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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

estou de olho em ti....

24.10.18, Joana Marques

A nossa mudança atrasou.

Fizemos a escritura da nossa casa e decidimos iniciar obras.

Já que é para a desgraça, desgraçado seja...

Falámos com os ingleses que nos vão comprar a casa de Carcavelos e pedimos para atrasar a escritura.

Primeiro fizeram má cara. Depois lá concordaram...

Receámos que desistissem de comprar a casa mas...

...seria fácil de vender neste momento. Por isso não nos preocupámos muito...

 

A minha conversa com o senhor Ludovino ficou adiada.

Primeiro achei que tinha de contar o mais depressa possível. Depois acomodei-me...

...e agora começamos a fazer a mudança.

Nada de grandes coisas. O Pedro ainda tem uma parte das coisas dele em caixas e é isso que começámos a levar.

Eu. Joana. A organizadora. Já fiz um planeamento da mudança e sei tudo.

O que vai e em que dia vai.

Quando vai.

Para onde vai.

Até sexta têm de lá estar todas as caixas do Pedro.

Sábado e domingo temos de encaixotar a arrecadação. E uma empresa de mudanças passa por aqui e deixa na casa nova.

E nós vamos atrás da empresa de mudanças e arrumamos a arrecadação. Numa assoalhada que temos na garagem e que será a nova arrecadação.

Entretanto no final da próxima semana vamos encaixotar o escritório. E os quartos que não estão a ser usados cá em casa, mas que estão mobilados.

Empresa de mudanças. 

Joaninha atrás da empresa de mudanças...e põe tudo num brinquinho.

 

A empresa de mudanças vem segunda. E o senhor Ludovino vai dar conta. Tinha de lhe contar antes.

Hoje. Desci as escadas. Tal e qual Maria Antonieta a caminho da decapitação.

Toquei à campainha. 

Entrei.

E contei-lhe.

Tinha de ser. 

Olhou para mim. E disse:

- Joana. Não queria dizer-te nada mas vou ter de dizer. O teu marido não é de confiança. Estás a ser enganada por ele.

- Vendes esta casa e compram outra e ele passa a ter direito à casa. Não vês?

Expliquei-lhe que éramos casados. E que em casa havia apenas uma carteira. Se casei com ele é porque confio em absoluto nele.

Disse-me.

- Fazes mal. Vais acabar sem nada. Vai-te deixar daqui a uns tempos e vais ficar com duas filhas e sem casa.

Disse-lhe que não queria entrar por aí. Nem discutir esse assunto com ele. Voltei a dizer-lhe que se aceitei casar com o Pedro foi porque confiava nele e se por acaso não confiasse, pouco que fosse não tinha casado. Eu estava no casamento de forma completamente transparente e acreditava piamente que o Pedro também estava.

Ficou pensativo.

Despedi-me dele.

Subi. Voltei a sair de casa para ir buscar a Alice. Voltei a casa.

 

O Pedro chegou. Ainda a horas decentes. Contei-lhe a conversa com o Senhor Ludovino.

O homem ia enfartando.

Comemos qualquer coisa e decidimos ir dar a nossa caminhada. Os 4.

Descemos.

A Alice quer porque quer descer as escadas sozinha. Demoramos uma eternidade até chegar cá abaixo.

O Vasco, por sua vez, desce as escadas em 30 segundos. Sobe as escadas em 15 segundos para ver onde nós estamos.

Desce outra vez as escadas.

Volta a subir.

E vai fazendo isto até chegarmos cá abaixo.

O senhor Ludovino estava à janela.

Cumprimentei-o e ele disse ao Pedro.

- Estou de olho em ti, ó matulão.

 

Fizemos a nossa caminhada. 

Aproveitámos o bom tempo que ainda temos. 

Uma hora depois voltámos.

Apanhámos o senhor Ludovino na entrada do prédio.

E ele voltou a avisar o Pedro.

Só que se enganou. Em vez de:

- Estou de olho em ti, ó matulão....

Disse.

- Estou de olho em ti, ó mulatão.

 

Há dois anos no Quiosque!

Tive um destaque na página principal do Sapo.

Com este post!

 

Há um ano no Quiosque!

É meu chefe, agora. Falo com ele quase todos os dias...

...e é muito boa onda!

 

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Faltam 145 dias para a Mariana nascer...

 

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