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Quiosque da Joana

06.08.18

miúdos de férias: jogo das palavras...

Joana Marques

A minha miúda Alice está sempre de férias!

Ainda não está na escola.

É provável que só vá para a escola (infantário) em Setembro de 2019. Logo se vê.

Mas tenho aqui por casa dois miúdos de férias, a minha sobrinha Carlota e o meu sobrinho Rodrigo.

Filhos do meu irmão.

A Margarida, a irmã mais nova está com os meus pais.

O Rodrigo e a Carlota também dormem lá em casa mas passam por aqui as tardes para sair um pouco de casa dos avós.

 

Tenho a praia aqui a dois passos e moro numa zona com bastantes espaços verdes.

Mas a esta hora....não!

Estamos em casa até ficar mais fresquinho.

É preciso entreter os miúdos.

Televisão não é opção. Nem computador. Telemóvel ainda não têm....

 

Jogamos ao jogo das palavras. Tantas vezes joguei este jogo com os meus irmãos e com os meus pais.

Quando estávamos de férias era certo e sabido que tinhamos de jogar às palavras!

Nunca me lembro de ter ganho um....mas não vamos falar de coisas tristes!

Não deixa de ser giro! Muito giro!

As regras são simples. Muito simples. O material é mínimo....

É preciso um quadriculado. Podem usar folhas quadriculadas ou mesmo fazer as grelhas manualmente.

E um lápis para cada pessoa! Ou não...podem partilhar.

 

Regras!

Podem jogar várias pessoas. Eu vou exemplificar apenas com duas pessoas: Joaninha e Slimani.

O primeiro jogador escreve uma palavra na grelha. Pode ser escrita na vertical ou na horizontal.

E corta as letras que usou no alfabeto.

Durante o jogo, cada jogador só pode repetir uma letra, uma única vez!

Por exemplo:

Joaninha joga e escreve!

 

 

7(1) (1).jpg

É a vez do segundo jogador.

Slimani tem de escrever uma palavra, como o jogador um colocou a palavra na vertical.

Slimani tem de colocar a sua palavra na horizontal.

Corta as letras que usou na sua palavra exceto a letra que já lá estava.

7(2).png

Joaninha volta a jogar.

Coloca uma palavra na grelha.

A palavra, não pode ser escrita de forma isolada, tem sempre de tocar em pelo menos uma letra de uma palavra já escrita.

Quanto mais letras lá estiverem menos letras gasta e isso é uma vantagem....

A partir daqui as palavras podem ser colocadas na horizontal e na vertical.

Não esquecer de riscar as letras usadas.

E não esquecer que cada jogador pode repetir uma letra, apenas uma e só uma vez.

As palavras podem ultrapassar a grelha quer dizer que precisamos de grelhas maiores. Só isso!

 

7(3) (1).png

O jogo termina quando um dos jogadores não conseguir escrever mais palavras.

Podem elevar o nível de dificuldade do jogo e jogar numa língua estrangeira!!

Podem fazer o download das grelhas aqui!

Divirtam-se!

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Um livro que adorei ler.

Já o li umas 5 ou 6 vezes e descubro sempre coisas novas...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um aniversário especial!

 

 

A jogadora número um, Joaninha está por aqui, também!

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05.03.18

flamingo. O início de uma nova era..

Joana Marques

Pinto desde que me lembro de ser gente.

A minha mãe é pintora. Uma pintora como deve ser.

Faltou-lhe voar. Mas escolheu-nos a nós. Filhos. Marido. E casa.

Como eu era uma bebé que não dormia sestas. Passava manhãs e tardes, sentada na cadeirinha, a vê-la pintar.

Desde muito nova, quis experimentar.

 

Quando era pequena tinha a mania que era uma artista.

E quando estava no infantário era o que mais gostava de fazer. Pintar.

Ao final do dia. Corria o que podia para chegar a casa e mostrar os meus desenhos à minha mãe.

