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Quiosque da Joana

19.11.18

as crianças e os cães. As vantagens!

Joana Marques

Dizem os especialistas que as vantagens são muitas. Desde a saúde física à mental.

Da saúde física não posso falar. A Alice nunca esteve doente. Não sei se o Vasco terá alguma responsabilidade nisso.

Neste ponto, aponto mais para o facto de a Alice ainda não estar num infantário e a alimentação que faz.

Mesmo que não tenha nada a ver com a saúde física no resto, só vejo praticamente vantagens.

Tantas. Que as desvantagens ficam perdidas e nem têm espaço neste post!

 

 

Afetividade. Cumplicidade. Amizade.

A Alice tem uma relação com o Vasco que não tem com mais ninguém.

Se eu fizer alguma coisa que ela ache que está mal. Aponta logo o dedo para mim.

Se o Pedro fizer alguma coisa que ela ache que está mal. Aponta logo o dedo para ele.

Se o Vasco fizer alguma coisa que ela ache que está mal. A Alice fica caladinha que nem um rato.

Fica com um ar meio comprometido mas caladinha, caladinha.

Até fazemos de propósito:

- Quem pôs estas almofadas no chão??

Aparentemente, foi o fantasma do meio dia! A Alice não viu nada. A Alice não ouviu nada. Nada de nada!

Porquê? Porque não se denúncia um amigo. Nunca...

Quando era mais pequena as festas eram assim um puxar de pêlo. Ensinámos-lhe que não era assim. Ela aprendeu depressa. É muito meiga para ele. E ele para ela.

 

 

Ansiedade. Birras. E dias maus.

O Vasco é o ansiolítico da Alice.

Às vezes é o meu colo. Beijinhos. Cantar. Contar uma história.

Mas nos dias muito, muito negros. Só o Vasco.

O Vasco tira-lhe uma meia. O Vasco dá-lhe uma focinhada. O Vasco põe a cabeça na barriga dela.

E a miúda acalma. Assim, do nada. Parece magia. Só ao alcance dos poderosos.

Qual Harry Potter. Qual quê! Vasco, meus amigos! Vasco!

 

 

Desenvolvimento Motor. Motricidade fina.

A Alice começou a andar depressa e bem.

Não teve tudo a ver com o Vasco. A miúda é persistente e não desiste à primeira, nem segunda...nem à centésima.

Mas o Vasco contribuiu e muito.

O Vasco metia-se com ela e roubava-lhe os brinquedos. Ela não se ficava e ia atrás.

Primeiro a gatinhar. Depois a andar e a gatinhar porque percebia que era muito mais rápida a gatinhar.

E neste momento a correr.

Depois, as mãozinhas tiveram de conseguir segurar nos mirtilos, que ela adora!

E não só. Nas canetas. Nos lápis.

Porque quando caiem para o chão o Vasco aspira os mirtilos e foge com as canetas e com os lápis.

Ela bem corre atrás dele mas e ele dá a caneta que tem na boca??

Claro que não!

Exercício físico garantido! Diversão a todo o momento!

 

 

Adaptação. Convívio.

Como muitos sabem, a Alice é adoptada.

Quando a fui buscar era uma criança sem qualquer reação.

Não chorava. Não ria. Não resmungava. Nada. Não emitia qualquer som. Chegámos a achar que a miúda era surda.

O Vasco foi fundamental neste processo. Quero acreditar que eu também fui. Mas o Vasco foi mais do que eu.

Foi com ele que ela começou a interagir. Porque ninguém resiste a um boneco giro, fofo que ainda por cima nos tira as meias....

 

Responsabilidade.

Antes de jantar. A Alice é responsável por encher a tigela do Vasco.

Ponho o saco de ração no chão e a Alice com as suas mãozinhas tira e põe a ração na tigela.

Se eu me esquecer. Ela não! 

Lembra-se sempre.

Até pode estar com uma birra do tamanho do talento de Slimani.

Pára a birra!

Põe a ração na tigela.

E recomeça a birra. Porque as birras têm hora marcada mas quando temos de alimentar o nosso cão, não!

 

Sentimento de proteção.

De um lado e do outro.

É frequente a Alice esconder-se atrás do cão quando pressente que pode estar em apuros.

Também é frequente quando o passeamos  e um  cão ladra ao Vasco e a Alice dizer para o outro cão se calar.

E chatear-se! Fazer cara feia.

- Ninguém se mete com o Vasco! Ouviste???

Segue-se um abraço ao Vasco e uma festa.

 

Um babysitter do melhor!

Brincam um com o outro.

Às escondidas. Ele esconde-se. E ela anda à procura dele.

O reciproco não funciona. 

As almofadas do sofá são usadas para fazer túneis. E servem como trampolim.

Brincam à apanhada. 

Partilham o banho. Não porque eu deixo. Mas porque quando percebo já o Vasco entrou na banheira.

Quando ela acorda, ele está mesmo, mesmo a olhar para ela.

Com aqueles olhos de cão que só um verdadeiro cão consegue.

 

 

São inseparáveis. São os melhores amigos.

O Vasco é o melhor presente que a Alice já recebeu.

E parece-me que o contrário também se aplica.

Não é preciso o cão falar para concluirmos que ele está caidinho por ela...

 

Há dois anos no Quiosque!

Adoro, adoro, adoro estas fotos!

 

Há um ano no Quiosque!

 

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16.11.18

o desaparecimento...

Joana Marques

O veterinário do Vasco tem estado a acompanhar a mãe dos filhos do Vasco. E também os próprios filhos.

Esteve presente logo a seguir ao parto. Porque a cadela é muito autónoma e não precisou cá de grandes coisas para parir.

E..

..ontem, apareceu para fazer uma avaliação da mãe e dos pequenotes.

Como ainda não conhecia a nossa casa combinei com ele. Logo que se despachasse, passava aqui por casa.

Ele disse que sim. E mais ou menos pelas 17h apareceu.

O Vasco mal pressentiu o veterinário desapareceu. 

