Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quiosque da Joana

25.09.18

Já encomendei os Ferrero Rocher...

Joana Marques

Desde que me lembro de ser gente que durmo que nem uma pedra.

As cinco horas que durmo são bem dormidas.

Pode cair-me um avião em cima que aposto que não dou conta.

 

3 horas da manhã.

A dormir tal e qual a bela adormecida.

Sinto um safanão.

E a voz do Pedro.

- Estás a ouvir, estás a ouvir??

Nem sei o que respondi mas duvido que tenha sido alguma coisa inteligente.

O homem não desistiu.

- Estás ouvir um barulho?

Acordei o Tico. Não ouvia nada...

...tive de acordar o Teco. E lá percebi o que se passava.

- Dorme. É a máquina de lavar roupa.....o Vasco deve ter carregado nos botões outra vez.

Dei por encerrado o assunto e voltei-me para o outro lado.

Adormeci.

 

Sim, minha gente.

Existem pessoas que não fazem piscas na estrada.

Existem pessoas que não são do Sporting.

E existem cães que carregam nos botões da máquina de lavar roupa.

Às vezes carrega na combinação certa e a máquina começa a trabalhar.

Ou é isto que acontece ou tenho um fantasma em casa com um fetiche por tambores em funcionamento.

 

- Joana, Joana. Vou lá acima parar a máquina.

- Não precisas. Deixa. Dorme.

 

Encerrei o assunto. Dei mais uma volta. E voltei ao modo bela adormecida.

- Joana. Vou lá acima. Ainda acorda a Alice.

O homem subiu as escadas. Desligou a máquina. E desceu as escadas. Mas....

...o fantasminha da máquina de lavar. Também andava a vaguear lá por casa.

E o nosso fantasminha especializado em botões que fazem barulho, consegue ser muito silencioso.

O Vasco sorrateiramente passou pelo Pedro e num segundo e meio ocupou o lugar do Pedro na cama.

 

Eu. Meia acordada. Meia a dormir. Ouvi o Pedro.

- Acho que fui rasteirado pelo Vasco.

Comecei-me a rir.

Mal o Pedro disse que tinha sito rasteirado pelo Vasco ouvi um barulho.

O Pedro tinha batido com o pé num camiseiro que temos no quarto.

Uma pessoa normal diz:

- Com mil Slimanis, uma vaca Cornélia e caneco para o camiseiro, isto dói como uma derrota do Sporting.

O Pedro não. O Pedro é médico. E os médicos dizem.

- Sabes? Acho que sou capaz de ter partido o metatarso.

 

Via a sombra do homem agarrado ao camiseiro. O Vasco deitado na cama. E eu a contorcer-me de tanto riso.

Não conseguia parar de rir.

- Joana podes acender a luz. 

Disse-me o homem com uma voz dorida.

Não, não podia acender a luz porque não tinha forças para me mexer. Porque me estava a rir.

- Não acredito, tu estás-te a rir?

E não, não lhe respondi porque não tinha voz.. Não tinha forças. Porque não conseguia parar de rir.

O homem a cambalear lá chegou à cama. E acendeu a luz do candeeiro.

E eu estava-me a rir.

O homem estava com uma cara de dor. Metia dó.

E eu ria. Ria. Ria.

 

- Vou ver se consigo subir as escada para pôr gelo. 

Disse-me ele.

E eu ria. E fazia-lhe gestos. A dizer. Quando conseguir vou eu.

 

Lá fui.

Eu a tirar um saco de ervilhas do frigorífico. E a rir que nem uma doida.

Desci as escadas e lembrei-me da rasteira do Vasco. E ainda ri mais.

Embrulhei-lhe o saco das ervilhas ao pé. 

- Espero que não esteja fraturado. Desconfio que está.

E eu ri. E ele juntou-se a mim. E riu-se também.

Nesta fase a Mariana pôs um anuncio no jornal. Está à procura de uma senhoria mais normal.

 

Esperámos pelas 6 horas da manhã.

Liguei ao meu pai. A pedir para ir lá para casa e ficar com a Alice enquanto íamos ao hospital.

- O que é que se passa?

Do outro lado. O meu pai ouviu. Risos e mais risos. Eu bem tentei explicar mas...

....os sons que saiam eram parecidos com aqueles que nós fazemos quando vamos ao dentista e somos anestesiados na boca toda.

 

O meu pai chegou.

E eu conduzi o Pedro ao hospital.

Cheguei lavada em lágrimas. Porque me ia lembrando da história. E ria. Ria. Ria.

O homem lá foi meio agarrado a mim. E meio ao pé coxinho.

Fez uma radiografia.

Esperámos um bocado. Fomos chamados ao gabinete do médico.

E o médico disse.

- É uma fratura no metatarso. E mostrou a radiografia ao Pedro.

Foi feio. Meus amigos. Eu e o Pedro ficámos calados. Nem olhávamos um para o outro. Estivemos à beira do Apocalipse.