Ao longo da minha vida fui aprendendo.

Sobretudo com a minha mãe. Sobretudo aguarela.

Aprendi muito, também com os meus professores de Educação Visual. Todos. Sem exceção.

Passei sempre com 5. E só não segui artes. Porque:

- Escolho economia, se tu também escolheres.

Foi este, o trato que fiz com o meu melhor amigo. E assim foi. Eu abdiquei de artes. E ele de ciências.

Eu sou gestora. Ele é Engenheiro informático. Na faculdade não deu para continuar o trato...

 

Aqui e ali. Vou aperfeiçoando. Vou fazendo workshops.

Mas, tem-me custado muito sair da minha zona de conforto. A aguarela.

As mulheres normais têm um estojo de maquilhagem dentro da carteira. Eu tenho uma caixinha de aguarelas. Com um mini pincel.

E um bloco de folhas A5.

Quando as coisas ficam dramáticas para mim. Ou seja, muito paradas. Toca de pintar o que vejo à minha volta.

Uma vez estive parada na A1, duas horas. Pintei, o carro que estava ao meu lado. Com uma família de 3 pessoas mais um cão.

Depois, saí do carro e ofereci-lhes a aguarela. Foi giro ver a reação.

 

Este ano. Queria sair mais da minha zona de conforto.

Abstrato. E geométrico.

Geométrico. Ou Abstrato.

Nas minhas resoluções de 2018. Tenho, para toda a gente ver. E ler.

50 desenhos.

Tão ambiciosa que eu fui.

Já me chamei todos os nomes. Estamos em Março e ainda vou no quarto.

Costumo partilha-los nas stories do instagram.

Ontem foi este. Um flamingo. Meio geométrico. A tinta da china. Só preto.

Muito simples. E singelo.

Ainda não domino a técnica...

Espero que seja o início de uma nova fase...

.....de uma nova era...

"Artisticamente" falando....

flamingoj.jpg

 

31.08.17

tricotar um xaile. Com esquema...

Joana Marques

Aprendi a tricotar juntamente com uma amiga minha, a Ana.

Nenhuma de nós sabia. E um dia decidimos que queríamos aprender.

Em minha casa ou na dela começámos por ver revistas.

A perceber que não conseguíamos aprender por aí.

Tudo muito complicado para quem não sabe, nada!

 

Entrámos no universo dos vídeos do youtube.

Só fazíamos peças simples. Ás vezes nem eram peças.

Depois, com o tempo. E sabendo que já não passaríamos vergonha começámos a frequentar workshops.

Eu fiz o workshop de luvas e ensinei-lhe.

Ela aprendeu gorros e ensinou-me.

E por aí fora.

Neste momento sabemos fazer muita coisa, graças ao tempo infinito que passámos a aprender.

A experimentar.

E a desmanchar.

Eu e a Ana trocamos fios.

Por exemplo, se eu vou a uma casa de lãs nova compro-lhe um novelo ou uma meada.

E ela faz o mesmo.

Enviei-lhe uma meada que comprei aqui em Oslo.

Passo tantas vezes à porta da loja que eles devem achar que estou a preparar o assalto do século.

Uma loja onde só se fala norueguês e eu tenho de andar feita parva a emitir sons e a apontar....

Na volta do correio chegou isto.

1 (1) (3).JPG

 

1 (3) (5).JPG

É muito fio. Mais de 500 metros. Achei que era ideal para um xaile.

Chama-se paint e é da Katia.

Comecei por pôr mãos à obra.

2(7).JPG

Já aqui tinha deixado o passo a passo de um xaile assimétrico. Fica muito bem com um fio fininho e agulhas 2,5.

 

Também este é um xaile assimétrico. Um pouco mais trabalhado. O fio é mais grosso. Um fio de inverno.

Estou a usar agulhas número 5. E aplicar o esquema anterior neste fio ficaria muito pesado.

