Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quiosque da Joana

24.04.18

o pão de ló da avó Adélia

Joana Marques

Das melhores recordações que tenho de infância. Tirando, as férias passadas no Alentejo.

São, as festas de aniversário.

As minhas.

As dos meus irmãos.

E as dos meus primos.

Entram diretamente para o meu top de momentos preferidos.

 

Na altura não havia aqueles pavilhões com insufláveis, onde depositam as crianças.

E empresas que organizam tudo desde o bolo até aos palhaços.

As mães preparavam tudo. Nós faziamos o resto. E animação não faltava.

Dez meses antes de fazer anos, já andava a perguntar à minha mãe como é que iriam ser.

Respondia-me sempre que antes de mim, faziam anos, a minha irmã e o meu irmão.

E uma carrada de primos. E só depois eu.

Lá me ficava até ao mês seguinte.

 

A festa de anos era mais ou menos igual para todos nós.

O bolo de anos. De uma pastelaria próxima. Salame. Gelatina. Sandes. Bolo de iogurte. Mousse de chocolate. Miniaturas de bolos feitos pela minha mãe. Queques. Ah! E o pão de ló da avó Adélia.

 

Não havia tema da festa. Não se davam recordações aos convidados. Só aquelas que ficavam na nossa cabeça...

Era tudo mais simples.

Convidávamos os nossos amigos e familiares.

Recebíamos presentes.

Brincávamos. Muito. Normalmente com as prendas que tínhamos acabado de receber.

Se recebíamos um disco. Era essa a música oficial da festa.

E quando a aniversariante era eu. Estava mais histérica que nunca...e insuportável.

A vida era boa. Porque era simples.

 

Os anos foram passando.

As modas também.

Começaram a entrar novas receitas. Mas o pão de ló da avó Adélia nunca passou de moda.

Na mesa lá de casa. Qualquer que fosse a festa.

O pão de ló da avó Adélia nunca podia faltar.

O bolo mais despretensioso que já vi.

Com a receita mais fácil de decorar.

Com 3 ingredientes. 4 se contarmos o fermento.

 

A receita original é assim:

Ovos (os que quisermos) pesados inteirinhos com a casca.

Açúcar. (o mesmo peso dos ovos)

(A minha avó usava açúcar normal....branco...)

(Ao longo dos tempos fui reduzindo a quantidade de açúcar e neste momento uso para cada 300g de ovos, 80g de açúcar de coco)

Farinha de trigo. (metade do peso dos ovos)

Uma colher de chá de fermento.

Juntar o açúcar e os ovos.

E com a batedeira.

Bater como se a vitória do Sporting na taça de Portugal dependesse disto....(este é o primeiro segredo do bolo)

Arrumar a batedeira. (este é o segundo segredo do bolo)

Misturar a farinha aos poucos e com uma colher mexer suavemente.

Pôr no forno a uma temperatura média.

Fica sempre muito fofinho. E bonito.

Nunca falha este bolo.

 

Amanhã a Alice faz um ano.

Este é o bolo eleito para ser o bolo de anos.

Vais ser feito por mim.

Vai ser decorado. Por mim.

Quando tive de optar e escolher um bolo para os anos.

Achei que só podia ser este.

Pelas recordações boas.

Mas também porque é bom. E versátil.

Combina bem com vários tipos de coberturas e recheios.

Vou fazer outro para servir simples, às fatias.

 

É um bolo com glúten.

Ando a tentar chegar a uma versão sem glúten mas ainda não consegui.

E para amanhã. Não quis arriscar.

 

Tantas vezes vi a minha avó Adélia a fazer este bolo.

E tantas vezes o comemos.

Faz parte das minhas melhores memórias.

E por isso quando fiz o bolo de teste, para tudo correr bem amanhã, provei e gostei. Mais uma vez.

É claro que gostei. Pelas memória todas escritas neste bolo.

Não confiei. E pedi ao Pedro para provar.

Gostou. Confirmou muitas vezes. Para ter a certeza da resposta final....

Fiquei mais segura. Da escolha que fiz.

Se fizerem com açúcar branco. Ficará amarelinho da cor dos ovos.