 

Tem gesso. Não pode conduzir. Estoirou o metarso do dedo grande do pé.

Hoje estava de folga. Amanhã volta ao trabalho. Vai ficar só pelas consultas esta semana.

Eu Joana. Vou leva-lo todos os dias ao trabalho. E vou busca-lo, claro!

Eu Joana. Fui promovida. A Ambrósio.

Já encomendei os Ferrero rocher!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Queria. Mas ainda não tenho.

 

Há um ano no Quiosque!

Nadica. De nada.

 

 

Já seguem o quiosque?

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

Este post começou a ser escrito às 16h.

Infelizmente, não consigo escrever e rir ao mesmo tempo.

E por isso só ficou pronto agora.

 

24.09.18

papá! Relaxa....

Joana Marques

Engordei dois quilos.

Continuo elegante.

Embora a minha barriga esteja mais redondinha.

Uso a roupa de sempre mas tenho algum cuidado em não usar roupa muito apertada. Tenho medo de asfixiar a miúda...

Ando feliz da vida. Isto de andar sempre bem acompanhada é espetacular.

Tenho sempre com quem conversar e para uma faladora como eu é para cima de excelente.

Falo com a Mariana o dia todo. O Vasco responde porque acha que é para ele.

O cão está à beira de um esgotamento.

Eu bem lhe digo..

- Dorme, rapaz que eu não estou a falar para ti. 

Sim, eu falo com a Mariana e também falo com o cão. Tal e qual como se fosse uma pessoa.

Eu falo com um molho de agriões se for preciso...

...excelentes ouvintes, por sinal!

 

Sinto-me muito, muito bem. 

Continuo a acordar cedo. Faço a minha vida normal.

Deixei de correr logo no início da gravidez porque andava meio paranoica.

Faço caminhadas. 10 a 15 km todos os dias.

Tenho muita energia acumulada tenho de a gastar de alguma maneira.

O Pedro também começou a fazer caminhadas. Sempre que sai às 16h, aproveitamos e vamos todos.

Quando entra às 16h mudamos a caminhada para de manhã.

Estou numa fase de deslumbramento daqueles.

Estou impossível de aturar.

Sorrio a tudo o que respira. Sempre fui assim. Mas...

...neste momento estou de todo.

A sério...um horror!

Enfardei uns 200 kg de ameixas que os meus pais trouxeram do Alentejo.

- Tanta ameixa! Ainda se estragam..

Disse o Pedro.

Pois sim, Pedro. Nem tiveram tempo de se estragar. Nem tiveram tempo de serem provadas pelo Pedro.

O pai, normalmente uma calmaria. Opera rins de olhos fechados mas...

...no que diz respeito à cria e à mãe da cria anda sempre em cima do acontecimento.

O pai, obriga a mãe da cria a medir a tensão arterial duas vezes ao dia.

Obriga a mãe da cria a descansar mesmo quando não precisa.

E nas ecografias e consultas está mais ansioso do que a mãe da cria num dia de Braga-Sporting.

E água. Tanta água que a mãe da cria tem de beber....

Joana. 37 anos e meio. Maior. Vacinada. Tem um baby sitter...

....giro!

 

 

 

Ecografias feitas. Exames da praxe feitos. Mariana está bem e recomenda-se.

Pequena Mariana tem 11 centímetros e 70 gramas.

Estou ansiosa pelo dia em que me sovará como gente grande.

Eu sei que ela está lá.

Ela sabe que eu estou aqui. Tanta converseta, tanta converseta. Espero que tenham tocado campainhas no pequeno cérebro de Mariana.

- Porque não te calas, mãe!!

Com 15 semanas, pequena miúda já consegue distinguir o dia da noite.

Já tem dedos. Já tem ossos. E articulações. Já consegue chuchar no dedo...

.....sossegadita, ó Mariana. Hoje joga o Sporting. Ninguém chucha no dedo....

 

Até Março....

...estará num T1 almofadado. Protegido com bolhas de plástico. Só toca quem vem por bem e quiser fazer uma festinha!

 

- Papá relaxa! Cá dentro ninguém toca. Cá dentro ninguém mexe. Palavra da mãe....mil Slimanis, para a mulher que nunca se cala!

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Post1: ah! ah! Lembro-me tão bem disto!

 

Post 2: Tive um destaque. 

Ainda tenho o quadro em casa.

Está na minha sala e quando nos mudarmos vai connosco!

Adorei os primeiros tempos de Sapo!

 

Há um ano no Quiosque!

Não escrevi.

Andava a dar em louca.

Estou em Londres mas quero ir para Oslo. 

Não, mentira. O que quero é voltar a Portugal. Mas...

...não posso. Por isso o melhor é ir para Oslo. Pois,

mas estou em Londres.

Tão dramática, credo!

23.09.18

o segredo de estado. Foi revelado...

