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Quiosque da Joana

05.09.18

um ano. 180º...

Joana Marques

De todos os anos que já vivi, este será para sempre o ano de referência.

Aquele em que tudo aconteceu. E em que tudo mudou.

180º.

 

Há um ano atrás vivia na Noruega.

Não estava infeliz. Estava conformada. Em ter de ficar.

Até porque os meus pais estavam comigo.

E a empresa do meu irmão tinha ganho um projeto lá.

Durante um ano iria lá morar com o meu irmão, cunhada e sobrinhos.

Muito bom para mim porque já não iria ficar sozinha.

 

Nada foi como eu pensava.

Um dia fui chamada a Londres. Fiquei lá uns dias. Ainda voltei a Oslo.

Voltei a Londres. Pedi muitas vezes para me deixarem trabalhar em Portugal.

Venci-os pelo cansaço. Lá disseram que sim, mas antes....Amesterdão.

 

Uns dias em Amesterdão bastaram. Perna partida...

Já fez nove meses que parti a perna.

Foi uma fase francamente má. Deve ter sido a pior fase da minha vida.

No meio de toda a tempestade e como tinha partido a perna só em duas partes.

O universo achou que podia ainda sobreviver a uma varicela. 

Não foi uma tempestade. Foi um furacão. De grau máximo.

 

Mas...

....o melhor estava para vir.

No dia 14 de Dezembro um telefonema mudou a minha vida. A Alice.

A Alice foi a minha luz ao fundo do túnel. Não há nada no mundo melhor do que a vinda de uma criança.

Uma criança grita futuro por todos os lados. E era disso que eu precisava.

Eu precisava de um futuro. A Alice precisava de uma mãe.

A Alice. Mudou a minha sorte.

E a partir daqui, tudo começou a correr.

Mãe de primeira viagem. Uma criança nos braços.

Ou enfrentas! Ou enfrentas. Não há outra opção.

Enfrentei. 

 

Há precisamente 6 meses. Eu, Joana era uma rapariga solteira. Com uma filha espetacular.

Mal eu sabia que daí a 10 dias a vida ia mudar.

Já tinha mudado muito com a chegada da Alice. Iria mudar muito mais.

O Pedro em Março.

A Mariana em Julho.

 

Mas...

....parece que o universo tinha ainda mais surpresas.

O tempo que passámos no Alentejo fez-nos suspirar por algo mais.

Eu posso trabalhar em qualquer lado. O Pedro ponderou pedir transferência e morarmos permanentemente no Alentejo.

A qualidade de vida é de longe superior. 

Conversámos bastante sobre isso. E acabámos por colocar essa vontade de lado.

Mas...

.....a vontade de morar num espaço diferente foi tomando forma.

 

O Pedro vendeu o andar dele de solteiro com muita facilidade.

E por um preço muito simpático.

Começámos timidamente à procura de uma outra casa.

Dizíamos um para o outro:

- Vamos ver.

- Claro. Não é para comprar.

- Não. Estamos bem onde estamos.

Mas...

....sei por conta do que me tem acontecido que os amores à primeira vista acontecem.

Às vezes basta ir ao médico...

....encontrámos uma casa. A nossa casa.

Tem jardim. Posso ter a minha horta ali mesmo ao lado da porta da cozinha.

É muito mais funcional.

Quando o Pedro faz noite e o Vasco tem apertos é só abrir-lhe a porta. Sem ter de andar com a Alice noite dentro...

Não precisa de grandes obras. Só uns ajustes.

Se o projeto Mariana correr bem podemos continuar a procriar porque vamos ter quartos.

Fica numa rua muito pouco movimentada. E da varanda da frente vemos o rio.

Não temos a vista para o mar que tínhamos em Carcavelos mas o jardim compensa essa parte.

Temos um sótão que vamos transformar em escritório. 

É uma casa com muita luz. É a nossa casa. É mesmo a nossa casa.

Não é em Carcavelos. É perto. Isaltino, olé!

 

Já temos comprador para a casa de Carcavelos.

É um casal de professores universitários (ingleses) com 4 filhos.

O terraço conquistou-os. Tal como me tinha conquistado, a mim.

 

Estamos muito felizes.

Não é a casa do Pedro. Não é a casa da Joana.

É a nossa casa. 

 

É claro que sinto o coração apertadinho por deixar Carcavelos.

Mas a vida é assim. É a andar para a frente que se faz o caminho....

 

Falta o pior. Ainda falta o pior.

Dar a novidade ao senhor Ludovino. 

Como é que eu lhe vou contar....

Como?

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma história sobre o Vasco.

Se precisarem de ser animados....são capazes de ficar mais. 

Palavra de dona do Vasco!

 

Há um ano no Quiosque!

Na Noruega. O mundo será assim tão pequeno?

 

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