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Quiosque da Joana

10.05.18

Elias. Continua a assustar....

Joana Marques

O Pedro saiu às 16h do hospital.

Tínhamos combinado.

Passar por Carcavelos.

A cozinha está a avançar a olhos vistos e queria que ele visse.

 

Almocei.

Passei por casa dos meus pais.

Para resgatar a Alice.

Estava a dormir a sesta.

Fiquei à conversa com os meus pais à espera que bela adormecida acordasse.

 

Rumámos até Carcavelos.

Fomos dar um passeio à praia.

Cuidado com o sol!

A Alice adora praia.

Areia.

E tudo o que tenha a ver com ficar suja dos pés à cabeça.

 

Recebi uma mensagem do Pedro a dizer que estava à porta do prédio e fomos andando para casa.

Não foi fácil.

Pequena Alice.

Virou fera.

- Não quero ir. Não quero ir. Não quero ir.

Até me doeu o coração. Mas.....

....tinha de ser.

 

O Pedro já tinha subido.

Diz que esteve cá em baixo à minha espera e desistiu.

Isto de convencer pequena Alice a abandonar o bem bom demora....muito tempo.

 

As portas de casa estavam abertas.

É normal quando há obras.

Um entra e sai de gente.

É mais fácil estar a porta aberta do que estar a abrir e a fechar a porta todos os minutos.

Não são eles que ouvem as queixas do Senhor Ludovino.

Sobre o barulho.

E sobre o prédio imundo.

Barulho, ainda percebo.

Imundice...é exagero. Os senhores limpam as escadas todos os dias.

 

Entro com a Alice.

Ainda chorosa.

E encontro o Pedro a assistir um dos senhores das obras.

O senhor estava muito pálido.

Parecia desmaiado.

Ao que parece já tinha estado pior. Quando eu entrei já estava a recuperar.

- O que é que se passa, senhor Artur?

- Lembra-se de terça feira me ter entregue aquela caixa para pôr na arrecadação?

- Lembro, claro!

- Lembra-se do que me disse?

- Acho que sim. Disse: "Por favor pode levar esta caixa lá para cima para a arrecadação, é a primeira porta à direita.

- Pois e acrescentou mais alguma coisa....

- Sim, disse que eram os ossos do meu namorado.

- Pois, foi. Já viu, está um homem na sua vida a trabalhar. Entra aqui este senhor e diz:

- Olá, boa tarde...sou o namorado da Joana.

 

Eu disse-lhe que eram ossos. Disse.

Tive medo que o senhor abrisse a caixa e quando se deparasse com fémures e cenas, caísse das escadas abaixo.

E disse que eram do meu namorado.

Tive medo que o senhor abrisse a caixa e achasse que eu coleciono ossos.

Atirei as culpas para o Pedro, claro!

 

Ele achou que eram, ossos. De um namorado.

Ou seja. Eu. Não queria passar por alguém que guarda ossos.

E afinal passei pela louca que guarda o que sobrou do falecido......dentro de uma caixa......

 

Credo, até me arrepiei. Ao mesmo tempo que chorava a rir.

Acompanhada pelo Pedro e pelo senhor Artur.

Completamente recuperado. Do susto.

 

Juro....

......pela minha saúde...

..ainda me doi a barriga de tanto rir...

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Joana Marques

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