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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

o final da história...

15.06.19, Joana Marques

Segunda feira.

Acordámos. 

Não, não era um sonho. Tínhamos um bode.

E enquanto tomávamos o pequeno almoço estava o dito cujo a olhar pela janela.

Não tinha ideia. Mas...

...são animais sociáveis. Depois do choque inicial tornou-se nosso amigo e gostava da nossa companhia. Ficava aborrecido quando estava sozinho e procurava a todo o custo companhia. A Gabi tornou-se amiga dele. Gostava de lhe ferrar o dente no pescocinho e nas orelhas mas era na brincadeira.

 

O Pedro foi trabalhar.

O Pedro chegou ao trabalho.

E no meio de toda a problemática renal e outras miudezas urinárias, o Pedro lá puxou o tema: tenho um bode!

Disseram-lhe para contactar uma quinta que pertence a um mini Zoo.

O homem não teve coragem de ligar a dizer:

- Olá, liguei para perguntar se estão interessados num bode?

Foi lá.

Sim senhor. Claro que sim mas...

...tem de nos trazer uma declaração de um veterinário. 

Contactámos o veterinário que logo nos primeiros dias visitámos por causa do Vasco e da Gabi.

Ligámos para o veterinário e marcámos.

No dia seguinte. Eu só tinha de ir ter com o Pedro acompanhada do bode.

Falei com a minha vizinha e deixei lá as miúdas.

Voltei para casa e dediquei-me à causa. Apanhar o bode.

Faltava uma hora para o Pedro sair do trabalho, por isso estava mais do que a tempo.

 

Chamei o bode. Veio ter comigo mas quando o fui para apanhar. 

Está quieto.

O bode largou aos pinotes. 

Corri. Chamei. Gritei. Chorei. E o bode zombou com a minha pessoa como nunca ninguém o tinha feito. 

 

Entretanto.

Eram 16h e o Pedro saiu do hospital.

Ligou-me tal como tínhamos combinado.

Não atendi.

Esperou, no hospital.

Passados uns 10 minutos ligou outra vez.

Não atendi.

Ligou para o veterinário a perguntar se uma mulher tinha aparecido com um bode.

Não!

Ligou-me outra vez.

Não atendi.

 

No quintal da minha casa.

Um bode saltava paredes.

Berrava.

Vinha ter comigo e largava a correr.

O Vasco estava louco dentro de casa.

E a Gabi também. Por razões diferentes.

O Vasco não permite que alguém me passe a perna.

A Gabi queria brincar com o bode.

 

O Pedro já não foi ter ao veterinário tal como tínhamos combinado.

O Pedro achou melhor voltar a casa para ver porque raio é que eu não tinha cumprido aquilo que tínhamos combinado de manhã.

 

Chegou a casa.

Olhei e vi o Pedro.

Eu descabelada.

Suava por todos os poros.

E chorava de frustração.

Quase duas horas atrás de um bode.

 

O Pedro apanhou o bode sem dificuldades.

Colocou-o no carro e foi ao veterinário com ele.

Eu fui buscar as miúdas.

O Pedro chegou passado uma hora com o bode  e no dia seguinte foi ao veterinário buscar uma declaração que dizia que o bode era um bode muito saudável.

O bode está agora na tal quinta.

Está muito bem tratado.

E vai morrer um dia. De velhice.

Já o fomos visitar e veio logo ter connosco à procura de festinhas.

 

Embora não me esqueça daquelas duas horas negras da minha vida.

Não guardo ressentimentos. Do bode.

 

Esta história começou aqui!.

continuou aqui!....

.... passou por aqui!

E por aqui!

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