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Quiosque da Joana

05.07.18

ó euromilhões faz de mim uma mulher rica!

Joana Marques

No ano passado mais ou menos por esta altura.

Andava eu a vaguear pela dieta Paleo.

Li tudo o que havia para ler. Paleo ou não.

Pertenci a um grupo no facebook. "Paleo Descomplicado". Aprendi muito com eles. 

Um dos livros que li, não tinha propriamente a ver com a dieta Paleo, falava sobretudo da alimentação sem glúten.

Escrevi sobre ele neste post. É o primeiro.

Gostei muito de ler o livro.

É simples de ler. 

É simples de perceber.

Fala-nos um bocadinho do trigo e do milho.

O que diz é que o trigo e o milho não nos faziam mal nenhum nos primórdios destas culturas, mas ao longo do tempo têm sido modificados.

Para sobreviver às pragas.

Para se produzir em grande escala.

E este trigo. E este milho. É que fazem mal.

O trigo não faz parte da dieta Paleo porque tem glúten. O milho penso que também não. 

Alguns alimentos fazem parte da chamada zona cinzenta, não sei se o milho estará nesta zona cinzenta ou se está mesmo proibido.

Eu que fazia o melhor bacalhau com broa do mundo. Nunca mais fiz.

Eliminei o milho da minha vida.

 

Até que...

...a 15 de Março conheci o Pedro.

E passados uns dias, no nosso almoço na praia, rodeados de comida saudável por todos os lados, perguntei-lhe:

- Qual é a tua comida preferida?

- Gosto muito de pipocas...

 

Pipocas! Minha gente! Pipocas!

Tanta comida por esse planeta fora. E o homem respondeu pipocas.

- Pipocas? Tens a certeza?

- Não sou muito esquisito com a comida. Adoro chegar a casa depois de um turno, pôr um saquinho de milho no micro-ondas e sentar-me no sofá a comer calmamente as pipocas.

- Hein?

- Já tenho chegado de madrugada, depois de trabalhar 24 horas e antes de ir dormir é o que faço.

 

Confirmei. Palavra por palavra. No dia em que estive em casa do Pedro a ajuda-lo com as mudanças.

A despensa do Pedro era o paraíso da pipoca perdida.

A despensa do Pedro tinha mais caixas de pipocas de micro-ondas do que os supermercados TODOS da zona de Lisboa. Pronto! De Portugal Continental....que se lixe acrescentem também Açores e Madeira.....

Nunca se sabe quando é que as fábricas das pipocas abrem falência, TODAS ao mesmo tempo.

E um homem prevenido vale por dois. Ou três. 

 

No dia em que me deparei com a pipocagem nas prateleiras da despensa, o Pedro já me tinha pedido em casamento, pelo que tive cuidado em abordar o assunto.

MENTIRA! Claro que não...

- Posso deitar isto tudo fora??

- NÃO!

 

Depois lá conversámos um bocado sobre o assunto.

Lá argumentei que o milho andava modificado e pouco saudável e que considerava as pipocas de micro-ondas ainda pior porque têm um composto qualquer chamado diacetil que é muito perigoso para a saúde.

O homem também argumentou, o milho tem antioxidantes importantes para a saúde, ajuda a saciar,  dá-nos energia, protege o nosso sistema imunitário, ajuda a controlar o açúcar no sangue e contém fibra. E rematou com, podemos comer tudo desde que seja com moderação.

 

- Pelo aspeto da tua despensa, parece-me que moderação não é a palavra certa.

O homem riu-se.

 

Chegámos a um acordo. 

Eu ia procurar o milho perfeito. Biológico. Embora sem qualquer garantia de ser modificado ou não.

E ia conseguir fazer as pipocas perfeitas.

O homem ia moderar o consumo de pipocas.

Assim foi.

 

Cheguei a esta receita!

80/85 g de milho.

Parece pouco mas acreditem....dá pipocas que nunca mais acabam (a não ser que convidem o Pedro aí para casa....)

