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Kiosk da Joana

Kiosk da Joana

a bisnaga. Para o Horácio...

18.04.18, Joana Marques

No dia em que o Pedro foi raptado pelo senhor Ludovino.

O senhor Ludovino apresentou-lhe a caixa dos medicamentos.

O Pedro deduziu por um dos medicamentos que o sr Ludovino tem má circulação.

Inspecionou-lhe as pernas.

Segundo o Pedro, estavam em mau estado. Perguntou-lhe se usava algum creme.

Senhor Ludovino. De forma expedita foi buscar o creme.

- Ponho todos os dias antes de ir para a cama.

O Pedro olhou para o creme. E disse que lhe ia arranjar umas amostras de outro creme. Para experimentar.

Segundo o Pedro, o que o Sr. Ludovino está a usar é muito antigo. No mercado já existem alternativas melhores.

Ao que parece, as pernas naquele estado dão bastante desconforto.

 

O Pedro tem um amigo dermatologista e quando o viu pediu-lhe as amostras.

Na segunda-feira quando lhe fui pôr as gotas levei-lhe as amostras.

Eram 5 cremes. Mais pequenos que os cremes comuns. Porque eram amostras.

Segundo o Pedro deviam dar para um mês.

Entreguei-lhe as amostras. E disse-lhe o que o Pedro me disse para dizer.

- Antes de deitar. Ponha o creme. Se se sentir melhor, da próxima vez que for ao médico, peça para lhe receitar este creme. Em vez do outro.

 

Hoje passei por Carcavelos com o Pedro. E com a Alice.

O andar de cima está pronto. Faltam uns pormenores cá em baixo.

Finalmente. A luz ao fundo do túnel.

O sr Ludovino mal nos vê entrar.

Corre para nos abraçar.

- Doutor Pedro. O senhor é Deus. É melhor que Deus. Ó Joana! Tens mãos de fada. Estou curado. Estou curado.

E foi para dentro de casa.

A Alice, estava ao colo do Pedro, disse adeus ao Senhor Ludovino.

 

Sr. Ludovino saiu de casa.

E deu-me um ramo de flores.

- Joana. Obrigado por tudo. O que seria de mim sem ti.

 

Nem tive tempo de agradecer. Voltou para casa.

 

Eu e o Pedro ficámos a olhar um para o outro.

E a Alice. Disse-lhe adeus.

 

Voltou.

Senhor Ludovino, entregou-me um saco.

- Isto é para a menina. Tão linda que ela é!

Era uma caixa de Nestum.

 

Voltou para casa.

Eu e o Pedro. Nem nos deu para rir. Tal era a surrealidade da cena.

Senhor Ludovino. Voltou ao patamar. Com algo embrulhado.

Parecia uma guitarra. Mas não era uma guitarra. Pelo esforço...parecia pesado.

Entregou, o embrulho, ao Pedro. O Pedro passou-me a Alice. Para poder receber. O presente.

- Doutor Pedro. Obrigado! É só uma lembrança nossa. É da terra do meu amigo Matias. O Matias, o Pires, o Silva e eu estamos muito agradecidos. Nunca me lembro de estar tão bem. Pareço um rapaz de 20 anos.

 

Era um presunto.

 

Senhor Ludovino.

Esse fofo.

Andou a repartir o creme pela brigada do reumático de Carcavelos.

Ao que parece resultou. Todos os que foram contemplados com o creme sentiram melhoras.

 

O Pedro ia tendo uma síncope.

- Não pode andar a partilhar os seus medicamentos com os outros. Têm contraindicações. Só um médico pode avaliar primeiro e depois prescrever o medicamento.

- Certo, senhor doutor. Olhe lá...por acaso não tem mais outra bisnaga?? O meu amigo Horácio chega amanhã, da terra...se visse as pernas dele, ia ver que está mesmo a precisar...

 

 

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