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Quiosque da Joana

09.08.18

por uma vida simples! #2

Joana Marques

Um dia, acordamos e mal reconhecemos o espaço onde vivemos!

Foi o que me aconteceu a mim.

O plano era ter uma vida simples. Uma vida leve. 

O plano não foi bem concretizado e à minha volta tinha tudo aquilo que precisava mas também o que não precisava.

Era preciso decidir. Escolher o caminho.

Eu escolhi destralhar e voltar ao plano inicial.

Demorou semanas e semanas. As semanas, deram lugar a meses.

 

1ª fase!

Foi preciso começar por algum lado.

Queria ter feito tudo num dia. Desisti.

Achei que conseguia numa semana. Também não consegui.

Consegui num mês. E não completamente....

No primeiro mês de destralhanço comecei pela roupa e companhia.

 

Comecei primeiramente pelas blusas, camisolas e casacos. Partes de cima.

Incrível a quantidade de roupa que comprava.

Uma camisola barata aqui.

Uma blusa baratinha ali.

A blusa baratinha era girinha mas quando chegava a casa não dava com nada do que tinha.

Então tinha de comprar a saia a condizer. Só que eu sou friorenta e em dias de frio a saia não dava jeito:

- Olha que calças tão giras que aqui estão.

Lembro-me que na altura só casacos de malha cinzentos idênticos tinha 7.

Coloquei tudo em cima da cama para ter noção das milhentas peças que tinha.

Todas as peças dessa estação passaram pelas minhas mãos.

 

O que é que eu fiz?

Criei três grupos.

1º grupo. As escolhidas.

2º grupo. Não tenho bem a certeza.

3º grupo. Não vos quero nem pintadas de verde e branco.

 

1º grupo. 

Escolhi as peças para usar durante essa estação. 

Entre casacos de malha. Blusas. Camisolas. Devo ter escolhido um total de 15 peças.

As que restaram. Arrumei numa caixa na arrecadação.

Nessa estação não as usei mas no ano seguinte fiz a troca. Parecia que tinha ido às compras!

 

2º grupo.

Guardei dentro de uma caixa durante 6 meses.

Como não precisei de nada, nem me lembrei de nenhuma das peças que lá estavam, dei a roupa.

 

3º grupo.

As que estavam estragadas deitei fora.

As que estavam em boas condições. Dei.

 

 

Depois de ter arrumado o assunto partes de cima.

Peguei nas calças. Saias e vestidos e fiz o mesmo.

A minha casa ficou logo mais leve.

Habituei-me a não comprar cores que não combinam com nada nem com ninguém. Aposto sempre nos básicos.

E ando sempre simples. E acho que ando bem....pelo menos eu gosto. É isso que interessa.

 

 

Depois de ter o roupeiro mais leve.

Dediquei-me à roupa interior.

Percebi que as minhas gavetas de interiores quase não abriam e quase não fechavam. Tal era a carga que tinham.

O que estava estragado deitei fora.

O que estava bom tirei da gaveta para escolher.

Numa semana, vamos supor que preciso de 7 pares de meias. Um pouco mais...

Posso ir correr, posso precisar até 10 pares. Mais do que isso não, porque entretanto vou lavando roupa. E no verão não preciso nem de metade mas....

....fiquei com 10 pares de meias na gaveta.

As restantes jazem numa caixa na arrecadação.

Sempre que umas meias se rompem é só dar um pulo à arrecadação e trazer umas novas.

Se por acaso passo por uma loja com preços em conta.

As chamadas oportunidades.

Compro.

Imaginemos que compro 4 pares.

Ou vão para a caixa que está na arrecadação.

Ou vão para a gaveta das meias e sai de lá a quantidade de pares que entraram. E volto a ter na gaveta 10 pares.

 

O mesmo se passa com a roupa interior.

Fiz a conta à quantidade que precisava numa semana. Deixei a mais uma ou outra peça e pronto.

 

A arrumação também sofreu alterações. 

Passei a ter as gavetas organizadas da forma que relatei neste post.

Em vez de estarem todas umas por cima das outras estão em mini secções criadas pelos separadores de feltro que fiz.