Duas colheres de óleo de coco.

Colocar o milho e o óleo de coco, dentro de um recipiente, com tampa, que possa ir ao lume.

Passados uns minutos o milho começa a explodir. Parece a passagem do ano.

Temos de ir virando o milho sem tirar a tampa.

Não quero ver nenhum quiosquiano com uma pipoca incrustada no nariz ou nos olhos.

Quando nada mais explodir. Tirar do lume. E espalhar as pipocas num tabuleiro. Convém cobrir o tabuleiro com papel vegetal para que o caramelo não suje muito o tabuleiro.

Num recipiente que possa ir ao lume colocar 3 colheres de sopa de geleia de coco e uma colher de óleo de coco.

Ir mexendo. Deixar ferver um a dois minutos. Não mais do que isso.

E colocar este preparado por cima das pipocas.

Para nós aqui em casa chega. Se acharem que precisam de mais é só duplicar a receita do caramelo.

Não experimentei com outro tipo de adoçante mas tenho ideia que com mel, geleia de arroz, agave, etc, também deve dar.

Deixar secar o caramelo. Uns minutos apenas.

E já está. É comer.

 

Aqui em casa estamos fãs.

Sabem aquelas tardes? De folga. De férias. Ou de licença de casamento.

A ver um filme ou uma série. No sofá.

E a comer pipocas.

Ó vida boa!

Ó euromilhões faz de mim uma mulher rica!

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Comemos sempre as pipocas com frutos vermelhos.

 

Um minuto de silêncio pelas pipocas de micro-ondas.

Paz à sua alma!

21.05.18

post feito em parceria...

Joana Marques

Tal como referi aqui.

Aqui por casa andamos em negociações. Sobre isto e sobre aquilo.

Sem stress e sem grandes questões mas....

....em negociações.

O Pedro acha que se estamos juntos as tarefas inerentes a uma casa devem ser divididas pelos dois.

Eu sou feminista. Concordo. Até porque se trabalharmos em equipa a vida é bem mais fácil...

Nada de muito rígido. Do género: Já lavei a casa de banho 4 vezes este mês e tu duas....

Aliás, conversando chega-se a um entendimento.

Por exemplo, a semana passada, andei a semana toda em stress por causa de um relatório que tinha de entregar e o Pedro socorreu-me várias vezes nas minhas tarefas.

Quando ele tiver uma urgência ou uma semana com mais trabalho farei o mesmo. Claro.

 

 

O Pedro não sabe cozinhar.

Diz que quando andava na faculdade, em Lisboa.

Comia na cantina e à noite voltava ao Montijo, a casa dos pais.

Jantava lá.

 

Depois, quando terminou o curso.

E começou a trabalhar.

Fazia mais ou menos a mesma vida.

 

Quando comprou casa e deixou de morar com os pais.

As coisas não se alteraram muito.

Comia no bar do hospital.

Nos dias de folga ia a casa dos pais.

Nos dias em que comia em casa tinha sempre comida congelada.

Feita pela mãe ou comprada por ele.

 

E fazia ovos.

Os ovos mexidos que ele faz, são os melhores ovos mexidos do mundo.

A sério...

Anos e anos de experiência.

 

E assim chegou aos 41 anos de existência.

Ano em que teve um encontro imediato com um ser chamado Joana.

 

Desde que veio aqui para casa que me anda a convencer a contratar uma empregada.

Diz que trabalho muito.

Que ele não consegue acompanhar o ritmo.

Diz que quer colaborar mas muitas vezes nem sabe como.

Que não sabe cozinhar.

- É só aprenderes. Conseguiste tirar medicina....e achas que não sabes cozer brócolos? Operas rins todas as semanas e achas que não sabes assar um frango??

 

Combinámos. Umas lições básicas de culinária.

- Além de aprenderes, vais ver que ainda te divertes. É muito bom cozinhar....

Assim foi.