Este novo esquema é trabalhado, tem um padrão. Fica mais leve.

 

Para este tipo de esquema aconselho vivamente terem um contador de carreiras.

Porque se forem como eu, vão se esquecer em que carreira estão nos primeiros 5 minutos.

 

Material necessário:

- fio

- agulhas apropriadas ao fio

- contador de carreiras

 

Esquema:

Iniciam com 3 pontos na agulha e é feito em liga.

E funciona em grupos de 12 carreiras.

Por isso é importante o contador de carreiras.

(se me esquecer de dizer é sempre em liga)

 

Carreira 1

-tricotar os três pontos em liga.

 

Carreira 2

- tricotar dois pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento (ficamos com 4 pontos)

 

Carreira 3

- tricotar  4 pontos em liga (4 pontos)

 

Carreira 4

- tricotar 3 pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento (5 pontos)

 

Carreira 5

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar em liga os restantes (6 pontos)

 

Carreira 6

- tricotar 5 pontos em liga e no último fazer um aumento (7 pontos)

 

Carreira 7

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os restantes pontos em liga (8 pontos)

 

Carreira 8

- tricotar 7 pontos em liga e no último fazer um aumento (9 pontos)

 

Carreira 9

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os restantes pontos em liga (10 pontos)

 

Carreira 10

- tricotar 9 pontos em liga e no último fazer um aumento (11 pontos)

 

Carreira 11

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os restantes pontos em liga (12 pontos)

 

Carreira 12

- tricotar 11 pontos em liga e no último fazer um aumento. (13 pontos)

 

A primeira parte do xaile está pronta.

As próximas 12 carreiras são para se ir repetindo até termos o xaile com o comprimento que desejarmos...

Devem voltar a pôr o contador a zero e iniciar a contagem.

 

 

 

Carreira 1

-tricotar os pontos todos em em liga.

 

Carreira 2

- tricotar os pontos todos em em liga.

 

Carreira 3

- fazer um aumento no primeiro ponto e tricotar os restantes pontos todos em liga. 

 

Carreira 4

- tricotar todos os pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento 

 

Carreira 5

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os dois pontos seguintes em liga e depois até ao final: laçada, tricotar dois pontos juntos; laçada, tricotar dois pontos juntos.....

 

Carreira 6

- tricotar todos os pontos em liga e no último fazer um aumento (7 pontos)

 

Carreira 7

 - fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os dois pontos seguintes em liga e depois até ao final: laçada, tricotar dois pontos juntos; laçada, tricotar dois pontos juntos.....

 

 

Carreira 8

- tricotar todos os pontos em liga e no último fazer um aumento 

 

Carreira 9

 - fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os dois pontos seguintes em liga e depois até ao final: laçada, tricotar dois pontos juntos; laçada, tricotar dois pontos juntos.....

 

Carreira 10

- tricotar todos os pontos em liga e no último fazer um aumento.

 

Carreira 11

- fazer um aumento no primeiro ponto e tricotar os restantes pontos todos em liga. 

 

Carreira 12

- tricotar todos os pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento 

 

Como disse, em cima, agora é repetir estas 12 carreiras até terem o xaile completo.

A cada doze carreiras convém colocar o contador de carreiras a zero. 

Acreditem, evita muitos erros.

 

E como isto é viciante o meu já está assim!

 

3 (15) (1).JPG

3 (10).JPG

 

Se ainda estiverem a iniciar o tricot ou não tiverem grande experiência, aconselho que façam primeiro este tipo de xaile. Tricotem-no com um fio fininho.

Dá trabalho mas o resultado é maravilhoso.

 

Se já são experientes vão conseguir fazer na boa este esquema que hoje deixo.

Se alguém fizer não se esqueça de me mostrar!!

Fico à espera....

 

23.08.17

o vestido manchado...

Joana Marques

Há uns meses entrei numa Zara, em Barcelona.