Já aconteceu muitas vezes. Ouve a voz do Rui e ...

...gostei muito deste bocadinho. Assim, sendo vou-me embora. Beijinhos. E até sempre.

 

Estive à conversa com o Rui. Mostrei-lhe a casa. O quintal. 

O Pedro saía às 16h mas para variar saiu mais tarde. O Rui ainda esteve um tempo à espera do Pedro mas entretanto desistiu e foi à vida dele.

Mal vi o Rui pelas costas. Gritei:

- Vasco, vou buscar a Alice. 

Peguei na minha mala e fui a casa dos meus pais buscar a miúda.

Cheguei a casa com a Alice. E nada de Vasco...

...chamei o Vasco. Vi em todas as assoalhadas. Vi todos os cantos e recantos do quintal. Nada!

O Vasco não estava em lado nenhum.

O meu telemóvel tocou. Era o Pedro.

Tinha-me enviado umas mensagens. Não respondi. E ele ficou preocupado e ligou-me.

Contei-lhe.

- O Vasco desapareceu.

O Pedro disse-me que quando chegasse a casa decidiríamos o que fazer mas que provavelmente estava num sitio qualquer e já aparecia.

 

Comecei a achar que o cão tinha ido ter a Carcavelos, à casa antiga. Ou então, tinha saltado o muro, ido dar uma volta e tinha-se perdido. E se tivesse sido atropelado? E se o tivessem roubado? E se tivesse magoado? 

 

Com a cabeça a mil. Peguei na Alice. E no carro. Comecei a dar uma volta ao bairro. Quando dei por mim estava em Carcavelos, na minha antiga rua a perguntar ao Senhor Ludovino se tinha visto o Vasco.

- Eu bem te disse que era uma má ideia. É claro que o cãozinho não se adaptou. 

Perguntei a todos os meus conhecidos que passaram. Ninguém tinha visto o cão.

Voltei a colocar a Alice no carro e rumei até casa.

O Pedro já tinha chegado. Deviam ser umas 19h. Horas de dar banho à Alice. Jantar. E dormir.

O Pedro foi dar uma volta pelo bairro. Eu despachei a Alice. Num estado de nervos do tamanho da Austrália.

A miúda demorou muito tempo a adormecer. Claro! Pressentia que algo não estava bem.

O Pedro chegou. Nada. Nenhuma novidade.

 

Liguei ao meu pai. 

Pedi-lhe para vir aqui a casa. Para ficar com a Alice. Para, também eu começar as buscas.

Apareceu o meu pai. Apareceu a minha mãe. Apareceu o meu sobrinho Pedro. E a minha sobrinha Inês.

A minha mãe ficou com a Alice. E eu e o Pedro começámos a tocar às portas de todas as casas à procura do cão.

O meu pai e os meus sobrinhos foram por outro lado. Perguntavam a quem passava se tinham visto o cão. Ao mesmo tempo que mostravam a foto do Vasco.

Toda a gente da minha família tem a foto do Vasco no telemóvel!

 

Ligou-me a minha irmã. A oferecer ajuda.

Ligou-me a minha cunhada. A oferecer ajuda.

O meu primo António. Também...

A notícia tinha-se espalhado. Repeti a história vezes sem conta.

Voltámos a casa eu e o Pedro. Nada de Vasco.

Perguntei à minha mãe se tinha novidades.

- Não, aqui em casa não está. Já procurei debaixo das camas. Já fui a todo o lado. Não está.

Eu já tinha feito o mesmo, anteriormente.

 

O Pedro ligou para a polícia para saber quais eram os passos a dar.

Disseram-nos para aguardar. Para esperar pelo outro dia. Se fosse encontrado e uma vez que tinha chip, nós seríamos contactados.

Ouvimos uma conversada ao portão. Era o meu pai, os meus sobrinhos e alguns vizinhos. Tudo a comentar o desaparecimento do Vasco.

Eram 22 horas.

Disse aos meus pais para se irem embora. E aos meus sobrinhos também.

Não podíamos fazer nada. Íamos esperar pelo dia seguinte. 

 

Na minha cabeça já tinha tudo planeado.

Ia acordar cedo.

Imprimir umas fotos do Vasco com o nosso contacto.

Ia espalhar pelo bairro.

Ia pôr no meu facebook.

No do Quiosque.

No blog. Ia pedir a toda a gente para divulgar.

O meu coração estava desfeito. Só me apetecia chorar.

O meu Vasquinho ao frio. Sozinho na noite.

 

Comemos qualquer coisa. Mas...

...o pensamento estava longe.

Subimos para o quarto. Eu chorosa. O Pedro a tentar animar-me. A dizer-me, que tinha a certeza que ele ia aparecer são e salvo. A dizer-me que se tivesse sido atropelado teria sido ali perto e já tínhamos dado conta. 

O Pedro abraçou-me. E eu chorei. Claro..

...é o que eu sei fazer nestas alturas.

E nisto. Uma batida. Vinda do roupeiro. 

Olhámos.

A porta abriu.

O Vasco saiu de lá. Abriu a boca.

Espreguiçoooooooooooooooooooooou-se.

Deu-nos um olá (lambeu-nos a mão).

E saiu apressadamente. Direto à cozinha. Porque ainda não tinha jantado. E tinha fome.

Eu e o Pedro nem tivemos reação. Ficámos 

Olhámos um para o outro.

E o Pedro disse com o ar mais aparvalhado do mundo...

- Eu até telefonei para a polícia! 

 

Há dois anos no Quiosque!

O senhor Ludovino!

Há um ano no Quiosque!

Sr. pai Natal! Veja lá, este ano....

 

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11.11.18

Ironias desta vida. E como a vida é injusta.

Joana Marques

Domingo.

A moça gira e fofa encontra-se descontraída em sua casa.

De repente, ele aparece.

Um moço. Charmoso. Giro. De sorriso fácil.

As pernas tremem. O moço é irresistível.

Pumba. Catrapumba. A moça fica grávida.

