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Quiosque da Joana

31.10.18

hoje escrevo sobre....

Joana Marques

Esta é uma rubrica nova no blog.

Às vezes recebo email's, mensagem de Facebook ou Instagram a pedir para falar sobre isto ou aquilo.

Até agora tenho respondido a cada uma. 

A partir de agora vou responder usando o blog.

Não quer dizer que não responda também a quem me envia a mensagem. Por norma respondo a todas as mensagens.

A não ser que me esqueça..porque a idade começa a ser para cima de muitos dígitos.

E grávida, ainda por cima...

Sabem lá a minha vida...

 

Alguém. Não vou dizer o nome. Pediu-me para falar sobre relações amorosas.

Não é um assunto que me sinta muito à vontade. Porque é um assunto que não domino.

Aliás, só casei aos 37 anos. Olhando para os meus irmãos que casaram muito mais cedo que eu e acertaram á primeira.

Esses sim deviam estar a escrever este post.

 

Não sou uma pessoa fácil. E isso deve ser o ponto de partida para este post.

Quem me atura tem de ter uma paciência do tamanho do sistema solar.

Juntando ao facto de não ser uma pessoa fácil. Sou uma pessoa exigente. E em certas situações sou muito pouco flexível.

Para relações amorosas como para relações de amizade existe uma linha vermelha.

Não gosto de passar a linha vermelha. Se a passar está o caldo entornado. E eu tenho muita dificuldade em voltar à normalidade e olhar para o outro da mesma forma.

 

Fazendo uma retrospetiva das relações amorosas que tive. Cheguei à conclusão que falharam mais por causa de mim do que por causa deles.

Eu quero acreditar que falharam porque eu um dia ia conhecer o homem da minha vida, o Pedro. E se estivesse com outro, o Pedro seria apenas uma miragem...

 

 

Era pouco mais do que uma miúda quando tive o meu primeiro namorado. Tinha 16, quase 17.

Chamava-se Marc. Era meio francês. E andava no Pedro Nunes como eu. Era o melhor amigo do meu melhor amigo.

Era giro que se fartava. Falava português com sotaque francês. Mas, senhores, sentem-se!

Era do benfica. Com a mesma intensidade que eu era do Sporting.

E isso não era bom. 

As discussões eram mais do que muitas e só nunca andámos à tareia. Não sei muito bem porquê.

Às segundas feiras normalmente não nos falávamos. Miúdos....

Às terças vinha ter comigo. E lá fazíamos as pazes. 

Era assim para o ciumento. Mas...

....ia gerindo.

Começou a falar em casamento quando eu tinha uns 20 anos. Andava eu fresca e fofa a servir leite com café em aviões.

Quando terminou o curso e se empregou, insistiu mais e mais. E em filhos. Falava muito em filhos. E eu armada em Joana a dizer:

- Claro que sim, um dia destes...

Um dia cansou-se de esperar. E fez-me um ultimato. Queria ir para Inglaterra tirar o mestrado e queria que eu fosse com ele. Casados!

Olhei para ele com pânico no olhar. E pedi-lhe para esperar...

...não esperou. E eu compreendi. Toda a gente tem o seu limite e ele tinha atingido o dele.

Gabo-lhe a paciência. Esperou por mim tanto tempo...estivemos juntos quase 7 anos.

Não lhe gabo a preferência clubística. Cruzes! Canhoto! Credo! 

 

A culpa foi minha, mas...

....fiquei de rastos. Claro!

Fiquei sozinha quase 4 anos. 

 

O senhor que se seguiu era sportinguista. E eu achei que era o homem da minha vida.

Pelo menos às segundas nunca estava chateada com ele. Quando corria mal, corria mal para os dois.

No primeiro ano de namoro esteve 6 meses fora. 

Disse-me que tinha de ir. Deu-me a entender que era obrigado a ir.

Quase cortei os pulsos com as saudades. Mas...

...o que tem de ser tem muita força. Desejei-lhe sorte. O destino não era propriamente paradisíaco.

E rezei para que voltasse inteiro e de boa saúde. E já agora apaixonado por mim. 

Voltou. E parecia que nunca nos tínhamos separado.

Estivemos juntos quase 7 anos. Durante esse tempo começou-se a falar em casamento.

Já não fugi ao assunto como anteriormente. Ok! Pronto. Fugi um bocadinho mal de nada....

Começámos a falar de filhos, também. Eu era hospedeira e ele também tinha horários um bocado diferentes.