E vi um vestido.

Adorei o vestido.

Azul.

Bom corte.

Tecido de qualidade.

Nem pensei duas vezes.

Peguei nele.

É meu. Ou melhor, é para a minha sobrinha.

 

Antes de pagar o vestido.

Olhei mais uma vez.

E com olhos de amor. Achei que o vestido me ficava mesmo bem a mim.

Estava na minha mão um vestido para 12 anos. Para mim seria pequeno.

Saí da fila.

E voltei para perto dos vestidos. Não havia para 13/14 anos. É o meu número na Zara Kids.

Voltei para a fila.

Continuava a olhar para o vestido. E achei, se calhar o vestido de 12 anos até me fica bem.

Um pouco justo...talvez.

Saí da fila.

 

Fui ao provador. Ficava-me bem. Se fosse ligeiramente maior.....

Ficava-me bem...picuinhices à parte...

Voltei ao local dos vestidos e resolvi comprar também um para mim.

Não havia.

Perguntei.

Não havia.

E noutra Zara.

Também não.

 

Voltei para a fila. Paguei o vestido.

Saí da loja.

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

 

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

O vestido foi mesmo para a minha sobrinha.

 

Aproveitei que os meus pais estiveram comigo na altura. E levaram o vestido para a miúda.

Ligou-me. Adorou o vestido.

12 (1).JPG

No mês passado a minha cunhada ligou.

A pequena tinha ido dar um passeio.

De uma varanda. Uma gota.

Ou várias.

Devia ser lixívia.

E o vestido ficou manchado. 

 

Juro que não tive nada a ver com isso.

Quando decidi dar o vestido.

Já tinha fechado o assunto.

Dei de boa vontade!

 

- Podes-me enviar o vestido?

A minha cunhada assim o fez.

Como vestido estava arruinado mas na minha cabeça já estava a ter ideias.

A parte da saia. Fiz uma almofada.

Foi só coser as laterais. Aproveitei as costuras que o vestido já tinha.

Fiz uma renda.

sololatte.jpg

Usei um fio que nunca tinha experimentado. Solo Latte. Da Rosários 4. 

Adorei este fio. O acabamento fica muito bonito. E é muito fácil de trabalhar.

E o resultado final. 

11 (1) (1).JPG

Quem tiver vontade de fazer uma mandala em renda, igual, pode seguir o esquema.

Não tem de aplicar em almofada.

Pode-se colocar numa moldura.

Num bastidor.

Ou até numa manta.

Com fio mais grosso pode servir de base para um tapete.

16 (1).JPG

 

18.08.17

um bom aconchego...

Joana Marques

Queria tricotar ou crochetar uma manta para a minha sobrinha Margarida.

Pequena.

Daquelas. Para embalar. E aconchegar.

 

A Margarida nasce no fim de Outubro. Podia ter escolhido um fio mais "quente".

Escolhi algodão. O algodão é imbatível.

Nada bate um algodão de boa qualidade. E para bebés muito pequeninos, é a escolha certa.

Queria um algodão. De boa qualidade. Médio. Nada de fio muito grosso, nem muito fininho.

 

Perguntei a várias pessoas e uma amiga sugeriu-me o algodão "panamá" da Kátia.

Escolhi branco.

É um fio muito macio. Muito fácil de trabalhar. O acabamento fica muito bonito.

Acabei por escolher crochet.

E escolhi este granny square.

grannys.jpg

Fiz 81 quadrados. Ficou uma mantinha 9x9.

Apliquei uns pompons. Verdes.

Uma mantinha verde e branca.

Nem sei como cheguei a tal....

O resultado final.

 

10 (31).JPG

Espero que a Margarida se sinta aconchegada...quando chegar...

......

11.08.17

em crochet. Passo a passo!

Joana Marques

Quando estamos a iniciar crochet ou tricot. O que é que nos dão para fazer??

Cachecóis. Um enjoo.

