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Quiosque da Joana

11.02.18

gorro em crochet. Passo a passo

Joana Marques

Adoro gorros.

São os meus melhores amigos.

Friorenta. Só deixo de ter frio acima dos 25º. O ideal de temperatura para mim é acima de 30º.

Aos 35º acho que morri e fui para o céu.

E aos 40º sinto-me perfeitamente bem. Consigo correr e tudo.

Por ser assim. Quando comecei a aprender a tricotar os gorros, boinas e chapéus foram uma prioridade.

Comecei por tricotar gorros com duas agulhas e depois unia-os com uma costura. Nunca ficavam muito bem.

Depois aprendi a tricotar com 5 agulhas e deixei de ter o problema das costuras.

Tempo. Tricotar um gorro demora algum tempo.

 

Comecei a aprender crochet. E o crochet é muito mais rápido.

Certos trabalhos, até os prefiro em crochet.

Têm aspeto mais artesanal. mais rústico.

 

Tinha aqui uns restos de um fio que adoro. Woolyboo. Da rosários 4.

Este fio é: 50% algodão. 35% Bambú. 15% lã.

Ideal para bebés. Na minha opinião.

Comprei aqui. Adoro esta loja online. São muito rápidos nas entregas e muitas vezes para além da encomenda, oferecem-nos esquemas de peças para podermos tricotar.

Queria crochetar um gorro para a Alice. Mas a meio do caminho percebi que o fio não chegava.

Acabei por fazer este passo a passo. E fiquei com um gorro para um recém nascido.

Este esquema adapta-se a qualquer tamanho. É uma questão de fazer mais ou menos carreiras.

 

1ª carreira.

Começar por fazer um anel mágico.

Fazer duas correntes.

E 9 pontos altos.

Unir com um ponto baixíssimo.

3 (1) (1).JPG

2ª carreira.

Subir duas correntes.

Em cada ponto anterior fazer dois pontos altos.

Unir com um ponto baixíssimo.

3 (4) (1).JPG

3 (9).JPG

 

3ª carreira.

Subir duas correntes.

Fazer dois pontos juntos, um ponto, dois juntos, um ponto...até ao final da carreira.

Unir com um ponto baixíssimo.

3 (12).JPG

 

3 (13).JPG

 

4ª carreira.

Subir duas correntes.

Fazer dois pontos juntos, um ponto, um ponto, dois juntos, um ponto, um ponto...até ao final da carreira.

Unir com um ponto baixíssimo.

3 (14).JPG

3 (15) (3).JPG

 

5ª carreira.

Subir duas correntes.

Fazer dois pontos juntos, um ponto, um ponto, um ponto, dois juntos, um ponto, um ponto, um ponto...até ao final da carreira.

Unir com um ponto baixíssimo.

 

3 (17).JPG

3 (19).JPG

Como é um gorro para recém nascido. Paro por aqui os aumentos.

3 (20).JPG

Para cabeças maiores têm de continuar os aumentos.

Pode acontecer nos últimos pontos das carreiras não bater certo.

Por exemplo se estão a fazer aumentos de 4 em 4 pontos. No final podem sobrar 6 ou 7.

Não se preocupem. Podem optar por fazer ou não o aumento.

O que costumo fazer é numa carreira faço o aumento, na outra a seguir se acontecer o mesmo não o faço.

 

 

Próximas carreiras.

Subir duas correntes.

Fazer um ponto em cada ponto anterior. Até ao tamanho desejado.

Unir com um ponto baixíssimo.

3 (25).JPG

Podem terminar com um padrão simples.

Eu gosto de fazer um ponto diferente no final. Para lhe dar uma graça diferente.

 

Ultima carreira.

Subo duas correntes.

Faço 4 pontos altos nesse ponto.

3 (27).JPG

Deixo dois pontos sem fazer nada e prendo com um ponto baixíssimo no terceiro.

3 (28).JPG

Depois é só seguir o padrão até ao fim.

Subo duas correntes.

Faço 4 pontos altos nesse ponto.

Deixo dois pontos e prendo no terceiro.

Mais uma vez. Pode acontecer, no final não bater completamente certo.

É uma questão de gerirem isso ao longo da ultima volta.

