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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

um cartão de memória. E um traumatismo...

12.01.18, Joana Marques

O meu telemóvel tem falta de memória.

Pobrezinho. Acontece!

Já padece deste mal há muito tempo.

Nunca liguei muito.

É chato quando quero instalar uma aplicação qualquer e ele me responde:

- Querias, não querias?? Isso é que não pode ser...

O telemóvel até é fofo. Diz que não. Mas não se limita a dizer que não...dá-me alternativas.

- Se desinstalares a aplicação x e y, eu com boa vontade deixo instalar essa aplicação. Se não o fizeres. Tenho muita pena mas não.

E eu lá fui gerindo o telemóvel e as suas vontades.

Comentei com o amigo do ponto final.

- Compra um cartão que isso passa.

Comentei com o meu irmão.

- E se comprasses um cartão?

Comentei com outro amigo meu...

- Compra um cartão de memória.

Enfim...e o que é que eu fiz??

Comprei um cartão de memória.

Ainda tentei instala-lo...mas acho que o coloquei de pernas para o ar. Não funcionou.

Estava sem tempo.

Desisti naquele momento.

E quando precisei de um cartão para a máquina fotográfica foi a ele que recorri.

 

Hoje. Fui ao hospital. Ainda a perna...

O hospital fica próximo de um centro comercial e aproveitei para passar pela Worten.

 

Mesmo, mesmo à entrada da loja estão duas senhoras. Uma muito exaltada diz:

- EU

Na mão trás uma carteira cor de rosa. Daquelas onde se guardam as moedas e as notas.

- BEM

A carteira cor de rosa tem assim uma espécie de aplique em metal.

- TE

A senhora, continua exaltada a falar aos berros com a outra.

- DISSE

A senhora esta furiosa. Furibunda.

- QUE

Um braço no ar.

- NÃO

Outro para quem o apanhar.

-ERA AQUI!

E pronto. Apanhei eu.

 

Sem saber ler nem escrever. Só vejo vir na minha direção um braço. Uma carteira cor de rosa. E um aplique cravado entre os olhos e o nariz.

 

A senhora esmurrou-me.

O meu nariz explodiu. Sangue por todos os lados.

Eu. Num momento era a princesa Fiona. No momento seguinte era o ogre mais feio...

 

A senhora passou-se.

- Chamem a polícia que eu sou culpada. Ai o que eu fiz. Desculpe-me, se faz favor. Chamem a policia, chamem a policia.

E eu, no meio da caldeirada que me escorria pela cara. Chorava de dores. E ria. Porque teve piada.

Apareceu um segurança que me socorreu.

E como estava mesmo perto do hospital fui até lá. Não está nada partido.

Tenho uma parte da cara feita num bolo. Inchada e negra. Mas é só isso.

Com gelo e uma pomadinha...vou ficar boa em três tempos.

 

 

E ainda não foi desta que resolvi o problema do telemóvel...

 

 

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