É um projeto quilométrico.

Demora imenso tempo.

E uma pessoa ou desiste.

Ou se atira do quarto andar...com o fio enrolado no pescoço.

 

Este é um projeto para iniciantes.

Muito simples.

Mas com imensas aplicações.

E é rápido de fazer.

 

Precisam de:

Fio à escolha.

Uma agulha adequada ao fio.

Um botão.

E o resto aparece por milagre.

 

Começam por fazer um anel mágico.

9 (25).JPG

 Dentro deste anel mágico 3 correntes.

9 (28).JPG

 E a seguir. Dois pontos altos.

9 (36).JPG

Juntamos duas correntes.

9 (37).JPG

 Seguidas de 3 pontos altos.

9 (41).JPG

Duas correntes. Três pontos altos. Duas correntes.

9 (43).JPG

Três pontos altos. Duas correntes.

9 (45).JPG

 E finalizamos a primeira carreira com um ponto baixíssimo.

9 (46).JPG

Se conseguiram chegar até aqui. Parabéns!

Já têm a vossa peça praticamente pronta. O resto é sempre igual.

 

2ª carreira:

3 correntes

9 (47).JPG

 3 pontos altos.

9 (49).JPG

Duas correntes.

9 (50).JPG

Um ponto alto.

9 (52).JPG

 Seguido de 4 pontos altos. (um total de 5 pontos altos).

Duas correntes.

9 (55).JPG

5 pontos altos.

Duas correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

Um ponto alto.

9 (58).JPG

Concluir a volta com um ponto baixíssimo.

9 (59).JPG

3ª carreira.

Funciona da mesma forma.

3 correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos....finalizar com um ponto alto e um ponto baixíssimo.

9 (60).JPG

Se continuarem com o mesmo método.

11 carreiras depois chegam a isto:

8 (14).JPG

Um quadrado de crochet.

Agora é só unir...

.....pelo avesso da peça.

8 (23).JPG

Outra união.

8 (26).JPG

 

 Depois de cosida.

Viram a peça pelo lado direito.

8 (28).JPG

Botão!

Onde quiserem.

8 (30).JPG

E podem alindar......

8 (1).JPG

Para este projeto usei o fio woolyboo, da Rosários 4. 

Esta carteirinha vai diretamente para a minha sobrinha Margarida.

Para guardar o seu boletim de vacinas.

Nasce em Outubro!

 

Se fizerem mais pequeno dá para colocar um telemóvel.

Maior, uma bolsinha para um tablet.

Com um fio nobre podem fazer uma clutch.

Se colocarem um cordão pode ser uma malinha.

A minha sobrinha de 12 anos tem várias. Com várias combinações de cores ficam muito giras!

 

Podem jogar com o botão.

Se colocarem mais acima ficará uma carteirinha quadrada.

Mais abaixo retangular.

Deixo aqui o esquema. Provavelmente é mais fácil de seguir que as minhas explicações e fotos...

 9 (19).JPG

Alguma dúvida....estou por cá...

20.07.17

tricotar um xaile. Passo a passo!

Joana Marques

Adoro tricotar xailes.

Usá-los já é outra conversa.

Depois de já ter tricotado muitos xailes diferentes.

Cheguei ao meu xaile preferido.

Não de tricotar. Mas de usar.

 

Xailes muito trabalhados.

Gosto de os tricotar, apenas.

Usar, não consigo. Acabo por desmanchá-los ou oferecer-los a alguém.

 

Xailes simétricos. Que sejam um triângulo perfeito.

Tricoto-os sem problemas.

São xailes que se iniciam no centro e se vão acrescentando pontos em todas as voltas.

Não gosto de os usar.

Sinto sempre que falta uma parte do xaile.

Parece que fica muito pequeno.

Fica-se assim com qualquer coisa pendurada no pescoço...sem grande utilidade.

