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Quiosque da Joana

07.05.18

pequeno almoço. Fácil. Rápido. E bom...

Joana Marques

O pequeno almoço não deve ser uma refeição complicada.

Por pensar assim, passei uma grande parte da minha vida.

Mais de 20 anos a comer muito mal.

Não só ao pequeno almoço mas sobretudo ao pequeno almoço.

 

Neste momento já sou mais criteriosa. E cereais de compra, por exemplo estão completamente fora de questão.

Até a granola que eu adorava. E que só comprava quando o rei fazia anos porque achava cara, deixei de comprar porque...lendo bem o rótulo. Está cheia de açúcar. Fiquei em choque quando percebi.

 

Um dos pequenos almoços que faço muita vez é este pão.

Podem preparar na hora, fica mais saboroso. Mas se for feito no dia antes, ninguém morre.

 

Pão. Fácil. Rápido. E bom.

- Um ovo.

- 4 colheres de farinha (o da foto foi feito com uma colher de cada: Amêndoa, Sarraceno, Polvilho Doce, Aveia)

Podem trocar as farinhas!

- Um fio de azeite.

- Uma colher de café de fermento.

Sal. (Não usei.)

Misturam tudo.

Untam uma frigideira.

Quando estiver bem quente colocam a massa.

Tapam a frigideira e colocam em lume brando. Para não queimar.

Quando estiver cozido. Voltam o pãozinho. E deixam cozinhar.

Em menos de nada têm um pão muito, muito bom.

 

O da foto está barrado com manteiga de caju.

Comecei a fazer há pouco tempo. E tenho adorado o resultado.

É tão bom! Tão bom! Dá vontade de comer à colher.

E também é fácil de fazer.

 

Manteiga de caju

Num tabuleiro de forno ponham a quantidade que quiserem de caju.

Tostar, cerca de 6 minutos.

Entre esses 6 minutos, convém virar os cajús.

Deixar arrefecer.

Colocar no liquidificador.

Parem para mexer o preparado.

Triturar.

Mexer.

Triturar.

Mexer.

Já está.

É surrealmente bom!

Podem dividir em dois.

E numa das partes acrescentarem uma ou duas colheres de cacau. Maravilhoso!

 

Barrei o pãozinho com a manteiga de caju. Já o tenho barrado com manteiga de amêndoa. Ou comido com queijo.

Podem usar este pão (fazem dois) para servir com um hambúrguer...por exemplo.

Ou fazer uma sandes de atum. E dá para um almoço fora ou dentro de casa.

Coloquei por cima sementes de papoila. Sésamo. E girassol. É à escolha...

Normalmente sirvo com frutos vermelhos.

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Sim.

Ando a fazer pequenos almoços em forma de coração.

É a vida!

 

Mais receitas fáceis para os pequenos almoços:

Granola caseira

Bolo da caneca de chocolate

Creme Budwig

Overnight

Chocolate Quente

Pão no microondas

Pão sem Glúten

Smoothie

Manteiga de Amêndoa

Panquecas de banana

Leite de coco

 

Tanta alternativa!

Não há desculpas para não comer saudável e bom....

 

 

11.04.18

no name. Bolachas.

Joana Marques

Ainda não têm nome. Espero que seja por uma questão de horas. Ou dias, na pior das hipóteses.

O facto de terem algo em comum com o nome da claque do clube cujo o nome não deve ser pronunciado.

Deixa-me à beira de um ataque de pânico.

 

Estas bolachas. São diferentes das bolachas normais.

Daquelas que nós compramos nos supermercados.

Estas saciam. Muito. Alimentam.

Comemos uma bolacha e sentimos o estômago confortado. Não precisamos de comer mais.

Só que...

...são muito boas. E a tentação continua lá...temos de ser fortes!

Conseguimos, certo! Ser fortes!!!

 

Com estas quantidades conseguimos mais ou menos 20 bolachas.

Podem optar por fazer bolinhos.

