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Quiosque da Joana

05.07.18

ó euromilhões faz de mim uma mulher rica!

Joana Marques

No ano passado mais ou menos por esta altura.

Andava eu a vaguear pela dieta Paleo.

Li tudo o que havia para ler. Paleo ou não.

Pertenci a um grupo no facebook. "Paleo Descomplicado". Aprendi muito com eles. 

Um dos livros que li, não tinha propriamente a ver com a dieta Paleo, falava sobretudo da alimentação sem glúten.

Escrevi sobre ele neste post. É o primeiro.

Gostei muito de ler o livro.

É simples de ler. 

É simples de perceber.

Fala-nos um bocadinho do trigo e do milho.

O que diz é que o trigo e o milho não nos faziam mal nenhum nos primórdios destas culturas, mas ao longo do tempo têm sido modificados.

Para sobreviver às pragas.

Para se produzir em grande escala.

E este trigo. E este milho. É que fazem mal.

O trigo não faz parte da dieta Paleo porque tem glúten. O milho penso que também não. 

Alguns alimentos fazem parte da chamada zona cinzenta, não sei se o milho estará nesta zona cinzenta ou se está mesmo proibido.

Eu que fazia o melhor bacalhau com broa do mundo. Nunca mais fiz.

Eliminei o milho da minha vida.

 

Até que...

...a 15 de Março conheci o Pedro.

E passados uns dias, no nosso almoço na praia, rodeados de comida saudável por todos os lados, perguntei-lhe:

- Qual é a tua comida preferida?

- Gosto muito de pipocas...

 

Pipocas! Minha gente! Pipocas!

Tanta comida por esse planeta fora. E o homem respondeu pipocas.

- Pipocas? Tens a certeza?

- Não sou muito esquisito com a comida. Adoro chegar a casa depois de um turno, pôr um saquinho de milho no micro-ondas e sentar-me no sofá a comer calmamente as pipocas.

- Hein?

- Já tenho chegado de madrugada, depois de trabalhar 24 horas e antes de ir dormir é o que faço.

 

Confirmei. Palavra por palavra. No dia em que estive em casa do Pedro a ajuda-lo com as mudanças.

A despensa do Pedro era o paraíso da pipoca perdida.

A despensa do Pedro tinha mais caixas de pipocas de micro-ondas do que os supermercados TODOS da zona de Lisboa. Pronto! De Portugal Continental....que se lixe acrescentem também Açores e Madeira.....

Nunca se sabe quando é que as fábricas das pipocas abrem falência, TODAS ao mesmo tempo.

E um homem prevenido vale por dois. Ou três. 

 

No dia em que me deparei com a pipocagem nas prateleiras da despensa, o Pedro já me tinha pedido em casamento, pelo que tive cuidado em abordar o assunto.

MENTIRA! Claro que não...

- Posso deitar isto tudo fora??

- NÃO!

 

Depois lá conversámos um bocado sobre o assunto.

Lá argumentei que o milho andava modificado e pouco saudável e que considerava as pipocas de micro-ondas ainda pior porque têm um composto qualquer chamado diacetil que é muito perigoso para a saúde.

O homem também argumentou, o milho tem antioxidantes importantes para a saúde, ajuda a saciar,  dá-nos energia, protege o nosso sistema imunitário, ajuda a controlar o açúcar no sangue e contém fibra. E rematou com, podemos comer tudo desde que seja com moderação.

 

- Pelo aspeto da tua despensa, parece-me que moderação não é a palavra certa.

O homem riu-se.

 

Chegámos a um acordo. 

Eu ia procurar o milho perfeito. Biológico. Embora sem qualquer garantia de ser modificado ou não.

E ia conseguir fazer as pipocas perfeitas.

O homem ia moderar o consumo de pipocas.

Assim foi.

 

Cheguei a esta receita!

80/85 g de milho.

