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Quiosque da Joana

15.09.18

loucos. Uns pelos outros...

Joana Marques

Lembro-me desse dia como se fosse hoje.

Dos pormenores todos.

Porque faço esse exercício muitas vezes. Voltar a esse dia. 

Estava frio. Muito frio.

Acordei cedo como faço todos os dias mas...

...quase nunca acordo a Alice. Deixo que ela acorde sozinha.

Trabalhar em casa faz com que a vida seja menos stressante.

Naquele dia tive de a acordar.

Porque às 8h tinha de estar em Lisboa com ela.

 

Em Fevereiro tínhamos apanhado um susto.

Aquele dia ia ser decisivo.

Teria sido apenas um susto? Ou era algo mais...

Estava a arranja-la e estava com lágrimas nos olhos.

E se fosse algo sério?

 

Tudo me assustava naquele dia. Eu, visto a camisola do otimismo todos os dias. Não estava nos meus dias.

Tudo me parecia complicado. E difícil.

O resultado dos exames e das análises.

O trânsito e o medo de chegar atrasada. 

O médico. Muito competente mas pouco simpático. Ou nada simpático como alguém que eu conheço bem, me disse.

Tinha medo que a miúda desatasse num berreiro e não se conseguisse fazer nada.

 

Tudo o que achei que podia acontecer. Não aconteceu.

A Alice foi acordada. E sorriu. Colaborou em tudo.

Comeu o pequeno almoço sem birras.

Entrou no carro e adormeceu.

Não apanhei trânsito nenhum mas depois de ter passado a segunda circular houve um acidente complicado.

Cheguei ao hospital 15 minutos antes.

Fui chamada ainda não eram 8 horas.

- O médico é pontual!

Pensei. 

E isto fez-me simpatizar um bocadinho mais com ele.

A porta estava entreaberta. O médico que estava lá dentro sorriu.

Estranhei.

- Um médico nada simpático não sorri.

Não deve ser este. E fui-me embora.

O médico levantou-se e disse-me.

- É a Alice?

Voltei atrás. E entrei.

Cumprimentos da praxe. E todo o peso que tinha carregado naquele dia desapareceu.

A consulta durou quase 4 horas. Nunca tinha tido uma consulta que demorasse tanto tempo.

E o médico também nunca tinha dado uma consulta tão longa.

Espero que tenha sido a primeira e a última vez. 

O médico disse-me que a Alice não tinha nada.

O médico era giro.

O médico tinha um sorriso arrasador.

O médico era muito simpático. E giro....

A bata branca....a voz, os gestos, a forma de falar....e era giro...

 

Saí do hospital.

A sentir-me leve. Leve como uma pena.

Estava apaixonada.

 

Aproveitei a sesta da tarde da Alice para escrever este post.

Disfarcei como consegui o meu estado de paixonite aguda.

 

Se ele não me tivesse voltado a contactar. Não tinha feito nada.

Tive sorte porque ele sentiu o mesmo mas teve coragem de avançar.

 

 

Estamos casados.

Temos duas filhas. Uma ainda está a ser fabricada.

Se tudo correr bem vamos conhece-la lá para Março.

Temos um filho canino. Que é só o melhor cão de Carcavelos e arredores.

 

Tantas pessoas me dizem:

- Vocês são LOUCOS!

E eu respondo afirmativamente.

- Somos loucos, sim senhor! Loucos, uns pelos outros.

 

6 meses depois.

Não consigo viver sem ele. E só quero viver com ele.

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Já não me lembrava!

O que o blog tem de bom....voltar onde fomos felizes...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Tive de fazer uma apresentação na minha aula de norueguês. 

O Sporting foi o tema escolhido.

 

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