Ajuda muito. Quando abrimos a gaveta visualizamos logo as peças todas e não desarrumamos meio mundo quando deitamos a mão.

 

O passo seguinte. Sapatos.

Tenho muitos sapatos. Estão na arrecadação.

A cada estação passo pela arrecadação e escolho 4 pares. E são esses 4 pares que calço durante o verão. Ou o inverno.

É muito mais simples. A escolha é mais rápida no dia a dia. E mais fácil, também.

 

Malas. Não tenho tantas como sapatos mas o processo escolhido foi o mesmo.

Escolhi 2 malas. E o resto descansa em paz na arrecadação até nova ordem.

Na estação seguinte troco  e parece que fui às compras. Só que não.

Às vezes estragam-se e deito fora. Claro.

Às vezes preciso mesmo de comprar uma mala nova. É a vida.

 

Acessórios. Tinha tantos. Podia ter aberto uma banca na feira de Carcavelos.

Não o fiz.

Relógio tenho apenas um, que uso. Os outros estão na arrecadação.

Quando troco a roupa da estação, troco de relógio, se me apetecer.

Tal como faço com os outros acessórios.

Uso um fio que a minha avó Maria me deu.

Tenho 3 ou 4 pares de brincos, porque às vezes apetece.

Tenho 3 ou 4 pulseiras. Porque sim.

Cintos tenho um ou dois. Depende da roupa que escolhi para essa estação.

 

Neste momento compro muito pouca roupa.

A minha arrecadação que inicialmente estava cheia de caixas tem ao longo do tempo ficado mais aliviada, também.

Tudo tem um tempo de vida e a roupa não é excepção.

Tento sempre aproveitar até ao fim ou dar uma nova vida às peças. Como relatei aqui neste post.

Como compro pouco, quando compro opto por comprar um pouco melhor mas sempre com cabeça.

Não é fácil. Muitas vezes fico com um nó na garganta por não comprar a peça. Mas....

.....não quero nunca mais fugir ao meu plano inicial.

Porque a tentação é grande deixei de seguir no facebook, no instagram e os blogs de pessoas que me aliciavam com peças.

- Olha tão gira que eu estou. Compra igual! Compra igual!

Não comprava...tenho alguma força de vontade! Mas às vezes ficava com alguma ansiedade ou até remorso...

- Porque é que és assim, Joana! Porquê! Porque não és como as pessoas normais...

Voltar ao caos que já vivi, nem pensar. Por isso nunca claudiquei...

 

A Alice também já vive assim. Porque eu quero!

Os avós, os tios e os amigos é que me têm dado cabo do esquema.

- É só uma boneca para a menina.

E a menina já tem mais bonecas que o razoável.

No quarto só tem duas. Quando se estragarem fazemos a troca.

Se não precisar de as trocar, um dia serão dadas a alguém que lhes dê uso.

 

Neste momento estou a ensinar o Pedro a fazer o mesmo.

Não sou ditadora. Não o obrigo a mudar.

Só lhe mostro, com o meu exemplo, que é muito bom estar pronta em 5 minutos.

O tempo que poupo pode ser empregue em tanta coisa melhor!

 

Só há uma coisa que ainda não tive coragem de destralhar...o frango assado do Vasco! 

 

 

O primeiro post desta série, está aqui.

 

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Foi destaque no sapo.

Até essa altura nunca tinha tido tantas visualizações. Tive mesmo muitas.

É um dos posts mais lidos de sempre no blog.

Todos os dias é lido sobretudo no Brasil (não sei bem porquê...alguma partilha feita, talvez!)

Chama-se desabafos de uma mulher solteira e é sobre a minha solteirice crónica da época. 

Mal eu sabia...que um dia iria ao médico...e pimba!

 

 

Há um ano no Quiosque!

O melhor ovo kinder...não é bem um ovo kinder!

 

 

 

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18.09.17

a minha cozinha. É uma linha de montagem...

Joana Marques

Não é fácil.

Todos nós já passámos por isto...

Chegar a casa exausta do trabalho.

Esfomeada.

É meio caminho andado para pegar na primeira porcaria que aparece à frente.