Podem ter de deixar apenas um por fazer e não dois. No final não se nota...

3 (30).JPG

Gosto de lhe colocar uma fitinha à volta.

Com um laço.

3 (32).JPG

3 (31).JPG

Deixo aqui uma tabela de medidas para gorros.

Pode ser que vos seja útil. São medidas aproximadas.

 

De qualquer forma, o truque é simples.

Para saber o diâmetro a crochetar é medir o perímetro da cabeça e dividir por 3.

 

gorro.png

 Bom trabalho!

Já agora, algum passo a passo que gostariam de ver aqui no Quiosque?

Se tiverem alguma sugestão, deixem nos comentários.

 

 

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06.12.17

1ª divisão. Definitivamente...

Joana Marques

No seguimento deste post.

Acho que a primeira divisão está garantida.

Falta-me voar.

Mas com o tempo chego lá!

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Na vida de uma tricotadeira, tricotar uma camisola é um passo muito importante.

O nosso sonho é tricotar todas as malhas que vestimos.

A nossa maior ambição é tricotar todas as malhas vestidas por nós, pela família, vizinhos e amigos.

Este é um super passo.

 

Já terminei a camisola e ficou espetacular.

Sou a pessoa mais otimista que conheço. E mesmo assim, o resultado final superou as minhas expectativas.

Fica-me tão bem!

Parece que foi feita para mim...

A vantagem é que tricotando a nossa própria camisola podemos escolher o fio.

E neste caso escolhi um azul escuro, merino4us da rosários 4.

De qualidade superior. Macio. Aconchegante.

Tão bom que pode ser usado em bebés.

1 (4) (1).JPG

O mérito vai sobretudo para a Nionoi.

A Nionoi tem um canal no youtube. É portuguesa. E é uma super tricotadeira.

Peguei nos 4 vídeos que ela fez para a rosários 4 e segui-os. Não na totalidade.

Até porque tive de alterar ligeiramente o esquema.

A camisola mais pequena do esquema feito pela Nionoi e que podem descarregar aqui era enorme para mim.

Tive de começar com muito menos malhas.

Também alterei o desenho. A Nionoi sugere uma camisola mosaico, com duas cores. Linda, por sinal.

Mas como era a primeira camisola tive medo de me enforcar em tantos fios. Para além disso, o padrão de desenho funciona de 18 em 18 malhas e como alterei o início, para funcionar tinha de entrar em cálculos de malhas e não me apeteceu...para a próxima talvez.

 

Adoro a minha camisola. Adoro. Adoro.

Se me vissem vestida com ela iam-me dar razão...é absolutamente perfeita!

1 (6) (3).JPG

E na minha mente.

Vários projetos.

Vários, não! Milhares....milhões.

Se é para sonhar que seja em grande!

Próxima camisola: verde ou castanha? É esta a dúvida do momento!

 

14.11.17

primeira divisão...

Joana Marques

Foi mais ou menos por esta altura, em 2012 que decidi aprender tricot.

Comentei com várias amigas minhas, mas só a Ana ficou entusiasmada com a ideia.

Decidimos aprender juntas.

Na minha casa ou na dela. Assistimos a vídeos. Seguimos tutoriais.

Começámos por tricotar cachecóis. A peça mais maçadora de sempre.

 

Cheios de erros. Malhas trocadas e buracos. Assim ficaram os cachecóis. Um pior que o outro.

As agulhas tinham sido compradas numa loja dos chineses. Eram demasiado grossas para o fio.

Escolhemos um fio acrílico horrível. Difícil de trabalhar e que dava um aspeto deprimente à peça.

Azul, o meu. Amarelo, o da Ana.

Tudo erros de principiantes.

Mesmo assim.

Ficámos inchadas de orgulho, quando terminámos as nossas primeiras peças.

Se houvesse um campeonato. No que diz respeito ao tricot.

Tínhamos ficado, em último lugar, nas distritais.

 

Quando já dominávamos, mais ou menos a técnica.

Decidimos investir um pouco mais.

Investimos no tipo de agulhas. Começámos a tricotar com agulhas de bambu.

E não só. Investimos em livros.

E, muito importante.

Frequentámos workshops.

