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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

nós. A conversar...

26.03.18, Joana Marques

A minha Carlota faz anos.

É um dia especial para nós.

Não só pelo aniversário. Mas sobretudo por estarmos todos juntos de novo.

O meu irmão está a morar na Noruega. E vieram cá passar a Páscoa.

O dia foi passado em casa dos meus pais.

De manhã fiz o bolo de aniversário da Carlota. Chocolate. Por cima pasta de açúcar e gomas.

Um dia não são dias. E só come quem quer.

Eu, por exemplo vou abdicar da pasta de açúcar e das gomas. Só como o bolo. Bolo.

 

Depois do bolo feito.

A Alice acordou da sesta da manhã. Ainda brincámos.

Conheceu os primos que nunca tinha visto. Tanto beijinho que ela atirou.

Andaram com ela ao colo. Deram-lhe o almoço.

Acabou por adormecer mais cedo e tudo. Tanta brincadeira deixou-a exausta.

Aproveitei que estava a dormir e fui às compras.

Apeteceu-me fazer uma tarte de maçã. Para a festa de logo à noite.

E uma mousse de chocolate. Com abacate.

Shiuuuu! Ninguém sabe que tem abacate. E toda a gente vai gostar da mousse.

 

O Vasco quis acompanhar-me. Muita criançada em casa.

Muito tempo a sorrir e a ser simpático.

Um cão precisa de descanso!

Como ele foi. Peguei no carro. Se fosse sozinha tinha ido a pé. Não é muito longe o supermercado.

Deixei-o no carro.

No supermercado encontrei uma vizinha dos meus pais.

E ofereci-lhe boleia.

Deve ter a idade dos meus pais. Mais ou menos.

- Se me dás boleia vou aproveitar e levo mais umas coisas.

Assim foi.

Eu tinha menos compras. Despachei-me. E fiquei à espera.

 

O Vasco. Nunca cedeu o lugar da frente!

Eu a conduzir. O Vasco ao meu lado. E a senhora atrás.

Lindo.

 

A rua dos meus pais é longa. E tem muitos portões.

Quase toda a gente tem garagem mas durante o dia deixam os carros estacionados cá fora. É mais prático.

Encontrar estacionamento na rua. É como encontrar uma agulha num palheiro.

Olhei para ver se via algum lugar.

Estacionei. Logo que encontrei um lugar.

- Vou deixar o carro aqui. Se quiser ajudo-a com as compras.

Disse que não. Que conseguia levar tudo.

Mesmo assim, agarrei num saco da senhora e fui com ela até casa dela.

 

Lado esquerdo: às costas levava as minhas compras (naqueles sacos grandes do hipermercado), na mão o saco de plástico com as compras da senhora.

Lado direito: trela do Vasco.

 

O Vasco ia entre nós as duas.

Nós, a conversar.

 

O Vasco a andar como um cão civilizado.

Nós, a conversar.

 

O Vasco extremamente bem comportado.

Nós, a conversar.

 

O Vasco a comer o presunto. O bacon. E o fiambre. Do saco da senhora.

Nós, a conversar.

 

 

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