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Quiosque da Joana

29.08.17

a resposta ao quiz....

Joana Marques

Em resposta ao quiz que deixei de manhã, aqui fica o relato.

 

Sempre que eu apareça aleijada.

E acontece muitas vezes.

Nunca ponham as culpas nos outros.

Sou eu. E só eu.

 

Na sexta feira passada. Saí do trabalho às 15h!

Normalmente, quando saio do trabalho corro para casa.

Se tiver de ir comprar alguma coisa compro depois. Porquê?

Porque em casa tenho o Vasco. Que está sozinho desde de manhã.

Fica bem. Adora o tempo dele. Dorme. Come. Uma vidinha santa.

Mas está sozinho. E durante as horas que estou fora pode ter acontecido alguma coisa.

Só que estão cá os meus pais.

O Vasco ignora por completo a minha mãe. De uma forma completamente surpreendente. Nem sei como faz tal coisa.

Adora o meu pai. E aceita passear com ele.

Por isso, deixei de ter essa preocupação. 

 

Saí do trabalho. E apeteceu-me ir dar uma voltinha a pé. 

Quando me estava a dirigir a casa.

Um carro parou para eu atravessar.

Atravessei a rua. 

E de repente.

Vindos do nada.

Exatamente à altura da minha cabeça.

Aparecem dois sinais de trânsito.

Vejam lá.

No dia antes tinha passado ali e não havia sinais de trânsito.

Nada!

Ou melhor.

No dia antes tinha passado ali e não vi quaisquer sinais de trânsito.

Nenhum sinal de trânsito.

Absolutamente nada.

Na sexta. Ali estavam eles. Frescos e fofos.

 

Quando dou por mim. Ia mesmo, mesmo a bater num deles.

E para não acontecer. Agarrei-o com a mão.

Péssima ideia. Não só bati com a cabeça. Como cortei a mão.

 

A rapariga que tinha parado o carro, para eu passar. Desatou a rir que nem uma maluca.

E eu. Com uma valente dor de cabeça. Passo a mão pelo galo recém formado.

E como estava a deitar sangue da mão. Fico com a cara cheia de sangue.

 

Apareceu vinda do nada.

Tal e qual como os sinais. Uma mulher polícia.

Comecei logo por dizer...

- Isto não é nada. Não é nada. 

A mulher polícia começou a falar comigo. Em norueguês.

Se calhar estava preocupada com o estado em ficaram os sinais de trânsito.

Eu achei que estava preocupada comigo...

- Bla, bla, bla, bla..

- Não se preocupe. Está tudo bem.

- Bla, bla, bla...

- Oh! Moro já aqui. Obrigada. Já limpo isto em casa...

- Bla, bla, bla.

- Obrigada, por tudo. Está tudo bem.

E fui me embora de fininho......

E só depois percebi....que estive o tempo todo a falar em português com a mulher polícia....

Uma conversa muito, muito produtiva...

 

O galo da cabeça já quase não se nota.

E o cabelo tapa.

O golpe na mão, era minúsculo, mas ia inundando Oslo com o sangue.

Cheguei a casa.

E os meus pais acharam que eu tinha sido atropelada por um tir desgovernado.

O meu pai queria que eu fosse ao hospital.

A minha mãe queria cancelar a viagem do dia seguinte....

E tudo por causa de um stop.... 

....que eu devia ter visto....

 

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