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Quiosque da Joana

05.04.18

com o rei na barriga...

Joana Marques

Cheguei com o Pedro a Lisboa.

Enviei uma mensagem ao meu pai a dizer que tinha chegado bem.

Recebi a resposta:

- Não precisas de vir já. A Alice está a dormir e o Vasco aguenta mais um tempo. Aproveita.

Lembrei-me que o meu pai lê o blog. E por isso sabe de tudo.

Deixei o Pedro em casa. E fiquei por lá mais uma hora.

À despedida apeteceu-me começar aos gritos...

- Arranquem-me o coração mas não me tirem o homem...

 

Deixei-me de coisas. E rumei até ao Estoril.

Estava a estacionar o carro ao cimo da rua. Já ouvia um cão. A ladrar. A fazer barulho. A descabelar-se.

A perturbar o sossego de uma rua pacata e familiar.

- Arranquem-me o coração mas deixem-me ir ter com a Joana!

 

Mal dei conta tinha o cão ao colo. Com coração e tudo. Ele e eu.

O meu pai abraçou-me e disse-me ao ouvido.

- Estou muito feliz por ti.

Com o fogo de artificio todo. A Alice acordou.

À euforia do cão. Juntou-se a euforia da Alice.

Dei o almoço à Alice.

Almocei lá em casa dos meus pais.

 

E depois.

Peguei nos dois. E chegamos a casa.

Um dia lindo. Um céu maravilhoso. Está calor.

Abri todas as janelas. Para a luz entrar.

Sentei a Alice na cadeirinha da cozinha.

Está tão feliz. E tão acordada. Parece-me que hoje não há sesta para ninguém.

 

De repente, entrou pela varanda um abelhão. Daqueles que faz um senhor zumbido.

O Vasco ficou deslumbrado.

Se fosse uma aranha tinha cortado os seus pulsos peludos.

Como é um abelhão. Ficou ainda mais eufórico.

A Alice olhou para o abelhão. Ouviu o zumbido. Deve ter achado que era um desenho animado.

A abelha Maia na cozinha.

Apontava para o abelhão enquanto se ria. Batia palmas. E quase deitou a cadeira abaixo.

- Viva o abelhão! E todos os abelhões do mundo.

 

O Vasco voou de uma ponta da cozinha à outra.

E numa ginástica só vista em Cristiano Ronaldo.

Abriu a boca.

Atirou-se.

E almoçou o abelhão.

 

Tenho a certeza que ouvi o abelhão e o seu zumbido.

Goela abaixo.

Mesmo antes de mergulhar no suco gástrico do estômago do cão.

Se aquele estômago consegue digerir aros de soutiens. Um abelhão é um passeio no parque. Ou no estômago!

 

A Alice bem olhou para ver se via o abelhão. Ria-se tanto. Tive medo que deixasse de respirar.

Vasco, é um comedor profissional. Leva muito a sério o seu ofício.

Uma vez engolido nada mais será aparecido.

 

A gata olhou para nós com um ar de virgem ofendida.

E eu.

Ainda me dói o corpo todo. Tal foi o contorcionamento. Provocado pelo riso.

 

Aqui em casa. Os dias são muito leves. Como algodão.

Às vezes juntamos-lhe açúcar. Mais do que a conta. Não fica enjoativo. Mas....

.....descompensamos. Todos juntos. Assim, um bocadinho...

 

O Pedro está a chegar. Para se juntar à fábrica de algodão doce.

Logo hoje.

Que o cão está com o rei na barriga.

 

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Joana Marques

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