Joana Marques

Costumo dizer que pertencer à minha família é como pertencer à Máfia.

Que eu saiba não andamos metidos em cenas criminosas. Por isso quando falo em Máfia...é dito no melhor dos sentidos.

Quer dizer que somos unidos. Quando um precisa de ajuda passados 3 segundos temos 5 ou 6 pessoas de volta de nós.

Passados 3 minutos. Temos umas 10.

Passadas 3 horas ficamos bem e só queremos que a multidão que temos de roda de nós...vá à vida dela.

Funcionamos assim do lado da minha mãe mas sobretudo do lado do meu pai.

E o nosso núcleo? Pior ainda. 

Um por todos. Todos por um.

O Pedro é filho único e no início tive receio que achasse que esta família de loucos fosse demais para ele.

Enganei-me. Está totalmente integrado.

 

Ontem foi dia de nos juntarmos em casa dos meus pais.

Todos.

Irmã. Irmão. Cunhados. Sobrinhos.

Ah! Claro!

Marido. Filha Alice. Filho Vasco.

Já tinha saudades.

No ano passado foi um verão atípico. Estava fora. Por isso não participei das churrascadas lá de casa.

 

Este ano foi um verão atípico, também. Casei-me...

Nunca tinha acontecido!

Tivemos fora em lua de mel. Férias. 

A minha irmã e o meu irmão não casaram mas também tiveram férias.

Só agora foi possível. Este almoço.

 

Fomos os primeiros a chegar.

Deixei a Alice, o Pedro e o Vasco e saí para ir visitar uma amiga da minha mãe que tem estado doente.

Quando voltei. Já estavam todos.

E observei-os um por um.

 

 

O meu sobrinho Pedro estava de baby sitter.

Cantava "o areias é um camelo". 

A Alice dançava. A Margarida só se põe de pé encostada, estava agarrada à Alice e dançava também.

A Margarida desequilibrou-se, caiu ela e a Alice.

Riram-se até perder o ar.

O Pedro, o meu sobrinho continuava a cantar.

 

O Pedro, o meu marido conversava animadamente com o meu irmão.

Não devia ser sobre rins. Porque o meu irmão parecia estar a gostar da conversa e não percebe nada de rins.

O meu cunhado estava com o meu pai a ajudar a grelhar o almoço. E aposto um rim em como estavam a falar do Sporting.

A minha cunhada estava à conversa com a minha mãe. E a minha mãe estava mais uma vez em choque porque estavam todos a falar muito alto.

A minha sobrinha Inês, conversava com a minha sobrinha Carlota e com o meu sobrinho Rodrigo.

 

O Vasco? 

Ó caneco...por onde é que andava o Vasco?

Cão. Bala.

Atirou-se à piscina e molhou todos os que estavam à beira.

Cão. Bala.

Achou que fez pouco.

Saiu da piscina e sacudiu a água do capote e molhou o resto da população.

A Alice e a Margarida adoraram o banho. É sempre bom levar com uma aguinha com cheirinho a rafeiro....

 

Apareceu a minha irmã.

Deu-me um abraço.

E disse-me que a Madalena está a conseguir superar as suas dificuldades.

 

Só faltou a Madalena. A minha sobrinha continua em Barcelona.

Falámos por skype.

TODOS ao mesmo tempo. Uns a falar, outros a mandar calar.

Tudo ao molho e fé em Deus. A máfia no seu melhor....

Até que o Rodrigo. O meu sobrinho. Resolveu revelar um segredo de estado.

- Madalena, Madalena...a tia Joana tem um bebé na barriga.

Rimos todos. O segredo menos secreto da família tinha sido revelado...

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Eu e o Senhor Ludovino no Supermercado!!

(e não, ainda não contei nada.....)

 

Fui a um Spa. E foi deprimente.

Eu não gosto muito destas besuntices femininas....

 

 

Há um ano no Quiosque!

Aquela vidinha.

Estou em Oslo.

Vou para Londres e largo Oslo.

E depois volto para Oslo.

 

 

Já seguem o quiosque?

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

21.09.18

os avós fazem magia.

Joana Marques

Cheguei hoje de manhã.

Rumei até ao Montijo. A Alice ficou lá com o Pedro enquanto estive fora.

O Pedro já tinha saído para trabalhar.

Mal saí do carro ouvi-a logo. 

A minha miúda estava cá fora no quintal com os avós.

Já não precisa dormir a sesta da manhã. Só a da tarde.

Toquei à campainha. A minha sogra abriu-me o portão.

Dei a volta à casa. Depressa. Depressa. Porque as saudades eram muitas.

 

A casa dos pais do Pedro é uma casa de rés do chão. Nas traseiras tem um terraço e depois espaço ajardinado.

Quando olhei. Quase enfartei.

Os meus sogros compraram-lhe um baloiço. E um escorrega.

O meu sogro recuperou o triciclo do Pedro. É um triciclo de madeira. Sem pedais.

