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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

saboreando o amor...

16.08.18, Joana Marques

Onde é que eu ia?

Onde é que eu fiquei?

 

Ah! Já sei.

Sentia-me meio atordoada. O braço do meu pai guiava-me.

Ao longe via as orelhas da Minnie. E mais ou menos na mesma linha, um pouco mais à frente vi o Pedro.

Ao longo do caminho, curto, comecei a ver caras conhecidas.

Alegres, sorridentes. Familiares e amigos. 

Algumas caras comovidas. 

Eu estava a um passo de começar a chorar. 

Não uma lágrima ou outra. Isso não é para mim.

Chorar. Chorar. Chorar.

Sempre chorei em casamentos e batizados. Ia deixar o meu de fora?

Vi o Pedro limpar as lágrimas. E pronto!

Ele é homem pode e eu não?

Fiz um esforço. Um grande esforço.

O meu pai deixou-me com o Pedro. O Pedro deu-me a mão.

 

Ouvi a Alice a chamar-me.

Vi que estava ao colo do meu irmão.

A Alice teve ordem de soltura e chegou-se a nós.

Ao colo do Pedro. A Alice.

O padre deu início à cerimónia.

Conhece-me desde que nasci. É amigo dos meus pais desde sempre. E também dos meus avós.

Falou da minha infância.

Falou dos meus avós.

Falou do local onde estávamos a casar. 

Falou da minha avó Maria.

- Lá no céu, vê tudo o que fazes. Sorriu quando abriste o teu coração à Alice. E apresentou-te o Pedro num dia especial...

15 de Março de 2018. 

Falou no casamento dos meus pais. Um casamento feliz. É verdade tem sido um casamento feliz. 

Falou no dia em que se conheceram.

15 de Março de 1963.

Ainda não tinha feito esta ligação mas os meus pais já. E tinham falado disso ao Padre José.

Disse diretamente ao Pedro.

- Não te conheço tão bem como conheço a Joana. Felicito-te pela coragem, determinação e pelo passo que estás a dar hoje.

Disse para nunca nos esquecermos do dia. 

Sempre que passarmos por alguma dificuldade devemos lembrar o dia em que casámos e o amor que sentimos um pelo outro e pela nossa família.

Joana , Pedro e Alice. E todos os que com o tempo se juntem a nós.

- E o Vasco! Disse eu...

- Claro, claro! O Vasco...

 

A cerimónia prosseguiu. 

Alianças. Entregues pela minha sobrinha.

A Alice estava muito pouco interessada no protocolo....

O beijo.

O abraço. O meu marido dá os melhores abraços.

Choro, choro aos kgs da minha parte.

O Pedro também estava comovido mas é uma pessoa normal...

Já casados fomos felicitados pelas nossos amigos e familiares.

Tenho recordações muito vagas dessa altura mas tenho a certeza que fui abraçada pela minha mãe, pelo meu pai e irmãos....

Fomos percorrendo o caminho e fomos nos dirigindo até ao espaço onde seria dado o jantar.

Fomos presenteados com confetis brancos...graças a Deus ninguém nos atirou arroz....

 

Não tirámos as tradicionais fotos.

O meu primo António foi o fotógrafo de serviço. Foi tirando fotos aqui e ali.

Tirou-nos duas ou três mais formais.

Tirámos fotos com aquelas pessoas que têm por hábito ter fotos de todos os casamentos com os noivos e elas próprias.

Toda a gente foi tirando fotos com os telemóveis.

As fotos que temos são fotos informais. Nossas com os nossos amigos e familiares.

 

 

Vimos todos o pôr do sol. Tirámos fotos ao pôr do sol. 

Jantámos. 
Dei o jantar à Alice e adormeci-a.

Todo o casamento foi informal. Nada ensaiado. Muito espontâneo.

Tal como os dois meses que passaram.

Ao sabor do momento. 

Saboreando a sorte....

...saboreando o amor...

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Um diálogo entre Joana e Vasco.

Alguém roubou comida e não fui EU!

 

 

Há um ano no Quiosque!

O projeto da Marta!

Se não viram na altura, ainda vão a tempo! 

Tantas peças bonitas....

 

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