 

A moça passa de gira e bem proporcionada. Para a fase: Gina, a mamalhuda.

O peso aumenta.

O corpo incha.

Os enjoos.

Os fanicos.

Os desmaios.

A fome capaz de roubar um campo imenso de legumes, se for vegan. Ou um talho cheio de carne biológica, se for paleo.

O sono.

A inércia.

 

E o moço?!

O moço continua charmoso. Giro. De sorriso fácil.

O moço dorme as suas noites. Todas.

A vida continua fácil. E boa.

 

E o tempo passa. O que é que aconteceu à moça?

Perdeu o controlo da bexiga.

Hemorroidas. E não só...

Passou de Gina, a mamalhuda para Nocas, o cachalote.

A barriga parece que vai explodir.

Hormonalmente, está tudo descontrolado. A moça está um desastre. Ambulante!

O humor é de cão. Pior, não! O humor não é de cão! Porque o cão, hoje até está de bom humor.

Estrias.

Percebe que as suas pernas que eram esguias e de fazer parar o trânsito, estão feitas em dois troncos inchados e sem graça.

Os pés. Não! Barbatanas.

Os tornozelos. Quais tornozelos?

Come por dois? Não! Claro que não! Come por ti, por mim e por todos os habitantes da Ásia!

Nocas, o cachalote é de muito alimento. 

 

E o moço?!

Passeia-se pela praia. Sorriso para aqui. Sorriso para ali!

Dorme. Todas as noites. Ressona. E rebola na cama.

Acorda com uma boa pele. Porque descansou. Dormiu. E a vida é demasiado curta para acordar com mau ar.

 

E Nocas?

Já não é cachalote. É como os furacões... subiu de nível.

Nocas, virou agora baleia.

Mesmo, mesmo com o tempo a rebentar. Nocas, já pouco se mexe.

Só o maxilar para enfardar mais um pouco de bolinho. 

- Porque o bebé está a pedir!

 

 E nisto. Eis que chega. A hora do parto!

O moço. Está descontraído em casa. 

Ora dormita. Ora dá um olho na televisão para ver o seu Sporting a jogar com o Arsenal.

Esperem..deixem-me lá abrir os olhos:

- Cartão vermelho a Mathieu! Vamos lá Sporting!!

E volta a dormir.

 

A moça. Chegou a hora.

Toca de fazer força. E dores? Senhores, as dores!

- Socorro! Chamem alguém! O médico! A polícia! Os bombeiros! A marinha! O Instituto de Socorros a Náufragos! Alguém! Por favor chamem alguém....112??  Mathieu?? Foi expulso! Já está disponível! Não?? E Slimani?? Alguém me ajuda??

E nasce um. E outro. 

A moça dá tudo o que tem e o que não tem.

E o moço come a sua ultima refeição do dia. Aconchega-se, o mais aconchegadinho possível e adormece.

 

Ironias desta vida. E como a vida é injusta.

Os filhos saem TODOS! Ao pai. Sem tirar, nem pôr!

vasquinhos.jpg

 

 Há dois anos no Quiosque!

Alguma vez tiveram em casa um convidado que apareceu sem ser convidado?....por exemplo: uma osga!

Eis a solução encontrada por mim....

Por mim! O Vasco fugiu...

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: Um passo a passo feito pela Ana. Uma gola em crochet!

Post 2: Era sábado, e o Vasco estava feliz!

 

 

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25.10.18

toma lá beijinho....Joana!

Joana Marques

O Pedro esteve de folga.

Nos dias de folga dele fingimos que é sábado e a Alice fica connosco. Mas hoje não..

...de manhã foi para casa dos meus pais.

Tínhamos que encaixotar coisas. E mais coisas. E ainda mais coisas.

Pegar em tudo e deixar na casa nova.

 

Depois de concluída a tarefa. 

Passamos pelo Oeiras Parque.

Entretanto ligou-me uma amiga minha, a Ana (que já escreveu aqui no blog!).

Tinha umas coisas dos filhos para me entregar.

Os meus amigos já estão despachados dos filhos pequenos, dizem eles. E a Alice, a Mariana e os meus filhos futuros...estão a herdar tudo.

Estacionámos o carro na rua dela.

Liguei-lhe para ela descer.

- Sobe! Vem cá a casa!

- Não temos muito tempo.....desce tu!

O Vasco estava connosco. Porque a seguir ia ao veterinário.

O Vasco não suspeitava que ia ou veterinário ou então....

 

Saí do carro.

O Pedro também.

O Vasco dentro do carro dava sinais de querer cumprimentar a Ana como deve ser.

A Ana que adora o Vasco trouxe-lhe de casa um biscoito grande que o Vasco adora.

- Solta-o...vá-lá deixa-me cumprimentar o meu afilhado.

Soltei a fera.

A rua da Ana é espaçosa, não tem praticamente movimento.

A Ana deu-lhe o biscoito.

E o Vasco estava mesmo ali a comer o biscoito.

Um segundo depois.

O Vasco já não estava a comer o biscoito.

Ouvi ao longe um cão a ladrar.

O meu cão a ladrar!

A chamar-me.

- Vaaaaaaaaaaaaaaaaaasco!

Gritei.

 

O Vasco corria feliz da vida. 

- Joana, chama-o...ele está a entrar para dentro do cemitério....

Disse a Ana.

O Vasco entrou dentro do cemitério.

Corri atrás do Vasco.

O Pedro correu atrás do Vasco.

A Ana correu atrás de nós...

O cão. Feliz. Feliz.

Ladrava.

Ladra sempre. Quando me quer convidar a brincar com ele.

E corria. E saltava. E ladrava. 

 

Entrei eu, grávida! O Pedro, ainda meio coxo. E a Ana, esbodegada de tanto rir. Cemitério adentro.

O Vasco saltava pelas campas.

Ladrava.

Corria.

Ladrava outra vez. Esteirava-se na terra. Arrancou plantinhas. E comeu flores.

- Joana, Joana, vem brincar comigo. Eu salto. Tu saltas. E depois eu salto outra vez. Depois eu como uma flor. E tu corres atrás de mim...