Lixou-o. E pintou-o de cor de rosa.

Quando eu cheguei vi a minha miúda em cima do triciclo a percorrer a uma velocidade vertiginosa o terraço dos avós.

A felicidade estampada na cara. 

A cara rosada e corada do sol. Deve ter passado uma semana do caneco. Ao ar livre como convém.....

 

Viu-me. Não saiu do seu triciclo.

- Mamã! Mamã...

E continuou na sua vida.

Foi difícil convence-la a sair de casa dos avós. Como eu a percebo...

...fomos bem recebidas desde o primeiro dia.

Confiaram-nos o filho. Abriram-nos as portas e os braços. Sem qualquer reserva...

 

Os avós fazem magia.

 

Mudam a vida para melhor.

Dão tempo.

Criam laços.

Humanizam. Transmitem emoção.

Ensinam. Ensinam a amar.

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

A história de como fiquei com o Vasco!

E a explicação...toda a explicação porque é que se chama Vasco!

Meu rico filho!

 

Há um ano no Quiosque!

Aprendemos todos uns com os outros.

E é na partilha que está o ganho!

 

 

Já seguem o quiosque?

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

 

19.09.18

armei-me em egoísta. E abracei-o até ao último segundo....

Joana Marques

No melhor pano cai a nódoa. 

Quem diria.

Joana, a mulher mais independente do mundo, já não é independente. Já foi.

O meu bem estar, está diretamente ligado com o bem estar dos meus.

E com a sua presença, ao meu lado.

 

Deixei-os na segunda feira à noite. 

Doeu.

Muito.

O trabalho assim obriga. Mesmo sabendo que tem de ser, a dor não fica mais aliviada.

 

Eu sei que ficam bem. Mas deixo o meu coração com eles.

E vou em formato robot. Sem alma.

 

Bruxelas.

Ontem.

Apresentei o projeto.

Já tinha estado em Bruxelas mais vezes. Nunca em trabalho.

Nunca tinha percebido que os belgas eram tão picuinhas. Tão exageradamente picuinhas.

Sou perfeccionista. Muito, até...

....tenho uma atenção exagerada aos detalhes e aos pormenores.

Os belgas são francamente piores. Não sei se são todos, ou se tive azar.

 

Passei o dia de ontem a apagar pequenos fogos.

Negociar isto.

A dizer que não podia ceder naquilo.

Pelas 20h tínhamos tudo acertado. E assinado.

Convidaram-me para jantar. Não aceitei.

Estava completamente exausta. Cansada. Com saudades. 

Já não sou a mesma. Num ano mudei muito....

Queria ir para o hotel. Ligar para casa. Falar com os meus.

Mergulhar numa banheira cheia de água.

Pedir um jantar leve...

.....e preparar-me para os próximos dias.

 

 

Entrei no hotel a desfalecer de cansaço.

Ao longe, vi uma figura familiar....

....parecia o Pedro.

- Não vás ao oftalmologista, não....

Pensei eu.

 

Aproximei-me.

Era o Pedro.

O meu Pedro.

Trocou turnos. Trocou doentes. Negociou consultas...

...nem sei muito bem como fez.

Nem perguntei.

Armei-me em egoísta. E abracei-o até ao último segundo.

Hoje, tive de o largar.

Ele voltou para Lisboa.

Eu rumei até Londres.....

.....e as saudades já apertam outra vez......

 

 

Há dois anos no Quiosque.

Eu e a mania que tenho de dar cabo de telemóveis.

 

Há um ano no Quiosque!

O dia em que eu fiz massa verde! 

 

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

15.09.18

loucos. Uns pelos outros...

Joana Marques

Lembro-me desse dia como se fosse hoje.

Dos pormenores todos.

Porque faço esse exercício muitas vezes. Voltar a esse dia. 

Estava frio. Muito frio.

Acordei cedo como faço todos os dias mas...

...quase nunca acordo a Alice. Deixo que ela acorde sozinha.

Trabalhar em casa faz com que a vida seja menos stressante.

Naquele dia tive de a acordar.

Porque às 8h tinha de estar em Lisboa com ela.

 

Em Fevereiro tínhamos apanhado um susto.

Aquele dia ia ser decisivo.

Teria sido apenas um susto? Ou era algo mais...

Estava a arranja-la e estava com lágrimas nos olhos.

E se fosse algo sério?

 

Tudo me assustava naquele dia. Eu, visto a camisola do otimismo todos os dias. Não estava nos meus dias.

Tudo me parecia complicado. E difícil.

O resultado dos exames e das análises.

O trânsito e o medo de chegar atrasada. 

O médico. Muito competente mas pouco simpático. Ou nada simpático como alguém que eu conheço bem, me disse.

Tinha medo que a miúda desatasse num berreiro e não se conseguisse fazer nada.

 

Tudo o que achei que podia acontecer. Não aconteceu.

A Alice foi acordada. E sorriu. Colaborou em tudo.