 

Pior.

Começar a comer a porcaria mesmo antes de chegar a casa.

 

Pior. Muito pior.

Ir às compras. Depois de sair do trabalho. Esfomeada.

É meio caminho andado para pegar em meio supermercado. Comprar tudo o que não precisamos.

Mentira. Não é meio caminho andado. É todo o caminho andado.

É só tirar. Pagar. E ir para o carro comer tudo o que não se deve.

 

Percebi, já há muito tempo que a minha vida só lá vai com organização.

Para ter uma semana sem stress nenhum. Ou quase nenhum.

Existem por aqui pequenos passos que não prescindo.

 

Trato das refeições. Preciso de 10. Todas as semanas.

Não conto com o fim de semana. Porque é mais descontraído. 

 

Em primeiro lugar, à sexta-feira penso na proteína que quero fazer.

Muitas vezes escolho no supermercado.

Escolho carne. E peixe. Que se cozinhem de forma diferente.

 

Quando cozinho. A minha cozinha. É uma linha de montagem.

Carne a assar no forno. Bifes de frango no grelhador. Peixe a grelhar no micro-ondas. E um guisado no fogão. Peixe cozido a vapor.

Conforme vão ficando prontos coloco em caixinhas. 10 caixinhas.

Todas iguais.

Para não dar em maluca com as tampas. Um stress a evitar.

Às vezes tenho sorte. Dá para mais. E já sobra para o fim de semana!

 

E acompanhamentos?

Escolho cerca de 5 ou 6. E conjugo de forma diferente.

Esta semana escolhi.

- cabeça de nabo cozida a vapor.

- espinafres salteados em azeite.

- brócolos cozidos a vapor.

- cogumelos salteados.

- courgette cozida a vapor.

- Abóbora cozida a vapor.

- O guisado tem cenoura, tomate, cebola e alho.

 

Começo pelos cogumelos porque são os mais fáceis de arranjar. 10 minutos. Estão prontos.

Entram os espinafres. 5 minutos. Pronto.

Courgette, abóbora e cabeça de nabo. 10 minutos.

E por fim os brócolos. Faço muitos. E ocupam muito espaço.

Conforme ficam prontos vou combinando nas caixinhas as diferentes opções.

Com 6 tipos de acompanhamento. As refeições ficam todas diferentes.

É só arrumar no frigorífico. Tudo arrumado de forma aleatória.

Se bem que a caixinha que tem pescada, não sei porquê, só é consumida à sexta- feira. Ao jantar.

Ou ao sábado. Às vezes escapa para domingo...

 

No fim. 3 máquinas de loiça.

Com a garantia que durante a semana pouca loiça se suja. 

Duas a três horas dispendidas na cozinha. Um investimento. 

Durante a semana não vou cozinhar mais.

É só abrir o frigorifico. Tirar uma caixinha. Levar ao micro-ondas.

E já está!

E para a semana há mais!

4 (29).JPG

 

13.06.17

a partilha....

Joana Marques

Tenho uma amiga que conheci nos tempos em que eu era hospedeira.

Chama-se Marie.

É islandesa mas neste momentos mora nos Estados Unidos.

É professora universitária. No campo da robótica.

Casou com um Japonês.

Também ele professor universitário. No campo da robótica.

Têm um filho.

Adolescente.

Para mal dos pecados deles é mesmo um puto de carne e osso.

Não é um robot. Tem sentimentos e tudo.

O puto é tão diferente dos pais que os deixa de boca aberta com as coisas que diz.

Já caí no erro de almoçar com o casal.

É deprimente.

A conversa dos dois vai dar sempre ao trabalho.

E eu percebo muito pouco de robótica.

Sendo sincera...não percebo nada.

Quando uma pessoa está à rasca e quer à força toda integrar-se na conversa, fala do tempo, certo?

Certo! Até na Noruega funciona.

Errado! Com este casal ou falas de robótica ou falas de robótica.

 

Com ele nunca almocei sozinha.

Com a Marie já. E é diferente. A conversa já vai para outros campos, em que eu também posso dizer qualquer coisa.

Mesmo que estejamos em desacordo. Aprendo sempre alguma coisa.