É fácil.

Quando estiverem a moldar a massa. Espalmam, se quiserem bolachas. 

Deixam em bolinhas. Se quiserem bolinhos.

Podem também usar a mesma massa. Dividi-la.

Usar diferentes especiarias. E têm bolachas diferentes sem terem muito trabalho.

 

Ingredientes

160 g de chocolate. Usei da marca vivani 92% (duas barras)

4 colheres de sopa de óleo de coco.

2 ovos.

110 g de farinha de amêndoa

60 g de farinha de aveia

30 g de farinha de coco

50 g de açúcar (usei de coco), a quantidade de açúcar é opcional para mim 50 g chegam, têm de ter em conta as vossas preferências.

2 colheres de sopa de mel. (usem um mel bom...faz toda a diferença nas bolachas)

uma colher de chá de fermento

Podem colocar especiarias que gostem ou não. Eu usei canela. Muita canela.

 

Derretam o chocolate com o óleo de coco de preferência em banho Maria.

Numa tigela coloquem todos os secos e misturem tudo bem.

Acrescentem o mel, o chocolate derretido (morno) e os ovos.

Misturar tudo.

Para moldarem bem as bolachas há um truque infalível.

Deixem repousar a massa.

Se quiserem apressar o processo nada melhor que no congelador.

Deixam 15 a 20 minutos.

Com a massa quase congelada conseguem moldar como quiserem.

Vocês no comando!

Liguem o forno a uma temperatura média.

Moldem as bolachas ou os bolinhos.

Tabuleiro forrado com papel vegetal.

As bolachas ficam prontas entre 10 a 15 minutos.

Devem ficar crocantes por fora e meias húmidas por dentro..

....se atingirem o ponto certo de cozedura são mesmo espetaculares.

Acompanhadas com um café, são divinais...

Palavra de Joana!

 

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Quem se atrever a experimentar.

Não se esqueça de deixar o feedback.

Gosto sempre, sempre de ter notícias vossas.

 

04.02.18

a sobremesa de hoje...

Joana Marques

O que mais gosto na minha vida é a minha família.

Grande. Enorme.

Para além, dos dois irmãos e seis sobrinhos. Tenho muitos tios e tias. Primos já perdi a conta....

Estão espalhados por todo o país e também pelo mundo.

É bom saber que para onde for é provável ter uma casa à minha espera.

 

Domingo. É dia de almoço familiar.

Em casa da minha irmã ou dos meus pais. Estou ansiosa para ter a minha casa pronta. Para poder fazer o almoço de domingo em minha casa.

Estou ainda mais ansiosa pela volta do meu irmão e da família.

Para a mesa ser ainda mais composta.

Dá trabalho? Dá.

Mas estarmos juntos compensa tudo.

 

Hoje foi em casa da minha irmã.

Encomendaram-me o pão.

E a sobremesa.

Por aqui cada vez mais se diz não ao açúcar. Mesmo de coco.

Açúcar só para dias especiais.

Até nos aniversários estou a cortar. Porque somos muitos. E quase todas as semanas temos um aniversário.....

 

Hoje resolvi levar mousse de ananás.

Para uma lata de leite de coco biológico.

Meio ananás. Ou abacaxi.

Três colheres de sopa de farinha de amêndoa.

Liquidificador.

Para dar um brilho especial à mousse, derreti meio chocolate 92% cacau em óleo de coco.

(uma colher de chá para cada quadradinho de chocolate)

Eu não o fiz mas podem acrescentar açúcar ao chocolate.

Derreter bem.

E depois da mousse distribuída nas tacinhas. Colocar o chocolate em cima.

Colocar no frigorífico.

O chocolate vai solidificar.

E quando estamos a comer a mousse, o chocolate derrete-se na boca.

O contraste entre o sabor do chocolate e do ananás é tão boa!

Por aqui, gostaram....é para repetir muitas vezes.

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14.01.18

bolo de laranja

Joana Marques

Queria conseguir fazer um bolo.

