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Quiosque da Joana

11.03.18

nem quero pensar quando chegar ao J. De Joana.

Joana Marques

Félix chegou por volta das duas da manhã.

Se calhar até chegou antes, mas não dei conta.

Dormia eu profundamente. Acordei com o choro da Alice.

Dorme bem, 99% das noites. E por isso levantei-me de repente. Aquela semana negra ainda está muito presente.

Mal saí da cama.

Alguém, a ocupou. Devia estar lá pelo quarto sem eu dar conta. Vasco entrou de rompante na zona J.

Parece-me que se eu começar a dormir no estendal da roupa......também vai querer experimentar...

 

Estava a chover torrencialmente e a Alice deve-se ter assustado com a chuva.

Tirei-a da cama. Aconcheguei-a ao meu colo. Dei-lhe miminhos.

Quase três da manhã.

Começou a fechar os olhos. Começou a adormecer lentamente.

 

Entrou de rompante no quarto da Alice. O Vasco, com a trela na boca.

Não queria acreditar.

- 3 da manhã, Vasco. 3 da manhã!

Embrulhei a Alice. Não a quis deixar sozinha.

Fui ao meu quarto vestir o roupão. A minha cama estava ocupada pela Julieta.

 

Com a Alice ao meu colo. Soltei o Vasco no jardim do condomínio. Já a pressentir o pior.

Sem trela. Ia-se sujar. Todo.

Fiquei à entrada do prédio. Chovia. E fazia vento.

O Vasco lá foi à vida dele.

Foi rápido. Mas em vez de aparecer em tons dourados...apareceu em tons lama, 2018. De fazer inveja aos Pantone da vida...

Mal chegou perto de nós. Sacudiu-se todo. Apanhei eu, também. Tudo o que tinha direito.

Com a Alice ao colo não consegui limpar-lhe as patas, sequer. Entrou naqueles preparos no prédio.

Mais uma vez. Sacudiu-se todo.

A entrada do prédio. Fica com. Lama nas paredes. Lama nas caixas do correio. Pegadas de lama no chão.

Cheguei a casa. A correr fechei todas as portas. Antes que o cão se deitasse no sofá..ou na minha cama.

Deitei a Alice.

E dediquei-me ao cão.

Banheira. Banho.

Quase quatro da manhã.

O cão limpo e cheiroso. Expulsou a Julieta da zona J. Deitou-se e adormeceu.

A minha cama parecia o triângulo das bermudas.

Tem qualquer coisa de magnético.......que nos faz querer desaparecer do mapa.

 

Enchi um balde. Detergente. Esfregona. Paninho.

Quando olhei para a entrada do prédio.

Toca de limpar tudo. No mais absoluto silêncio. Não eram horas de fazer barulho.

Limpei o chão. As paredes. As caixas do correio. Deixei a porta de casa aberta para poder ouvir a Alice caso acordasse.

Às cinco da manhã tinha tudo num brinco.

Expulsei o cão da zona J.

Deitei-me.

Às 5h30. Fui acordada pelo despertador.

Toca a levantar. Que as manhã são tudo de bom...

Tomei banho. E vesti-me.

Saí a correr de casa e passei a pente fino o jardim do condomínio.

Lá encontrei o cocó do cão.

Sou uma pessoa tão triste que consegue reconhecer os cocós do seu prório cão....

Voltei para casa em paz. E com vontade de aproveitar o Domingo...calmamente.

Tenho quase 40 anos...idade para sopas, descanso e caldos de galinha...

 

F. De Félix...

Nem quero pensar quando chegarmos ao J. De Joana...

 

 

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