Parece pouco mas acreditem....dá pipocas que nunca mais acabam (a não ser que convidem o Pedro aí para casa....)

Duas colheres de óleo de coco.

Colocar o milho e o óleo de coco, dentro de um recipiente, com tampa, que possa ir ao lume.

Passados uns minutos o milho começa a explodir. Parece a passagem do ano.

Temos de ir virando o milho sem tirar a tampa.

Não quero ver nenhum quiosquiano com uma pipoca incrustada no nariz ou nos olhos.

Quando nada mais explodir. Tirar do lume. E espalhar as pipocas num tabuleiro. Convém cobrir o tabuleiro com papel vegetal para que o caramelo não suje muito o tabuleiro.

Num recipiente que possa ir ao lume colocar 3 colheres de sopa de geleia de coco e uma colher de óleo de coco.

Ir mexendo. Deixar ferver um a dois minutos. Não mais do que isso.

E colocar este preparado por cima das pipocas.

Para nós aqui em casa chega. Se acharem que precisam de mais é só duplicar a receita do caramelo.

Não experimentei com outro tipo de adoçante mas tenho ideia que com mel, geleia de arroz, agave, etc, também deve dar.

Deixar secar o caramelo. Uns minutos apenas.

E já está. É comer.

 

Aqui em casa estamos fãs.

Sabem aquelas tardes? De folga. De férias. Ou de licença de casamento.

A ver um filme ou uma série. No sofá.

E a comer pipocas.

Ó vida boa!

Ó euromilhões faz de mim uma mulher rica!

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Comemos sempre as pipocas com frutos vermelhos.

 

Um minuto de silêncio pelas pipocas de micro-ondas.

Paz à sua alma!

07.05.18

pequeno almoço. Fácil. Rápido. E bom...

Joana Marques

O pequeno almoço não deve ser uma refeição complicada.

Por pensar assim, passei uma grande parte da minha vida.

Mais de 20 anos a comer muito mal.

Não só ao pequeno almoço mas sobretudo ao pequeno almoço.

 

Neste momento já sou mais criteriosa. E cereais de compra, por exemplo estão completamente fora de questão.

Até a granola que eu adorava. E que só comprava quando o rei fazia anos porque achava cara, deixei de comprar porque...lendo bem o rótulo. Está cheia de açúcar. Fiquei em choque quando percebi.

 

Um dos pequenos almoços que faço muita vez é este pão.

Podem preparar na hora, fica mais saboroso. Mas se for feito no dia antes, ninguém morre.

 

Pão. Fácil. Rápido. E bom.

- Um ovo.

- 4 colheres de farinha (o da foto foi feito com uma colher de cada: Amêndoa, Sarraceno, Polvilho Doce, Aveia)

Podem trocar as farinhas!

- Um fio de azeite.

- Uma colher de café de fermento.

Sal. (Não usei.)

Misturam tudo.

Untam uma frigideira.

Quando estiver bem quente colocam a massa.

Tapam a frigideira e colocam em lume brando. Para não queimar.

Quando estiver cozido. Voltam o pãozinho. E deixam cozinhar.

Em menos de nada têm um pão muito, muito bom.

 

O da foto está barrado com manteiga de caju.

Comecei a fazer há pouco tempo. E tenho adorado o resultado.

É tão bom! Tão bom! Dá vontade de comer à colher.

E também é fácil de fazer.

 

Manteiga de caju

Num tabuleiro de forno ponham a quantidade que quiserem de caju.

Tostar, cerca de 6 minutos.

Entre esses 6 minutos, convém virar os cajús.

Deixar arrefecer.

Colocar no liquidificador.

Parem para mexer o preparado.

Triturar.

Mexer.

Triturar.

Mexer.

Já está.

É surrealmente bom!

Podem dividir em dois.

E numa das partes acrescentarem uma ou duas colheres de cacau. Maravilhoso!

