Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quiosque da Joana

10.09.18

Joana e Pedro. Os preferidos do bairro....

Joana Marques

Anunciámos à família e aos nossos amigos que íamos mudar de casa.

Repetimos vezes sem conta e até à exaustão porquê.

Na sexta-feira recebemos alguns amigos aqui em casa. Jantaram cá.

Dona Alice colaborou e às 19h30 já dormia. Ferrada. Até ao dia seguinte.

Tínhamos marcado para as 21h.

A essa hora e com a ajuda preciosa desta filha dorminhoca, estava tudo pronto.

Tínhamos combinado deixar a porta da garagem aberta para poderem entrar sem terem de tocar à campainha.

Subiam.

E quando chegassem ao segundo andar tínhamos também a porta aberta.

Nada de barulho. Não queríamos a Alice acordada e o cão resmungão.

Contámos aos que ainda não sabiam que íamos mudar de casa.

A explicação de que a casa estava a um excelente preço porque o dono tinha muita pressa em vender não convenceu todos.

- Cá para mim deve estar assombrada.

Disse uma amiga minha meio a brincar.

- Da próxima vez que lá forem levem o Vasco. Se houver fantasmas ele vai dar conta.

Acrescentou um amigo do Pedro enquanto todos ríamos a imaginar Vasquinho a caçar fantasminhas imaginários.

 

Ontem passámos por lá.

Tínhamos combinado com o dono ir lá, para ele nos pôr a par de algumas coisas.

A escritura é só no final da semana.

O senhor está emigrado no Canadá tem pressa em voltar mas nestes dias que faltam até à escritura queria ir visitar uns amigos ao Porto.

 

Ontem lá nos encontrámos.

Com o Vasco. O nosso caçador de fantasmas.

Entrou em casa.

Cheirou isto e aquilo. Deitou-se num sofá. Obviamente!

A casa está mobilada porque o dono quer ver-se livre de tudo.

Algumas coisas são antigas e na minha cabeça mil e um planos de restauro. Assim tenha tempo....

 

Eu e o Pedro acompanhados pelo dono fomos percorrendo a casa.

Foi-nos mostrando as chaves. O que é que abre o quê. 

As duas portas de casa.

O portão grande.

O portão individual.

A porta da garagem.

A casinha das máquinas.

A casinha das ferramentas. 

 

O dono é uma pessoa dos seus 50 anos. Filho de um português e de uma canadiana. 

Tem nacionalidade portuguesa e canadiana. Mudou-se para o Canadá quando os pais se divorciaram. Tinha 5 anos.

Herdou a casa de forma surpreendente. De um tio que mal conhecia.

Nada o prende a Portugal. A vida dele está toda no Canadá.

Gostei dele desde o primeiro momento. 

Muito conversador. Uma pessoa simples, pareceu-me.

Os três embrenhados na conversa. Nisto, a campaínha toca.

- Ainda não nos mudámos e já temos visitas. Disse eu para o Pedro.

 

No portão. Um senhor. 60 anos talvez.

- Olá. Vocês têm um Golden?

O Vasco é um rafeiro mascarado de Golden. Parece Golden mas não é.

- Temos um cão parecido com um Golden, sim.

Respondeu-lhe o Pedro.

- Ah! Acabou de sair do meu quintal. É quase certo que emprenhou a minha cadela.

Eu sou desvairada e estou calejada em relação a muitas coisas.

O Pedro não.

O Pedro é muito certinho. Muito organizado. E muito correto.

Pensar que partilha o tecto com um cão que não perde a oportunidade de profanar a primeira cadela que lhe aparece à frente...é demasiado para ele.

Ficou sem pinga de sangue.

Eu intervim.

- Será que ele saltou o muro? Sem darmos conta? A última vez que o vimos estava deitado no sofá da sala.

- Saltou o muro do meu vizinho do lado, eu vi. 

- E onde é que o senhor mora?

O Vasco saltou 4 quintais para chegar à cadela do senhor.

 

O Pedro ressuscitou.

- Nós pagamos-lhe a cadela...ou qualquer tipo de despesa. 

Quase morri a rir. A ideia de pagar a cadela deu-me para isso.

Nisto apareceu, a assobiar para o lado. O aproveitador de cadelas indefesas.

- É este, não é?

Perguntei eu. Sem qualquer esperança.

- É esse mesmo.

E o senhor baixou-se e fez-lhe uma festa.

-Só queria informar-vos. Vamos esperar e ver se se confirma.

- Nós vamos mudar-nos para cá. Vá nos dando conta das despesas e depois de nascerem posso ajudar a encaminhar os cachorros. 

Disse eu.

- Se nascer alguma cadela não me importo de ficar com ela. O meu filho também é capaz de ficar com um. E depois logo vemos quantos temos para dar.

Ficámos assim.

Saímos dali a pensar que a primeira coisa que precisamos de fazer é aumentar a altura dos muros.

 

Há pessoas que dão uma festa de inauguração. E chamam os vizinhos para se darem a conhecer.

Nós não!

...Nem pensar. Não trabalhamos dessa forma.

Temos um método infalível para nos dar a conhecer...e gostarem de nós!

 

Primeiro. O cão a soltar charme e mais algumas coisas......

.....a carimbar a bicheza da vizinhança.

Segundo. Aumentar a altura dos muros. Como que a dizer...

....somos novos e não queremos conhecer ninguém. Nem falar. Nem ter amigos...

Sem confianças! Se faz favor!

 

Hoje passei por lá. Tinha combinado com o agente imobiliário.

Mal saí do carro. Disse-me a vizinha da frente.

- Foi o seu cão que engravidou a cadela do João?

 

Começo a achar que a ideia de ter um ou dois fantasmas em casa era preferível. 

Joana e Pedro.

A conquistar a vizinhança.

Desde o momento zero.

Aposto.  Já somos os preferidos do bairro!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma obra minha!

 

Há um ano no Quiosque!

Um livro que li!

 

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

45 comentários

Comentar post

Pág. 1/3

Joana Marques

foto do autor

Sigam-me

contador de acesso grátis

Links

Grupo no Facebook de Partilha handmade! 💝

As histórias do cão! 🐶

Tricot 🌺

Crochet 🌻

Receitas 🍳🥦🥧

Planear ⌚📅 📊

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D