Com açúcar de coco fica assim com uma cor diferente. Mas o sabor está lá todo. E a textura fofinha também.

Experimentem com um café. Uma delicia...o pão de ló da avó adélia!

 

5 (15).JPG

 

17.04.18

bolo de iogurte. Sem glúten

Joana Marques

O bolo de iogurte faz parte do meu imaginário de miúda.

Cresci a comer bolo de iogurte. Em minha casa. Em casa dos meus avós.

Quando mudei a minha alimentação pela primeira vez. Cortei nos bolos. Ó vida triste!

 

Entretanto. No ano passado. Deu-se a revolução na minha alimentação.

E como a alimentação rege a vida. Deu-se também a revolução na minha vida.

Só que....

...o bolo de iogurte da minha infância tem glúten. Logo....

Comecei a magicar um substituto.

Põe ingrediente.

Tira ingrediente.

Mistura tudo. Claras em castelo? Ou não?

Enfim...

Consegui chegar a um bolo que gostei. Bastante.

 

Quando me encontrei com o Pedro, neste dia.

Depois de um bacalhau intragável comido em Estremoz.

Toca de atacar o bolo de iogurte.

Qual não foi o meu espanto, quando me disse:

- É alguma especialidade alentejana?

-Não. É bolo de iogurte.

- Não é nada como o da minha mãe....

Pois, o bolo de iogurte que a mãe do Pedro faz, deve ser o tradicional.

Que eu comi às toneladas quando era miúda.

 

Quando fui a casa dos pais do Pedro.

Ao almoço. Diz o Pedro.

- Ó mãe pede a receita do bolo de iogurte à Joana. É melhor que o teu...

Quase enfartei.

Quando saímos lá de casa. Tive de lhe dizer...

- Olha lá. Que raio de coisa para se dizer! Queres que a tua mãe me rogue pragas???

O homem riu-se. E não disse nada...

 

E não. O bolo..

....não é nenhuma especialidade alentejana. Não esperem um doce conventual..

É bom. Pelo menos eu gosto bastante. Até gosto mais do que o tradicional.

Mas...é um bolo de iogurte. Só isso.

Um bolo para o dia a dia.

 

 

Ingredientes:

um iogurte.

Tenho usado estes. Não experimentei o bolo com outros iogurtes.

4 (45).JPG5 ovos.

Uma colher de chá de fermento.

Duas colheres de sopa de óleo de coco liquido.

 

Usar o frasquinho do iogurte como medida:

Um frasquinho de farinha de amêndoa.

Dois frasquinhos de farinha de aveia.

Um frasquinho de açúcar de coco

(ajustem a quantidade de açúcar ao vosso paladar, para mim este é suficiente)

 

Bater as claras em castelo. Reservar.

Juntar os secos. Misturar bem.

Bater as gemas.

Acrescentar o iogurte, continuar a bater.

Juntar o óleo de coco, continuar a bater.

Juntar a mistura de secos, continuar a bater.

Arrumar a batedeira.

Incorporar delicadamente as claras em castelo ao preparado anterior.

Untar uma forma. E colocar no forno.

Forno médio. 30 minutos.

Desenformar quando estiver frio.

Gosto de o barrar com chocolate derretido (usei Vivani 92% cacau). Só para ficar com outro ar...

4 (29) (1).JPG

Se experimentarem. Não se esqueçam de partilhar....

No handmade life.

No meu facebook.

No meu instagram.

 

11.04.18

no name. Bolachas.

Joana Marques

Ainda não têm nome. Espero que seja por uma questão de horas. Ou dias, na pior das hipóteses.

O facto de terem algo em comum com o nome da claque do clube cujo o nome não deve ser pronunciado.

Deixa-me à beira de um ataque de pânico.

 

Estas bolachas. São diferentes das bolachas normais.

Daquelas que nós compramos nos supermercados.

Estas saciam. Muito. Alimentam.

Comemos uma bolacha e sentimos o estômago confortado. Não precisamos de comer mais.

Só que...

...são muito boas. E a tentação continua lá...temos de ser fortes!

Conseguimos, certo! Ser fortes!!!

 

Com estas quantidades conseguimos mais ou menos 20 bolachas.