 

Barrei o pãozinho com a manteiga de caju. Já o tenho barrado com manteiga de amêndoa. Ou comido com queijo.

Podem usar este pão (fazem dois) para servir com um hambúrguer...por exemplo.

Ou fazer uma sandes de atum. E dá para um almoço fora ou dentro de casa.

Coloquei por cima sementes de papoila. Sésamo. E girassol. É à escolha...

Normalmente sirvo com frutos vermelhos.

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Sim.

Ando a fazer pequenos almoços em forma de coração.

É a vida!

 

Mais receitas fáceis para os pequenos almoços:

Granola caseira

Bolo da caneca de chocolate

Creme Budwig

Overnight

Chocolate Quente

Pão no microondas

Pão sem Glúten

Smoothie

Manteiga de Amêndoa

Panquecas de banana

Leite de coco

 

Tanta alternativa!

Não há desculpas para não comer saudável e bom....

 

 

17.04.18

bolo de iogurte. Sem glúten

Joana Marques

O bolo de iogurte faz parte do meu imaginário de miúda.

Cresci a comer bolo de iogurte. Em minha casa. Em casa dos meus avós.

Quando mudei a minha alimentação pela primeira vez. Cortei nos bolos. Ó vida triste!

 

Entretanto. No ano passado. Deu-se a revolução na minha alimentação.

E como a alimentação rege a vida. Deu-se também a revolução na minha vida.

Só que....

...o bolo de iogurte da minha infância tem glúten. Logo....

Comecei a magicar um substituto.

Põe ingrediente.

Tira ingrediente.

Mistura tudo. Claras em castelo? Ou não?

Enfim...

Consegui chegar a um bolo que gostei. Bastante.

 

Quando me encontrei com o Pedro, neste dia.

Depois de um bacalhau intragável comido em Estremoz.

Toca de atacar o bolo de iogurte.

Qual não foi o meu espanto, quando me disse:

- É alguma especialidade alentejana?

-Não. É bolo de iogurte.

- Não é nada como o da minha mãe....

Pois, o bolo de iogurte que a mãe do Pedro faz, deve ser o tradicional.

Que eu comi às toneladas quando era miúda.

 

Quando fui a casa dos pais do Pedro.

Ao almoço. Diz o Pedro.

- Ó mãe pede a receita do bolo de iogurte à Joana. É melhor que o teu...

Quase enfartei.

Quando saímos lá de casa. Tive de lhe dizer...

- Olha lá. Que raio de coisa para se dizer! Queres que a tua mãe me rogue pragas???

O homem riu-se. E não disse nada...

 

E não. O bolo..

....não é nenhuma especialidade alentejana. Não esperem um doce conventual..

É bom. Pelo menos eu gosto bastante. Até gosto mais do que o tradicional.

Mas...é um bolo de iogurte. Só isso.

Um bolo para o dia a dia.

 

 

Ingredientes:

um iogurte.

Tenho usado estes. Não experimentei o bolo com outros iogurtes.

4 (45).JPG5 ovos.

Uma colher de chá de fermento.

Duas colheres de sopa de óleo de coco liquido.

 

Usar o frasquinho do iogurte como medida:

Um frasquinho de farinha de amêndoa.

Dois frasquinhos de farinha de aveia.

Um frasquinho de açúcar de coco

(ajustem a quantidade de açúcar ao vosso paladar, para mim este é suficiente)

 

Bater as claras em castelo. Reservar.

Juntar os secos. Misturar bem.

Bater as gemas.

Acrescentar o iogurte, continuar a bater.

Juntar o óleo de coco, continuar a bater.

Juntar a mistura de secos, continuar a bater.

Arrumar a batedeira.

Incorporar delicadamente as claras em castelo ao preparado anterior.

Untar uma forma. E colocar no forno.

Forno médio. 30 minutos.

Desenformar quando estiver frio.