Comecei a tratar de mudar de vida. Porque a ideia não me parecia completamente descabida.

Fiz uma pós graduação em Inglaterra para juntar à minha licenciatura em Gestão.

E consegui um estágio numa empresa em Milão. 3 meses.

Informei-o. Não concordou. Disse-me para ficar, por favor. Deu-me mil e uma razões para eu não ir.

Fiquei a pensar.

Um dia em Junho. Fomos a um jantar com ex colegas dele. E no meio do jantar percebi que afinal, no início da nossa relação, ele tinha ido para fora porque se tinha oferecido. E não porque tinha sido obrigado.

Lembro-me de estar numa mesa, ele à minha frente, e a cara dele disse tudo.

- Ela percebeu. E não há nada a fazer...

Lembro-me do caminho que fizemos de carro. Quase em silêncio. Porque ele sabia o que ia acontecer e eu também.

Foi ao som de "Just like heaven" dos "The Cure" que acabou. Terminámos. Porque seria muito difícil para mim voltar a confiar nele.

Ele tinha ultrapassado uma linha vermelha. E eu sou do Sporting.

Fui para Milão. Troquei de trabalho. E sofri como uma condenada à cadeira elétrica.

 

O senhor que se segue. Não foi meu namorado.

Mas eu gostei dele como se tivesse sido.

É o #rumoaoesquecimento.

O Quiosque já existia nesta fase e por isso as minhas lamurias estão espalhadas pelo blog.

Foi uma pessoa importante. Muito importante. Acho que só não tivemos nada porque eu estava fora.

E quando voltei as coisas já tinham descambado. Tal como o Marc, também este achou que já tinha esperado tempo de mais. E foi à vida dele.

Não o censuro. 

A verdade é que o tempo que nos falamos foi agridoce para mim. Muito bom. E às vezes muito mau.

Não por ele. Mas sobretudo porque me pus em causa várias vezes. E isso não costuma acontecer.

O rapazinho tinha o hábito de comentar a fazer-se interessante no instagram de miúdas, mulheres, enfim....pessoas do sexo feminino.

Falei com ele. Custou-me porque achei parvo. Mas falei...ao fim de algum tempo.

Desvalorizou. E continuou a fazer o mesmo.

Comecei a duvidar da minha sanidade mental e desativei o instagram. 

Coração que não vê. Coração que não sente.

 

Só que...

...parti a perna no ano passado. E não tinha grande coisa para fazer. E voltei ao instagram.

E lá estava. Os comentários na Rita, na Inês, na Cláudia...nos iogurtes, na bainha das calças, no chazinho...enfim.

Podia não ter mal nenhum. Mas incomodava-me e ele sabia. Aliás, atualmente está com uma destas pessoas, por isso...

...onde há fumo, há fogo. Afinal era mesmo alguma coisa. E eu não estava neurótica de todo....só um bocadinho.

Foi por causa dele que escrevi o post: "eu queria ser suficiente". Porque ao longo desta relação que não chegou a acontecer nunca senti que fosse suficiente. Em certas alturas achava que ele olhava para mim como se eu fosse o ultimo copo de água do deserto. Noutras achava que afinal a Rita, a Inês e a Cláudia é que eram o último copo de água do deserto. E eu estava aquém. Ser suficiente é a conta certa. E eu nunca fui.

E pronto! Estava terminado antes de começar. 
Depois apareceu a Alice e deixámos mesmo de ter lugar na vida dele.

Continuo a achar que é uma pessoa de bem. Não deu certo, em certa medida pela distância. E pelo resto....ah! e porque em Março ia aparecer o Pedro...

 

Ao longo do tempo aprendi a não desvalorizar a intuição.

Aprendi também que antes de ser só coração convém dar algum espaço à razão.

Nunca gostei de casos de uma noite, ou de um mês.

Não tenho nada contra mas para mim não dá nem faz sentido. Para estar com alguém tem de ser a sério. E de corpo e alma. 

Sempre me custou muito entregar-me nas mãos de alguém. Confiar. Escancarar o coração.

Excepto com o Pedro. 

 

Todos nós temos as nossas histórias.

O Pedro, o meu Pedro também tem as dele. Mal seria se não tivesse.

O meu passado está completamente resolvido. 

É esse o ponto de partida para começar....

....o resto da nossa vida. Está nas nossas mãos. E no nosso coração.

 

 

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