 

Eu, grávida.

O Pedro meio coxo.

A Ana já não nos conseguia acompanhar porque tinha ficado atrás a rir.

- VAAAAAAAAAAAAAAAAASCO!

Eu aos gritos no cemitério.

- VAAAAAAAAAAAAAAAAASCO! Vem cá, imediatamente...

- Ah! Ah! Pensas que mandas alguma coisa??? A expressão dele dizia isto....

 

Corria. Saltava. Ladrava.

Passou por um aglomerado de pessoas.

E eu no encalço do cão.

Passei pelas pessoas. Grávida!

Pedi muitas desculpas pela interrupção. Presumo que tenha interrompido um funeral. Mas com a pressa nem percebi bem....

O Pedro passou pelas pessoas, também. Meio coxo.

Mas a Ana deu a volta. Só a ouvia rir....

Continuei atrás do cão.. O Pedro atrás dele. A Ana atrás de nós.

 

Mudei de táctica.

Sentei-me. E ele veio ter comigo. Contente da vida!

Apanhei com uma lambidela na cara.

- Foi tão divertido, não foi?? Toma lá beijinho....Joana!

 

Às pessoas que hoje se cruzaram connosco no cemitério peço muita desculpa....

....a próxima vez que estiver perto de um, algemo o cão....

......

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Se o post de hoje não vos animou o suficiente.

Leiam este, cada vez que o leio choro a rir...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Dizer que escrevi um post inteiro sobre xixi.

 

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04.10.18

Hoje. E todos os dias...

Joana Marques

Vou escrever sobre o meu melhor amigo. 

 

 

É generoso. Bom companheiro.

Preguiçoso. 

 

Tem uma gula do tamanho da Austrália. 

E os seus princípios são do tamanho da ilha do Corvo.

 

Tem 5 anos mas parece que só cresceu em tamanho.

Às vezes faz birras. É teimoso, teimoso, teimoso.

É uma ternura!

Tem um coração enorme.

É hipocondríaco.

É persistente. Atirou uma bomba ao destino. E por isso ainda está vivo.

Não desistiu à sentença de morte que lhe deram nos primeiros dias.

 

Gosta de partilhar cama com os humanos. Mesmo quando estão 40º à sombra.

O melhor lugar é dele! Os outros que se amanhem.

 

 

Rouba. Sem sentir qualquer arrependimento.

É o mais simpático dos seres.

Tem um charme que nos tira o tapete.

É um manipulador. Nunca o olhem nos olhos....ou acabam sem nada de nada...

 

Tem cor de leão.

E parece um leão. Aliás, vive de aparências. Dizem que é um Golden, mas não é. Só parece.

Vive todos os dias como se fosse o primeiro ou o último.

É fotogénico. É um giraço...o mais giraço. 

É lindo de morrer...

 

 

Este amigo tem um nome. Vasco.

É o melhor cão do mundo. 

O meu melhor amigo. O mais fiel de todos.

A sorte que eu tive! No dia em que o encontrei...

...a minha vida mudou substancialmente. Para melhor...

...já aprendi tantas coisas com ele!

Sou melhor pessoa, desde que o conheci. 

 

vasquinho2.jpg

 

Vasco!

Hoje e todos os dias.

Que a vida te sorria como tu sorris para a vida!

 

Há dois anos no Quiosque!

Um assalto do Vasco!

Nunca tinha sentido tanta vergonha na minha vida...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Respondi a um desafio.

Adoro responder a desafios!

 

 

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10.09.18

Joana e Pedro. Os preferidos do bairro....

Joana Marques

Anunciámos à família e aos nossos amigos que íamos mudar de casa.

Repetimos vezes sem conta e até à exaustão porquê.

Na sexta-feira recebemos alguns amigos aqui em casa. Jantaram cá.

Dona Alice colaborou e às 19h30 já dormia. Ferrada. Até ao dia seguinte.

Tínhamos marcado para as 21h.

A essa hora e com a ajuda preciosa desta filha dorminhoca, estava tudo pronto.

Tínhamos combinado deixar a porta da garagem aberta para poderem entrar sem terem de tocar à campainha.

Subiam.

E quando chegassem ao segundo andar tínhamos também a porta aberta.

Nada de barulho. Não queríamos a Alice acordada e o cão resmungão.

Contámos aos que ainda não sabiam que íamos mudar de casa.

A explicação de que a casa estava a um excelente preço porque o dono tinha muita pressa em vender não convenceu todos.

- Cá para mim deve estar assombrada.

Disse uma amiga minha meio a brincar.

- Da próxima vez que lá forem levem o Vasco. Se houver fantasmas ele vai dar conta.

Acrescentou um amigo do Pedro enquanto todos ríamos a imaginar Vasquinho a caçar fantasminhas imaginários.

 

Ontem passámos por lá.

Tínhamos combinado com o dono ir lá, para ele nos pôr a par de algumas coisas.

A escritura é só no final da semana.

O senhor está emigrado no Canadá tem pressa em voltar mas nestes dias que faltam até à escritura queria ir visitar uns amigos ao Porto.

 

Ontem lá nos encontrámos.

Com o Vasco. O nosso caçador de fantasmas.

Entrou em casa.

Cheirou isto e aquilo. Deitou-se num sofá. Obviamente!

A casa está mobilada porque o dono quer ver-se livre de tudo.

Algumas coisas são antigas e na minha cabeça mil e um planos de restauro. Assim tenha tempo....

 

Eu e o Pedro acompanhados pelo dono fomos percorrendo a casa.

Foi-nos mostrando as chaves. O que é que abre o quê. 

As duas portas de casa.

O portão grande.

O portão individual.

A porta da garagem.

A casinha das máquinas.

A casinha das ferramentas. 

 

O dono é uma pessoa dos seus 50 anos. Filho de um português e de uma canadiana. 

Tem nacionalidade portuguesa e canadiana. Mudou-se para o Canadá quando os pais se divorciaram. Tinha 5 anos.