Gosto de o barrar com chocolate derretido (usei Vivani 92% cacau). Só para ficar com outro ar...

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Se experimentarem. Não se esqueçam de partilhar....

No handmade life.

No meu facebook.

No meu instagram.

 

11.04.18

no name. Bolachas.

Joana Marques

Ainda não têm nome. Espero que seja por uma questão de horas. Ou dias, na pior das hipóteses.

O facto de terem algo em comum com o nome da claque do clube cujo o nome não deve ser pronunciado.

Deixa-me à beira de um ataque de pânico.

 

Estas bolachas. São diferentes das bolachas normais.

Daquelas que nós compramos nos supermercados.

Estas saciam. Muito. Alimentam.

Comemos uma bolacha e sentimos o estômago confortado. Não precisamos de comer mais.

Só que...

...são muito boas. E a tentação continua lá...temos de ser fortes!

Conseguimos, certo! Ser fortes!!!

 

Com estas quantidades conseguimos mais ou menos 20 bolachas.

Podem optar por fazer bolinhos.

É fácil.

Quando estiverem a moldar a massa. Espalmam, se quiserem bolachas. 

Deixam em bolinhas. Se quiserem bolinhos.

Podem também usar a mesma massa. Dividi-la.

Usar diferentes especiarias. E têm bolachas diferentes sem terem muito trabalho.

 

Ingredientes

160 g de chocolate. Usei da marca vivani 92% (duas barras)

4 colheres de sopa de óleo de coco.

2 ovos.

110 g de farinha de amêndoa

60 g de farinha de aveia

30 g de farinha de coco

50 g de açúcar (usei de coco), a quantidade de açúcar é opcional para mim 50 g chegam, têm de ter em conta as vossas preferências.

2 colheres de sopa de mel. (usem um mel bom...faz toda a diferença nas bolachas)

uma colher de chá de fermento

Podem colocar especiarias que gostem ou não. Eu usei canela. Muita canela.

 

Derretam o chocolate com o óleo de coco de preferência em banho Maria.

Numa tigela coloquem todos os secos e misturem tudo bem.

Acrescentem o mel, o chocolate derretido (morno) e os ovos.

Misturar tudo.

Para moldarem bem as bolachas há um truque infalível.

Deixem repousar a massa.

Se quiserem apressar o processo nada melhor que no congelador.

Deixam 15 a 20 minutos.

Com a massa quase congelada conseguem moldar como quiserem.

Vocês no comando!

Liguem o forno a uma temperatura média.

Moldem as bolachas ou os bolinhos.

Tabuleiro forrado com papel vegetal.

As bolachas ficam prontas entre 10 a 15 minutos.

Devem ficar crocantes por fora e meias húmidas por dentro..

....se atingirem o ponto certo de cozedura são mesmo espetaculares.

Acompanhadas com um café, são divinais...

Palavra de Joana!

 

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Quem se atrever a experimentar.

Não se esqueça de deixar o feedback.

Gosto sempre, sempre de ter notícias vossas.

 

04.02.18

a sobremesa de hoje...

Joana Marques

O que mais gosto na minha vida é a minha família.

Grande. Enorme.

Para além, dos dois irmãos e seis sobrinhos. Tenho muitos tios e tias. Primos já perdi a conta....

Estão espalhados por todo o país e também pelo mundo.

É bom saber que para onde for é provável ter uma casa à minha espera.

 

Domingo. É dia de almoço familiar.

Em casa da minha irmã ou dos meus pais. Estou ansiosa para ter a minha casa pronta. Para poder fazer o almoço de domingo em minha casa.

Estou ainda mais ansiosa pela volta do meu irmão e da família.

Para a mesa ser ainda mais composta.

Dá trabalho? Dá.

Mas estarmos juntos compensa tudo.

 

Hoje foi em casa da minha irmã.

Encomendaram-me o pão.

E a sobremesa.

Por aqui cada vez mais se diz não ao açúcar. Mesmo de coco.

