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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

daqui não saio. Daqui ninguém me tira

29.03.18, Joana Marques

Cheguei a casa. E como de costume tinha alguém na minha cama.

O Vasco.

Ainda lá fui perguntar se queria ir à rua. Nem me respondeu.

Nitidamente de mau humor por ter sido importunado. Virou-se para o outro lado. E tapou-se com a orelha.

 

Despachei isto e aquilo.

Fui buscar a minha Alice. Esperei até ela acordar.

Quando chegámos, o cão continuava a dormir.

Dei o lanche à Alice.

Arrumei as ultimas coisas. E comecei a pôr tudo dentro do carro.

Bem chamei.

- Vasco. Vasco.

Nada.

Continuei a minha vida. Ultimas coisas a fazer.

A Julieta dentro da caixa. Vai connosco.

 

E o Vasco?

Fui ao quarto acorda-lo. Não gostou da minha iniciativa.

Mexeu o corpo meio centímetro e continuou a dormir.

Puxei-o. Chamei-o. Barafustei com ele. Nada.

 

Comecei a achar que podia estar doente.

Frango assado. Toca de descongelar frango assado.

Em meio segundo tinha o Vasco na cozinha. Não estava doente, coisa nenhuma.

Aos pinotes. Cara a cara com o micro-ondas.

Antes de lhe dar o frango. Vi se estava muito quente. E depois lá lhe dei o frango.

Abri a porta de casa e chamei-o. Para o arrumar dentro do carro.

Nada.

Ora, atrás de um vaso. Ora ao lado do vaso.

Assim está o Vasco.

 

A gata, na caixa, dentro do carro. À espera.

A Alice na cadeirinha da cozinha, à espera, de sua excelência.

Eu à espera.

E o Vasco.

- Não quero ir. Não me apetece. Daqui não saio. Daqui ninguém me tira!!

vascop.jpg

 

 

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