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Quiosque da Joana

17.07.18

a galinha choca...

Joana Marques

Profissionalmente, falando.

Ando atrasada em relação à planificação que fiz quando comecei a trabalhar em casa.

Depois daquela tragédia toda que foi a perna partida. A varicela. E o caneco...

Tinha tudo planificado.

Hoje faço isto. Amanhã faço aquilo. O projeto que tinha era propício a trabalho moderado.

Tinha a Alice. Sabia que lhe queria dar atenção. O projeto que tinha era o ideal. Tudo andava sobre rodas.

Eis se não quando me batem à porta novos projetos.

Conheci o Pedro.

O Pedro veio morar cá para casa. Inicialmente em Cascais.

Fizemos a mudança dele para Cascais.

Começámos a compor a casa de Carcavelos conforme ia ficando pronta.

Aproveitámos os meus móveis. Os do Pedro. E fomos mobilando a casa dessa forma.

E assentou tudo que nem uma luva.

Fiz o quarto da Alice. 

Depois mudámos para Carcavelos.

Fizemos a minha mudança de Cascais para Carcavelos. A da Alice. A do Pedro. A do Vasco.

Ainda passamos pela casa do Pedro outra vez. Faltava revolver as entranhas para ver se ainda aproveitávamos alguma coisa.

E sim. Aproveitámos.

 

Depois deste incidente.

E de eu ter expulsado o Pedro do escritório, para outra divisão.

- Ou ele ou eu!

Parece-me que ele escolheu o Elias! 

Acabámos por decidir que o escritório era para os dois.

Precisávamos de uma estante para o escritório.

Já tínhamos arrumado muita coisa.

Mas, só os livros do homem sobre partes do corpo humano ocupam uma imensa área do concelho de Cascais.

Quase pedi a casa do senhor Ludovino emprestada.

 

Tinha ficado para depois da lua de mel.

A lua de mel já passou. Com muita pena minha...

E por isso estava na hora.

- Não passa de sábado!

Disse eu ao Pedro.

Sábado de manhã, lá foi ele ao Ikea com o meu pai e com a Alice.

Eu não fui. Porque precisava mesmo de despachar trabalho.

A Alice foi. Porque precisava mesmo, mesmo de despachar trabalho.

 

O meu pai chegou. O Pedro já estava pronto. E a Alice também.

Desci cá abaixo. Para me despedir da minha bebé. Sem comentários.

Coloquei-a na cadeirinha. Dei beijinhos. Despedi-me do meu pai e do Pedro. E fiquei com uma lágrima no olho.

Não é por estar grávida. Sou mesmo assim...

 

Estava eu a trabalhar como nunca ninguém trabalhou na vida.

O meu telemóvel deu sinal de vida.

Uma mensagem.

Vejo a mensagem.

Estava a Alice sentada num carrinho do Ikea em cima de uma caixa. (a caixa da estante)

A miúda estava tão feliz...é só a melhor foto de sempre dela!

Mas os meus olhos.....

- Pedro, a Alice está descalça!

Dois minutos de silêncio. E recebo outra mensagem.

- Joana, a Alice está descalça..

- Eu sei! Fui eu que te disse! Quando ela chegou aí estava calçada? Tens ideia onde é que ela os perdeu?

- Acho que ela tinha sapatos quando a tirei do carro mas não tenho a certeza. Acho que não reparei nisso..

Passados uns minutos. Recebo esta mensagem.

- Olha o teu pai diz que acha que ela estava calçada quando a tirámos do carro.

- Deve ter perdido os sapatos aí pela loja. Deixa estar. Não vão andar feitos parvos à procura. 

Mais um compasso de espera.

- O teu pai também diz que não tem a certeza. Se calhar estão no carro. De que cor eram?

- São os ténis brancos que os teus pais lhe deram.

Passados 15 minutos.

- Não estão no carro. Tens a certeza que ela saiu de casa calçada?

- Tenho a certeza que lhe calcei os ténis de manhã. Se saiu de casa ou não com eles....sou mesmo uma desgraça. Vou dar uma vista de olhos para ver se avisto os ténis.

 

Procurei em todo o lado nada!

Estavam para sempre perdidos.

- Não encontrei nada. Não posso querer que deixei a Alice sair de casa sem sapatos. 

- Deixa lá. Não viste tu. Não vi eu. Acontece. Somos pais mas ainda somos estagiários. Daqui a 10 anos, vais ver! Saem todos calçados de casa.

Ri-me.

Continuei a trabalhar.

A finalizar o que estava a fazer. 

A Alice e o Pedro já vinham a caminho. 

 

De repente. Olho para o cão.

Estava deitadinho na sua cama. No escritório. E não saía dali.

Estranho.

Andei pela casa toda. Procurei os ténis. E nada. Nunca deu o ar de sua graça.

A cabeça dele girava conforme eu me deslocava mas nunca se levantou.

Tinha um ar vitorioso. Mas ao mesmo tempo abnegado.

Um ar feliz. E bondoso ao mesmo tempo. Os olhos cheios de amor...

Ah! Ah! 

Vasco.

Nem parecia um cão.

Antes uma galinha choca.

A chocar ovinhos. Em forma de ténis.

Estavam lá. Os dois. Quentinhos, quentinhos...que o frio pode dar cabo de uma criação inteira de ténis...

 

Este cão não pode ver nada....

Engravidou à sua própria maneira...aguardem, daqui a 15 dias eclodem ténis novos....

 

 

Há um ano atrás!

Estive no delito de opinião.

 

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