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Quiosque da Joana

12.05.18

e non esiste bomba pacifista..

Joana Marques

A Il Cairo non lo sanno che ore sono adesso,

il sole sulla Rambla oggi non è lo stesso.

In Francia c’è un concerto, la gente si diverte,

qualcuno canta forte, qualcuno grida “a morte”.

 

A Londra piove sempre, ma oggi non fa male.

Il cielo non fa sconti, neanche a un funerale.

A Nizza il mare è rosso di fuochi e di vergogna,

di gente sull’asfalto e sangue nella fogna.

 

E questo corpo enorme che noi chiamiamo “Terra”,

ferito nei suoi organi dall’Asia all’Inghilterra.

Galassie di persone disperse nello spazio

ma quello più importante è lo spazio di un abbraccio.

 

Di madri senza figli, di figli senza padri,

di volti illuminati, come muri senza quadri.

Minuti di silenzio, spezzati da una voce:

“Non mi avete fatto niente.”

 

Non mi avete fatto niente.

Non mi avete tolto niente.

Questa è la mia vita che va avanti

oltre tutto, oltre la gente.

 

Non mi avete fatto niente.

Non avete avuto niente.

Perché tutto va oltre

le vostre inutili guerre.

 

C’è chi si fa la croce, chi prega sui tappeti,

le chiese e le moschee, gli imam e tutti i preti,

ingressi separati della stessa casa,

miliardi di persone che sperano in qualcosa.

 

Braccia senza mani, facce senza nomi,

scambiamoci la pelle, in fondo siamo umani.

Perché la nostra vita non è un punto di vista

e non esiste bomba pacifista.

 

Non mi avete fatto niente.

Non mi avete tolto niente.

Questa è la mia vita che va avanti

oltre tutto, oltre la gente.

 

Non mi avete fatto niente.

Non avete avuto niente.

Perché tutto va oltre

le vostre inutili guerre,

le vostre inutili guerre.

 

Cadranno i grattacieli, le metropolitane,

i muri di contrasto, alzati per il pane.

Ma contro ogni terrore che ostacola il cammino

il mondo si rialza col sorriso di un bambino,

col sorriso di un bambino,

col sorriso di un bambino.

 

Non mi avete fatto niente.

Non avete avuto niente.

Perché tutto va oltre

le vostre inutili guerre.

 

Non mi avete fatto niente.

Le vostre inutili guerre.

Non mi avete tolto niente.

Le vostre inutili guerre

Non mi avete fatto niente.

Le vostre inutili guerre.

Non avete avuto niente.

Le vostre inutili guerre.

 Ermal Meta,

Fabrizio Moro,

Andrea Febo

Esta canção tem uma mensagem que me toca particularmente.

É esta a canção que eu gostava que ganhasse a Eurovisão.

 

 

14.05.17

da Noruega para Portugal. Com Amor!

Joana Marques

Segunda feira não trabalho e por isso aproveitei para passar o meu primeiro fim-de-semana fora.

Combinei com uma amiga, portuguesa, que chegou na sexta.

Alugámos uma cabana.

Para podermos viver a Noruega tal como ela é.

Num local sem eletricidade.

E sem televisão.

Sem internet.

 

Para me ligar ao mundo tenho de ir ao café local. Um pouco distante da cabana. Uns 15 minutos de carro.

Depois de termos passado um dia a explorar e a viver o local passámos pelo tal café para dar notícias.

Ligámos à família, trocámos sms com amigos, etc.

No café, muito mais afáveis que as pessoas de Oslo, convidaram-nos para nos juntarmos a eles à noite, para vermos a Eurovisão.

Falámos uma com a outra, perguntei se o Vasco podia estar com connosco. Resposta afirmativa.

 

Já não via a Eurovisão há demasiados anos.

E este ano só tive vontade porque estava fora.

E quando estamos fora sentimos o país de forma diferente.

 

Ouvi pela primeira vez a música do Salvador esta semana. Lá está, porque a Eurovisão já não me dizia nada.

Quando ouvi a música achei o arranjo musical muito bom.

A letra muito bonita.

É tudo muito simples.

A voz enquadra-se na perfeição, na música.

Achei o Salvador muito peculiar.

No início estranhei mesmo...

 

Vi a Eurovisão, aqui, no fim do mundo, acompanhada de uma portuguesa, a minha amiga e de muitos noruegueses.

Quando o Salvador cantou chorei que nem uma Madalena.

Afinal estou longe. E as saudades são tantas!

Vibrámos todos com a canção portuguesa e claro com a da casa. Que também se ouve bem.

Votámos em peso, em Portugal.

Neste café, norueguês, onde ainda estou, a escrever este post, votámos apenas e só em Portugal.

 

Sofremos todos.

No fim do mundo, numa terrinha perdida na Noruega, gritámos por Portugal.

Foi um dos dias mais emocionantes da minha vida!

Rimos.

Chorámos.

E no fim ganhámos.

 

 

Obrigada!

Gil Vicente!

Camões!

Fernando Pessoa!

Obrigada, Luísa Sobral!

A língua portuguesa é a mais bonita do mundo....

 

Festejámos diante de travessas cheias de bacalhau!

Senti-me em casa.

Fomos um país só....Portugal!

bac.jpg

 

Joana Marques

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