Ensinei-lhe a fazer uns muffins de vegetais que ele gosta muito.

Mostrei-lhe que não tinha qualquer segredo.

- É tão fácil...que parece mentira!

Costumo usa-los para fazer pequenas refeições. Lanches.

Ou refeições maiores se acompanhar com grão. Quinoa. Ou trigo sarraceno.

 

Na semana passada.

O Pedro chegou e eu não estava em casa.

Tinha ido a Campo de Ourique provar o meu vestido de noiva.

O homem apanhou-se sozinho em casa. E toca de fazer os muffins que eu lhe tinha ensinado.

Quando cheguei.

Cheirava a muffins.

As forminhas eram testemunhas que os muffins tinham sido feitos.

 

Mas nada de muffins...

...Pedro, esse grande querido.

Fez os muffins.

E quis provar para ver se tinham ficado bons.

 

Comeu um.

-Será que ficaram mesmo bons, ou foi impressão minha?

Comeu o segundo.

- Isto está mesmo bom. Vou comer o terceiro e ficam os outros para a Joana.

- A Joana não come tanto. Vou comer outro.

Quarto.

- É pá. Nem acredito! Fui eu que fiz sozinho! Quem diria...eu que só sei fazer ovos mexidos.

Quinto.

- Vou comer o último. Limpo todos os vestígios...e nunca ninguém saberá que eu comi os muffins todos.

 

Quando percebi que ele tinha comido os muffins. Pus as mãos à cabeça.

Não por não ter tido a oportunidade de provar a obra.

Mas porque achei que lhe podiam fazer mal.

Não fizeram. Pelo menos que eu desse conta.

 

Ontem. Aproveitou que eu fui ao Jamor.

E tratou de repor os muffins.

Quando eu cheguei. Estava todo sorridente.

- Consigo mesmo, fazer isto bem!

 

Ingredientes

Numas forminhas de queques colocar tudo aquilo que quiserem.

O Pedro usou em cada muffin:

Tomate.

Pimento laranja.

Espargos.

Cogumelos.

Camarão.

Cortou tudo aos bocadinhos.

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Para seis muffins, 4 a 5 ovos batidos com um garfo.

Por cada ovo acrescentar uma colher de farinha de aveia.

(se preferirem podem colocar só os ovos batidos)

Temperar a gosto.

Estes foram temperados com oregãos e sal.

Dividir pelas 6 forminhas.

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 Vai ao forno.

E 20 minutos depois. É provar. E comer...

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Estão muito bons!

Costumo fazer 3 tipos de muffins. Por semana. Num total de 18.

É só trocar os ingredientes.

Os temperos.

E a refeição é logo diferente.

 

Este post foi feito em parceria com o Pedro.

Uma parceria que se espera duradoura. Para a vida toda...

Para além de ter feito os muffins.

Ainda tirou as fotos.

 

 

17.05.18

tarte de pêra...

Joana Marques

Esta é uma das receitas que mudou a minha vida.

É fácil de fazer.

Rápido.

E é bom que se farta.

Não me canso de fazer isto. Não me canso de comer isto.

 

 

Ingredientes:

Uma pêra.

Um ovo.

Uma colher de farinha de aveia

geleia de coco (mel, ou outro adoçante)

 

Pincelar uma frigideira pequena com geleia de coco (ou outro adoçante...peganhento!)

Colocar por cima uma pêra cortada aos bocados.

Bater o ovo (de preferência com a batedeira) e com uma colher misturar a farinha de aveia.

Tapar a pêra com a mistura formada pelo ovo e pela aveia.

Deixar cozinha em lume brando.

Retirar. Comer.

Se quiserem fazer para a familia toda é só aumentar os ingredientes e o tamanho da frigideira.

 

 

Aqui está um exemplo de algo muito simples.

Muito. Muito bom!

Bastante mais saudável. Que o comum bolinho. Vendido a cada esquina.

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13.05.18

mousse de chocolate. Quem gosta?