Podem optar por fazer bolinhos.

É fácil.

Quando estiverem a moldar a massa. Espalmam, se quiserem bolachas. 

Deixam em bolinhas. Se quiserem bolinhos.

Podem também usar a mesma massa. Dividi-la.

Usar diferentes especiarias. E têm bolachas diferentes sem terem muito trabalho.

 

Ingredientes

160 g de chocolate. Usei da marca vivani 92% (duas barras)

4 colheres de sopa de óleo de coco.

2 ovos.

110 g de farinha de amêndoa

60 g de farinha de aveia

30 g de farinha de coco

50 g de açúcar (usei de coco), a quantidade de açúcar é opcional para mim 50 g chegam, têm de ter em conta as vossas preferências.

2 colheres de sopa de mel. (usem um mel bom...faz toda a diferença nas bolachas)

uma colher de chá de fermento

Podem colocar especiarias que gostem ou não. Eu usei canela. Muita canela.

 

Derretam o chocolate com o óleo de coco de preferência em banho Maria.

Numa tigela coloquem todos os secos e misturem tudo bem.

Acrescentem o mel, o chocolate derretido (morno) e os ovos.

Misturar tudo.

Para moldarem bem as bolachas há um truque infalível.

Deixem repousar a massa.

Se quiserem apressar o processo nada melhor que no congelador.

Deixam 15 a 20 minutos.

Com a massa quase congelada conseguem moldar como quiserem.

Vocês no comando!

Liguem o forno a uma temperatura média.

Moldem as bolachas ou os bolinhos.

Tabuleiro forrado com papel vegetal.

As bolachas ficam prontas entre 10 a 15 minutos.

Devem ficar crocantes por fora e meias húmidas por dentro..

....se atingirem o ponto certo de cozedura são mesmo espetaculares.

Acompanhadas com um café, são divinais...

Palavra de Joana!

 

3 (6).JPG

Quem se atrever a experimentar.

Não se esqueça de deixar o feedback.

Gosto sempre, sempre de ter notícias vossas.

 

13.02.18

não tenho. Mas se tivesse...

Joana Marques

Não tenho namorado.

Mas se tivesse fazia-lhe este bolo.

E se ele não gostasse, mandava-o ir dar uma volta.

Porque este bolo. É.....indescritível.

Não é um bolo para todos os dias. Até porque dá trabalho a fazer.

É um bolo para ocasiões especiais. Como o dia dos namorados.

Com a vantagem de poder ser feito antecipadamente.

 

Leva poucos ingredientes.

E pode ser feito do tamanho que nos der jeito.

Eu faço-o só com duas camadas.

Mas podem fazer um arranha céus...

 

O bolo é feito em duas partes.

1ª parte. Suspiro.

6 claras em castelo.

Junto 150 g de açúcar de coco.

Continuo a bater.

Divido este preparado em duas partes.

Em papel vegetal e em circular coloco no forno, em dois tabuleiros.

Para que o suspiro fique bom é preciso muita paciência.

Eu costumo colocar o forno baixinho. Durante 10 minutos.

Desligo 10 minutos.

Ligo outra vez. Durante 10 minutos.

Desligo 10 minutos.

Faço isto durante uma hora e meia. Mais ou menos.

No final desligo e deixo estar uma hora dentro do forno.

Cuidado para não queimar. É preciso ser muito vigiado.

Sempre que desligo o forno. Troco os tabuleiros de lugar. Para apanharem o mesmo calor.

 

2ª parte. Mousse de chocolate.

Podem usar a mousse do costume.

Eu gosto desta.

6 gemas.

2 ovos.

Claras em castelo.

Duas colheres de sopa de óleo de coco.

200 g de chocolate. Usei 85% de cacau.

Derreti o chocolate com o óleo de coco.

Juntei o chocolate, o óleo de coco às gemas.

E depois as claras em castelo.

Este mousse de chocolate fica muito consistente. Gosto assim. Tipo bombom aveludado.

 

Colocar um suspiro num prato.

Encher de mousse de chocolate.

Colocar o outro suspiro por cima.

E encher o topo de mousse de chocolate.

Colocar amêndoas laminadas por cima. E frutos vermelhos.