Herdou a casa de forma surpreendente. De um tio que mal conhecia.

Nada o prende a Portugal. A vida dele está toda no Canadá.

Gostei dele desde o primeiro momento. 

Muito conversador. Uma pessoa simples, pareceu-me.

Os três embrenhados na conversa. Nisto, a campaínha toca.

- Ainda não nos mudámos e já temos visitas. Disse eu para o Pedro.

 

No portão. Um senhor. 60 anos talvez.

- Olá. Vocês têm um Golden?

O Vasco é um rafeiro mascarado de Golden. Parece Golden mas não é.

- Temos um cão parecido com um Golden, sim.

Respondeu-lhe o Pedro.

- Ah! Acabou de sair do meu quintal. É quase certo que emprenhou a minha cadela.

Eu sou desvairada e estou calejada em relação a muitas coisas.

O Pedro não.

O Pedro é muito certinho. Muito organizado. E muito correto.

Pensar que partilha o tecto com um cão que não perde a oportunidade de profanar a primeira cadela que lhe aparece à frente...é demasiado para ele.

Ficou sem pinga de sangue.

Eu intervim.

- Será que ele saltou o muro? Sem darmos conta? A última vez que o vimos estava deitado no sofá da sala.

- Saltou o muro do meu vizinho do lado, eu vi. 

- E onde é que o senhor mora?

O Vasco saltou 4 quintais para chegar à cadela do senhor.

 

O Pedro ressuscitou.

- Nós pagamos-lhe a cadela...ou qualquer tipo de despesa. 

Quase morri a rir. A ideia de pagar a cadela deu-me para isso.

Nisto apareceu, a assobiar para o lado. O aproveitador de cadelas indefesas.

- É este, não é?

Perguntei eu. Sem qualquer esperança.

- É esse mesmo.

E o senhor baixou-se e fez-lhe uma festa.

-Só queria informar-vos. Vamos esperar e ver se se confirma.

- Nós vamos mudar-nos para cá. Vá nos dando conta das despesas e depois de nascerem posso ajudar a encaminhar os cachorros. 

Disse eu.

- Se nascer alguma cadela não me importo de ficar com ela. O meu filho também é capaz de ficar com um. E depois logo vemos quantos temos para dar.

Ficámos assim.

Saímos dali a pensar que a primeira coisa que precisamos de fazer é aumentar a altura dos muros.

 

Há pessoas que dão uma festa de inauguração. E chamam os vizinhos para se darem a conhecer.

Nós não!

...Nem pensar. Não trabalhamos dessa forma.

Temos um método infalível para nos dar a conhecer...e gostarem de nós!

 

Primeiro. O cão a soltar charme e mais algumas coisas......

.....a carimbar a bicheza da vizinhança.

Segundo. Aumentar a altura dos muros. Como que a dizer...

....somos novos e não queremos conhecer ninguém. Nem falar. Nem ter amigos...

Sem confianças! Se faz favor!

 

Hoje passei por lá. Tinha combinado com o agente imobiliário.

Mal saí do carro. Disse-me a vizinha da frente.

- Foi o seu cão que engravidou a cadela do João?

 

Começo a achar que a ideia de ter um ou dois fantasmas em casa era preferível. 

Joana e Pedro.

A conquistar a vizinhança.

Desde o momento zero.

Aposto.  Já somos os preferidos do bairro!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma obra minha!

 

Há um ano no Quiosque!

Um livro que li!

 

 

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06.08.18

Não desperdice esta oportunidade!

Joana Marques

Antes de casarmos, eu e o Pedro fomos convidados para jantar em casa de um colega dele.

Em Maio, acho eu...

 

Eu já o conhecia do hospital. A ele é à mulher, ele é médico e ela enfermeira.

Para mim os jantares fora terminaram desde que tenho a Alice.

Este foi uma exceção. Porque insistiram muito. Porque é um dos melhores amigos do Pedro desde o tempo da faculdade.

Nessa noite a Alice ficou em casa dos meus pais. 

Achei que era mais estável para ela.

No dia seguinte fui busca-la de manhã e passou o dia comigo. 

 

Hoje foi a vez de retribuirmos o jantar. Hoje era o primeiro dia de férias deles. E como amanhã viajam, tinha mesmo de ser hoje!

O Pedro saiu do hospital às 8h da manhã.

Teve tempo de descansar.

A Alice foi para casa dos meus pais. E eu aproveitei o repouso do Pedro para trabalhar.

Já tinha o jantar planeado e meio preparado.

Quando o Pedro acordou almoçámos. Fomos às compras, comprar o pouco que faltava.

Passámos por casa dos meus pais. A Alice e a prima Margarida estavam a dormir. Trouxemos os meus sobrinhos.

Ficaram por aqui de tarde.

Eu e o Pedro fomos avançando com os preparativos.

Ainda estivemos com os miúdos.

E antes de trocar os meus sobrinhos pela Alice deixámos a mesa pronta.

 

E o Vasco? Perguntam vocês...

O Vasco anda doente com o calor.

Hoje já esteve mais fresco mas tem andado de rastos.

Passa os dias estendido na casa de banho. Qualquer uma....

Apanhar o fresco dos mosaicos é o que o vai salvando.

Bem lhe dou água com gelo. O cão chora com o calor.....

 

É claro que ter convidados em casa com um cão como o Vasco é um desafio.

Nunca sabemos....

NUNCA SABEMOS....

 

Chegou o Carlos. Chegou a Paula.

A Alice nestes dias nunca vai para a cama a horas.

Quer ficar.

Eu deixo.

Já tinha jantado mas esteve sentada na cadeirinha e foi petiscando da nossa comida. Sempre bem disposta...

Até que adormeceu. E eu fui deita-la.

 

Ficámos os 4. 

E o Vasco? Perguntam vocês?

Meu rico filho! Nem deu sinal de vida.

Lá continuava na casa de banho.

Antes do jantar passei por lá e deixei-lhe...adivinham?

Frango assado, claro!