Daqueles bolos que se fazem numa forma. Daqueles bolos que oferecemos a alguém quando vamos almoçar lá a casa.

Queria que o bolo não tivesse glúten. E fosse minimamente saudável.

E que fosse bom.

Muito bom. Daqueles bolos que comemos uma fatia e temos de comer outra logo a seguir.

Para além disso, queria um bolo que no dia seguinte ainda fosse bom.

 

Juntei farinhas mais farinhas. Ovos. Fruta.

E frutos secos. E o caneco. E mais o diabo.

Fiz testes que nunca mais acabam.....

 

E....

Minha gente. Consegui.

Aqui está ele. Um bolo que não desilude pequenos. Não desilude graúdos. Nem Vascos...

Um bolo que pode ser chamado de..............bolo de laranja!

 

5 ovos

300g de farinha de amêndoa

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

uma colher de chá de fermento

100g de açúcar de coco

uma colher de chá de goma xantana (opcional)

 

Bater as claras em castelo.

Num outro recipiente juntar os outros ingredientes.

 

Depois de tudo misturado, juntar às claras.

Forno médio. 25 a 30 minutos.

Derreti 100 g de chocolate com uma colher de sopa de óleo de coco e barrei o bolo.

(usei 80% cacau da vivani mas podem usar um qualquer)

Este último passo é opcional.

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27.10.17

derrete-se na boca. E também nas mãos...

Joana Marques

Tenho escolhido chocolate com mais de 80% de cacau. De preferência acima dos 90%.

A minha escolha tem recaído para esta marca. Penso que também se vende em Portugal.

 

 

Precisava de ter chocolate à altura. Dos meus gostos e necessidades.

Apetecia-me algo mais do que o chocolate propriamente dito.

Tornou-se pobre. A partir de um certo ponto.

E os que são mais ricos....têm açúcar, ou leite.

Ou algum aditivo. Que nunca me foi apresentado. E que eu dispenso.

 

Se não há. Tenho de ser eu a fazer...

As quantidades que usei podem variar e serem adaptadas às preferências de cada um.

 

150 g de chocolate (uso 92% cacau da Vivani)

40 g de coco ralado

150 g de amêndoa torrada. (podem trocar a amêndoa por avelãs, nozes...ou o que quiserem)

uma colher de chá de óleo de coco

 

Derretam o chocolate com o óleo de coco.

Torrem a amêndoa partida ou inteira. (eu costumo partir em metades)

Para torrar a amêndoa é só colocar num tabuleiro no forno e retirar quando estiver mais dourada.

Juntem o coco ralado, a amêndoa ao chocolate derretido com o óleo de coco.

Coloquem num recipiente forrado a papel vegetal, no frigorífico. Duas a três horas.

E pronto!

Depois é só cortar.

Vão ficar com bocadinhos de chocolate meio toscos. Mas muito bons.

Se quiserem algo mais apresentável. Escolham forminhas individuais. As de silicone para não pegar.

 

Costumo acompanhar com o café.

Também gosto de acompanhar com fruta.

Não abusar. Deve ser comido com alguma moderação.

- Percebeste, Joana???

-

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06.10.17

liquidificador. E a magia acontece...

Joana Marques

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Nunca. Na vida dela. Precisou de um liquidificador. A minha avó Maria.

Fazia pratos deliciosos.

Ser alimentada por ela, era um privilégio.

E nunca precisou dele. Do liquidificador. Simplesmente, fazia magia.

 

Também a minha avó Adélia. Fazia magia. Por mais que tente chegar às fatias douradas que fazia no Natal. Não consigo.

E liquidificador. Claro que não.

É certo que passei menos tempo com ela. Mas não me parece que tivesse um, nas entranhas, da sua casa no Porto.

Quando morreu, herdei o livro de receitas dela. E em nenhuma delas fala neste objeto.

 

A minha mãe. Que cozinha como ninguém. E tem um saber que ninguém lhe tira.