 

Para eu usar o xaile tem de ser assimétrico, com um ponto simples e tem de ser comprido.

Um xaile deste tipo é muito versátil.

Pode ser um xaile de Verão ou de Inverno. Conforme o fio que se escolha.

E pode ser usado de várias maneiras.

Se for comprido fica giro porque pode dar várias voltas. E como é assimétrico fica com efeitos engraçados.

Na maioria das vezes uso-o como se fosse um cachecol.

 

Depois de ter entrado no mundo dos xailes.

Acabei como comecei. O que eu mais gosto é o mais fácil de fazer.

Em ponto mousse. É feito todo em liga.

Já tinha explicado o esquema aqui.

Hoje acrescento fotos.

Ao longo da explicação aparecem também vídeos. Para ajudar na parte mais difícil.

Qualquer pessoa que saiba tricotar consegue. É só seguir o esquema.

 

Vamos a isso?

Começamos com 3 pontos na agulha.

1 (18) (1).JPG

1ª carreira: é uma carreira ímpar.

Em todas as carreiras ímpares: tricotamos em liga todos os pontos e no último ponto fazemos um aumento.

Ficamos com 4 pontos na agulha.

1 (24) (1).JPG

2ª carreira: é uma carreira par. 

Em todas as carreiras pares: tricotamos o primeiro ponto em liga. O segundo ponto fazemos um aumento. Tricotamos em liga todos os pontos até aos dois últimos. Estes dois últimos pontos, tricotamos juntos.

Continuamos com 4 pontos na agulha.

1 (26).JPG

3ª carreira: é uma carreira ímpar.

Em todas as carreiras ímpares: tricotamos em liga todos os pontos e no último ponto fazemos um aumento.

Ficamos com 5 pontos na agulha.

1 (3) (2).JPG

 

4ª carreira: é uma carreira par. 

Em todas as carreiras pares: tricotamos o primeiro ponto em liga. O segundo ponto fazemos um aumento. Tricotamos em liga todos os pontos até aos dois últimos. Estes dois últimos pontos, tricotamos juntos.

Continuamos com 5 pontos na agulha.

1 (5) (3).JPG

Se conseguiram chegar até aqui. Já têm o xaile praticamente pronto!

Porque agora é sempre igual até ao fim!!

Acreditem, começar é a parte pior....

 

Se continuarem sempre com o mesmo esquema.

O vosso xaile vai crescendo. Assimetricamente!

1 (13) (3).JPG

 

(fio usado: woolybool, rosários4)

 

Quando parar?

Depende do que querem.

Depende do tamanho da pessoa que vai usar o xaile. E daquilo que pretendem.

Eu gosto dele muito comprido.

E largo.

Este que fiz, depois de bloqueado ficou com 42 cm por 2,25m.

x1.jpg

Para mim estas são as medidas certas para um xaile.

Depende sempre do fio usado.

Estas medidas servem essencialmente para nos guiarmos.

 

cp.jpg

No final. Bloquear o xaile.

E depois, é só usar!!

Não se esqueçam que podem aderir ao grupo handmade life e partilhar todos os vossos trabalhos!

Espero-vos lá!

14.07.17

se a vida te der limões.....

Joana Marques

E se a vida te der limões faz uma limonada.

Sempre ouvi dizer isto.

 

Fernando Pessoa dizia...

 "Pedras no caminho?

Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo"

 

 

A verdade é que a vida não me tem dado limões ultimamente.

Também não tenho encontrado pedras.

Uns grãos de areia aqui e ali. Mas nada que um duche não resolva...

 

 

É o cão.

O cão é que me presenteia todos os dias.

Não com limões...não!

Pedras? Também não!

Paus.

vasco100.jpg

Pode estar em Barcelona.

Pode estar em Oslo.

É raro o dia que não chegue a casa com um.

Segui o conselho de Fernando Pessoa. Comecei a guardá-los.

Não dá para um castelo. Nem tão pouco para uma limonada.

