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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

ninguém sabe o dia de amanhã!

18.01.19, Joana Marques

Sempre fui uma aluna normal.

Até tirava notas altas nas disciplinas que gostava e passava à tangente nas disciplinas que abominava.

Educação visual tinha sempre 5. Adorava! Tinha jeito.

Para além dos meus trabalhos fazia o trabalho dos colegas que pediam e que tinham nascido sem jeito nenhum para o desenho e artes visuais. Isto claro, sem o professor dar conta...

...eu acho que às vezes desconfiava. Mas nunca disse nada.

Gostava de Matemática, Física, Química, Inglês, História e mais tarde, Economia, Contabilidade e Cálculo Financeiro. Educação Física, passava à tangente. Francês e Geografia, também. Ciências, outra que tal. Estudava à última da hora. E pedia uma inspiração de última hora. Acabei o liceu com 15. Uns furos abaixo do que os meus irmãos tinham conseguido.

 

Mudei. Quando comecei a trabalhar.

Como trabalhava e estudava ao mesmo tempo.

Comecei a dar mais valor a tudo. E não só.

Não fiquei fã dos tempos em que andei na faculdade.

Não fiquei fã da licenciatura que tirei. Gestão.

A estratégia que arranjei para sair dali depressa foi não deixar cadeiras para trás. 

No final dos 5 anos tive a melhor média de curso desse ano. Terminei com 16.

Com a licenciatura feita, não mudei de trabalho.

Nem tentei. Porque gostava do que fazia. Gostava muito.

Trabalhava muito.

Porque sempre tive uma grande capacidade de trabalho. E ao fim de um tempo...

...convidaram-me a tirar um mestrado em Psicologia.

Para poder ambicionar a outros voos na empresa onde estava e nas funções que desempenhava teria de o fazer.

Não pensei duas vezes. Aceitei o desafio. 

No final gostei. Aprendi algumas coisas que uso até hoje. Outras nem por isso. Mas...

...como dizia a minha avó: "o saber não ocupa lugar". Saí do mestrado com mais ferramentas. Ferramentas essas que usei a partir daí.

 

Por essa altura tinha começado uma relação (com o meu segundo namorado).

E, as coisas começaram a ficar sérias. Com o passar do tempo começámos a falar em ter um filho. Mas tanto ele como eu tínhamos horários de trabalho tudo menos compatíveis com uma criança.

- Quem muda?

- Muda tu.

- Não, muda tu!

Comecei à procura de trabalho. Encontrei. No mesmo ramo mas numa outra empresa.

Mandaram-me para Inglaterra tirar uma pós-graduação para me tornar especialista no trabalho que iria fazer. Logo a seguir fiz um estágio em Roma.

 

Anos e anos de estudo. 

Anos e anos de trabalho.

Férias sem serem gozadas.

Fins de semana e mais fins de semana no escritório.

Reuniões em cima de reuniões. Algumas produtivas outras para encher chouriços.

E eis que cheguei aos dias de hoje!

 

Quase 38 anos e deparo-me com o mais terrível dos trabalhos.

Um trabalho em que sou avaliada todos os dias.

Por uma patroinha muito exigente.

O meu trabalho é visto de forma minuciosa. E ao milímetro.

E às vezes é devolvido. Porque patroinha não gostou.

 

Esta patroinha não é só exigente.

Também é um bocadinho temperamental.

Às vezes chateia-se a sério. Desiste de mim.

E a batata quente passa para o pai. 

alice.png

Hoje saí-me bem. Mas...

...ninguém sabe o dia de amanhã!

 

Há dois anos no Quiosque!

É a ler estas coisas que percebo que tenho um parafuso mal apertado!

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: foi mamã!

 

Post 2: agora dá-me vontade de rir.

Eu e o meu drama amoroso 2017/2018.

 

Post 3: escrevia eu...babadérrima, sobre a Alice!

 

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