Açúcar só para dias especiais.

Até nos aniversários estou a cortar. Porque somos muitos. E quase todas as semanas temos um aniversário.....

 

Hoje resolvi levar mousse de ananás.

Para uma lata de leite de coco biológico.

Meio ananás. Ou abacaxi.

Três colheres de sopa de farinha de amêndoa.

Liquidificador.

Para dar um brilho especial à mousse, derreti meio chocolate 92% cacau em óleo de coco.

(uma colher de chá para cada quadradinho de chocolate)

Eu não o fiz mas podem acrescentar açúcar ao chocolate.

Derreter bem.

E depois da mousse distribuída nas tacinhas. Colocar o chocolate em cima.

Colocar no frigorífico.

O chocolate vai solidificar.

E quando estamos a comer a mousse, o chocolate derrete-se na boca.

O contraste entre o sabor do chocolate e do ananás é tão boa!

Por aqui, gostaram....é para repetir muitas vezes.

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14.01.18

bolo de laranja

Joana Marques

Queria conseguir fazer um bolo.

Daqueles bolos que se fazem numa forma. Daqueles bolos que oferecemos a alguém quando vamos almoçar lá a casa.

Queria que o bolo não tivesse glúten. E fosse minimamente saudável.

E que fosse bom.

Muito bom. Daqueles bolos que comemos uma fatia e temos de comer outra logo a seguir.

Para além disso, queria um bolo que no dia seguinte ainda fosse bom.

 

Juntei farinhas mais farinhas. Ovos. Fruta.

E frutos secos. E o caneco. E mais o diabo.

Fiz testes que nunca mais acabam.....

 

E....

Minha gente. Consegui.

Aqui está ele. Um bolo que não desilude pequenos. Não desilude graúdos. Nem Vascos...

Um bolo que pode ser chamado de..............bolo de laranja!

 

5 ovos

300g de farinha de amêndoa

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

uma colher de chá de fermento

100g de açúcar de coco

uma colher de chá de goma xantana (opcional)

 

Bater as claras em castelo.

Num outro recipiente juntar os outros ingredientes.

 

Depois de tudo misturado, juntar às claras.

Forno médio. 25 a 30 minutos.

Derreti 100 g de chocolate com uma colher de sopa de óleo de coco e barrei o bolo.

(usei 80% cacau da vivani mas podem usar um qualquer)

Este último passo é opcional.

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24.07.17

pão sem glúten. Passo a passo.

Joana Marques

Já tinha referido que não estava satisfeita com a receita de pão que estava a seguir.

Entretanto, experimentei várias receitas. Sempre piores. Com ovo, sem ovo.

Inventei outras receitas. Nada de nada.

Comprar pão sem glúten estava completamente fora de opção.

É um alimento processado.

E eu só como alimentos processados em casos extremos.

 

Tanta experiência fiz. Lá consegui.

Cheguei a esta receita.

Gostei muito do resultado.

Já sabe a pão.

Embora o aspeto deixe a desejar...

Experimentei com 5 farinhas. E com estas funciona.

Ao longo do tempo vou experimentando trocar uma farinha por outra e vou dizendo que resulta ou não.

 

Antes de começar apresento-vos um objeto indispensável.

Para muitas receitas.

Sobretudo para fazer pão.

A Joaninha.

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A Joaninha é um temporizador.

E é imprescindível.

Fazer pão tem muitos tempos diferentes e é muito normal uma pessoa esquecer-se de um pão a levedar e só perceber no dia seguinte...já me aconteceu!

Se não tiverem uma Joaninha. Podem usar um telemóvel por exemplo.

Com a certeza absoluta que durante o processo podem sujar as mãos e o telemóvel.

 

Ingredientes:

7g de fermento de padeiro.

1 colher de café de açúcar. Usei açúcar de coco.