Só o cheirinho que sai da cozinha quando lá está. É logo diferente. E é sempre melhor....

Não tem nenhum. Já lho apresentei. Olhou para ele. E disse-me que não. Não precisava.

- Mais coisas para encher a cozinha?? Não...

 

Eu. Joana. Durante muitos anos não tive. Até porque não precisava. Cozinhava pouco. Ou nada.

Depois. Fui frequentando workshops e fui ficando convencida.

E decidi comprar um.

Comprei o mais barato do mercado. Convencida sim, mas não estava rendida.

Até porque o bicho que comprei tinha menos capacidade motora que eu quando estou com um ataque de asma...

Simplesmente, mudava de som. O cheiro. Era esquisito. E desligava.

Recuperava o fôlego.

E lá começava ele. Mudava de som. Cheiro esquisito. E, puff...

-Oh! Céus...

 

Até que um dia.

Mudou de som. Cheiro esquisito.

Cheiro esquisito intenso.

Muito intenso.

Muito, muito intenso.

Fumo.

Morreu.

(um minuto de silêncio )

 

Comprei outro. Desta vez. Já estava 100% convencida e rendida.

Apostei num que tivesse capacidade para picar gelo. Foi carote. Mas fiz bem.

Pico tudo.

Carne incluída. E por isso faço almôndegas e hambúrgueres em casa. Por exemplo.

 

De um momento para o outro o liquidificador passou a ser um bem de primeira necessidade.

Faço tudo lá.

Sopas. Bolos. Smoothies. Bolachas. Farinhas.

Todos os dias o uso.

Embora olhe para ele, quase sempre com um sorriso amarelo.

Limpar o liquidificador é uma seca.

Mesmo na máquina de lavar.

 

Ontem ao folhear o livro de receitas da minha avó Adélia.

Encontrei o bolo de cenoura que ela fazia.

Tantas recordações na minha cabeça.

Tentei fazer uma versão.

O dela leva farinha de trigo. Que tem glúten. E por isso estava fora de questão...

 

 

Juntei:

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

duas colheres de sopa de óleo de coco

400 g de cenoura cozida (aproximadamente)

quatro colheres de sopa de farinha de amêndoa

uma colher de sopa de trigo sarraceno

uma colher de chá de fermento

3 ovos

3 a 4 colheres de açúcar de coco (ou mais, depende da gulodice...)

Tudo no liquidificador. Pois claro! 

Untei uma forma de bolo inglês.

Este é um passo importante.

Untem e besuntem a lata...este bolinho é tipo lombriga em intestino doce....agarra-se que é uma festa...

(também podemos optar por forminhas de queques)

Deixei no forno durante 30 a 40 minutos a 180º.

Servi com uma calda de chocolate

(um quadradinho de chocolate derretido numa colher de chá de óleo de coco)

 

 

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É bom quente ou frio. E faz mesmo lembrar o da minha avó.

Vou-lhe chamar bolo de cenoura da avó Adélia.

Só porque sim. 

15.08.17

Jaqueline. Mas podem chamar-me Jaq...

Joana Marques

Com todas as mudanças na minha alimentação.

Aos poucos fui descobrindo novos sabores. Mas também substitutos.

Se uma pessoa der um jantar em casa convém ter uma sobremesa à altura.

E fiquei muito feliz quando cheguei à receita do Grão Vasco.

 

E quando uma pessoa tem daquelas fomes?

Precisa de um doce ou mata a primeira pessoa que passa à frente.

Antigamente era fácil. 

Um chocolate. Milka. KitKat. Snickers.

Ou, bolachas.

 

E agora? Um quadrado de chocolate negro.

Apazigua um pouco mas há dias em que não é suficiente.

Não é. Não senhor!

 

Fiz-me à estrada. Ou melhor ao forno...e toca de experimentar 1001 combinações.

E comer bolachas. E mais bolachas. 

