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Kiosk da Joana

Kiosk da Joana

o Vasco sempre a surpreender...

26.06.19, Joana Marques

Vasco!

Um cão requintado. Dono disto tudo!

Aqui em casa o sofá é dele. No chão?

- Estarei a ouvir bem?? Estás mas é maluca. Eu não sou cão de me deitar naquilo que vocês chamam tapete quando mais no chão!

 

Na sala temos um sofá daqueles normais para duas a três pessoas e um sofá individual.

No sofá individual não cabe porque é um cão espaçoso e gosta de estar espalmado qual ovo estrelado. E por isso o poiso dele habitual é o outro sofá, o grande!

Ocupa-o de uma ponta à outra.

Joana? Pedro? O resto da família?

Pois.

Temos o chão. Só para nós.

É normal eu e o Pedro estarmos à noite.

Na sala.

Já depois das miúdas estarem a dormir

A ver qualquer coisa. Filme, série..documentário.

Sentados no chão.

Encostados ao sofá.

Com uma manta por baixo e umas almofadas por trás das costas que a idade já pesa e os bicos de papagaio estão mesmo ao virar da esquina.

Atrás de nós o sofá.

No sofá. O Vasco!

 

O safado do cão tem uma bola de cristal incorporada no coração. E sabe. Não sei bem como.

A hora certa para sair do sofá e aterrar na nossa cama.

Eu deito-me e ele aceita de bom grado a minha companhia. Mas...

...debate-se um bocado com o Pedro.

Acaba ao colo do Pedro transportado para o sofá da sala.

Sem antes, fazer uma chinfrineira. 

 

Adormecemos. Mas de manhã quando acordamos...

...NUNCA estamos sozinhos. O Vasco mudou-se de malas e bagagens para o nosso quarto.

Quando era só eu. Dormia no tapete. Agora. Faz questão de me acordar com as 4 patas em cima da cama. Espera...impacientemente pela minha saída.

Aninha-se o mais que pode no quentinho.

Quando o Pedro sai da cama. 

Ui!

Morreu e foi directamente para o céu sem passar pelo purgatório.

O sono dele pode durar um dia inteiro.

É um castigo para fazer a cama!

 

Mas...

....desde que eu sou mãe. O Vasco também é .....

E, a Alice e a Mariana estão no topo das prioridades do cão.

 

Aqui, onde estamos existe um espírito de entre-ajuda grande.

E combinámos, mães com filhas de idades idênticas disponibilizarem a casa aos pequenos seres à vez.

Um dia a Alice brinca com mais duas amiguinhas aqui em casa, no dia seguinte em casa da nossa vizinha holandesa, no dia seguinte na casa da nossa vizinha da Argentina. É maravilhoso!

Só assim tenho tempo para ter tudo em dia. 

O mais espantoso é que o Vasco acompanha a Alice. Sempre!

Fica à porta da casa onde a Alice está a brincar. Ao frio, à chuva, ao sol, ao pó....ao vento!

..até a miúda sair de lá. O Vasco está à porta. À espera...serenamente.

 

Ontem. Eu estava em casa. E ouvi-o ladrar.

Pode parecer mentira mas conheço as minhas filhas pelo cheiro, pela voz, pelos passos...

...tal e qual como conheço o meu cão.

O ladrar do Vasco é inconfundível. Ladrava muito. Muito. Alto. Aflito.

Tão aflito que saí de casa com a Mariana e fui ver o que se estava a passar.

Ao longe vi o Vasco tresloucado a atirar-se à porta de casa da minha vizinha.

E como não conseguiu entrar saltou o muro.

 

Bati à porta e entrei. (moramos numa espécie de quinta, fechada, é normal as portas estarem no trinco). Percebi que estavam no quintal.

Vi pela janela da cozinha a Alice caída.

O Vasco tinha o focinho no pescoço dela. A conforta-la.

A Alice fez um galo enorme na cabeça e destroçou o nariz. Coisas que acontecem.

É claro que eu fiquei com o coração apertado mas....

....faz parte. Não posso, nem quero que viva numa redoma...

 

Voltei para casa com a Alice. E com o Vasco.

Tratei da Alice sempre com os olhos do Vasco em cima da Alice.

Ontem à noite. Eu e o Pedro tivemos o sofá só para nós.

Porque o Vasco dormiu no tapete ao lado da cama da Alice.

 

A Alice está bem. Foi mais o susto.

 

 

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