200 ml de água. Depende se gostam do pão mais ou menos hidratado. Podem usar até 250 ml.

50 g de farinha de Quinoa.

50 g de farinha de Castanha.

50 g de farinha de Teff.

50 g de farinha de Amêndoa,

50 g de Polvilho Azedo.

Sal a gosto. Usei uma colher de café.

Uma colher de azeite. (opcional)

7 g de goma xantana. Em Portugal podem comprar no celeiro, no jumbo...

 

Recomendações importantes:

- Nunca se junta o fermento diretamente com o sal. Mata o fermento.

- A água deve estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está muito quente, esperem um pouco.

Mata o fermento.

- A água dever estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está fria, aqueçam um pouco. Não reativa o fermento.

- Algumas pessoas dizem que a goma xantana pode provocar alergias. Devem ter isso em conta. É feita de milho. No meu caso não notei qualquer tipo de reação.

- Data de validade do fermento.

 

 

1º Passo.

Numa tigela juntar o fermento e a colher de açúcar. Misturem tudo.

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 Depois juntamos a água e mexemos. Tem de ficar uma mistura homogénea.

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O fermento é um organismo vivo.

É um fungo.

Gosta de conforto.

Há alguma coisa melhor na vida que uma temperatura quentinha, e uma vida docinha?

Claro que não! Ora aí está, o fermento vai renascer.

Tapem a tigela com uma toalha.

E coloquem-no no local mais confortável da casa.

Não deve apanhar correntes de ar. Deve estar abrigado.

Por exemplo dentro de um forno microondas. (sem estar ligado, obviamente)

Ou numa marquise solarenga.

Não espreitem...

......deixem estar o fermento sossegado!

 

Chamem a Joaninha.

E esperem 15 minutos.

 

Entretanto, não vão ficar à espera do fermento. Vão pôr mãos à massa.

Pesar tudo.

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Juntar tudo.

Não esquecer o sal e a colher de azeite.

Com isto tudo já passaram 15 minutos.

O nosso fermento deve estar prontinho.

Deve estar com este aspeto.

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Se não notarem qualquer diferença do preparado anterior é porque não conseguiram reativar o fermento.

Nesse caso mais vale não usar.

Se usarem é provável que o pão não chegue nunca a pão.

Ou repetem a operação ou então troquem de fermento.

Deve ficar algo leitoso. E deve ter um cheiro próprio que só o fermento tem.

Juntem às farinhas, goma xantana, sal e azeite, o fermento e a água.

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E comessem a amassar. Podem fazê-lo com as mãos.

Não aconselho.

É uma massa sem glúten, pouco elástica.

Agarra-se a tudo e mais alguma coisa.

É horrivelmente peganhenta.

Eu costumo amassar com a batedeira.

Com as varas próprias para massas.

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Três a cinco minutos e está amassado.

Se acharem que querem pôr mais água acrescentem. Água morna. Sempre morna.

Sim, eu sei! Um aspeto horrível...

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Coloquem a massa dentro da forma.

Usei uma forma de bolo inglês.

Convém estar untada. Usei óleo de abacate. (podem usar de coco, azeite ou uma qualquer gordura)

Se por experiência própria souberem que na vossa forma fica tudo pegado podem optar por forra-la com papel vegetal.

No meu caso não é preciso.

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E sim, o aspeto horrível continua.

Tenham atenção se a massa está bem espalhada.

Tentem não formar buracos sem massa.

Podem alisar a massa molhando a mão com água e passando por cima.

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A massa vai levedar.

Coloquem a forma num local abrigado.

Pode ser onde colocaram o fermento anteriormente.

Tapem com uma toalha.

Não vale espreitar!

 

Chamem a Joaninha.

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Quando passarem os 50 minutos liguem o forno. 180º.

Chamem outra vez a joaninha e marquem 10 minutos.

O pão deve levedar num total de 60 minutos.

 

Passaram os 60 minutos e a massa deve ter crescido.

