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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

filha de Vasco sabe roubar...

29.01.19, Joana Marques

O chefe. Do meu chefe. Do meu chefe.

Engraçou comigo, desde o primeiro dia.

Já dizia a minha avó: "mais vale cair em graça do que ser engraçado". 

E neste caso é mesmo verdade.

O senhor gosta tanto de mim que neste momento já não é o chefe do chefe do meu chefe. Porque desde que estive em Dublin com ele, passei a estar diretamente sobre a alçada dele.

Neste momento é o meu chefe.

 

Contei-lhe que tinha adotado a Alice.

Desde aí que nunca se esquece de perguntar por ela.

Contei-lhe do Pedro. Quis falar com ele por skype para o conhecer.

Eu faço sempre alguma cerimónia quando tenho de falar com ele.

Da parte dele sinto que me trata quase como uma filha.

É estranho mas é isso mesmo que sinto.

 

O senhor adora Portugal.

Mas só conhece a Quinta do Lago.

Quando aterra em Portugal, entra no hotel e só volta a sair no dia em que é para voltar.

Sempre que falamos e acabamos por falar algumas vezes por semana despeço-me sempre dele e convido-o a visitar o país como deve ser.

O Algarve é maravilhoso. E o resto?

Lisboa. Porto.

O Minho. Trás os Montes. E as beiras? A Lezíria??

O Alentejo! A publicidade que eu faço ao Alentejo.

E as ilhas!! Será possível que alguém visite o país sem passar pelas ilhas.

 

O senhor está de férias. Ele e a mulher.

Destino. Portugal. Algarve. Quinta do Lago.

Mas...

....o que lhe tenho dito deve ter mudado qualquer coisa naquela cabeça. Um dia destes ligou-me a dizer que estava no Porto. E no dia seguinte ia fazer um cruzeiro no Douro.

No dia seguinte ligou-me completamente extasiado.

Entretanto desceu. E passou o fim de semana em Lisboa. Conheceu Cascais. E Sintra.

Disse-lhe para ir ao Cabo Espichel. A Sesimbra. A Setúbal. E descer até Alcácer do Sal. Aquela vista da pousada é incrível!

Ainda me convidou para os acompanhar mas devido ao meu estado #rumoàtonelada disse que não. Não me custa nada andar mas a médica tem-me dito para estar quietinha e não ponho em risco a Mariana por nada nem ninguém.

 

Como o Pedro estava de folga hoje.

Aproveitei para o convidar, a ele e à mulher para almoçarem cá.

O Pedro fez o almoço. E eu ajudei. 

Confesso que estava um bocado ansiosa.

O senhor é muito acessível mas não deixa de ser meu chefe e era um bocado chato as coisas correrem mal.

 

Chegaram. 

Pegou logo na Alice ao colo.

A Alice olhou para ele. Sorriu. Mas tem a vida dela. E...

...toca de pedir para sair do colo e ir à vida dela.

 

Mas...

....o colo do senhor esteve pouco tempo vazio.

Eis se não quando do meio do nada apareceu a Gabriela.

E atirou-se para cima do colo do meu chefe. Quase enfartei.

Quase entrei em trabalho de parto quando vejo Sodona Gabriela a dar lambidelas tresloucadas na cara do senhor.

O senhor adorou. E eu voltei a ter as entranhas no lugar.

 

Fomos almoçar.

Correu tudo muito bem.

Conversa daqui. Conversa dali.

O Vasco rondava. A Gabriela também.

Acabou o almoço.

Achei eu que se iam embora logo a seguir.

Não!

Pois, instalaram-se aqui em casa. E ficaram. Ficaram. Até às 18h.

Uma pessoa tem vida. Mas enfim...

...não os ia mandar embora.

 

Não previa que ficassem cá tanto tempo mas estava preparada para servir lanche se fosse preciso.

Entre outras coisas cortei uns queijinhos alentejanos e coloquei num prato.

O meu chefe serviu-se de pão e do queijo. Em doses industriais.

Tirou uma fatia de pão do prato dele e colocou o prato na mesa de apoio aqui da sala.

E de repente vi o que não queria ver.

Gabriela chegou-se ao prato do homem e vá de roubar uma fatia de queijo.

O senhor distraído a comer. Nem notou. 

Eu olhei para o Pedro. E o Pedro olhou para mim.

A mulher dele estava com a Alice. Também não deu por nada.

O senhor na converseta. Foi ao prato dele buscar mais pão e queijo. Deixou o prato na mesinha.

E Gabriela. Não é tarde nem é cedo. Zássss. Toca de roubar mais um bocadinho.

Eu com suores frios.

O Pedro à beira de um AVC sistémico.

 

O senhor falava, falava. Eu em choque,

O Pedro em choque. Só dizia que sim com a cabeça. 
Para o senhor não pensar que estava a falar sozinho.

 

O senhor volta novamente a ir buscar mais pão e queijo.

E a Gabriela a espreitar pelo canto do olho. Tão nova e tão profissional, já.

E quando a Gabi vai para roubar mais queijo o Pedro agarra-a.

O senhor olha para nós e começa a rir-se às gargalhadas e diz:

- Foi por um triz! Foi por um triz.

E nós a dizer que sim com a cabeça!

 

Não se esqueçam que está a decorrer um passatempo.

Esqueci-me de colocar a data limite.

É até às 23h59 minutos do dia 31.

 

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Há um ano no Kiosk!

Em Nova Iorque. Apanhei uma seca descomunal!

 

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