E água. 

O frango foi logo. A água foi indo aos poucos....

Deixei-lhe água na banheira. Não muita...o bastante para se ir refrescando...

 

 

Estávamos nós a conversar.

Por acaso tive sorte....não falaram de trabalho. Ou estaria lixada. Com L do tamanho de um pequeno cachalote!

Dois médicos, uma enfermeira e uma Joana...

Senti o Vasco.

Subia as escadas...

..um degrau de cada vez. E cada vez com mais pressa...

Tínhamos a porta do terraço aberta e corria uma aragem. Se calhar foi por isso que decidiu aparecer.

Lá vinha ele.

Um pequenino enfarte. No meu coração.

Tudo se espera do cão.

À porta da sala lá estava ele.

O focinho molhado, deduzi que tivesse bebido a água que lhe deixei.

Depois percebi que deve ter estado dentro da banheira....

....deitado. Com água até ao dedo mindinho...

Estava molhado mas nada demais...

 

O cão olhou para nós.

O cão dirigiu-se a nós.

O cão escolheu o Pedro!

Quem dá comida, quem é? O Pedro!

Quem não diz nunca que não? O Pedro!

Por isso em alturas de banquete. O Pedro é o escolhido!

O Pedro apresentou o Vasco ao Carlos e à Paula.

Ao mesmo tempo fez-lhe uma festa.

O Vasco levantou-se e ficou quase ao nível do Pedro.

E contente abriu a boca. O Vasco sabe sorrir e rir. E por isso...riu-se para o Pedro.

E quando se riu...saiu da boca dele...

.....uma bola de sabão.

 

Uma bola de sabão a voar na minha sala.

Vimos todos.

Achámos todos.

-Olha, olha estou a ver coisas...credo! Ia jurar que saiu uma bola de sabão da boca do cão!

 

Duas, três bolas de sabão.

- O que raio é que está a sair de dentro da boca do cão?

- Parecem bolas de sabão!

- Nãaaaaaaaaaaaaao. 

 

Muitas bolas de sabão a sobrevoar a minha sala.

- Eu acho que são mesmo bolas de sabão!

- Como?

- Não pode ser. Não pode ser.

 

E de repente naquela sala. 4 adultos riam-se como nunca se tinham rido na vida.

Chorámos a rir.

O narizes ficaram ranhosos.

O nosso jantar esteve em vias de ver a luz do dia.

A dor na barriga era tão ou maior do que se tivéssemos feito 45 abdominais em 2 minutos.

E o cão?

O cão cuspia bolas de sabão...

 

Entretanto fui à casa de banho. Ver com os próprios olhos.

Eu faço os meus próprios sabonetes.

O Vasco comeu um sabonete de azeite.

Já liguei ao veterinário. Vamos estar atentos mas em principio não haverá problema. 

 

Sempre que tiverem uma festa e precisarem de animação pensem em nós....

...fazemos casamentos.

Baby showers.

 

Batizados.

Aniversários. Primeira comunhão. Crisma..tudo o que vem à rede é peixe!

Festas da aldeia.

Festas da cidade. Festas de vilas e de terras assim, assim....

Neste momento atuamos em Carcavelos. Mas estamos disponíveis para conquistar o mundo....

Não desperdice esta oportunidade!

 

....eu faço sabonetes. O Pedro costura rins. A Alice tem uma varinha mágica. A sementinha dá piruetas e mais piruetas dentro do meu útero.

E o cão cospe bolas de sabão...

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Não escrevi post!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um post sobre o Vasco!

Este post foi destaque na página principal do Sapo.

O Vasco é um cão destacado...não sei porquê.

 

 

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02.08.18

guardem segredo. E deitem a chave fora!

Joana Marques

Ontem, quarta feira, dia do Pedro operar.

Entrou às 8h da manhã, deveria sair às 16h mas nunca sai. Nos dias em que opera pior.

De manhã deixou a Alice em casa dos meus pais.

 

Comecei a trabalhar cedo. Antes das 8h.

O dia rendeu muito.

Parei para almoçar e adiantar algumas coisas. 

Trabalhar em casa é muito bom. 

Voltei ao trabalho e mais ou menos às 16h parei.

Fui buscar a Alice. O cão fez-se convidado. Foi comigo.

Chegámos ainda a Alice dormia a sesta da tarde.

Fiquei à conversa com os meus pais.

Recebi uma mensagem do Pedro a confirmar o que já sabia.

Não ia conseguir sair às 16. Lá para as 20h dizia ele na mensagem.

 

A Alice acordou. Lanchou.

Peguei nela e no Vasco e fomos para um parque aqui para as nossas bandas.

Tenho sempre no carro uma manta. Estendi a manta. Para a miúda andar à vontade.

Soltei a fera.

Não havia ninguém no parque. Ou melhor...

...havia uma ou outra alma penada. Mas pouca gente.

Não vi ninguém a comer. Soltei o Vasco.

 

A Alice brincava com uma bola. Cor de rosa.

E eu brincava com ela.

Estava aquele calor bom! O bafo do dia já tinha ido. Só tinha ficado o calor que eu gosto.

A miúda estava com uns calções. Cor de rosa.

E uma t-shirt levezinha. Branca.

O Vasco andava por ali. Perto de nós. 

Ora se atirava para a relva. E se revirava todo. Ora corria muito depressa. E voltava. Com sérios problemas na travagem...

Fazia sons de contentamento.

Às vezes corria e eu deixava de o ver. Mas se o chamasse vinha logo.

Só faltava o Pedro e o momento seria perfeito.

 

De repente.

Num desses momentos em que desapareceu.

Voltou com algo na boca.

Sementinha quase me saltou pela boca.

- Incrível. Já roubou alguém....

Não!

Ou melhor, sim!

Mas não é nada do que estão a pensar. Não é nada do que eu pensei.

- Caneco. Preciso mesmo de ir ao oftalmologista. Parece mesmo, mesmo uma tartaruga....

 

Vasco trazia uma tartaruga na boca.