Antes de servir. Aqueçam o forno. Desliguem e coloquem lá dentro o bolo.

Quando o provarem.

Céus!

6 (6).JPG

Correm o risco. Um sério risco. De estarem perante um amor para a vida toda.

Feliz dia dos namorados.

04.02.18

a sobremesa de hoje...

Joana Marques

O que mais gosto na minha vida é a minha família.

Grande. Enorme.

Para além, dos dois irmãos e seis sobrinhos. Tenho muitos tios e tias. Primos já perdi a conta....

Estão espalhados por todo o país e também pelo mundo.

É bom saber que para onde for é provável ter uma casa à minha espera.

 

Domingo. É dia de almoço familiar.

Em casa da minha irmã ou dos meus pais. Estou ansiosa para ter a minha casa pronta. Para poder fazer o almoço de domingo em minha casa.

Estou ainda mais ansiosa pela volta do meu irmão e da família.

Para a mesa ser ainda mais composta.

Dá trabalho? Dá.

Mas estarmos juntos compensa tudo.

 

Hoje foi em casa da minha irmã.

Encomendaram-me o pão.

E a sobremesa.

Por aqui cada vez mais se diz não ao açúcar. Mesmo de coco.

Açúcar só para dias especiais.

Até nos aniversários estou a cortar. Porque somos muitos. E quase todas as semanas temos um aniversário.....

 

Hoje resolvi levar mousse de ananás.

Para uma lata de leite de coco biológico.

Meio ananás. Ou abacaxi.

Três colheres de sopa de farinha de amêndoa.

Liquidificador.

Para dar um brilho especial à mousse, derreti meio chocolate 92% cacau em óleo de coco.

(uma colher de chá para cada quadradinho de chocolate)

Eu não o fiz mas podem acrescentar açúcar ao chocolate.

Derreter bem.

E depois da mousse distribuída nas tacinhas. Colocar o chocolate em cima.

Colocar no frigorífico.

O chocolate vai solidificar.

E quando estamos a comer a mousse, o chocolate derrete-se na boca.

O contraste entre o sabor do chocolate e do ananás é tão boa!

Por aqui, gostaram....é para repetir muitas vezes.

2 (10) (1).JPG

 

 

 

 

03.02.18

rituais..

Joana Marques

Quinta feira.

Numa tigela junto uma saqueta de fermento, 200 g de farinha de trigo biológico integral e água morna.

Deixo fermentar durante 24 horas.

 

Sexta feira.

Junto 250 g de farinha de trigo biológico e integral, 50 g de farinha de coco, o fermentado da quinta feira.

Vou acrescentando água morna.

Amasso como nunca amassei nada na vida.

Sovo a massa como se me quisesse vingar de alguém.

Ponho a massa a descansar durante uma hora.

Depois dessa hora.

Volto a amassar. E a sovar. E a amassar.

O processo é um bocado violento. Mas vale a pena.

Deixo a massa a repousar mais uma hora.

Dez minutos antes de colocar a massa no forno, pré aqueço-o a 180º/200º.

Ponho a massa dentro da forma. Desta vez, usei uma forma redonda de silicone mas já tenho usado uma forma de bolo inglês.

Meia hora depois temos pão.

Deixo-o descansar até ao outro dia de manhã.

1 (6) (4).JPG

 

Sábado.

Acordo.

Faço um chá de gengibre.

Corto o canto do pão.

Ponho manteiga de amêndoa por cima.

E como devagarinho. Devagarinho.

Sem pressas e sem stress.

É sábado! O melhor dia da semana...

 

 

14.01.18

bolo de laranja

Joana Marques

Queria conseguir fazer um bolo.

Daqueles bolos que se fazem numa forma. Daqueles bolos que oferecemos a alguém quando vamos almoçar lá a casa.

Queria que o bolo não tivesse glúten. E fosse minimamente saudável.

E que fosse bom.

Muito bom. Daqueles bolos que comemos uma fatia e temos de comer outra logo a seguir.

Para além disso, queria um bolo que no dia seguinte ainda fosse bom.

 

Juntei farinhas mais farinhas. Ovos. Fruta.

E frutos secos. E o caneco. E mais o diabo.