É sem glúten cresce sempre menos mas ainda assim...devem ver alguma difererença.

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Se quiserem e este passo é absolutamente opcional, podem colocar-lhe sementes.

Como fica um pão feio sempre ajuda a disfarçar.

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Neste caso coloquei nozes, sementes de abóbora e de girassol.

Não aconselho as nozes, têm tendência a queimar depressa.

Vai ao forno.

Depende do vosso forno.

O meu forno é o chamado adiantado mental.

Tem a triste ideia de queimar. Por isso anda entre os 160º e os 170º ao longo da cozedura.

Deve durar entre 40 a 60 minutos.

Podem chamar a Joaninha e marcar 20 minutos.

Se acharem que está muito torrado por cima tapem-no com papel vegetal.

Pelo menos na primeira, segunda vez podem usar, a partir daqui, a Joaninha de 10 em 10 minutos.

Com a repetição da receita facilmente se apercebem o tempo ideal de cozedura, no vosso forno.

Tirem do forno.

E desenformem quando quiserem.

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E quando estiver frio podem e devem provar. É bom!

Não fica muito alto.

Não fica muito bonito.

Mas o sabor vai compensar.

Podem cortá-lo em fatias e congelá-lo. Não perde qualidades.

Dizer que este passou o teste mais difícil.

O teste do ovo estrelado!

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Como nota final dizer que pode parecer muito difícil mas não é.

A primeira vez, será mais, mas facilmente entra na rotina e é como cozinhar outra coisa qualquer.

 

Atualização: se dobrarem a receita.

Fica um pão com um tamanho espectacular.

Parece mesmo um pão de forma daqueles que comprava antigamente.

Sem E's e cenas...

Aqui está ele. Barradinho com manteiga de amêndoa...

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16.07.17

granola feita em casa. É tudo de bom!

Joana Marques

Durante muito tempo comi cereais de pequeno almoço dos mais normais.

Comprava-os e comia-os, porque me sabiam bem.

Açúcar? Nunca foi uma preocupação minha. Ser processado. Muito menos.

 

Quando fiz o meu yorktest, comecei a verificar que praticamente todos os cereais de pequeno almoço estavam fora da minha alimentação.

Durante um tempo comprei corn flakes.

Encontrei uma ou outra marca que podia comer.

Misturava-os em iogurte por exemplo.

 

Mais tarde, descobri a granola.

Lia muito bem os rótulos.

E se na lista de ingredientes não constasse nada proibido para mim, era uma escolha certa!

Descobri uma granola que adorava. Esta.

Sempre que a encontrava no supermercado. Era minha.

Tinha dois contras. Era muito cara. E não era feita por mim.

Com o passar do tempo achei que devia começar a fazer a minha própria granola.

Depois de pesquisar receitas. Experimentar. Cheguei à receita que sigo normalmente.

 

Podemos colocar na granola tudo que o que quisermos.

- Sementes (sésamo, abóbora, girassol, chia, etc)

- Frutos secos (amêndoa, nozes, pinhões, avelãs, etc)

- Passas.

- Fruta desidratada.

 

 

Normalmente quando faço a granola, uso o que tenho, há mais tempo em casa.

Para que nada se estrague.

 

A regra que uso é:

- Para cada 500 g de secos, 200 g de mel e duas colheres de óleo de coco.

Passo os secos no liquidificador. Para triturar ligeiramente. Não queremos ter amêndoas inteiras mas também não queremos ter farinha.

Envolvo tudo em lume brando.

Espalho num tabuleiro previamente coberto com papel vegetal.

Coloco no forno. A 180º.

Vigiar com muita atenção.

De 5 em 5 minutos convém mexer.

Devem retirar do forno quando estiver dourada. Deve levar entre 20 a 30 minutos.

Quando retirarem do forno, convém continuar a mexer até arrefecer.