Joana Marques

A minha avó Adélia fazia a melhor mousse de chocolate do mundo.

Sempre que lá íamos a casa, era certo que no frigorífico havia mousse à nossa espera.

Eu. Herdei o livro de receitas da minha avó.

E a receita que mais me entusiasmou e que procurei logo foi a da mousse de chocolate.

Encontrei.

Na altura o cuidado que tinha com a alimentação era zero. E por isso....

....ainda a fiz algumas vezes.

 

Com o passar do tempo. Quem lê este blog sabe....

...mudou-se o chip. E a mousse de chocolate da minha avó pode ser feita. Mas não deve ser comida.

 

Durante um tempo experimentei.

E experimentei.

Receitas de mousse de chocolate mais saudável.

Até andava satisfeita com esta. Que partilhei quando fiz 6 meses de blog.

Mas...

...ainda não estava como eu queria. Lá no fundo. Ainda me fazia lembrar o abacate.

Experimenta daqui.

Experimenta dali.

E....

...cheguei a esta mousse.

Sabor. Bom.

Consistência. Boa.

Sabe a chocolate. E não a abacate.

 

Ingredientes.

1 abacate pequeno.

Duas colheres de sopa de cacau em pó.

Uma colher de café de canela.

Duas colheres de sopa de geleia de coco. (podem usar mel...ou outro adoçante)

Duas colheres de sopa de leite de coco.

Derreter dois quadradinhos de chocolate (usei da vivani 85% cacau) e uma colher de chá de óleo de coco.

Juntar tudo no liquidificador. (ou usar a varinha mágica).

Acompanhei com frutos vermelhos.

Coloquem no frigorífico. Durante 30 minutos a uma hora.

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Aqui em casa ficou aprovada!

 

Vou usar como mousse.

Como recheio de tartes.

Para barrar bolachas. Ou pão.

neste bolinho. Do dia dos namorados.

 E que tal partilharem as vossas receitas, aqui!

07.05.18

pequeno almoço. Fácil. Rápido. E bom...

Joana Marques

O pequeno almoço não deve ser uma refeição complicada.

Por pensar assim, passei uma grande parte da minha vida.

Mais de 20 anos a comer muito mal.

Não só ao pequeno almoço mas sobretudo ao pequeno almoço.

 

Neste momento já sou mais criteriosa. E cereais de compra, por exemplo estão completamente fora de questão.

Até a granola que eu adorava. E que só comprava quando o rei fazia anos porque achava cara, deixei de comprar porque...lendo bem o rótulo. Está cheia de açúcar. Fiquei em choque quando percebi.

 

Um dos pequenos almoços que faço muita vez é este pão.

Podem preparar na hora, fica mais saboroso. Mas se for feito no dia antes, ninguém morre.

 

Pão. Fácil. Rápido. E bom.

- Um ovo.

- 4 colheres de farinha (o da foto foi feito com uma colher de cada: Amêndoa, Sarraceno, Polvilho Doce, Aveia)

Podem trocar as farinhas!

- Um fio de azeite.

- Uma colher de café de fermento.

Sal. (Não usei.)

Misturam tudo.

Untam uma frigideira.

Quando estiver bem quente colocam a massa.

Tapam a frigideira e colocam em lume brando. Para não queimar.

Quando estiver cozido. Voltam o pãozinho. E deixam cozinhar.

Em menos de nada têm um pão muito, muito bom.

 

O da foto está barrado com manteiga de caju.

Comecei a fazer há pouco tempo. E tenho adorado o resultado.

É tão bom! Tão bom! Dá vontade de comer à colher.

E também é fácil de fazer.

 

Manteiga de caju

Num tabuleiro de forno ponham a quantidade que quiserem de caju.

Tostar, cerca de 6 minutos.

Entre esses 6 minutos, convém virar os cajús.

Deixar arrefecer.

Colocar no liquidificador.

Parem para mexer o preparado.

Triturar.

Mexer.