Deu para isto.

50 (5).JPG

 

Juntei-lhe três aguarelas. Pintadas por mim.

E pronto.

Quando tiver um castelo.

Posso mirá-las enquanto bebo uma limonada....

 

13.06.17

a partilha....

Joana Marques

Tenho uma amiga que conheci nos tempos em que eu era hospedeira.

Chama-se Marie.

É islandesa mas neste momentos mora nos Estados Unidos.

É professora universitária. No campo da robótica.

Casou com um Japonês.

Também ele professor universitário. No campo da robótica.

Têm um filho.

Adolescente.

Para mal dos pecados deles é mesmo um puto de carne e osso.

Não é um robot. Tem sentimentos e tudo.

O puto é tão diferente dos pais que os deixa de boca aberta com as coisas que diz.

Já caí no erro de almoçar com o casal.

É deprimente.

A conversa dos dois vai dar sempre ao trabalho.

E eu percebo muito pouco de robótica.

Sendo sincera...não percebo nada.

Quando uma pessoa está à rasca e quer à força toda integrar-se na conversa, fala do tempo, certo?

Certo! Até na Noruega funciona.

Errado! Com este casal ou falas de robótica ou falas de robótica.

 

Com ele nunca almocei sozinha.

Com a Marie já. E é diferente. A conversa já vai para outros campos, em que eu também posso dizer qualquer coisa.

Mesmo que estejamos em desacordo. Aprendo sempre alguma coisa.

Tem uma cultura. Um ponto de vista. E opiniões que me fazem pensar. E crescer.

 

Um dia num desses almoços explicou-me que estava a trabalhar e a fazer investigação tendo como objeto de estudo: "a cadeira de rodas".

Disse-me ela que tinha descoberto uma forma de fazer virar a cadeira de rodas com mais segurança.

Ao que eu perguntei:

- E o que vais fazer? Já regista-te a patente? Vais começar a produzir cadeiras? 

Já estava a imaginar uma fábrica a produzir cadeiras de rodas em série e a Marie a mudar-se com o seu japonês e o seu filho de carne em osso, para uma ilha deserta.

Mai Tai's, sol e mar, o resto dos dias deles....pensei eu que sou gestora de profissão.

 

Olhou para mim e disse-me.

- Não. Vou publicar a minha descoberta. E esperar que alguém pegue na ideia e a melhore. Se eu registar a patente durante um tempo ninguém pode mexer nisto e a descoberta fica estagnada. E queremos é que mais alguém trabalhe nisto e desenvolva o conceito.

 

Achei isto de um altruísmo sem explicação.

Digno de alguém brilhante. Não só de cabeça mas também de coração.

A partilha é dos atos mais nobres de um ser humano.

Dá a possibilidade de outros poderem pegar no que deixámos e assim tentar fazer melhor.

Se estivermos sempre a começar do zero, o mundo não avança. E não tenhamos ilusões, haverá sempre alguém melhor do que nós. E ainda bem. Só assim nos superamos.

Não querendo comparar-me com a Marie, nem com o trabalho espetacular que faz, posso de alguma forma partilhar o pouco que sei. E quem dá o que pode a mais não é obrigado.

 

Por essa razão criei o grupo handmade life.

 

Se eu tiver uma receita boa, qual é o mal de a partilhar. Porque raio vou guarda-la para mim?

Se eu descobrir uma loja mesmo, mesmo boa porque não partilharei?

Se encontrar uma página no facebook que tem peças únicas, não faz sentido guarda-la para mim, ou faz?

E sim eu tenho um blog, mas qualquer pessoa pode partilhar um post do seu blog, por exemplo.

Se tiver mais visualizações com isso, melhor. É mesmo para divulgar que a página serve. 

Podemos aprender todos uns com os outros.

E desta forma melhorar a nossa vida...mesmo que seja devagarinho...

 

Joana Marques

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