Tem uma cultura. Um ponto de vista. E opiniões que me fazem pensar. E crescer.

 

Um dia num desses almoços explicou-me que estava a trabalhar e a fazer investigação tendo como objeto de estudo: "a cadeira de rodas".

Disse-me ela que tinha descoberto uma forma de fazer virar a cadeira de rodas com mais segurança.

Ao que eu perguntei:

- E o que vais fazer? Já regista-te a patente? Vais começar a produzir cadeiras? 

Já estava a imaginar uma fábrica a produzir cadeiras de rodas em série e a Marie a mudar-se com o seu japonês e o seu filho de carne em osso, para uma ilha deserta.

Mai Tai's, sol e mar, o resto dos dias deles....pensei eu que sou gestora de profissão.

 

Olhou para mim e disse-me.

- Não. Vou publicar a minha descoberta. E esperar que alguém pegue na ideia e a melhore. Se eu registar a patente durante um tempo ninguém pode mexer nisto e a descoberta fica estagnada. E queremos é que mais alguém trabalhe nisto e desenvolva o conceito.

 

Achei isto de um altruísmo sem explicação.

Digno de alguém brilhante. Não só de cabeça mas também de coração.

A partilha é dos atos mais nobres de um ser humano.

Dá a possibilidade de outros poderem pegar no que deixámos e assim tentar fazer melhor.

Se estivermos sempre a começar do zero, o mundo não avança. E não tenhamos ilusões, haverá sempre alguém melhor do que nós. E ainda bem. Só assim nos superamos.

Não querendo comparar-me com a Marie, nem com o trabalho espetacular que faz, posso de alguma forma partilhar o pouco que sei. E quem dá o que pode a mais não é obrigado.

 

Por essa razão criei o grupo handmade life.

 

Se eu tiver uma receita boa, qual é o mal de a partilhar. Porque raio vou guarda-la para mim?

Se eu descobrir uma loja mesmo, mesmo boa porque não partilharei?

Se encontrar uma página no facebook que tem peças únicas, não faz sentido guarda-la para mim, ou faz?

E sim eu tenho um blog, mas qualquer pessoa pode partilhar um post do seu blog, por exemplo.

Se tiver mais visualizações com isso, melhor. É mesmo para divulgar que a página serve. 

Podemos aprender todos uns com os outros.

E desta forma melhorar a nossa vida...mesmo que seja devagarinho...

 

07.05.17

farinhas e sementes...

Joana Marques

Neste post tinha partilhado as etiquetas que usava para identificar as farinhas que tinha em casa.

Quando o fiz ainda comia glúten. E por isso as etiquetas estavam muito viradas para aquilo que eu consumia na altura.

Com o passar do tempo e com a decisão de deixar de comer glúten e posteriormente a minha passagem para a alimentação paleo, comecei a consumir muitos alimentos novos.

Farinhas novas.

Sementes novas.

E como eu sou nova nisto, algumas ainda confundo.

Chia e sementes de papoila. São tão parecidas.

Farinha de coco que compro feita (não a que eu faço) e polvilho doce.

Para não confundir as farinhas com farinhas e sementes com sementes fiz novas etiquetas.

Desta vez em modo Paleo.

 

1 (3) (1).JPG

Deixar as farinhas e sementes no pacotinho depois de aberto não é opção.

Sempre num frasco fechado!

E identificado!

É só imprimir, recortar.

Plastifiquei para durar mais.

Colei com fita cola de duas faces.

E decorei! Já sabem que eu vivo na pirosilândia...

Fiz as que precisava no momento.

Se acharem que falta alguma podem deixar nos comentários que eu atualizo!

 

Etiquetas Paleo!

29.04.17

ai esta memória....

Joana Marques

Quando fui morar sozinha a organização da casa era ficção cientifica.

Tinha visto durante anos a minha mãe fazê-lo com uma perna às costas e eu achava que era fácil.

Um dia já eu morava sozinha cheguei do trabalho à tarde e trazia a ideia de fazer um bolo.

Ia receber uns amigos ao jantar e queria o bolo para sobremesa.

Quando comecei a separar os ingredientes, faltavam-me ovos.