Triturar.

Mexer.

Já está.

É surrealmente bom!

Podem dividir em dois.

E numa das partes acrescentarem uma ou duas colheres de cacau. Maravilhoso!

 

Barrei o pãozinho com a manteiga de caju. Já o tenho barrado com manteiga de amêndoa. Ou comido com queijo.

Podem usar este pão (fazem dois) para servir com um hambúrguer...por exemplo.

Ou fazer uma sandes de atum. E dá para um almoço fora ou dentro de casa.

Coloquei por cima sementes de papoila. Sésamo. E girassol. É à escolha...

Normalmente sirvo com frutos vermelhos.

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Sim.

Ando a fazer pequenos almoços em forma de coração.

É a vida!

 

Mais receitas fáceis para os pequenos almoços:

Granola caseira

Bolo da caneca de chocolate

Creme Budwig

Overnight

Chocolate Quente

Pão no microondas

Pão sem Glúten

Smoothie

Manteiga de Amêndoa

Panquecas de banana

Leite de coco

 

Tanta alternativa!

Não há desculpas para não comer saudável e bom....

 

 

24.04.18

o pão de ló da avó Adélia

Joana Marques

Das melhores recordações que tenho de infância. Tirando, as férias passadas no Alentejo.

São, as festas de aniversário.

As minhas.

As dos meus irmãos.

E as dos meus primos.

Entram diretamente para o meu top de momentos preferidos.

 

Na altura não havia aqueles pavilhões com insufláveis, onde depositam as crianças.

E empresas que organizam tudo desde o bolo até aos palhaços.

As mães preparavam tudo. Nós faziamos o resto. E animação não faltava.

Dez meses antes de fazer anos, já andava a perguntar à minha mãe como é que iriam ser.

Respondia-me sempre que antes de mim, faziam anos, a minha irmã e o meu irmão.

E uma carrada de primos. E só depois eu.

Lá me ficava até ao mês seguinte.

 

A festa de anos era mais ou menos igual para todos nós.

O bolo de anos. De uma pastelaria próxima. Salame. Gelatina. Sandes. Bolo de iogurte. Mousse de chocolate. Miniaturas de bolos feitos pela minha mãe. Queques. Ah! E o pão de ló da avó Adélia.

 

Não havia tema da festa. Não se davam recordações aos convidados. Só aquelas que ficavam na nossa cabeça...

Era tudo mais simples.

Convidávamos os nossos amigos e familiares.

Recebíamos presentes.

Brincávamos. Muito. Normalmente com as prendas que tínhamos acabado de receber.

Se recebíamos um disco. Era essa a música oficial da festa.

E quando a aniversariante era eu. Estava mais histérica que nunca...e insuportável.

A vida era boa. Porque era simples.

 

Os anos foram passando.

As modas também.

Começaram a entrar novas receitas. Mas o pão de ló da avó Adélia nunca passou de moda.

Na mesa lá de casa. Qualquer que fosse a festa.

O pão de ló da avó Adélia nunca podia faltar.

O bolo mais despretensioso que já vi.

Com a receita mais fácil de decorar.

Com 3 ingredientes. 4 se contarmos o fermento.

 

A receita original é assim:

Ovos (os que quisermos) pesados inteirinhos com a casca.

Açúcar. (o mesmo peso dos ovos)

(A minha avó usava açúcar normal....branco...)

(Ao longo dos tempos fui reduzindo a quantidade de açúcar e neste momento uso para cada 300g de ovos, 80g de açúcar de coco)

Farinha de trigo. (metade do peso dos ovos)

Uma colher de chá de fermento.

Juntar o açúcar e os ovos.

E com a batedeira.

Bater como se a vitória do Sporting na taça de Portugal dependesse disto....(este é o primeiro segredo do bolo)

Arrumar a batedeira. (este é o segundo segredo do bolo)

Misturar a farinha aos poucos e com uma colher mexer suavemente.

Pôr no forno a uma temperatura média.

