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Kiosk da Joana

Kiosk da Joana

Pedro e Joana. Duas filhas. Dois cães. E um.....

09.06.19, Joana Marques

Por aqui os hospitais funcionam de forma diferente, no que diz respeito à gestão de recursos humanos.

Essa parte foi a que mais nos agradou.

A remuneração que o Pedro aufere é bastante agradável mas não foi isso que nos fez dar o passo.

O facto de poder escolher o turno em que trabalha e ter tempo para viver foi o que mais nos encantou.

No hospital do Pedro não há regime de turnos.

Ou melhor há, mas não como em Portugal.

Por aqui não há regime de turnos rotativo.

O Pedro escolheu o turno das 8h às 16h com fins de semana livres.

Se escolhesse o turno das 16h à meia noite ganharia mais e se escolhesse o turno noturno mais ainda.

Quando decidimos vir para cá pensámos logo na experiência nova e em tudo o que iríamos aprender e viver mas para isso seria preciso tempo para viver e tempo para estarmos juntos.

Optámos sem pestanejar pelo melhor horário.

 

Por aqui a saúde não é para todos. Infelizmente, não existe um sistema que proteja toda a gente.

O hospital só está acessível a bolsas mais recheadas pelo que alguns médicos fazem serviço de voluntariado.

O Pedro também faz. Ninguém o obriga a fazer mas é uma forma de agradecermos a nossa estadia aqui.

De 15 em 15 dias ao sábado de manhã o Pedro dá consultas, algumas ao domicilio outras em Centros de Saúde improvisados. 

Costuma sair cedo, pelas 7h. E normalmente regressa pelas 14h.

 

No sábado passado. 

Dei o almoço à Alice. Ficou-se a dormir a sesta.

A Mariana também dormitava com o Vasco de vigilia. E a Gabi aos pinotes cá em casa.

O costume!

 

Ouvi o carro do Pedro.

Fui à porta. 

O Pedro tinha saído do carro.

E estava com a porta de trás do carro aberta e a tentar tirar alguma coisa.

Ouvi um som...

...do tipo. 

- Béeeeeeeee.

 

E nisto. Vi o impensável.

Nos braços do meu Pedro estava um bode.

Um bode.

Sim, leram bem. Um bode.

Jovem, é certo. Pronto! Um projeto de bode....

 

Depois de recuperar as cores. Perante tal aparição. Fiz ao Pedro...

...aquela pergunta básica. Que todas as mulheres fazem aos seus maridos...

Porque raio é que o homem tinha um bode??

 

Pois, Pedro.

Médico de todas as miudezas urinárias e afins.

Tratou com sucesso, uma infeção urinária, à amante de um senhor africano que lhe ofereceu em troca como reconhecimento e agradecimento.

Um bode.

Uma palavra chegava, senhor! Uma palavra chegava....

 

Sábado. 

Joana e Pedro. Para além de um bode nos braços.

Tinham. E estavam, também. A braços com um grande problema.

O que raio vamos fazer com o bode?

 

Pedro e Joana. 

Duas filhas. Dois cães. E um bode....

 

Esta história continua.

Não sei se estão com curiosidade para saber tudo, tudo e tudo...

....se sim. É só passarem por cá.

 

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