Quando estiver fria podem colocar dentro de um frasco.

 

Por muito boa seja a granola que compram, esta é muito melhor.

A que faço nunca tem aveia.

Porque não gosto de aveia.

Sei que é muito saudável mas ainda não faz parte das minhas preferências.

Vai com o tempo. Quem sabe um dia não é o meu ingrediente preferido.

 

Com o tempo começamos a perceber o que queremos encontrar na nossa granola.

O que gostamos mais.

Esta granola tem:

- 100 g de amêndoa;

- 100 g de nozes;

- 100 g de sementes de girassol;

- 100 g de sementes de abóbora;

- 50 g de sementes de sésamo;

- 25 g de sementes de papoila;

- 25 g de sementes de chia.

 

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Acompanhei com leite de coco e mirtilos.

E aqui está um snack bom e saudável.

 

26.04.17

nem acredito que é saudável...

Joana Marques

Quando comemos alguma coisa que nos sabe bem desconfiamos sempre. Pelo menos comigo acontece.

- Tão bom! Será saudável..

Já lá diz o ditado: "se é bom, ou faz mal, ou é pecado"!

E por isso uma sobremesa muito boa que ainda por cima faz bem, faz desconfiar qualquer um!

Se juntarmos a isto o ditado "não há regra sem exceção" tudo faz sentido.

Aqui está a exceção...

É sem glúten!

É sem lactose!

É sem ovo!

É vegan!

É espetacular!

 

A minha primeira sobremesa paleo!

 

Ingredientes:

4 maçãs médias ou 3 maçãs grandes

150 ml de leite de coco

2 colheres de sopa de óleo de coco

200 g de amêndoa triturada (ou 200 g de farinha de amêndoa)

100 g de açúcar de coco

canela a gosto

noz moscada a gosto

 

Tirar a casca às maçãs e cortar.

Colocar as maçãs cortadas num recipiente que possa ir ao forno.

Polvilhar as maçãs com o açúcar de coco. Não usar todo.

Juntar o açúcar que sobrou com a amêndoa, a canela e a noz moscada.

Juntar e incorporar o leite de coco e o óleo de coco ao preparado anterior. Mexer bem.

Barrar a maçã com este preparado.

Forno pré aquecido a 180º.

Colocar no forno 30 a 40 minutos.

Fica uma sobremesa docinha.

Se gostarem de sobremesas menos doces usem maçã reineta.

Também podem usar mais amêndoa e menos açúcar de coco.

 

5 (8).JPG

25.11.16

massa de arroz com frango e mexilhões...

Joana Marques

Gosto desta receita porque para além do sabor não tem glúten...

Não tenho grandes problemas com o glúten mas desde que fiz o yorktest, o glúten apareceu a amarelo...naquela zona de fronteira...posso comer mas não devo abusar..

A massa de arroz que uso já partilhei no instagram.

Já experimentei várias, para mim esta é a melhor de todas.

É uma das refeições que tem lugar cativo na minha marmita.

 

 

Uma colher de sopa de óleo de coco (opcional)

Uma colher de sopa de azeite

Uma cebola picada

Massa de arroz

Duas porções de frango. (podem usar restos )

Mexilhões a gosto

Tomate cereja

Brócolos

Sal a gosto

 

 

Numa frigideira anti-aderente, juntar o  óleo de coco, azeite a cebola picada, o tomate e o sal.

Deixar até a cebola cozer.

À parte cozer o frango. Desfiar. (reservar)

Na água do frango cozer a massa de arroz. (reservar)

Cozer os brócolos. Cortar os brócolos. (reservar)

Juntar o frango, a massa, os brócolos e os mexilhões na frigideira. Mexer tudo.

Gosto de juntar rúcula, agrião e espinafre quando vou comer. É opcional...eu gosto muito muito de verdes!

 

massadearroz.jpg

 

(o Quiosque está no instagram e no facebook)

Joana Marques

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