Fica sempre muito fofinho. E bonito.

Nunca falha este bolo.

 

Amanhã a Alice faz um ano.

Este é o bolo eleito para ser o bolo de anos.

Vais ser feito por mim.

Vai ser decorado. Por mim.

Quando tive de optar e escolher um bolo para os anos.

Achei que só podia ser este.

Pelas recordações boas.

Mas também porque é bom. E versátil.

Combina bem com vários tipos de coberturas e recheios.

Vou fazer outro para servir simples, às fatias.

 

É um bolo com glúten.

Ando a tentar chegar a uma versão sem glúten mas ainda não consegui.

E para amanhã. Não quis arriscar.

 

Tantas vezes vi a minha avó Adélia a fazer este bolo.

E tantas vezes o comemos.

Faz parte das minhas melhores memórias.

E por isso quando fiz o bolo de teste, para tudo correr bem amanhã, provei e gostei. Mais uma vez.

É claro que gostei. Pelas memória todas escritas neste bolo.

Não confiei. E pedi ao Pedro para provar.

Gostou. Confirmou muitas vezes. Para ter a certeza da resposta final....

Fiquei mais segura. Da escolha que fiz.

Se fizerem com açúcar branco. Ficará amarelinho da cor dos ovos.

Com açúcar de coco fica assim com uma cor diferente. Mas o sabor está lá todo. E a textura fofinha também.

Experimentem com um café. Uma delicia...o pão de ló da avó adélia!

 

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17.04.18

bolo de iogurte. Sem glúten

Joana Marques

O bolo de iogurte faz parte do meu imaginário de miúda.

Cresci a comer bolo de iogurte. Em minha casa. Em casa dos meus avós.

Quando mudei a minha alimentação pela primeira vez. Cortei nos bolos. Ó vida triste!

 

Entretanto. No ano passado. Deu-se a revolução na minha alimentação.

E como a alimentação rege a vida. Deu-se também a revolução na minha vida.

Só que....

...o bolo de iogurte da minha infância tem glúten. Logo....

Comecei a magicar um substituto.

Põe ingrediente.

Tira ingrediente.

Mistura tudo. Claras em castelo? Ou não?

Enfim...

Consegui chegar a um bolo que gostei. Bastante.

 

Quando me encontrei com o Pedro, neste dia.

Depois de um bacalhau intragável comido em Estremoz.

Toca de atacar o bolo de iogurte.

Qual não foi o meu espanto, quando me disse:

- É alguma especialidade alentejana?

-Não. É bolo de iogurte.

- Não é nada como o da minha mãe....

Pois, o bolo de iogurte que a mãe do Pedro faz, deve ser o tradicional.

Que eu comi às toneladas quando era miúda.

 

Quando fui a casa dos pais do Pedro.

Ao almoço. Diz o Pedro.

- Ó mãe pede a receita do bolo de iogurte à Joana. É melhor que o teu...

Quase enfartei.

Quando saímos lá de casa. Tive de lhe dizer...

- Olha lá. Que raio de coisa para se dizer! Queres que a tua mãe me rogue pragas???

O homem riu-se. E não disse nada...

 

E não. O bolo..

....não é nenhuma especialidade alentejana. Não esperem um doce conventual..

É bom. Pelo menos eu gosto bastante. Até gosto mais do que o tradicional.

Mas...é um bolo de iogurte. Só isso.

Um bolo para o dia a dia.

 

 

Ingredientes:

um iogurte.

Tenho usado estes. Não experimentei o bolo com outros iogurtes.

4 (45).JPG5 ovos.

Uma colher de chá de fermento.

Duas colheres de sopa de óleo de coco liquido.

 

Usar o frasquinho do iogurte como medida:

Um frasquinho de farinha de amêndoa.

Dois frasquinhos de farinha de aveia.

Um frasquinho de açúcar de coco

(ajustem a quantidade de açúcar ao vosso paladar, para mim este é suficiente)

 

Bater as claras em castelo. Reservar.