Saí e fui ao supermercado comprar ovos.

Já que estava a fazer compras porque não ver este corredor e aquele?

E pôr isto e aquilo no carrinho.

Comprei o que precisava, o que ia precisar e o que não precisava de forma nenhuma mas que até me apeteceu comprar.

 

Sei que depois de ter gasto muito dinheiro e muito tempo voltei para casa.

Sem os ovos. Porque me esqueci dos ovos...

 

Decidi ter uma lista de compras sempre colada no frigorífico.

É mais fácil de gerir.

Sempre que acaba alguma coisa escrevo.

Sempre que me lembro de qualquer coisa escrevo.

Quando entramos no supermercado sabemos o que queremos e já nos dirigimos ao corredor certo.

 

Agora que sou paleo é mais fácil.

Os corredores a visitar são menos.

Mas sempre que em casa acaba uma ou outra coisa acrescento logo.

E quando planeio as refeições para a semana tenho a lista sempre à mão.

Dá jeito também para gerir as refeições: se esta semana colocar na lista brócolos, na próxima semana posso colocar feijão verde, por exemplo.

Depois é só pensar a outra parte da refeição.

Com a fruta é a mesma coisa: se esta semana comprei ananás para a próxima compro morangos.

Tento variar ao máximo.

 

Deixo-vos aqui a minha lista de compras.

Costumo imprimir frente e verso.

Corto a meio.

Dá para duas, três ou quatro vezes.

Depende da quantidade de compras.

 

E a memória fica livre para outras coisas........

24.03.17

livro de receitas..

Joana Marques

Não tenho livro de receitas.

Ou melhor tenho um livro de receitas que herdei da minha avó Adélia.

Já experimentei praticamente todas as receitas.

Alterei muitas.

 

Já tive um caderno onde escrevia todas as receitas.

Com o tempo foi ficando manchado com o uso e com os desastres culinários que lhe caíam em cima.

Com a alteração de receitas era um caderno manchado e riscado.

Optei por arrancar as páginas. E o caderno começou a ficar mais magrinho.

Comprei outro. Aconteceu o mesmo. Desisti.

 

Agora imprimo uma espécie de formulário que criei.

Passo a receita.

E plastifico a receita. Nunca se suja.

Se a alterar faço de novo.

Furo a folha e ponho num dossier.

É muito funcional...

21.03.17

creme budwig! O pequeno-almoço....

Joana Marques

Já todos ouvimos dizer que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia.

E acho que quem diz tem razão.

Eu acordo sempre, todos os dias com uma fome capaz de comer todo um frigorífico. O frigorífico não será. O seu conteúdo...

 

Quando era miúda e morava em casa dos meus pais comia Nestum Mel. As toneladas de Nestum Mel que eu e os meus irmãos comemos...

Quando deixei a casa dos meus pais introduzi a Cerelac, mais vale tarde do que nunca....

 

Com o passar do tempo e com todas as intolerâncias deixei de consumir leite. Passei a comer um iogurte e uma torrada.

Quando fiz o meu teste de intolerâncias alimentares tive de mudar radicalmente.

Passei a comer bolachas de arroz e iogurte de soja. Asneira, mais uma vez....

Os iogurtes não eram os mais corretos.

O que comia era aqueles de sabores, para além de estarem carregados de açúcar alguns também têm corante.

E as bolachas....

 

Até que num dos workshops que fiz aprendi a fazer creme budwig.

E comecei a comê-lo todos os dias ao pequeno almoço.

E não, não comemos sempre o mesmo porque alguns ingredientes podem e devem mudar ao longo da semana.

 

Pode acontecer terem alguma reação nos primeiros dias.

Eu tive!

O meu corpo não estava habituado a ter este tratamento.

Ao fim de quinze dias os meus níveis de energia dispararam.

Parece complicado mas faz-se num instante, a partir do momento em que passa a ser rotina.

Existem várias versões. A minha é sem lactose e sem glúten.

 

Ingredientes:

 

uma colher de sopa de sementes (sésamo, linhaça, girassol, papoila, chia )

sumo de meio limão

um iogurte natural (coco, amêndoa......)

