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Quiosque da Joana

17.03.18

convidou-me para um café. Só que...

Joana Marques

Não sei se conhecem...

...a praia do Magoito em Sintra.

Adoro. É uma das praias da minha vida.

É a minha praia de Inverno.

Quando tinha namorado era rara a semana que não passávamos por lá. 

Exceto no verão que tinha e tem demasiada humanidade...

Deixei de ter namorado. Mas passei a ter o Vasco.

Continuei a visitar a praia.

Não de forma tão frequente.

Mas ainda assim, muitas vezes.

Para chegarmos à praia podemos ir por um passadiço de madeira.

Escorregadio quando chove. Que faz as delícias do Vasco.

As patas derrapam e ele gosta. Cada maluco com a sua mania.

 

Se estivessem pessoas na praia não o faria mas como no inverno só lá aparecem dois ou três gatos pingados, costumo soltar o Vasco.

Adora.

Corre que nem um doido.

Uma alegria só vista...e que deve mesmo ser vista. E apreciada.

 

Hoje. Esteve um dia miserável.

Mesmo miserável.

De manhã choveu que se fartou.

Nem deu para sair com a Alice um bocadinho.

Ficámos aqui à porta a ver o Vasco fazer xixi e cocó.

Saí da entrada do prédio #rumoàapanhadecocós.

E toca de entrar em casa.

 

Pensei em fazer o mesmo à tarde.

Mas...

A minha religião não me permite. Ficar um dia fechada em casa.

E depois de ter estado a tricotar e a ver televisão. Enquanto a Alice dormia a sesta.

Comecei a magicar onde poderia ir quando ela acordasse.

Magoito. Pois, claro!

Peguei na Alice. Peguei no cão. E aí fomos nós.

Estacionei o carro.

Saímos. Os três.

Alice no carrinho.

Passadiço de madeira.

Vasco louco de alegria.

Corria. Saía do passadiço.

Entrava no passadiço.

Saía do passadiço. E aparecia com um pau na boca.

Escorregava no passadiço.

Ficava feliz por ter escorregado no passadiço.

Ladrava de felicidade.

Enfim, Vasco no seu melhor.

 

Chegamos à praia.

O Vasco. O espaçoso. A praia era dele.

Corria. Saltava. ladrava.

Bebia água do mar. Não sei porquê mas adora beber água do mar...

Eu com a Alice ao colo. A assistirmos a este espetáculo.

"Vasquito vai à praia"

A Alice ria que nem uma perdida. Apontava. Atirava beijinhos. E dizia adeus.

Em resumo. Todas as graças que já sabe fazer.

 

Dez minutos passados. E apareceu um senhor na praia com um cão.

Também solto.

- Aquele cão é seu?

- Sim, é.

Como o Vasco estava num dia de exuberância extrema achei que me ia pedir para o prender. Mas não..

- Gosto imenso de vir para aqui com a Tekas (a cadela). Faz-lhe bem andar livremente.

Quando percebi que era uma cadela. Tive medo.

E se ele profana a cadela? OMG!

 

Não...

O Vasco nem olhou para a cadela.

O Vasco não sabe que é um cão...está-se nas tintas para os da espécie dele.

Os olhos do Vasco concentraram-se num e num só alvo.

O dono da Tekas.

Devia ser mais ou menos da minha idade.

Tinha muito bom aspeto.

Era simpático.

Convidou-me para um café. Que não aconteceu.

Chamava-se Duarte.

Chamava-se e chama-se. O Vasco não o matou.

Só lhe vomitou os sapatos. 

 

 

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Joana Marques

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