Umas melhores.

Outras piores.

Outras ainda, intragáveis.

 

O objetivo era simples. 

Encontrar uma receita. Com ingredientes bons. Com calorias, claro! Mas não calorias ocas. Daquelas com zero nutrientes.

Que fossem boas. Muito boas. Daquelas bolachas que comer uma é pouco. Porque são espetaculares.

E, passados uns dias ainda fossem comestíveis. 

 

E descobri. 

Chamam-se Jaquelines. Mas para os quiosquianos, amigos do peito são Jaq's.

E são assim...

jaq.jpgE a receita?

Simples. Muito simples.

Ingredientes:

2 ovos
120 g de óleo de coco
100 g de açúcar de coco
140 g de farinha de amêndoa
160 g de farinha de grão de bico. 
1 colher de chá de fermento 
Sal(opcional)
60 g de pedaços de chocolate (+75% de cacau)
(Coloquei no liquidificador, ficou em pó e por isso ficaram tão escuras.
Podem usar como pepitas.)
 
Bater os ovos com o óleo de coco.

Juntar todos os secos.
Juntar os secos com os ovos e o óleo de coco.
 
Colocar num tabuleiro, forrado com papel vegetal.
Untado com óleo de coco.
 
Bolinhas de massa.
Achatem-nas.
Forno.

7 minutos de forno a 180º .

Desligar o forno e deixar estar uns 10 a 15 minutos.

(no meu forno é assim..mas cose muito rápido)

 

O João já testou a receita.

Asseguro-vos. Está vivo. De boa saúde.

Continua do Benfica.

E diz que gostou.

E as dele ficaram assim:

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Sim.

Ficaram muito mais bonitas que as minhas! 

24.07.17

pão sem glúten. Passo a passo.

Joana Marques

Já tinha referido que não estava satisfeita com a receita de pão que estava a seguir.

Entretanto, experimentei várias receitas. Sempre piores. Com ovo, sem ovo.

Inventei outras receitas. Nada de nada.

Comprar pão sem glúten estava completamente fora de opção.

É um alimento processado.

E eu só como alimentos processados em casos extremos.

 

Tanta experiência fiz. Lá consegui.

Cheguei a esta receita.

Gostei muito do resultado.

Já sabe a pão.

Embora o aspeto deixe a desejar...

Experimentei com 5 farinhas. E com estas funciona.

Ao longo do tempo vou experimentando trocar uma farinha por outra e vou dizendo que resulta ou não.

 

Antes de começar apresento-vos um objeto indispensável.

Para muitas receitas.

Sobretudo para fazer pão.

A Joaninha.

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A Joaninha é um temporizador.

E é imprescindível.

Fazer pão tem muitos tempos diferentes e é muito normal uma pessoa esquecer-se de um pão a levedar e só perceber no dia seguinte...já me aconteceu!

Se não tiverem uma Joaninha. Podem usar um telemóvel por exemplo.

Com a certeza absoluta que durante o processo podem sujar as mãos e o telemóvel.

 

Ingredientes:

7g de fermento de padeiro.

1 colher de café de açúcar. Usei açúcar de coco.

200 ml de água. Depende se gostam do pão mais ou menos hidratado. Podem usar até 250 ml.

50 g de farinha de Quinoa.

50 g de farinha de Castanha.

50 g de farinha de Teff.

50 g de farinha de Amêndoa,

50 g de Polvilho Azedo.

Sal a gosto. Usei uma colher de café.

Uma colher de azeite. (opcional)

7 g de goma xantana. Em Portugal podem comprar no celeiro, no jumbo...

 

Recomendações importantes:

- Nunca se junta o fermento diretamente com o sal. Mata o fermento.

- A água deve estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está muito quente, esperem um pouco.

Mata o fermento.

- A água dever estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está fria, aqueçam um pouco. Não reativa o fermento.

- Algumas pessoas dizem que a goma xantana pode provocar alergias. Devem ter isso em conta. É feita de milho. No meu caso não notei qualquer tipo de reação.