Fiz testes que nunca mais acabam.....

 

E....

Minha gente. Consegui.

Aqui está ele. Um bolo que não desilude pequenos. Não desilude graúdos. Nem Vascos...

Um bolo que pode ser chamado de..............bolo de laranja!

 

5 ovos

300g de farinha de amêndoa

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

uma colher de chá de fermento

100g de açúcar de coco

uma colher de chá de goma xantana (opcional)

 

Bater as claras em castelo.

Num outro recipiente juntar os outros ingredientes.

 

Depois de tudo misturado, juntar às claras.

Forno médio. 25 a 30 minutos.

Derreti 100 g de chocolate com uma colher de sopa de óleo de coco e barrei o bolo.

(usei 80% cacau da vivani mas podem usar um qualquer)

Este último passo é opcional.

12 (14).JPG

 

08.01.18

que se lixe o glúten...

Joana Marques

Desde Abril, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que comi glúten.

Quando os meus tios me visitaram em Oslo, posso ter comido glúten num bolinho norueguês.

Quando cheguei a Portugal com a perna partida e me deu na cabeça, afogar as mágoas em Pastéis de Belém.

E no Natal!

Não sendo celíaca, não preciso de ser 100% rigorosa com o glúten.

E em 2018 sou capaz, ainda não sei quando, de começar a introduzir o glúten. Pouco a pouco para perceber se há ou não reação.

Continuo a fazer o meu pão sem glúten, para mim.

A minha família pediu-me pão normal. Daquele, feito com farinha de trigo.

Tal como eu fazia antes de emigrar.

Enquanto estive em casa dos meus pais, não deixei que comprassem. Eu fiz o pão.

 

Se comprarem pão em grandes superfícies, leiam os ingredientes.

Façam esse favor a vocês próprios e à vossa família.

Vejam a quantidade de aditivos que tem um simples pãozinho.

Se comprarem numa padaria, em alguns casos poderá ser pior.

Porque não temos, sequer, acesso à lista de ingredientes!

 

Para fazer pão, bom pão, é apostar numa boa farinha.

Integral. E de trigo biológico. Por exemplo.

Tenho escolhido da marca Seara e tenho gostado muito.

 

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo

450 ml a 500 ml de água morna

Uma saqueta de fermento de padeiro tenho usado da marca Condi

Duas colheres de azeite (opcional)

Uma colher de chá de açúcar (usei de coco)

Sal a gosto

 

Convém terem um objeto deste tipo:

1 (7) (1).JPG

A joaninha.

Um temporizador que nos ajuda a não nos esquecermos do pão.

Podem usar um telemóvel...

 

1º Passo:

Numa tigela juntar o fermento, o açúcar e a água morna.

Mexer tudo. E deixar a repousar num local abrigado. Pode ser dentro do forno por exemplo.

Esperar 15 minutos.

 

2º Passo:

Juntar a farinha com o azeite, o sal e a água.

Misturar tudo muito bem.

Eu gosto de amassar à mão mas também podem amassar com uma batedeira.

(usar as varetas próprias)

A massa deve ficar ligada entre si.

Uma boa massa não suja as mãos.

Para adquirir a consistência desejada podem usar mais farinha ou mais água.

Deixar levedar uma hora.

Mais uma vez escolham um local abrigado.

 

3º Passo:

O pão levedou uma hora, deverá ter aumentado de tamanho.

Amassem outra vez.

Não tanto quanto a primeira vez.

E coloquem a massa na forma que queiram levar ao forno. Eu estou a usar uma forma de silicone redonda mas também pode ser numa forma de bolo inglês. Também podemos dividir a massa e fazer pães pequeninos.

Deixem levedar mais uma hora.

 

4º Passo:

Depois de levedar esta segunda vez vai diretamente para o forno.

O meu tem cozido num forno a gás, a 200º, entre 30 a 40 minutos.

Convém monitorizar o pão se o estiverem a fazer pela primeira vez.

Os fornos a gás são todos diferentes e nem sempre muito certos.

Com a prática o processo fica mais simples e muito mais fácil.

 

5º Passo:

Comer o pão.

Uma maravilha!

