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Quiosque da Joana

22.11.17

as couves de bruxelas...

Joana Marques

Arrumar malas já me custa.

A sério. estou farta. E estou cansada.

Arrumar malas. E arrumar o cão. E as tralhas do cão. E as minhas tralhas.

E chegar a um país novo.

Chove.

Sempre que eu chego está a chover.

Parece-me que é isto que está a falhar a Portugal. Porque onde eu estou, chove.

Chego. E vou buscar a chaves do apartamento que a minha empresa me reservou.

Entro. Deixo as malas. A um canto.

O cão cheira tudo. E vem ter ao pé de mim contente.

Parece-me que está tudo em ordem. O cão está feliz.

O cão deita-se no sofá e dorme.

Abro o saco que tem as tralhas do cão. Tiro a tigela. Encho a tigela de comida. Outra com água.

E vou às compras.

Os holandeses são simpáticos. Muito mais que os noruegueses.

Pergunto a quem passa onde fica o supermercado mais próximo.

E respondem-me. E deixam-me à porta do supermercado. Não vá eu perder-me. E ainda me dão o contacto de whatsapp. Eu não tenho whatsapp. Nem sei bem o que é. Mas finjo que sei...

Entro no supermercado. Preços muito convidativos. Parece-me que muita coisa será bem mais barata que em Portugal.

Muitos produtos para alimentações diferentes. Muitos processados também. O paraíso dos processados.

Vou direta ao que me interessa. Legumes.

E mesmo a olhar para mim. Estão saquinhos de couves de bruxelas. Frescas.

Sou fã. Absoluta de couves de bruxelas. Em Portugal é raro encontrar frescas. Normalmente compro congeladas.

A vida volta a fazer sentido. Couves de bruxelas. Mesmo bom.

Na minha cabeça, planos para as couves de bruxelas.

Saio do supermercado.

Vou para casa.

Entro em casa.

Alguém ressona.

Já me sinto em casa. Já estou meio adaptada. Exceto na cozinha.

Ando à procura de tudo.

Lá encontro o indispensável. Começo a preparar o almoço.

Couves de bruxelas. Obviamente.

Preparo um franguinho. Guisado.

 

As couves de bruxelas ficam prontas.

E ficam a aguardar o frango.

Pressa. Porque ainda quero visitar o meu trabalho. Antes de começar a sério no dia seguinte.

Pego no telefone. Ligo para os meus pais a dizer que cheguei bem.

Volto à cozinha. Vigio o frango. Desligo o fogão. E preparo-me para comer.

E olho.

....as couves de bruxelas desapareceram...

...Em Oslo, em Londres, em Barcelona...ou em Amesterdão.

Continua a desaparecer comida do meu prato. É incrível como algumas tradições nunca mudam...

...a gula continua a ser pecado mortal, senhor Vasco!

 

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