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Quiosque da Joana

31.07.18

O dia em que conheci a sementinha....

Joana Marques

Desde o dia que descobrimos que estava grávida começámos a planear certas coisas.

Não corremos logo para o médico. O Pedro disse que não valia a pena.

Até às doze semanas o risco é grande. A mãe natureza normalmente sabe o que faz. E as sementinhas que sejam inviáveis normalmente não vingam.

Estou com pouco mais de 7 semanas. Tudo pode acontecer.

 

Com o passar dos dias fomos ganhando um pouco mais de confiança e começamos a falar no local onde seria acompanhada.

Tinha duas hipóteses. 

O hospital privado onde o meu tio trabalha. Ou uma maternidade pública.

Tendo em conta que o hospital do meu tio acaba com uma palavra que não simpatizo: "luz".

Decidi-me logo pela segunda hipótese.

A minha mãe esteve a um passo de me deserdar quando lhe contei o motivo pelo qual não iria para o hospital onde o meu tio trabalha.

Pode parecer parvo. Mas...

....vou tentar ter um filho ou uma filha que seja Sportinguista. O nome. A vista. Credo. Não ia correr bem...

...possivelmente ia parir com vista para...vocês sabem do que é que eu estou a falar. E eu ia enfartar de certeza...

A criança ia ficar marcada para sempre.

Carimbada. Com Carnide ou Benfica como Junta de Freguesia onde nasceu. (Não sei a qual das duas pertence o hospital....)

Maternidade pública aqui vou eu.

 

O Pedro ficou animado. Porque conhece lá praticamente toda a gente.

E disse-me que ia falar com uma médica que tinha sido professora dele. O homem confia-lhe os rins se for preciso...

Quase fiquei com ciúmes...

...até lhe perguntei:

- Olha lá tiveste algum caso com ela?

O homem fez o ar mais aparvalhado de sempre, desde Março. Antes disso pode ter feito ares piores. Quem sabe? Eu não...

Fomos hoje de manhã.

 

Gostei muito da médica.

Ouvi atentamente o que me disse. Até fazer a ecografia. 

Ouvimos o coração. Chorámos. Eu e o Pedro. A médica não.

Eu muito mais do que o Pedro. O Pedro ficou os olhos marejados. Eu fui atropelada por um tsunami descontrolado.

O Pedro ia-me explicando o que já se conseguia ver na ecografia. Ainda pouco.

Mesmo com as explicações todas só consegui ver o costume. A cabeça. E o corpo num todo.

Nada mau...

 

Estou de 7 semanas e um dia.

Já sabíamos isso.

É mais ou menos do tamanho de uma amora. Ainda no domingo fizemos um sumo na máquina nova que tinha amoras. E era uma delícia.

Pesa 1 grama. Um grama de gente! Fixe!

O Vasco pesa 30 kg. É quase a mesma coisa.

 

O coração já bate. E bate muito depressa e forte.

O cérebro está-se a desenvolver a uma velocidade vertiginosa.

E durante esta semana vai dividir-se em três partes. Pai, filho e Espírito Santo. Será??

Não é. Segundo o Pedro uma parte virá a ser responsável pela memória, raciocínio e resolução de problemas.

Por exemplo:

Slimani do Sporting saiu para o Leicester. Quantos Slimanis há no Sporting?

As outra partes não decorei. No meu caso, parece-me que algo falhou na sétima semana. 

A memória não é o meu forte, quando a informação é demasiado erudita...

 

Os outros órgãos estão também em ebulição mas ainda não funcionam. 

- Querida sementinha quando começares a fazer xixi o teu pai paga-te um gelado...saudável...

Na ecografia estava todo mexilhão.

Deve ter percebido hoje, que não vai ter de nascer naquele hospital cujo nome não deve ser pronunciado. E isso anima qualquer um...

Ou isso. Ou vai ser profissional do sapateado..

 

A certa altura. A consulta era entre o Pedro que percebia o que a médica dizia. E a médica que percebia as perguntas do Pedro e sabia responder.

Depois da ecografia feita. Foi o descalabro para mim. 

Depois de ouvir o coração a bater. Queriam o quê??

Bla, bla, bla wiskas saquetas......

Está tudo bem. Essa parte percebi.

 

Ainda lhe perguntei se era normal eu não ter qualquer sintoma. 

Nada. Nada de enjoos. Nada de xixis a mais. Nada de sono. Choradeira, sempre. Mudanças súbitas de humor, não me parece mas vou perguntar a opinião do Vasco.

Disse-me que há gravidezes assim. E para não andar a apregoar aos sete ventos porque tenho sorte e a sorte às veze muda.

E pode mudar neste preciso momento.

 

O dia do parto será 18 de Março. A data é meramente indicativa. Uma segunda feira.

Um excelente dia para ter uma criança.

Assim como assim, as segundas feiras são sempre lixadas.

Se tiver um filho a uma segunda ganharei o dia.

E ganhar o dia a uma segunda tem que se lhe diga. 

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Diz que recebi em minha casa dois elementos daqueles que ninguém quer ver nem vestidos com a camisola do Slimani.

Se não conhecem a história deviam querer conhecer para ver como Joaninha sofre!

E ainda não entrei em trabalho de parto!

 

Há um ano no Quiosque!

Será uma cenoura? Ou não é uma cenoura?

Se não conhecem a história deviam querer conhecer para ver, Joaninha e suas dúvidas existênciais!

 

 

E depois de terem lido tudo, tudo, tudo....seguiam a Joaninha!

Nunca se nega o pedido de uma grávida de sete semanas e um dia....

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