Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

a palavra do ano

30.12.18, Joana Marques

Todos os anos a Porto Editora promove a escolha da palavra do ano.

Já fui espreitar mas não encontrei a minha palavra. A palavra que define o meu ano de 2018.

Se pudesse escolher uma palavra seria: GENEROSIDADE.

 

 

Alice.

Chegou nos últimos dias de 2017. Foi ao som de "something stupid" que entrei em 2018.

Com ela nos meus braços. 

Não sabia o que aí vinha. Que desafios tinha pela frente.

Ao longo deste ano conheci a pessoa mais generosa com quem me cruzei na vida. E é minha filha.

A Alice não escolheu estar comigo.

Alguém fez a escolha por ela. Mas ao longo do tempo aceitou-me. Abriu os braços. E acolheu-me. Sorriu-me.

Entregou-se generosamente à vida. Escolheu ser feliz. Com a tresloucada que lhe calhou em sorte.

Um dia chamou-me mãe. 

E foi o acto mais generoso que alguém teve para comigo.

 

Pedro.

O primeiro olhar ditou o que vinha a seguir.

Gostei dele ao primeiro olhar. À primeira vista.

Mas...

...nunca tive intenção de avançar.

Se não fosse a generosidade dele e a coragem. Provavelmente não estávamos hoje como estamos.

Se não fosse ele a dar o passo. Eu não daria. Tenho a certeza.

Tinha a Alice e não me parecia justo estar alguém a embarcar numa vida que não tinha sido escolhida por ele.

Mas...

....não se importou. E desde aí temos navegado juntos.

Eu apaixonadíssima a tentar manter-me à tona. E não me deixar envolver demasiado.

Ele generoso.

Deu-me todas as certezas desde o principio. Habituada a ser eu a definir as regras a maior parte das vezes nas relações que tive. Com o Pedro não foi nada assim. Andou sempre 3 ou 4 passos à frente.

Quando me pediu em casamento percebi que para ele também era a sério.

Uns dias depois disse-me que queria adotar a Alice. 

E uns dias mais tarde disse-me que gostava de vender a casa dele porque já não fazia sentido, uma vez que vivíamos todos juntos.

É um profissional fantástico. Mas, por nós escolheu um horário que lhe permite estar presente. Mais vezes e mais tempo.

Abdicou de turnos. Formações. Algumas viagens. Alguns congressos.

- Agora tenho família.

Responde ele. Quando é questionado.

Por incrível que pareça nada é difícil com o Pedro. Nada é forçado. Nada é mudado.

Ele é mais tímido e calado. Eu sou mais espalha brasas. Mas no final somos muito parecidos. Ideias. Valores. Ideais.

A nossa educação foi semelhante. E isso parece-me que nos ajudou e ajuda em relação à Alice e futuramente à Mariana.

Até em relação à alimentação o processo foi fácil. E hoje em dia, ele é ainda mais ditador que eu!

É tão bom estar com ele. Poder partilhar a vida. O presente. E o futuro. 

 

Os meus pais.

Em meados de Dezembro contei-lhes. Sobre a Alice.

Apoiaram-me a 100%. E desde que a Alice chegou ficam com ela todos os dias.

Tem sido muito positivo para a Alice. Ela adora-os. E eles a ela.

Por ela têm abdicado de muitas coisas. Saídas com amigos. Férias. Almoços com conhecidos.

Acordam mais cedo do que era suposto. Enfim. Uma dedicação, uma atenção e uma generosidade. Sem preço.

 

Os meus sogros.

Há um ano. Estavam sossegaditos. Satisfeitos da vida com o filho que a vida lhes deu.

De um momento para o outro. Entra-lhes porta dentro. Joana. E a filha Alice.

Receberam-nos com uma generosidade que só as boas pessoas têm.

A Alice adora-os. E eles estragam a Alice. É como se a conhecessem desde que nasceu.

As crianças são da mais absoluta honestidade. Não mentem. Nem fingem. A Alice quando os vê corre para eles tresloucadamente.

Estes avós reivindicam muito a neta. Os meus pais ficam com ela todos os dias e eles também queriam fazer parte.

Moram mais longe.

Sugerem com frequência uma semana em casa deles.

Já aconteceu quando estive fora. E a Alice adorou.

Fora isso. Não consigo. Porque posso morrer de saudades dela.

 

A minha família. E os meus amigos.

Chamaram-me louca quando lhes falei da Alice.

Para no momento seguinte me dizerem que estavam lá se precisasse de ajuda.

E precisei. Este episódio não foi fácil. E contei com a ajuda de muita gente. Amigos, conhecidos e desconhecidos.

Para além de todo o apoio moral. Também o material. Mal anunciei que ia ser mãe.

Ganhei todo o tipo de coisas que uma mãe precisa. E outras que ainda não precisei e não sei para que servem.

A generosidade dos meus em 2018 não teve limites e eu fui a contemplada.

 

O Quiosque.

Desde o início que me sinto assim. Feliz por um dia ter tido a ideia de ter começado um blog.

Não é sempre pacífico. Ainda a semana passada achei que não queria escrever mais. Mas..

...acabo sempre por voltar.

Já tive tantas alegrias aqui. 

Foi neste blog que o Pedro me disse pela primeira vez que me amava.

 

Sou eu que escrevo neste espaço.

Mas são as pessoas que o visitam, que comentam, que me enviam mensagens ou email's que fazem com que tudo valha a pena. 

A vossa generosidade para comigo tem sido enorme. Vocês são enormes. 

 

Desejo que 2019.

Seja tão generoso para vocês.

Como 2018 foi comigo.

 

 

Há dois anos no Quiosque.

Isto é giro!

Coloquem o vosso ano de nascimento e logo de seguida têm

uma série de curiosidades engraçadas sobre o vosso ano.

 

Há um ano no Quiosque!

Quando o Vasco se uniu à Alice!

 

Já seguem o Quiosque?

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.