(4 colheres para quem usa iogurtes familiares)

uma colher de sopa de uma gordura boa (azeite, óleo de coco, óleo de linhaça, um quarto de abacate....)

uma banana

uma porção de fruta da época (uma maçã, uma manga, uma pera, 4 morangos.....)

(se tolerarem a casca devem incluir a casca da fruta)

uma colher de sopa de um fruto seco (nozes, pinhões, amêndoas, avelãs....)

 

Tudo no liquidificador ou varinha mágica.

Em dias inspirados, polvilho com canela e ponho frutos vermelhos!

P3190225 (1).JPG

  Se quiserem planear as vossas refeições, 

ou os ingredientes a usar no creme budwig, por exemplo:

podem usar este mapa.

Para não se perderem na organização das farinhas usem este!

 

Meus queridos amigos e amigas, cabe-me a mim dar-vos a boa nova.....

.....estão prontos a conquistar o mundo! 

 

07.03.17

farinhas. Todas diferentes, todas iguais!

Joana Marques

Quando começamos a fazer pão em casa começamos por usar a farinha mais normal possível.

Trigo, tipo 65!

Experimentamos umas vezes. Os ventos sopram de feição!

 

Arriscamos mais um pouco!

Juntamos trigo tipo 65 e um pouco de trigo tipo 55.

Corre bem. O pão é muito saboroso.

 

É hora de arriscar. Centeio...

E o pão ganha uma nova vida.

Quentinho! Ui! 

Com manteiga de amêndoa e banana.

Como diria o meu amigo Zé, é do Catano.

 

Hora de inovar.

Quinoa, Alfarroba, Banana! Sim, existe farinha de banana!

E o pão ganha novos sabores.

O pão é cada vez melhor!

 

Na cozinha temos o caldo entornado!

Depois de abertas gosto de as guardar em frascos fechados para que não percam as propriedades.

Farinhas há muitas!

São todas diferentes.

Mas se olhar para elas parecem todas iguais.

E por isso convém estarem todas bem identificadas.

 

farinha (4).JPG

Criei estas etiquetas para colar nos frascos. 

É só imprimir.

Recortar e colar!

Farinhas, farinhas....mas sem enganos!

 

E sim os frascos estão super pirosos cheios de rendinhas...

...caso não tenham percebido...eu vivo na pirosilândia...

 

22.02.17

planeamento de refeições...

Joana Marques

Quando fui morar sozinha, tinha eu 17 anos, era a mais desorganizada das pessoas.

O meu principal stress era as refeições.

Chegava a comer de propósito no trabalho para não ter de as cozinhar. E a comida de fora deixa sempre, sempre a desejar!

 

A aversão à cozinha nem tinha a ver com o facto de gostar ou não de cozinhar.

Na altura nem gostava nem deixava de gostar.

O stress era outro.

Chegava a casa cheia de fome e pensava:

- o que vou fazer hoje?

- lasanha.

- boa!

Boa, nada! Porque depois percebia que não tinha metade dos ingredientes em casa.

E acabava por comer a primeira porcaria que estivesse à mão.

 

Com o passar do tempo fui-me organizando.

Aprendi a cozinhar melhor. E elegi vários pratos que são a base da minha cozinha.

Isto não quer dizer que eu não inove. Estou sempre à procura de aprender a cozinhar novas receitas.

 

Partilho, hoje, o meu planeamento de refeições.

planificacao.jpg

Na verdade estão dois no mesmo ficheiro.

O que aparece na imagem é o mais completo com 4 refeições diárias.

Eu quando uso opto pelo segundo. Só com almoço e jantar.

A última coluna serve para anotar os ingredintes que precisamos usar ou então apenas os que precisamos de comprar.

 

Quando planearem as refeições, não deitem fora no final da semana!

Porque ficam com uma semana de refeições já preparada para outra altura.

Não direi para a usarem daí a um mês...mas experimentem daí a 3 ou 4 meses. Poupam tempo e energias!

aqui tinha partilhado alguns mapas que uso para palnear os meses e as semanas.

 

06.01.17

planear, planear, planear....