Juntar os secos. Misturar bem.

Bater as gemas.

Acrescentar o iogurte, continuar a bater.

Juntar o óleo de coco, continuar a bater.

Juntar a mistura de secos, continuar a bater.

Arrumar a batedeira.

Incorporar delicadamente as claras em castelo ao preparado anterior.

Untar uma forma. E colocar no forno.

Forno médio. 30 minutos.

Desenformar quando estiver frio.

Gosto de o barrar com chocolate derretido (usei Vivani 92% cacau). Só para ficar com outro ar...

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Se experimentarem. Não se esqueçam de partilhar....

No handmade life.

No meu facebook.

No meu instagram.

 

11.04.18

no name. Bolachas.

Joana Marques

Ainda não têm nome. Espero que seja por uma questão de horas. Ou dias, na pior das hipóteses.

O facto de terem algo em comum com o nome da claque do clube cujo o nome não deve ser pronunciado.

Deixa-me à beira de um ataque de pânico.

 

Estas bolachas. São diferentes das bolachas normais.

Daquelas que nós compramos nos supermercados.

Estas saciam. Muito. Alimentam.

Comemos uma bolacha e sentimos o estômago confortado. Não precisamos de comer mais.

Só que...

...são muito boas. E a tentação continua lá...temos de ser fortes!

Conseguimos, certo! Ser fortes!!!

 

Com estas quantidades conseguimos mais ou menos 20 bolachas.

Podem optar por fazer bolinhos.

É fácil.

Quando estiverem a moldar a massa. Espalmam, se quiserem bolachas. 

Deixam em bolinhas. Se quiserem bolinhos.

Podem também usar a mesma massa. Dividi-la.

Usar diferentes especiarias. E têm bolachas diferentes sem terem muito trabalho.

 

Ingredientes

160 g de chocolate. Usei da marca vivani 92% (duas barras)

4 colheres de sopa de óleo de coco.

2 ovos.

110 g de farinha de amêndoa

60 g de farinha de aveia

30 g de farinha de coco

50 g de açúcar (usei de coco), a quantidade de açúcar é opcional para mim 50 g chegam, têm de ter em conta as vossas preferências.

2 colheres de sopa de mel. (usem um mel bom...faz toda a diferença nas bolachas)

uma colher de chá de fermento

Podem colocar especiarias que gostem ou não. Eu usei canela. Muita canela.

 

Derretam o chocolate com o óleo de coco de preferência em banho Maria.

Numa tigela coloquem todos os secos e misturem tudo bem.

Acrescentem o mel, o chocolate derretido (morno) e os ovos.

Misturar tudo.

Para moldarem bem as bolachas há um truque infalível.

Deixem repousar a massa.

Se quiserem apressar o processo nada melhor que no congelador.

Deixam 15 a 20 minutos.

Com a massa quase congelada conseguem moldar como quiserem.

Vocês no comando!

Liguem o forno a uma temperatura média.

Moldem as bolachas ou os bolinhos.

Tabuleiro forrado com papel vegetal.

As bolachas ficam prontas entre 10 a 15 minutos.

Devem ficar crocantes por fora e meias húmidas por dentro..

....se atingirem o ponto certo de cozedura são mesmo espetaculares.

Acompanhadas com um café, são divinais...

Palavra de Joana!

 

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Quem se atrever a experimentar.

Não se esqueça de deixar o feedback.

Gosto sempre, sempre de ter notícias vossas.

 

13.02.18

não tenho. Mas se tivesse...

Joana Marques

Não tenho namorado.

Mas se tivesse fazia-lhe este bolo.

E se ele não gostasse, mandava-o ir dar uma volta.

Porque este bolo. É.....indescritível.

Não é um bolo para todos os dias. Até porque dá trabalho a fazer.

É um bolo para ocasiões especiais. Como o dia dos namorados.

Com a vantagem de poder ser feito antecipadamente.