Não era do tamanho daquelas que o Mário Soares um dia se sentou mas já era uma tartaruga. 

Por momentos achei. O Vasco comeu a tartaruga. E deixou a casca porque é rija.

Largou-a ao meu colo.

E percebi que embora recolhida, a carapaça da tartaruga tinha conteúdo.

Fiquei ali uns momentos sem saber o que fazer.

Liguei ao veterinário.

- Se calhar tem algum problema. Passa por aqui, deixa-a cá que eu dou-lhe uma vista de olhos.

- Estás doido? Queres que eu roube uma tartaruga?

- Não é roubar. Eu dou uma vista de olhos e depois devolves...mas tu é que sabes. Está nas tuas mãos...

Desliguei o telefone.

Pois, claro. Joana. 37 anos. Grávida. Acompanhada com uma filha de pouco mais de um ano e um cão. Estava prestes a roubar uma tartaruga  num parque público.

Dúvida! Roubo ou não a tartaruga?

Não!

Dúvida. Onde é que eu escondo a tartaruga para ninguém ver que eu roubei uma tartaruga num parque público.

Será que tem câmaras de vigilância.

 

 

Para grande espanto da Alice, saiu do parque no seu próprio pé. Quando o Vasco está comigo a Alice vai sempre no carrinho.

E a tartaruga foi no carrinho da Alice, assim como quem não quer a coisa.

Fui ao veterinário com a tartaruga. Tem uma infeção ocular. Está a ser tratada.

Menos de uma semana estará de volta ao parque totalmente recuperada.

Eu, só tenho de voltar lá. Entrar como quem não quer a coisa. Com uma tartaruga escondida nem Slimani sabe onde. E devolve-la.

Só!

Fácil. Fácil.

Não me denunciem!

Não digam nada, por favor...

Guardem segredo! E deitem a chave fora...

 

 

Há dois anos no Quiosque! 

Problemas amorosos. Dúvidas. E todo o tipo de parvoíce.

Escrevi este post num desses dias.

Prometia acabar com a neura em 11 passos.

 

 

Há um ano no Quiosque!

Dei a conhecer as peças da Cutchi.

Continuo a ser fã.

Se não viram na altura, têm mesmo de conhecer.

Vale muito a pena!

 

 

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25.07.18

o Vasco sabe...

Joana Marques

O Vasco sempre foi doido varrido.

O início de vida difícil deve ter deixado algum parafuso meio solto. E quando menos se espera....

É o primeiro cão que tenho e por isso não tenho como comparar.

Os meus avós do Alentejo tinham um mas nunca me lembro de ele ser como o Vasco.

 

Por ser lindo de morrer. Pelo início de vida. Sempre foi um cão muito mimado.

Quando está com muita gente e muita gente tenta fazer-lhe festas. Fica tímido. E esconde-se atrás de mim...

Uma postura..."não me toca" que eu sou uma estrela.

Se essas pessoas estiverem a comer a postura "não me toca" passa logo. É o mais simpático dos cães.

Quando está de barriga cheia afasta-se e arranja um bom sitio para dormir.

E se alguém o vai chatear faz ares de:

- Vou só abanar o rabo uma vez para mostrar que sou simpático. Já está! Desampara-me a loja ó humano que eu tenho de pôr o sono em dia...

 

É nestas alturas.

Quando menos se espera.

Com ele a dormir no terraço.

E eu a trabalhar. Ou a fazer qualquer outra coisa que ele se lembra da minha existência, sente saudades, lembra-se que gosta de mim. Nem sei!  E........

 

Cão bala.

Em silêncio.

 

Levanta-se.

Sem qualquer barulho.

 

Prepara-se.

Caladinho que nem um rato.

 

Já vai no ar.

Shiuuuu!

 

E...

....acabou de aterrar ao meu colo.

O silêncio terminou. Porque eu acabei de dar um grito. 

Pelo susto.

Pelas patas cravadas na barriga.

Por ter uma língua do tamanho da A1 a varrer a minha cara. Pescoço. E a tudo o que ele conseguir deitar a língua.

Não pensem que acontece uma vez por ano. Claro que não. Acontece muitas vezes. Mais do que uma vez por semana.

 

Quando chego a casa.

Depois de passar uns dias fora. Não vamos falar nisso. É brutal.

Nos dias comuns. Já é uma festa.

Muitas vezes a Alice vai para o chão depressa para eu poder agarrar o Vasco.

Depois de um abraço sentido. Umas festas. O rapaz volta ao terraço. E ao sofá....

 

Hoje chegámos de férias.

O Vasco ficou em casa dos meus pais.

A mesma tristeza de sempre.

O Pedro deixou-me em casa com a Alice e foi buscar o Vasco.

Já a tentar prever a loucura que seria. Era só adiar. Por um bocadinho. 

- Vou busca-lo. Ponho-lhe a trela. Entra em casa com trela e não o deixo atirar-se.

 

Assim foi.

O Pedro foi busca-lo. O Vasco ignorou o Pedro. Continuou deitado em sofrimento.

O Pedro pegou nele. Depositou-o no carro. 

Quando chegou à garagem. Abriu-lhe a porta. Tirou-lhe o "cinto" que o prende ao banco. E....

...ala que se faz tarde. Quando deu por isso. Já não tinha cão.

O cão fugiu sem deixar rasto.

 

Estava eu na minha vida.

A Alice a dormir.

E eu a pôr a roupa suja na máquina.

A arrumar o que tinha de arrumar. Quando ouvi um estrondo.

-É uma bomba? Um terramoto?

Não. Era o Vasco.

À porta de entrada. Abri-lhe a porta. E ali estava o meu menino...

...feliz da vida. Festas por todo o lado. Lambidelas. Amor e mais amor. 

Tudo a que tenho direito.

Mas...

.....em momento algum tentou chegar à barriga.

 

O Pedro apareceu 5 minutos. Muito ofegante.

Tinha subido as escadas mais depressa que o Bolt em dias de 100 metros. Parecia um asmático num dia mau...