Eu aprendi a tricotar meias e ensinei-lhe. Ela aprendeu a tricotar casaquinhos de bebés e ensinou-me.

E por aí fora.

Durante um ano. Os nossos sábados foram passados em workshops.

Nunca fizemos o mesmo. Partilhámos sempre o conhecimento.

Ganhámos o gosto. Pelo menos eu ganhei. E acho que posso falar pela Ana.

Tricotámos mantas. Golas. Xailes. Meias. Luvas. Casaquinhos de bebé. Tapa fraldas. E botinhas.

Começámos a ser uma referência para os nossos amigos.

Sempre que alguém conhecia alguma grávida, recorria a nós antes de comprar.

Futebolisticamente, falando. Nessa altura, frequentávamos a divisão de honra.

 

Até que. Eu e a Ana de forma consciente. Tomámos de assalto a primeira divisão.

Começámos a tricotar uma camisola. Faz hoje uma semana.

Não somos candidatas ao título. Claro que não.

Somos o Tondela. Estamos a trabalhar com afinco. Mas sempre com um pé na divisão de honra.

Prognósticos, meus amigos. Só no fim do jogo. Até porque ainda não jogámos contra o Sporting e o Porto.

Para já a minha camisola está assim:

 

4 (44).JPG

A parte pior ainda falta. As mangas e o decote.

Estou a tricotar em azul escuro porque já tinha o fio em casa.

E para primeiro trabalho resolvi não investir muito...

O fio é o merino4us da Rosários 4.

É um merino de muito boa qualidade. Preço acessível. E acabamento 5 estrelas.

A minha camisola parece estar a ser tricotada à máquina.

O mérito não é meu. É mesmo do fio.

 

Daqui a umas semana vos direi.

Se estou de pedra e cal na primeira divisão.

Ou, pelo contrário...desci ao campeonato distrital do Botswana.

 

23.08.17

o vestido manchado...

Joana Marques

Há uns meses entrei numa Zara, em Barcelona.

E vi um vestido.

Adorei o vestido.

Azul.

Bom corte.

Tecido de qualidade.

Nem pensei duas vezes.

Peguei nele.

É meu. Ou melhor, é para a minha sobrinha.

 

Antes de pagar o vestido.

Olhei mais uma vez.

E com olhos de amor. Achei que o vestido me ficava mesmo bem a mim.

Estava na minha mão um vestido para 12 anos. Para mim seria pequeno.

Saí da fila.

E voltei para perto dos vestidos. Não havia para 13/14 anos. É o meu número na Zara Kids.

Voltei para a fila.

Continuava a olhar para o vestido. E achei, se calhar o vestido de 12 anos até me fica bem.

Um pouco justo...talvez.

Saí da fila.

 

Fui ao provador. Ficava-me bem. Se fosse ligeiramente maior.....

Ficava-me bem...picuinhices à parte...

Voltei ao local dos vestidos e resolvi comprar também um para mim.

Não havia.

Perguntei.

Não havia.

E noutra Zara.

Também não.

 

Voltei para a fila. Paguei o vestido.

Saí da loja.

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

 

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

O vestido foi mesmo para a minha sobrinha.

 

Aproveitei que os meus pais estiveram comigo na altura. E levaram o vestido para a miúda.

Ligou-me. Adorou o vestido.

12 (1).JPG

No mês passado a minha cunhada ligou.

A pequena tinha ido dar um passeio.

De uma varanda. Uma gota.

Ou várias.

Devia ser lixívia.

E o vestido ficou manchado. 

 

Juro que não tive nada a ver com isso.

Quando decidi dar o vestido.

Já tinha fechado o assunto.

Dei de boa vontade!

 

- Podes-me enviar o vestido?

A minha cunhada assim o fez.

Como vestido estava arruinado mas na minha cabeça já estava a ter ideias.

A parte da saia. Fiz uma almofada.

Foi só coser as laterais. Aproveitei as costuras que o vestido já tinha.

Fiz uma renda.

sololatte.jpg

Usei um fio que nunca tinha experimentado. Solo Latte. Da Rosários 4. 

Adorei este fio. O acabamento fica muito bonito. E é muito fácil de trabalhar.