- Data de validade do fermento.

 

 

1º Passo.

Numa tigela juntar o fermento e a colher de açúcar. Misturem tudo.

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 Depois juntamos a água e mexemos. Tem de ficar uma mistura homogénea.

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O fermento é um organismo vivo.

É um fungo.

Gosta de conforto.

Há alguma coisa melhor na vida que uma temperatura quentinha, e uma vida docinha?

Claro que não! Ora aí está, o fermento vai renascer.

Tapem a tigela com uma toalha.

E coloquem-no no local mais confortável da casa.

Não deve apanhar correntes de ar. Deve estar abrigado.

Por exemplo dentro de um forno microondas. (sem estar ligado, obviamente)

Ou numa marquise solarenga.

Não espreitem...

......deixem estar o fermento sossegado!

 

Chamem a Joaninha.

E esperem 15 minutos.

 

Entretanto, não vão ficar à espera do fermento. Vão pôr mãos à massa.

Pesar tudo.

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Juntar tudo.

Não esquecer o sal e a colher de azeite.

Com isto tudo já passaram 15 minutos.

O nosso fermento deve estar prontinho.

Deve estar com este aspeto.

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Se não notarem qualquer diferença do preparado anterior é porque não conseguiram reativar o fermento.

Nesse caso mais vale não usar.

Se usarem é provável que o pão não chegue nunca a pão.

Ou repetem a operação ou então troquem de fermento.

Deve ficar algo leitoso. E deve ter um cheiro próprio que só o fermento tem.

Juntem às farinhas, goma xantana, sal e azeite, o fermento e a água.

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E comessem a amassar. Podem fazê-lo com as mãos.

Não aconselho.

É uma massa sem glúten, pouco elástica.

Agarra-se a tudo e mais alguma coisa.

É horrivelmente peganhenta.

Eu costumo amassar com a batedeira.

Com as varas próprias para massas.

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Três a cinco minutos e está amassado.

Se acharem que querem pôr mais água acrescentem. Água morna. Sempre morna.

Sim, eu sei! Um aspeto horrível...

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Coloquem a massa dentro da forma.

Usei uma forma de bolo inglês.

Convém estar untada. Usei óleo de abacate. (podem usar de coco, azeite ou uma qualquer gordura)

Se por experiência própria souberem que na vossa forma fica tudo pegado podem optar por forra-la com papel vegetal.

No meu caso não é preciso.

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E sim, o aspeto horrível continua.

Tenham atenção se a massa está bem espalhada.

Tentem não formar buracos sem massa.

Podem alisar a massa molhando a mão com água e passando por cima.

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A massa vai levedar.

Coloquem a forma num local abrigado.

Pode ser onde colocaram o fermento anteriormente.

Tapem com uma toalha.

Não vale espreitar!

 

Chamem a Joaninha.

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Quando passarem os 50 minutos liguem o forno. 180º.

Chamem outra vez a joaninha e marquem 10 minutos.

O pão deve levedar num total de 60 minutos.

 

Passaram os 60 minutos e a massa deve ter crescido.

É sem glúten cresce sempre menos mas ainda assim...devem ver alguma difererença.

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Se quiserem e este passo é absolutamente opcional, podem colocar-lhe sementes.

Como fica um pão feio sempre ajuda a disfarçar.

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Neste caso coloquei nozes, sementes de abóbora e de girassol.

Não aconselho as nozes, têm tendência a queimar depressa.

Vai ao forno.

Depende do vosso forno.

O meu forno é o chamado adiantado mental.

Tem a triste ideia de queimar. Por isso anda entre os 160º e os 170º ao longo da cozedura.

Deve durar entre 40 a 60 minutos.

Podem chamar a Joaninha e marcar 20 minutos.

Se acharem que está muito torrado por cima tapem-no com papel vegetal.