Comeu o pequeno almoço sem birras.

Entrou no carro e adormeceu.

Não apanhei trânsito nenhum mas depois de ter passado a segunda circular houve um acidente complicado.

Cheguei ao hospital 15 minutos antes.

Fui chamada ainda não eram 8 horas.

- O médico é pontual!

Pensei. 

E isto fez-me simpatizar um bocadinho mais com ele.

A porta estava entreaberta. O médico que estava lá dentro sorriu.

Estranhei.

- Um médico nada simpático não sorri.

Não deve ser este. E fui-me embora.

O médico levantou-se e disse-me.

- É a Alice?

Voltei atrás. E entrei.

Cumprimentos da praxe. E todo o peso que tinha carregado naquele dia desapareceu.

A consulta durou quase 4 horas. Nunca tinha tido uma consulta que demorasse tanto tempo.

E o médico também nunca tinha dado uma consulta tão longa.

Espero que tenha sido a primeira e a última vez. 

O médico disse-me que a Alice não tinha nada.

O médico era giro.

O médico tinha um sorriso arrasador.

O médico era muito simpático. E giro....

A bata branca....a voz, os gestos, a forma de falar....e era giro...

 

Saí do hospital.

A sentir-me leve. Leve como uma pena.

Estava apaixonada.

 

Aproveitei a sesta da tarde da Alice para escrever este post.

Disfarcei como consegui o meu estado de paixonite aguda.

 

Se ele não me tivesse voltado a contactar. Não tinha feito nada.

Tive sorte porque ele sentiu o mesmo mas teve coragem de avançar.

 

 

Estamos casados.

Temos duas filhas. Uma ainda está a ser fabricada.

Se tudo correr bem vamos conhece-la lá para Março.

Temos um filho canino. Que é só o melhor cão de Carcavelos e arredores.

 

Tantas pessoas me dizem:

- Vocês são LOUCOS!

E eu respondo afirmativamente.

- Somos loucos, sim senhor! Loucos, uns pelos outros.

 

6 meses depois.

Não consigo viver sem ele. E só quero viver com ele.

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Já não me lembrava!

O que o blog tem de bom....voltar onde fomos felizes...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Tive de fazer uma apresentação na minha aula de norueguês. 

O Sporting foi o tema escolhido.

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

10.09.18

Joana e Pedro. Os preferidos do bairro....

Joana Marques

Anunciámos à família e aos nossos amigos que íamos mudar de casa.

Repetimos vezes sem conta e até à exaustão porquê.

Na sexta-feira recebemos alguns amigos aqui em casa. Jantaram cá.

Dona Alice colaborou e às 19h30 já dormia. Ferrada. Até ao dia seguinte.

Tínhamos marcado para as 21h.

A essa hora e com a ajuda preciosa desta filha dorminhoca, estava tudo pronto.

Tínhamos combinado deixar a porta da garagem aberta para poderem entrar sem terem de tocar à campainha.

Subiam.

E quando chegassem ao segundo andar tínhamos também a porta aberta.

Nada de barulho. Não queríamos a Alice acordada e o cão resmungão.

Contámos aos que ainda não sabiam que íamos mudar de casa.

A explicação de que a casa estava a um excelente preço porque o dono tinha muita pressa em vender não convenceu todos.

- Cá para mim deve estar assombrada.

Disse uma amiga minha meio a brincar.

- Da próxima vez que lá forem levem o Vasco. Se houver fantasmas ele vai dar conta.

Acrescentou um amigo do Pedro enquanto todos ríamos a imaginar Vasquinho a caçar fantasminhas imaginários.

 

Ontem passámos por lá.

Tínhamos combinado com o dono ir lá, para ele nos pôr a par de algumas coisas.

A escritura é só no final da semana.

O senhor está emigrado no Canadá tem pressa em voltar mas nestes dias que faltam até à escritura queria ir visitar uns amigos ao Porto.

 

Ontem lá nos encontrámos.

Com o Vasco. O nosso caçador de fantasmas.

Entrou em casa.

Cheirou isto e aquilo. Deitou-se num sofá. Obviamente!

A casa está mobilada porque o dono quer ver-se livre de tudo.

Algumas coisas são antigas e na minha cabeça mil e um planos de restauro. Assim tenha tempo....

 

Eu e o Pedro acompanhados pelo dono fomos percorrendo a casa.

Foi-nos mostrando as chaves. O que é que abre o quê. 

As duas portas de casa.

O portão grande.

O portão individual.

A porta da garagem.

A casinha das máquinas.

A casinha das ferramentas. 

 

O dono é uma pessoa dos seus 50 anos. Filho de um português e de uma canadiana. 

Tem nacionalidade portuguesa e canadiana. Mudou-se para o Canadá quando os pais se divorciaram. Tinha 5 anos.

Herdou a casa de forma surpreendente. De um tio que mal conhecia.

Nada o prende a Portugal. A vida dele está toda no Canadá.