Joana Marques

Já fui uma pessoa muito pouco organizada.

Quando comecei a morar sozinha, foi-me difícil, nos primeiros meses gerir a minha vida: tempo, sobretudo o tempo.

A verdade é que com o passar dos anos fui aprendendo técnicas para o gerir melhor e consequentemente ser mais feliz.

 

Neste momento, sou uma organizadora.

E não passo sem isso.

Depois do Natal, da passagem de ano e da recuperação das festas...toca a planear.

É durante esta semana e a próxima que eu começo a preparar o novo ano, o novo tempo.

O meu objetivo é ter uma vida levezinha.

Sem preocupação, daquelas pequeninas que não matam mas podem estragar o momento...

 

Sei mais ou menos as quantidades que preciso de um determinado produto durante o ano.

E por isso, começo por ir às compras e comprar tudo o que não se estraga para o ano inteiro: produtos de higiene pessoal, detergentes, alguns medicamentos e até alguns alimentos que aguentam algum tempo em casa, por exemplo cápsulas de café. É a única altura do ano em que faço as compras online e peço para entregarem em casa.

Fico despachada desta parte.

Para todo o ano.

 

Uma grande parte do stress que tinha vinha daqui.

O não ter guardanapos em casa, ou pasta de dentes, por exemplo. Ser apanhada de surpresa.

Ou saber que não tinha alguma coisa, chegar muito cansada ou com outros planos e ter de ir às compras.

Ou ir às compras, comprar tudo o que não queria e não precisava, só porque sim e esquecer-me daquilo que tinha mesmo de comprar.

Assim, garantidamente tenho sempre tudo. E não compro nada que não precise.

 

No inicio de cada mês planeio as refeições.

Sempre por baixo.

Deixo espaço para eventuais refeições feitas fora de casa ou refeições que compro já confecionadas.

Stressava-me muito chegar a casa, cansada, sem vontade de cozinhar e acabar por comer porcarias.

 

Tenho uma lista de pratos que costumo fazer regularmente.

Tenho apontado todos os ingredientes de cada prato.

É só verificar se tenho em casa e apontar na lista de compras.

 

No inicio do mês depois de escolher as refeições, passo pelo supermercado e compro os ingredientes que não se estragam e que vou precisar durante esse mês. Por exemplo: carne, legumes congelados (só se tiver de ser), iogurtes (quando não tenho tempo de os fazer em casa), etc.

Alguns pratos pré-cozinho.

Para facilitar o dia a dia.

E congelo.

Escolho um sábado à tarde para a tarefa.

 

Em algumas semanas praticamente não vou às compras ou basta-me passar pela frutaria aqui do bairro e evito aqueles hipermercados gigantes. Onde se perde muito tempo e dinheiro. Ah! E paciência...

 

Poupar tempo para fazer o que mais gosto.

É desde sempre a minha luta.

E tenho conseguido!

 

Deixo aqui alguns ficheiros que uso habitualmente para planear e organizar a minha vida.

Nada de especial. São tabelas datadas. Mas que fazem a diferença na minha vida.

E agenda? Perguntam vocês...

Uso no trabalho. Em casa prefiro algo em que consiga visualizar o global e não apenas dois dias a uma semana.

 

O primeiro é um calendário anual.

 

Normalmente está no escritório num placard de cortiça. Aponto aqui várias coisas.

Fins de semana que conto ir para fora. Workshops que quero fazer. Planos a longo prazo. Aniversários.

 

O segundo é um calendário mensal.

 

Está na porta do frigorífico.

É o mais importante de todos.

Na coluna do mês faço a lista de compras.

Depois em cada dia coloco aquilo que acho pertinente. Por exemplo: as refeições, tarefas, ou simplemente os km que penso correr.

Quando preciso uso vários ao mesmo tempo.

 

O terceiro é um calendário semanal.

 

Não uso muito e por isso vou fazendo conforme preciso.

Normalmente tento ficar-me pelo mensal. Ou corro o risco de me desorganizar em vez de organizar.

Aqui deixo um preenchido e outro em branco para que possam adaptar.

 

Espero que seja útil!

Bom ano!

 

Joana Marques

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