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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

as crianças e os cães. As vantagens!

19.11.18, Joana Marques

Dizem os especialistas que as vantagens são muitas. Desde a saúde física à mental.

Da saúde física não posso falar. A Alice nunca esteve doente. Não sei se o Vasco terá alguma responsabilidade nisso.

Neste ponto, aponto mais para o facto de a Alice ainda não estar num infantário e a alimentação que faz.

Mesmo que não tenha nada a ver com a saúde física no resto, só vejo praticamente vantagens.

Tantas. Que as desvantagens ficam perdidas e nem têm espaço neste post!

 

 

Afetividade. Cumplicidade. Amizade.

A Alice tem uma relação com o Vasco que não tem com mais ninguém.

Se eu fizer alguma coisa que ela ache que está mal. Aponta logo o dedo para mim.

Se o Pedro fizer alguma coisa que ela ache que está mal. Aponta logo o dedo para ele.

Se o Vasco fizer alguma coisa que ela ache que está mal. A Alice fica caladinha que nem um rato.

Fica com um ar meio comprometido mas caladinha, caladinha.

Até fazemos de propósito:

- Quem pôs estas almofadas no chão??

Aparentemente, foi o fantasma do meio dia! A Alice não viu nada. A Alice não ouviu nada. Nada de nada!

Porquê? Porque não se denúncia um amigo. Nunca...

Quando era mais pequena as festas eram assim um puxar de pêlo. Ensinámos-lhe que não era assim. Ela aprendeu depressa. É muito meiga para ele. E ele para ela.

 

 

Ansiedade. Birras. E dias maus.

O Vasco é o ansiolítico da Alice.

Às vezes é o meu colo. Beijinhos. Cantar. Contar uma história.

Mas nos dias muito, muito negros. Só o Vasco.

O Vasco tira-lhe uma meia. O Vasco dá-lhe uma focinhada. O Vasco põe a cabeça na barriga dela.

E a miúda acalma. Assim, do nada. Parece magia. Só ao alcance dos poderosos.

Qual Harry Potter. Qual quê! Vasco, meus amigos! Vasco!

 

 

Desenvolvimento Motor. Motricidade fina.

A Alice começou a andar depressa e bem.

Não teve tudo a ver com o Vasco. A miúda é persistente e não desiste à primeira, nem segunda...nem à centésima.

Mas o Vasco contribuiu e muito.

O Vasco metia-se com ela e roubava-lhe os brinquedos. Ela não se ficava e ia atrás.

Primeiro a gatinhar. Depois a andar e a gatinhar porque percebia que era muito mais rápida a gatinhar.

E neste momento a correr.

Depois, as mãozinhas tiveram de conseguir segurar nos mirtilos, que ela adora!

E não só. Nas canetas. Nos lápis.

Porque quando caiem para o chão o Vasco aspira os mirtilos e foge com as canetas e com os lápis.

Ela bem corre atrás dele mas e ele dá a caneta que tem na boca??

Claro que não!

Exercício físico garantido! Diversão a todo o momento!

 

 

Adaptação. Convívio.

Como muitos sabem, a Alice é adoptada.

Quando a fui buscar era uma criança sem qualquer reação.

Não chorava. Não ria. Não resmungava. Nada. Não emitia qualquer som. Chegámos a achar que a miúda era surda.

O Vasco foi fundamental neste processo. Quero acreditar que eu também fui. Mas o Vasco foi mais do que eu.

Foi com ele que ela começou a interagir. Porque ninguém resiste a um boneco giro, fofo que ainda por cima nos tira as meias....

 

Responsabilidade.

Antes de jantar. A Alice é responsável por encher a tigela do Vasco.

Ponho o saco de ração no chão e a Alice com as suas mãozinhas tira e põe a ração na tigela.

Se eu me esquecer. Ela não! 

Lembra-se sempre.

Até pode estar com uma birra do tamanho do talento de Slimani.

Pára a birra!

Põe a ração na tigela.

E recomeça a birra. Porque as birras têm hora marcada mas quando temos de alimentar o nosso cão, não!

 

Sentimento de proteção.

De um lado e do outro.

É frequente a Alice esconder-se atrás do cão quando pressente que pode estar em apuros.

Também é frequente quando o passeamos  e um  cão ladra ao Vasco e a Alice dizer para o outro cão se calar.

E chatear-se! Fazer cara feia.

- Ninguém se mete com o Vasco! Ouviste???

Segue-se um abraço ao Vasco e uma festa.

 

Um babysitter do melhor!

Brincam um com o outro.

Às escondidas. Ele esconde-se. E ela anda à procura dele.

O reciproco não funciona. 

As almofadas do sofá são usadas para fazer túneis. E servem como trampolim.

Brincam à apanhada. 

Partilham o banho. Não porque eu deixo. Mas porque quando percebo já o Vasco entrou na banheira.

Quando ela acorda, ele está mesmo, mesmo a olhar para ela.

Com aqueles olhos de cão que só um verdadeiro cão consegue.

 

 

São inseparáveis. São os melhores amigos.

O Vasco é o melhor presente que a Alice já recebeu.

E parece-me que o contrário também se aplica.

Não é preciso o cão falar para concluirmos que ele está caidinho por ela...

 

Há dois anos no Quiosque!

Adoro, adoro, adoro estas fotos!

 

Há um ano no Quiosque!

 

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