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Quiosque da Joana

06.04.18

real life

Joana Marques

Real life. É a tag que mais uso no meu blog.

Desde os primeiros dias de blog.

Porque o mote deste blog é mesmo a vida, tal como ela é.

A minha. Exatamente como é. Sem tirar nem pôr.

Esta tag. Nunca fez tanto sentido como ontem.

 

Despedi-me do Pedro de manhã.

Ia almoçar a casa dos meus pais. E ele à casa dos pais dele.

Disse-me que depois de almoço queria fazer umas compras. Passar pelo hospital.

Depois disso. #rumoaCascais

 

A Alice tinha sido acordada, com o barulho do Vasco, de manhã.

Nunca consegui que dormisse à tarde.

Sentei-a na cadeirinha da cozinha.

E enquanto lhe falava, ia adiantando o jantar.

Tinha uma massa feita da semana passada. Era só cozer.

Cogumelos e frango.

E tinha uma lasanha. Feita.

 

A meio da tarde recebi uma mensagem do Pedro a dizer que estava no hospital e ainda ia demorar.

Chegava lá para as 18h.

Tinha a lasanha pronta. Só precisava de 20 minutos de forno. Coloquei a lasanha no forno do fogão. Desligado. A aguardar pelas 17h30. Assim, quando o Pedro chegasse podíamos ir comendo.

Amassei pão. Coloquei-o dentro do forno elétrico para levedar.

 

Pelas 17h. A Alice estava completamente intragável.

Só o Vasco lhe tirava um sorriso.

Tentei dar-lhe sopa. Não quis. Na Alice é estranho. Come muito bem. Mas o sono tem destas coisas.

Comecei a dar-lhe bocadinhos de fruta. Que adora.

Eram 17h30, com a Alice ao colo, liguei o forno do fogão.

E. Usei a minha joaninha. O meu temporizador maravilha. Que nunca me deixa ficar mal.

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20 minutos. E a lasanha. Ia ficar uma maravilha.

Voltei para a sala com a Alice. E com a fruta. E com o Vasco atrás.

A Alice completamente imprópria.

Dei-lhe fruta. Atirou a fruta ao Vasco. O Vasco aproveitou. Claro!

A Alice chorava. E quando via o Vasco sorria. E chorava outra vez.

Dei-lhe beijinhos. Tentei acalma-la.

E nisto. O Vasco. Largou a correr e foi para a varanda.

Estranhei.

Pensei que a Alice. E a sua fralda...mas não.

Logo a seguir. Percebi. Porque raio é que quis respirar ar puro.

Fumo. Vindo da cozinha.

A minha joaninha falhou. A lasanha estava queimada.

 

A Alice. Imprópria. E sem o Vasco. Parecia o fim do mundo.

A Alice chorava, muito. E o Vasco na varanda.

- Lá, lá,lálá...quem não apanha fumo sou eu...

 

A campainha tocou. Era o Pedro.

Podia dizer-vos que lhe abri a porta de forma sexy envolta numa nuvem de fumo.

E é verdade. A parte do fumo. Só a parte do fumo.

 

A forma sexy fica para outra altura.

Nos meus braços estava a Alice. Possuída de sono. Num berreiro épico.

Disse-lhe para entrar. Dentro do Apocalipse.

Expliquei-lhe que o jantar estava queimado.

Que o cão tinha desertado para a varanda.

E eu precisava de ir adormecer a Alice.

 

O Pedro ainda tentou fazer uma festinha à Alice. Que ainda chorou mais alto.

- Vai lá. Não te preocupes, nem tenho fome.

 

Fui com a Alice para o quarto.

Embalei-a.

Li-lhe uma história.

Dei-lhe beijinhos.

Sem pressas.

Eram umas 19h quando voltei a ver o Pedro.

 

Enquanto estive com a Alice.

Pedro. Esse grande querido.

Tirou a loiça da máquina.

Resgatou a lasanha queimada.

Deitou a lasanha fora.

Lavou o pirex.

Fez ovos mexidos.

Juntou-lhe espinafres e cenouras que eu tinha no frigorífico.

Jantámos. Num clima enevoado. E romântico. Provocado pelo meu desastre culinário.

O Vasco. Na varanda.

 

Vimos o jogo do Sporting.

Ainda tentámos ver netflix.

Mas desistimos porque temos muita coisa a dizer um ao outro.

Finalmente consegui dormir como deve ser. Porque tive toda a minha gente no mesmo tecto.

 

Hoje de manhã fui acordada pelo Vasco. Que ignorou por completo o Pedro.

Quando cheguei à cozinha.

Percebi que me tinha esquecido do pão.

Tenho agora uma nhanha fermentada que não sei se vou conseguir aproveitar....

 

Fiz panquecas de banana, cacau, farinha de amêndoa e calda de chocolate para o pequeno almoço. 

A Alice acordou. E foi Pedro que a trouxe para se juntar a nós.

Bem disposta. Já atirou beijinhos a todos.

O Vasco continua na varanda. Nem por nada entra na cozinha.

Toda a gente tem uma cruz na sua vida. E a do Vasco é o seu olfato.

Já lhe tive de dar banho porque pelos vistos o pêlo dele cheirava a lasanha carbonizada.

E isso parecendo que não é incomodativo. Quando o encontrei dentro da banheira. Percebi.

 

Foi um dia. Comum.

Uma cena do nosso quotidiano.

Muitas se seguirão. Mais jantares falecerão. Muitas birras a Alice terá.

Faz parte. De ser família.

É assim a vida. Tal como ela é. 

A realidade em todo o seu esplendor.

 

Com a certeza. Aconteça o que acontecer.

Enquanto estivermos todos juntos. As noites de sono vão ser tranquilas.

 

 

 

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Joana Marques

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    Quando na altura li este post pensei. " Epá isto é...

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    Boa Joana, pena eu ser do Benfica e viver no Porto

  • Joana Marques

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