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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

oslo. O cão...

03.04.17, Joana Marques

Cheguei na sexta à tarde.

O cão instalou-se no sofá e já não saiu de lá.

Eu tive de me contentar com um sofá mais pequeno.

Enchi-lhe a taça de comida. Nada.

Não pediu para sair. Pelos vistos só precisava de dormir. E até a bexiga colaborou.

 

E não, não me acordou. Devia estar ainda meio desorientado.

Quando acordei, dei conta que tinha comido tudo durante a noite.

Pediu-me para ir à rua.

Vesti-me depressa e lá fui com ele. Uma volta rápida.

Assim que chegámos voltou ao seu objeto mais adorado em Oslo. O sofá!

 

Ainda arrumei uma coisas. Organizei outras tantas. Preparei-me para sair.

Os meus pais estavam a chegar para passar o fim de semana.

Chamei-o. Nem se mexeu.

Disse-lhe que me ia embora. Nada.

Saí de casa e fiquei à porta. À espera de um ganido. Nada de nada.

Em Oslo, fica em casa sozinho .

Em Barcelona, não.

O que é que isto quer dizer??

Que em Barcelona vivo por cima de uma vala comum de elfos??? 

Um campo radioactivo??

Um cemitérios de pigmeus???

Um aterro sanitário??

Adiante.

 

Fui buscar os meus pais. Queriamos ter dado uma volta pela cidade. Estava preocupada com o cão.

E se acordou e não me viu?

E se os vizinhos chamam a comissão de proteção de menores em risco??

E se me tiram o cão?

 

Arrastei os meus pais para minha casa.

Quando chegámos.

Dormia. Tranquilamente.

Abriu um olho a custo. E saudou os meus pais. Abanou o rabo umas duas ou três vezes...

 

Almoçámos.

E ele pediu para ir à rua.

Voltámos a sair. 

Ficou a dormir.

 

À noite quando chegámos teve de nos ceder o sofá.

Não ia sentar os meus pais no chão.

 

Eu e o meu pai falamos alto, rimos alto.

E quando um de nós teve de ir à casa de banho. O apartamento quase foi abaixo...

 

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