Gostei dele desde o primeiro momento. 

Muito conversador. Uma pessoa simples, pareceu-me.

Os três embrenhados na conversa. Nisto, a campaínha toca.

- Ainda não nos mudámos e já temos visitas. Disse eu para o Pedro.

 

No portão. Um senhor. 60 anos talvez.

- Olá. Vocês têm um Golden?

O Vasco é um rafeiro mascarado de Golden. Parece Golden mas não é.

- Temos um cão parecido com um Golden, sim.

Respondeu-lhe o Pedro.

- Ah! Acabou de sair do meu quintal. É quase certo que emprenhou a minha cadela.

Eu sou desvairada e estou calejada em relação a muitas coisas.

O Pedro não.

O Pedro é muito certinho. Muito organizado. E muito correto.

Pensar que partilha o tecto com um cão que não perde a oportunidade de profanar a primeira cadela que lhe aparece à frente...é demasiado para ele.

Ficou sem pinga de sangue.

Eu intervim.

- Será que ele saltou o muro? Sem darmos conta? A última vez que o vimos estava deitado no sofá da sala.

- Saltou o muro do meu vizinho do lado, eu vi. 

- E onde é que o senhor mora?

O Vasco saltou 4 quintais para chegar à cadela do senhor.

 

O Pedro ressuscitou.

- Nós pagamos-lhe a cadela...ou qualquer tipo de despesa. 

Quase morri a rir. A ideia de pagar a cadela deu-me para isso.

Nisto apareceu, a assobiar para o lado. O aproveitador de cadelas indefesas.

- É este, não é?

Perguntei eu. Sem qualquer esperança.

- É esse mesmo.

E o senhor baixou-se e fez-lhe uma festa.

-Só queria informar-vos. Vamos esperar e ver se se confirma.

- Nós vamos mudar-nos para cá. Vá nos dando conta das despesas e depois de nascerem posso ajudar a encaminhar os cachorros. 

Disse eu.

- Se nascer alguma cadela não me importo de ficar com ela. O meu filho também é capaz de ficar com um. E depois logo vemos quantos temos para dar.

Ficámos assim.

Saímos dali a pensar que a primeira coisa que precisamos de fazer é aumentar a altura dos muros.

 

Há pessoas que dão uma festa de inauguração. E chamam os vizinhos para se darem a conhecer.

Nós não!

...Nem pensar. Não trabalhamos dessa forma.

Temos um método infalível para nos dar a conhecer...e gostarem de nós!

 

Primeiro. O cão a soltar charme e mais algumas coisas......

.....a carimbar a bicheza da vizinhança.

Segundo. Aumentar a altura dos muros. Como que a dizer...

....somos novos e não queremos conhecer ninguém. Nem falar. Nem ter amigos...

Sem confianças! Se faz favor!

 

Hoje passei por lá. Tinha combinado com o agente imobiliário.

Mal saí do carro. Disse-me a vizinha da frente.

- Foi o seu cão que engravidou a cadela do João?

 

Começo a achar que a ideia de ter um ou dois fantasmas em casa era preferível. 

Joana e Pedro.

A conquistar a vizinhança.

Desde o momento zero.

Aposto.  Já somos os preferidos do bairro!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma obra minha!

 

Há um ano no Quiosque!

Um livro que li!

 

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

09.09.18

bola na trave! Nunca mais....

Joana Marques

Ontem de manhã fui votar.

Cedo! Sou madrugadora por natureza.

Quando saí de Alvalade peguei no carro e passei por Campo de Ourique.

Encontrei uma conhecida.

Depois dos cumprimentos da praxe.

- Já fui votar...

- Ah! É verdade, és do Sporting. Não percebo como é que és do Sporting? Não ganham nada...devias trocar de clube...

Esta é a pergunta que mais me fazem na vida.

Porque é que sou do Sporting?

E, acrescentam sempre...

....não ganham nada.

- Como é que está o teu filho? Teve cinco a tudo??

- Achas? Claro que não...nem um cinco e teve negativa a Inglês...

- A sério? Então, tens um filho que não tem cinco a tudo...porque é que não trocas de filho??

E a conversa sobre o Sporting ficou por aqui...

 

 

 

Tenho 37 anos e 201 dias de vida.

Sou sócia há 37 anos e 201 dias.

O Sporting está presente na minha vida desde o meu primeiro dia.

Mentira!

Antes de nascer já ouvia falar no Sporting.

 

Ser do Sporting é tão natural como ser filha do João e da Mariana.

Ser mulher do Pedro.

Ser mãe da Alice e da Mariana.

O sentimento de pertença existe. E existe desde que me lembro. É vinculativo. É para sempre.

Se gosto de ganhar? Gosto, muito!

Mas....

....existe vida para além disso. Existe Sporting para além disso.

Se os adeptos de outros clubes não percebem isto...