Pelo menos na primeira, segunda vez podem usar, a partir daqui, a Joaninha de 10 em 10 minutos.

Com a repetição da receita facilmente se apercebem o tempo ideal de cozedura, no vosso forno.

Tirem do forno.

E desenformem quando quiserem.

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E quando estiver frio podem e devem provar. É bom!

Não fica muito alto.

Não fica muito bonito.

Mas o sabor vai compensar.

Podem cortá-lo em fatias e congelá-lo. Não perde qualidades.

Dizer que este passou o teste mais difícil.

O teste do ovo estrelado!

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Como nota final dizer que pode parecer muito difícil mas não é.

A primeira vez, será mais, mas facilmente entra na rotina e é como cozinhar outra coisa qualquer.

 

Atualização: se dobrarem a receita.

Fica um pão com um tamanho espectacular.

Parece mesmo um pão de forma daqueles que comprava antigamente.

Sem E's e cenas...

Aqui está ele. Barradinho com manteiga de amêndoa...

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16.07.17

granola feita em casa. É tudo de bom!

Joana Marques

Durante muito tempo comi cereais de pequeno almoço dos mais normais.

Comprava-os e comia-os, porque me sabiam bem.

Açúcar? Nunca foi uma preocupação minha. Ser processado. Muito menos.

 

Quando fiz o meu yorktest, comecei a verificar que praticamente todos os cereais de pequeno almoço estavam fora da minha alimentação.

Durante um tempo comprei corn flakes.

Encontrei uma ou outra marca que podia comer.

Misturava-os em iogurte por exemplo.

 

Mais tarde, descobri a granola.

Lia muito bem os rótulos.

E se na lista de ingredientes não constasse nada proibido para mim, era uma escolha certa!

Descobri uma granola que adorava. Esta.

Sempre que a encontrava no supermercado. Era minha.

Tinha dois contras. Era muito cara. E não era feita por mim.

Com o passar do tempo achei que devia começar a fazer a minha própria granola.

Depois de pesquisar receitas. Experimentar. Cheguei à receita que sigo normalmente.

 

Podemos colocar na granola tudo que o que quisermos.

- Sementes (sésamo, abóbora, girassol, chia, etc)

- Frutos secos (amêndoa, nozes, pinhões, avelãs, etc)

- Passas.

- Fruta desidratada.

 

 

Normalmente quando faço a granola, uso o que tenho, há mais tempo em casa.

Para que nada se estrague.

 

A regra que uso é:

- Para cada 500 g de secos, 200 g de mel e duas colheres de óleo de coco.

Passo os secos no liquidificador. Para triturar ligeiramente. Não queremos ter amêndoas inteiras mas também não queremos ter farinha.

Envolvo tudo em lume brando.

Espalho num tabuleiro previamente coberto com papel vegetal.

Coloco no forno. A 180º.

Vigiar com muita atenção.

De 5 em 5 minutos convém mexer.

Devem retirar do forno quando estiver dourada. Deve levar entre 20 a 30 minutos.

Quando retirarem do forno, convém continuar a mexer até arrefecer.

Quando estiver fria podem colocar dentro de um frasco.

 

Por muito boa seja a granola que compram, esta é muito melhor.

A que faço nunca tem aveia.

Porque não gosto de aveia.

Sei que é muito saudável mas ainda não faz parte das minhas preferências.

Vai com o tempo. Quem sabe um dia não é o meu ingrediente preferido.

 

Com o tempo começamos a perceber o que queremos encontrar na nossa granola.

O que gostamos mais.

Esta granola tem:

- 100 g de amêndoa;

- 100 g de nozes;

- 100 g de sementes de girassol;

- 100 g de sementes de abóbora;

- 50 g de sementes de sésamo;

- 25 g de sementes de papoila;

- 25 g de sementes de chia.

 

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Acompanhei com leite de coco e mirtilos.

E aqui está um snack bom e saudável.

 

30.06.17

verde! De inveja....