 

Leva poucos ingredientes.

E pode ser feito do tamanho que nos der jeito.

Eu faço-o só com duas camadas.

Mas podem fazer um arranha céus...

 

O bolo é feito em duas partes.

1ª parte. Suspiro.

6 claras em castelo.

Junto 150 g de açúcar de coco.

Continuo a bater.

Divido este preparado em duas partes.

Em papel vegetal e em circular coloco no forno, em dois tabuleiros.

Para que o suspiro fique bom é preciso muita paciência.

Eu costumo colocar o forno baixinho. Durante 10 minutos.

Desligo 10 minutos.

Ligo outra vez. Durante 10 minutos.

Desligo 10 minutos.

Faço isto durante uma hora e meia. Mais ou menos.

No final desligo e deixo estar uma hora dentro do forno.

Cuidado para não queimar. É preciso ser muito vigiado.

Sempre que desligo o forno. Troco os tabuleiros de lugar. Para apanharem o mesmo calor.

 

2ª parte. Mousse de chocolate.

Podem usar a mousse do costume.

Eu gosto desta.

6 gemas.

2 ovos.

Claras em castelo.

Duas colheres de sopa de óleo de coco.

200 g de chocolate. Usei 85% de cacau.

Derreti o chocolate com o óleo de coco.

Juntei o chocolate, o óleo de coco às gemas.

E depois as claras em castelo.

Este mousse de chocolate fica muito consistente. Gosto assim. Tipo bombom aveludado.

 

Colocar um suspiro num prato.

Encher de mousse de chocolate.

Colocar o outro suspiro por cima.

E encher o topo de mousse de chocolate.

Colocar amêndoas laminadas por cima. E frutos vermelhos.

Antes de servir. Aqueçam o forno. Desliguem e coloquem lá dentro o bolo.

Quando o provarem.

Céus!

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Correm o risco. Um sério risco. De estarem perante um amor para a vida toda.

Feliz dia dos namorados.

04.02.18

a sobremesa de hoje...

Joana Marques

O que mais gosto na minha vida é a minha família.

Grande. Enorme.

Para além, dos dois irmãos e seis sobrinhos. Tenho muitos tios e tias. Primos já perdi a conta....

Estão espalhados por todo o país e também pelo mundo.

É bom saber que para onde for é provável ter uma casa à minha espera.

 

Domingo. É dia de almoço familiar.

Em casa da minha irmã ou dos meus pais. Estou ansiosa para ter a minha casa pronta. Para poder fazer o almoço de domingo em minha casa.

Estou ainda mais ansiosa pela volta do meu irmão e da família.

Para a mesa ser ainda mais composta.

Dá trabalho? Dá.

Mas estarmos juntos compensa tudo.

 

Hoje foi em casa da minha irmã.

Encomendaram-me o pão.

E a sobremesa.

Por aqui cada vez mais se diz não ao açúcar. Mesmo de coco.

Açúcar só para dias especiais.

Até nos aniversários estou a cortar. Porque somos muitos. E quase todas as semanas temos um aniversário.....

 

Hoje resolvi levar mousse de ananás.

Para uma lata de leite de coco biológico.

Meio ananás. Ou abacaxi.

Três colheres de sopa de farinha de amêndoa.

Liquidificador.

Para dar um brilho especial à mousse, derreti meio chocolate 92% cacau em óleo de coco.

(uma colher de chá para cada quadradinho de chocolate)

Eu não o fiz mas podem acrescentar açúcar ao chocolate.

Derreter bem.

E depois da mousse distribuída nas tacinhas. Colocar o chocolate em cima.

Colocar no frigorífico.

O chocolate vai solidificar.

E quando estamos a comer a mousse, o chocolate derrete-se na boca.

O contraste entre o sabor do chocolate e do ananás é tão boa!

Por aqui, gostaram....é para repetir muitas vezes.

2 (10) (1).JPG

 

 

 

 

Joana Marques

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