....deve ser exatamente por isso, porque não são do Sporting. E ser do Sporting é ser diferente.

O Sporting é muito mais do que um clube.

 

 

Passámos um mau bocado.

Mas...

...enfrentámos!

Lutámos. E provámos que democracia é o melhor caminho.

Não está tudo bem. Mas...

....tenho esperança que vamos ficar bem.

 

 

Votei.

Estive uma hora à espera. Rodeada de sportinguistas!

É tão bom estar em família.

Novos. Menos novos. Bebés. Crianças.

Emoções à flor da pele. Por sentir o Sporting cheio de vitalidade e juventude.

Todos juntos. Unidos. A mostrar o que é ser Sporting.

Somos únicos. No mundo!

 

Uma palavra de agradecimento.

Comissão de gestão. Obrigada!

Jaime Marta Soares. Muito obrigada!

Sousa Cintra. Muito, muito obrigada!

 

Hoje não ganhou a pessoa em que votei!

Mas...

....a partir de agora. Frederico Varandas é o meu presidente.

É muito profissional. É Sportinguista. Tem vontade de fazer a diferença.

Tem o que é preciso. 

Desejo-lhe sorte. 

Porque o profissionalismo, o Sportinguismo e a vontade de fazer a diferença são fundamentais mas nem sempre são suficientes. 

Sorte! 

Bola na trave! Nunca mais...

 

O meu Sportinguismo não está indexado às vitórias.

Embora, goste muito de ganhar! 

Quem não gosta?? 

O meu Sportinguismo está indexado à verdade. Jogar limpo, sempre limpo é fundamental!

Honestidade acima de tudo. Para mim, isso é ser Sporting! 

Viva o Sporting!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1: Senhor Ludovino no seu melhor!

(ainda não lhe disse que vou sair do prédio...)

 

Post 2: Quando eu trabalhava para uma empresa portuguesa.

Antes de ser privatizada.

Antes de ser comprada pelos franceses.

O nosso sector dava lucro e era um prazer trabalhar com todos.

As saudades que eu tenho!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Não escrevi nem uma palavra...

 

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

.

05.09.18

um ano. 180º...

Joana Marques

De todos os anos que já vivi, este será para sempre o ano de referência.

Aquele em que tudo aconteceu. E em que tudo mudou.

180º.

 

Há um ano atrás vivia na Noruega.

Não estava infeliz. Estava conformada. Em ter de ficar.

Até porque os meus pais estavam comigo.

E a empresa do meu irmão tinha ganho um projeto lá.

Durante um ano iria lá morar com o meu irmão, cunhada e sobrinhos.

Muito bom para mim porque já não iria ficar sozinha.

 

Nada foi como eu pensava.

Um dia fui chamada a Londres. Fiquei lá uns dias. Ainda voltei a Oslo.

Voltei a Londres. Pedi muitas vezes para me deixarem trabalhar em Portugal.

Venci-os pelo cansaço. Lá disseram que sim, mas antes....Amesterdão.

 

Uns dias em Amesterdão bastaram. Perna partida...

Já fez nove meses que parti a perna.

Foi uma fase francamente má. Deve ter sido a pior fase da minha vida.

No meio de toda a tempestade e como tinha partido a perna só em duas partes.

O universo achou que podia ainda sobreviver a uma varicela. 

Não foi uma tempestade. Foi um furacão. De grau máximo.

 

Mas...

....o melhor estava para vir.

No dia 14 de Dezembro um telefonema mudou a minha vida. A Alice.

A Alice foi a minha luz ao fundo do túnel. Não há nada no mundo melhor do que a vinda de uma criança.

Uma criança grita futuro por todos os lados. E era disso que eu precisava.

Eu precisava de um futuro. A Alice precisava de uma mãe.

A Alice. Mudou a minha sorte.

E a partir daqui, tudo começou a correr.

Mãe de primeira viagem. Uma criança nos braços.

Ou enfrentas! Ou enfrentas. Não há outra opção.

Enfrentei. 

 

Há precisamente 6 meses. Eu, Joana era uma rapariga solteira. Com uma filha espetacular.

Mal eu sabia que daí a 10 dias a vida ia mudar.

Já tinha mudado muito com a chegada da Alice. Iria mudar muito mais.

O Pedro em Março.

A Mariana em Julho.

 

Mas...

....parece que o universo tinha ainda mais surpresas.

O tempo que passámos no Alentejo fez-nos suspirar por algo mais.

Eu posso trabalhar em qualquer lado. O Pedro ponderou pedir transferência e morarmos permanentemente no Alentejo.

A qualidade de vida é de longe superior. 

Conversámos bastante sobre isso. E acabámos por colocar essa vontade de lado.

Mas...

.....a vontade de morar num espaço diferente foi tomando forma.

 

O Pedro vendeu o andar dele de solteiro com muita facilidade.

E por um preço muito simpático.

Começámos timidamente à procura de uma outra casa.

Dizíamos um para o outro:

- Vamos ver.