Joana Marques

O que raio é que esta mulher inventou agora?? Perguntam vocês....

 

Descobri recentemente como fazer biomassa de banana verde.

Já tinha comprado algumas vezes.

É caro.

E por isso foram muito poucas vezes, mesmo.

Para além de caro, aparece com um ou outro conservante. Esta receita não tem nem um....

 

 

É difícil de fazer? E os ingredientes são caros?

Não. E não.

E tem vantagens?

Muitas!

As bananas verdes têm amido resistente.

Quando as bananas amadurecem este amido transforma-se em açúcar, não tão saudável para nós.

 

Este amido resistente não é digerido no estômago.

Passa diretamente para o intestino.

E vai ao encontro das nossas bactérias boas.

Diz que elas adoram biomassa de banana verde.

É um alimento probiótico.

 

E aqui para nós.

Toda a gente. Mesmo toda a gente deve ter um dia especial de vez em quando. Mesmo que tenha nascido bactéria...

Porque não fazer hoje feliz a nossa microflora intestinal. Até vão pensar que é Natal.

 

Alimentar bem a flora intestinal é a vantagem principal mas existem outras.

A biomassa de banana verde está carregada de vitaminas, cálcio, potássio e magnésio.

E mais:

- controla o peso;

- é muito saciante;

- ajuda a combater o colesterol;

- controla a glicémia;

- fornece energia;

- e não tem aquele sabor a banana um bocado enjoativo...

 

 

E o que precisam?

 

Precisam de bananas. Verdes.

Quanto mais verdes melhor.

Tiram as bananas do cacho. Com cuidado porque não pode ficar a polpa a ver-se.

Lavam as bananas muito bem. Costumo lavar com uma escovinha.

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Colocam-se as bananas na panela de pressão.

Cobrem-se com água a ferver. Tem mesmo de ser a ferver.

Quando a panela de pressão começar a dar sinais de impaciência é esperar cerca de 8 a 10 minutos. Desligam.

Esperam que a panela fique sem pressão e abrem.

Como podem ver na foto, as bananas podem abrir. Acontece.

Não há qualquer problema. Como foram bem lavadas...

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Queridas pessoas que não têm panela de pressão.

Ou que sejam um perigo com uma nas mãos.

Também podem fazer biomassa de banana verde e fazerem felizes a vossas bactérias.

O processo é igual mas o tempo de cozedura demora 40 minutos a uma hora.

 

Tiram a casca da banana. Cuidado que estão muito quentes!!

Colocam no liquidificador ou na varinha mágica.

E fica assim:

1 (12) (1).JPG

Não se acanhem! É este o momento ideal para provarem!

 

Depois de pronta podem guardá-la no frigorífico durante uma semana.

Mas podem congelá-la. E podem tê-la congelada durante 3 a 4 meses.

Costumo colocar em forminhas para gelo ou as que uso para fazer gomas.

E quando está tudo congelado coloco dentro de um saquinho de congelação.

Assim tenho em doses individuais e nunca se estraga nada.

 

A biomassa de banana verde, para além de a poderem comer, como costumam comer um iogurte, com granola, por exemplo.

Pode ser utilizada em muitas receitas.

Gelados. Batidos. Molhos. E iogurtes.

Ou então para um snack de emergência.

 

E de repente temos fome.

Muita fome.

Muita, muita, muita fome....

 

Toma lá.....uma coisa super saudável. Com sabor e saciante.

Toma lá que é para aprenderes....

Bombons!

Derreter chocolate em óleo de coco (para cada quadrado uma colher de chá de óleo de coco).

Envolver cada cubinho de biomassa congelada no chocolate.

O chocolate fica sólido rapidamente.

E quando tivermos fome......está mesmo ali à mão!

Não tem glúten. Não tem lactose. Não tem ovo.

356.jpg

E a banana normal? Madura? Enjoativa....

verde! De inveja...

Obrigada, João pela ajuda na última foto!

Joana Marques

foto do autor

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