebeste tudo?

Disse a minha mãe com um ar reprovador ao meu irmão. Às vezes as mães são muito cruéis para os filhos.

- NÃO! Juro pela minha saúde. Acabei de passar aqui e está no fim...e eu não tenho nada a ver com isso.

 

Alguém olhou para os meu sobrinhos com olhar acusador.

Pobres putos.

Ainda não diziam palavrões mas já tinham enveredado por uma vida ligada ao álcool e quem sabe às drogas.

Gomas nós sabíamos que comiam...oh! não! Seria o nome da moda para ecstasy??

O olhar deles disse tudo. Não tinham sido eles...

 

Até que alguém.....juntou, as peças do puzzle. Por acaso fui eu. Eu sabia quem tinha em casa...

 

 

 

Tive de o levar para casa ao colo.

E subir a escadaria do meu prédio toda com o cão.

Não dormi. Fiquei sempre ao lado dele. Nunca tinha visto um cão bêbado. Sabia lá o que podia acontecer...

...ainda pensei em dar café forte...é o que se vê nas novelas e nos filmes. Mas passou-me a ideia.

 

No dia seguinte.

Liguei ao veterinário. Não acreditou à primeira.

Primeiro caso de embriaguez canina. Que tratou.

Disse-me que provavelmente não teria qualquer efeito.

Verdade.

Quando acordou estava fino e pronto para outra.

 

Um dia destes conto...o que o Vasco fez na sua primeira passagem de ano.

 

Joana Marques

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