- Claro. Não é para comprar.

- Não. Estamos bem onde estamos.

Mas...

....sei por conta do que me tem acontecido que os amores à primeira vista acontecem.

Às vezes basta ir ao médico...

....encontrámos uma casa. A nossa casa.

Tem jardim. Posso ter a minha horta ali mesmo ao lado da porta da cozinha.

É muito mais funcional.

Quando o Pedro faz noite e o Vasco tem apertos é só abrir-lhe a porta. Sem ter de andar com a Alice noite dentro...

Não precisa de grandes obras. Só uns ajustes.

Se o projeto Mariana correr bem podemos continuar a procriar porque vamos ter quartos.

Fica numa rua muito pouco movimentada. E da varanda da frente vemos o rio.

Não temos a vista para o mar que tínhamos em Carcavelos mas o jardim compensa essa parte.

Temos um sótão que vamos transformar em escritório. 

É uma casa com muita luz. É a nossa casa. É mesmo a nossa casa.

Não é em Carcavelos. É perto. Isaltino, olé!

 

Já temos comprador para a casa de Carcavelos.

É um casal de professores universitários (ingleses) com 4 filhos.

O terraço conquistou-os. Tal como me tinha conquistado, a mim.

 

Estamos muito felizes.

Não é a casa do Pedro. Não é a casa da Joana.

É a nossa casa. 

 

É claro que sinto o coração apertadinho por deixar Carcavelos.

Mas a vida é assim. É a andar para a frente que se faz o caminho....

 

Falta o pior. Ainda falta o pior.

Dar a novidade ao senhor Ludovino. 

Como é que eu lhe vou contar....

Como?

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma história sobre o Vasco.

Se precisarem de ser animados....são capazes de ficar mais. 

Palavra de dona do Vasco!

 

Há um ano no Quiosque!

Na Noruega. O mundo será assim tão pequeno?

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

04.09.18

solidariedade familiar...

Joana Marques

No domingo à noite fui para Luanda.

Cheguei ontem de manhã. Nem sequer marquei hotel.

O plano era chegar lá de manhã despachar a apresentação. 

Esperar que gostassem do que ouviram.

Negociar o que fosse preciso.

Assinatura de contratos. E de volta a casa.

 

Correu tudo bem.

Foi cansativo mas ficou tudo assinado e acertado.

Se tudo correr como planeado só volto a Luanda daqui a uns 18 meses.

 

Ontem, saí de Luanda à noite.

Podia ter aproveitado a viagem para dormir mas....

....não tenho tido tempo para tricotar e aproveitei.

Uma maravilha....

....aquele tempo só para mim. Na minha cabeça de tricotadeira:

- Só mais uma carreira e descanso um bocadinho. 

Até chegar a Lisboa muitas carreiras foram feitas e falta só um bocadinho para acabar uma camisola.

 

O Pedro só ia trabalhar às 16h. Sabia que lá em casa estavam todos à minha espera.

Em menos de nada cheguei a casa.

Fui recebida em êxtase por todos. Parece que não nos víamos desde o ano passado.

Disse ao Pedro.

- Vou descansar um bocadinho.

Deitei-me.

Acordei.

 

Um olá.

Querido.

Doce. E familiar...

Vindo de muito, muito perto.

Não queria acreditar.

O Pedro estava ao meu lado a dormir com um braço sobre mim.

A Alice estava a dormir, entre mim e o Pedro, com a cabeça no meu pescoço.

O Vasco estava a dormir em cima de mim e com a cabeça nas pernas da Alice. 

E a Mariana....bem, a Mariana é a única sem vontade própria. Tem mesmo de passar tempo comigo.

Tudo ao molho! 

 

O olá veio da boca da Alice. 

Com o meu movimento, acordou. E achou por bem cumprimentar a mãe. 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

O Sapo faz anos hoje e há dois anos foi assim....

 

Há um ano no Quiosque!

Nem acredito que já passou um ano...

....do dia em que subi 4444 degraus! na Noruega, claro!

(o vídeo não funciona...não sei porquê, aselhice minha...certamente!)

 

 

Instagram

Facebook

handmade life

Bloglovin

 

Joana Marques

foto do autor

Sigam-me

contador de acesso grátis

Links

Grupo no Facebook de Partilha handmade! 💝

As histórias do cão! 🐶

Tricot 🌺

Crochet 🌻

Receitas 🍳🥦🥧

Planear ⌚📅 📊

Comentários recentes

  • Genny

    Bem...virou-se o feitiço... Agora é a senhorita Jo...

  • Maria F. Fátima

    , também não consigo parar de rir... Espero que De...

  • Nuno

    No mrio disto tudo só penso como és mãozinha a rir...

  • Genny

    É bonito assistir a esta vossa cumplicidade e a es...

  • amarquesademarvila

    Obrigada!!!!!! Tão bom estar aqui outra vez!!!!Se...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D