E o resultado final. 

11 (1) (1).JPG

Quem tiver vontade de fazer uma mandala em renda, igual, pode seguir o esquema.

Não tem de aplicar em almofada.

Pode-se colocar numa moldura.

Num bastidor.

Ou até numa manta.

Com fio mais grosso pode servir de base para um tapete.

16 (1).JPG

 

11.08.17

em crochet. Passo a passo!

Joana Marques

Quando estamos a iniciar crochet ou tricot. O que é que nos dão para fazer??

Cachecóis. Um enjoo.

É um projeto quilométrico.

Demora imenso tempo.

E uma pessoa ou desiste.

Ou se atira do quarto andar...com o fio enrolado no pescoço.

 

Este é um projeto para iniciantes.

Muito simples.

Mas com imensas aplicações.

E é rápido de fazer.

 

Precisam de:

Fio à escolha.

Uma agulha adequada ao fio.

Um botão.

E o resto aparece por milagre.

 

Começam por fazer um anel mágico.

9 (25).JPG

 Dentro deste anel mágico 3 correntes.

9 (28).JPG

 E a seguir. Dois pontos altos.

9 (36).JPG

Juntamos duas correntes.

9 (37).JPG

 Seguidas de 3 pontos altos.

9 (41).JPG

Duas correntes. Três pontos altos. Duas correntes.

9 (43).JPG

Três pontos altos. Duas correntes.

9 (45).JPG

 E finalizamos a primeira carreira com um ponto baixíssimo.

9 (46).JPG

Se conseguiram chegar até aqui. Parabéns!

Já têm a vossa peça praticamente pronta. O resto é sempre igual.

 

2ª carreira:

3 correntes

9 (47).JPG

 3 pontos altos.

9 (49).JPG

Duas correntes.

9 (50).JPG

Um ponto alto.

9 (52).JPG

 Seguido de 4 pontos altos. (um total de 5 pontos altos).

Duas correntes.

9 (55).JPG

5 pontos altos.

Duas correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

Um ponto alto.

9 (58).JPG

Concluir a volta com um ponto baixíssimo.

9 (59).JPG

3ª carreira.

Funciona da mesma forma.

3 correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos....finalizar com um ponto alto e um ponto baixíssimo.

9 (60).JPG

Se continuarem com o mesmo método.

11 carreiras depois chegam a isto:

8 (14).JPG

Um quadrado de crochet.

Agora é só unir...

.....pelo avesso da peça.

8 (23).JPG

Outra união.

8 (26).JPG

 

 Depois de cosida.

Viram a peça pelo lado direito.

8 (28).JPG

Botão!

Onde quiserem.

8 (30).JPG

E podem alindar......

8 (1).JPG

Para este projeto usei o fio woolyboo, da Rosários 4. 

Esta carteirinha vai diretamente para a minha sobrinha Margarida.

Para guardar o seu boletim de vacinas.

Nasce em Outubro!

 

Se fizerem mais pequeno dá para colocar um telemóvel.

Maior, uma bolsinha para um tablet.

Com um fio nobre podem fazer uma clutch.

Se colocarem um cordão pode ser uma malinha.

A minha sobrinha de 12 anos tem várias. Com várias combinações de cores ficam muito giras!

 

Podem jogar com o botão.

Se colocarem mais acima ficará uma carteirinha quadrada.

Mais abaixo retangular.

Deixo aqui o esquema. Provavelmente é mais fácil de seguir que as minhas explicações e fotos...

 9 (19).JPG

Alguma dúvida....estou por cá...

23.07.17

terminado!

Joana Marques

Dizia eu neste post que não gostava muito de trabalhados.

Não há regra sem excepção e gostei deste.

É um trabalhado discreto.

2 (18).JPG

2 (7) (1).JPG

 

Usei o fio woolyboo da rosários 4. Cor 11. Agulhas de tricot número 5.

Este fio é composto por 50% de algodão, 35% de bambú e 15% lã.

É muito macio. Muito fácil de trabalhar.

 

Foi o primeiro esquema idealizado por mim.

E o resultado final foi este:

 

2 (15).JPG

2 (1) (2).JPG

 

 

Joana Marques

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