Digo eu que não como glúten mas já provei várias vezes a minha obra!!

Era Natal....

 

1 (3) (7).jpg

 instagram

04.01.18

sopa da semana

Joana Marques

A vinda da Alice mudou tudo.

Tudo. Tudo.

Tenho a sorte de ter os meus pais a ajudarem. Se estivesse nisto sozinha nem sei como seria.

O tempo. A falta dele. É o busílis da questão.

Antes da Alice era super organizada. Tinha tempo de cozinhar e fazer o que me desse na cabeça.

Complicado ou simples. Era só escolher.

Esta última semana percebi que as coisas mudaram mesmo.

 

Descurar a minha alimentação está completamente fora de questão.

É entrar num ciclo vicioso.

Má alimentação dá origem a pouca energia, ficar doente e apática.

E por não ter energia e estar apática faz com que não me apeteça comer como deve ser porque a asneira é mais fácil e as tentações andam por aí....

Já passei por isso e não quero voltar!

O que aprendi no ultimo ano é que alimentar-me bem é a diferença entre ter uma vida boa ou uma vida miserável.

E as minhas boas energias estão no topo, nos dias em que como 4 a 5 peças de fruta (diferentes) e muitos verdes à refeição, acompanhados de uma porção de carne ou peixe.

Organizar-me como escrevi neste post não vai ser de todo possível. Pelo menos todas as semanas.

Para além de me faltar o tempo para cozinhar. Falta-me também o tempo para comer.

 

 

Não tendo tempo e não querendo descurar a minha alimentação, virei-me para a sopa.

Uma alternativa fantástica.

Já era fã. Agora sou super fã. É para continuar até a Alice sair de casa....daqui a uns 30 anos.

 

Faço uma sopa forte que me sacie e me dê força. E saúde. Principalmente saúde.

Esta sopa substitui uma refeição.

Quando uma pessoa está cheia de fome.

Não tem tempo para nada.

Mas não quer desgraçar-se com a primeira barbaridade que encontra pela frente. Sopa é a solução.

Se for bem feita, é muito nutritiva.

Saciante.

Fácil de aquecer. E ainda mais fácil de comer.

 

Esta semana foi assim:

Usei uma panela de pressão.

Uma grande panela de pressão.

8 litros de capacidade.

8 litros de boas energias!

Coloquei na panela uns 4 dedinhos de água.

(Se quiserem uma sopa forte e robusta precisam de muito pouca água)

Juntei à água, um peito de frango;

uma batata doce grande;

uma cebola grande;

uma courgette grande;

uma couve flor,

e espinafres até encher a panela.

Depois de tudo cozido acrescentei uma tigela de grão cozido.

Passei tudo.

É mais fácil de comer...

 

 

Não há cá desculpas..para não comer bem!

E sinto-me....assim!

 

sopa.jpg

 

22.12.17

em Quiosquiano. Com tradução!

Joana Marques

1 (47) (1).JPG

 Quiosquianos!

A Joana e o Vasco desejam

a todos os que passam por este Quiosque

Um Natal cheio de Amor!

 

 

Receita dos Quiosquianos

130 g de manteiga (usei ghee)

100 g de açúcar de coco (podem pôr mais ou menos conforme a preferência)

2 ovos

150 g de farinha de coco

Meia colher de chá de goma xantana (opcional)

As especiarias que mais gostarem (usei canela e noz moscada)

Sal (se acharem que precisa)

Uma colher de chá de fermento em pó.

Juntar tudo.

Mexer muito bem. Com as mãos.

Estender a massa com um rolo sem a deixar muito fina.

Usar cortadores que gostem.

Forno a 180º. Atenção, se cozerem muito não são boas. Se ficarem no ponto são espetaculares!

Podem servir simples, com chocolate por cima ou com qualquer outra iguaria.

Se as conseguirem furar podem colocá-las na árvore de Natal.

 

 

Joana Marques

foto do autor

Sigam-me

contador de acesso grátis

Links

Grupo no Facebook de Partilha handmade! 💝

As histórias do cão! 🐶

Tricot 🌺

Crochet 🌻

Receitas 🍳🥦🥧

Planear ⌚📅 📊

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D