- Não sei como é que aconteceu. Um momento estava no carro. No outro momento já não estava. Estava como morto e no minuto seguinte foi o cão mais agil que já vi...foi tudo tão rápido que mal o vi fugir. 

 

- Não te preocupes. Correu tudo bem! O Vasco sabe.......

 

 

 Há um ano no Quiosque!

Um post sobre a minha irmã! E não só! Também tem Joana!

Parabéns! Muitas felicidades!

Gosto de ti como o Vasco gosta de frango assado!

 

 

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17.07.18

a galinha choca...

Joana Marques

Profissionalmente, falando.

Ando atrasada em relação à planificação que fiz quando comecei a trabalhar em casa.

Depois daquela tragédia toda que foi a perna partida. A varicela. E o caneco...

Tinha tudo planificado.

Hoje faço isto. Amanhã faço aquilo. O projeto que tinha era propício a trabalho moderado.

Tinha a Alice. Sabia que lhe queria dar atenção. O projeto que tinha era o ideal. Tudo andava sobre rodas.

Eis se não quando me batem à porta novos projetos.

Conheci o Pedro.

O Pedro veio morar cá para casa. Inicialmente em Cascais.

Fizemos a mudança dele para Cascais.

Começámos a compor a casa de Carcavelos conforme ia ficando pronta.

Aproveitámos os meus móveis. Os do Pedro. E fomos mobilando a casa dessa forma.

E assentou tudo que nem uma luva.

Fiz o quarto da Alice. 

Depois mudámos para Carcavelos.

Fizemos a minha mudança de Cascais para Carcavelos. A da Alice. A do Pedro. A do Vasco.

Ainda passamos pela casa do Pedro outra vez. Faltava revolver as entranhas para ver se ainda aproveitávamos alguma coisa.

E sim. Aproveitámos.

 

Depois deste incidente.

E de eu ter expulsado o Pedro do escritório, para outra divisão.

- Ou ele ou eu!

Parece-me que ele escolheu o Elias! 

Acabámos por decidir que o escritório era para os dois.

Precisávamos de uma estante para o escritório.

Já tínhamos arrumado muita coisa.

Mas, só os livros do homem sobre partes do corpo humano ocupam uma imensa área do concelho de Cascais.

Quase pedi a casa do senhor Ludovino emprestada.

 

Tinha ficado para depois da lua de mel.

A lua de mel já passou. Com muita pena minha...

E por isso estava na hora.

- Não passa de sábado!

Disse eu ao Pedro.

Sábado de manhã, lá foi ele ao Ikea com o meu pai e com a Alice.

Eu não fui. Porque precisava mesmo de despachar trabalho.

A Alice foi. Porque precisava mesmo, mesmo de despachar trabalho.

 

O meu pai chegou. O Pedro já estava pronto. E a Alice também.

Desci cá abaixo. Para me despedir da minha bebé. Sem comentários.

Coloquei-a na cadeirinha. Dei beijinhos. Despedi-me do meu pai e do Pedro. E fiquei com uma lágrima no olho.

Não é por estar grávida. Sou mesmo assim...

 

Estava eu a trabalhar como nunca ninguém trabalhou na vida.

O meu telemóvel deu sinal de vida.

Uma mensagem.

Vejo a mensagem.

Estava a Alice sentada num carrinho do Ikea em cima de uma caixa. (a caixa da estante)

A miúda estava tão feliz...é só a melhor foto de sempre dela!

Mas os meus olhos.....

- Pedro, a Alice está descalça!

Dois minutos de silêncio. E recebo outra mensagem.

- Joana, a Alice está descalça..

- Eu sei! Fui eu que te disse! Quando ela chegou aí estava calçada? Tens ideia onde é que ela os perdeu?

- Acho que ela tinha sapatos quando a tirei do carro mas não tenho a certeza. Acho que não reparei nisso..

Passados uns minutos. Recebo esta mensagem.

- Olha o teu pai diz que acha que ela estava calçada quando a tirámos do carro.

- Deve ter perdido os sapatos aí pela loja. Deixa estar. Não vão andar feitos parvos à procura. 

Mais um compasso de espera.

- O teu pai também diz que não tem a certeza. Se calhar estão no carro. De que cor eram?

- São os ténis brancos que os teus pais lhe deram.

Passados 15 minutos.

- Não estão no carro. Tens a certeza que ela saiu de casa calçada?

- Tenho a certeza que lhe calcei os ténis de manhã. Se saiu de casa ou não com eles....sou mesmo uma desgraça. Vou dar uma vista de olhos para ver se avisto os ténis.

 

Procurei em todo o lado nada!

Estavam para sempre perdidos.

- Não encontrei nada. Não posso querer que deixei a Alice sair de casa sem sapatos. 

- Deixa lá. Não viste tu. Não vi eu. Acontece. Somos pais mas ainda somos estagiários. Daqui a 10 anos, vais ver! Saem todos calçados de casa.

Ri-me.

Continuei a trabalhar.

A finalizar o que estava a fazer. 

A Alice e o Pedro já vinham a caminho. 

 

De repente. Olho para o cão.

Estava deitadinho na sua cama. No escritório. E não saía dali.

Estranho.

Andei pela casa toda. Procurei os ténis. E nada. Nunca deu o ar de sua graça.

A cabeça dele girava conforme eu me deslocava mas nunca se levantou.

Tinha um ar vitorioso. Mas ao mesmo tempo abnegado.

Um ar feliz. E bondoso ao mesmo tempo. Os olhos cheios de amor...

Ah! Ah! 

Vasco.

Nem parecia um cão.

Antes uma galinha choca.

A chocar ovinhos. Em forma de ténis.

Estavam lá. Os dois. Quentinhos, quentinhos...que o frio pode dar cabo de uma criação inteira de ténis...

 

Este cão não pode ver nada....

Engravidou à sua própria maneira...aguardem, daqui a 15 dias eclodem ténis novos....

 

 

Há um ano atrás!

Estive no delito de opinião.

 

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